Análise Arkade: Morrer pode ser um bom negócio no Metroidvania Dead Cells

13 de junho de 2017
Autor: Junior Candido

Morrer em qualquer game é sinal de frustração. Seja por ter que começar de novo uma fase, ficar empacado no mesmo lugar, ou por perder tudo o que você havia coletado até o game over, perder a vida nos games pode custar paciências esgotadas e controles arrebentados. Porém Dead Cells oferece uma proposta diferente, “ajudando” o jogador toda vez que ele morre.

Estamos sorteando, em parceria com o pessoal do Hype, uma cópia de Dead Cells. O jogo está com desconto na loja do Hype, custando apenas R$26,99, com a possibilidade de parcelamento em 3 vezes no cartão de crédito, com a key pronta para ser utilizada na Steam (compre aqui). Ele está em Early Access na Steam e, para participar, basta curtir a imagem abaixo e marcar dois amigos no post. Sortearemos o game na quinta-feira, de junho:

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Morrer “é bom”

Análise Arkade: Morrer pode ser um bom negócio no Metroidvania Dead Cells

Com uma dinâmica diferenciada, que leva o jogador para locais diferentes toda vez que ele morre, o jogo consegue ser mais dinâmico, oferecendo a oportunidade de que o jogador não conte com a frustração de travar e ficar parado no mesmo lugar, já que ele pode conhecer novos locais do mapa e contar com um gameplay mais dinâmico. Mapa este que conta com um interessante sistema de portal, para atravessar áreas específicas no mapa de maneira mais prática.

No mais, Dead Cells cumpre bem a cartilha de um bom Metroidvania: ele conta com labirintos em 2D com bastante qualidade, lojas de itens bem espalhadas e diferenciados, inimigos variados que dão muita dor de cabeça, e que faz dele um jogo extremamente viciante e gostos de se jogar. Para isso, uma história bastante simples: você precisa recuperar células para seu corpo que está em decomposição, e só. Uma história bem insignificante, feita apenas para justificar o gameplay, que neste caso, funciona muito bem.

Mas não é 100% bom morrer em Dead Cells não. Pois apesar do jogo sempre te colocar de volta em lugares diferentes, você perde tudo o que coletou na sua jornada quando morre, tendo que começar tudo de novo, mas com a chance de encontrar novos itens pelo caminho, ou no mínimo, recuperar o que você já havia conquistado.

Em busca das células mortas

Análise Arkade: Morrer pode ser um bom negócio no Metroidvania Dead Cells

Com os mapas enormes em 2D recheados de itens, armas, lojas de upgrades, inimigos, locais de transporte e locais para upgrade, mas, diferente de outros jogos do gênero, aqui você não precisa encontrar itens para desbloquear certas passagens, está tudo livre para você explorar, desde o início. Só um item aqui e ali que irá exigir do jogador um pouco de raciocínio para acessar o local, mas sem nenhum item específico para tal.

A mudança de armas também é dinâmica, como todo o jogo propõe: você pode usar duas armas principais, que pode ser um item de ataque e outro de defesa, ou dois só para atacar. Pegando uma arma nova, você deixa a outra no chão, e vai seguindo, sempre achando uma arma que pode ser mais útil para várias ocasiões. Além disso, você também pode usar até dois ataques mais fortes nos botões de ombro, caso estiver jogando com um controle. O jogo te convida a sempre trocar de arma, o que sempre vai dar um ar de dinamismo na jogatina.

Falando em dinamismo, Dead Cells é um jogo incansável. Em todo momento, você se vê em meio a um gameplay ágil e que sempre colocará inimigos para você combater, além da exploração, que é bem mais rápida do que em outros jogos do gênero, te deixando sempre atento para algo de novo que irá acontecer, sempre em breve. Cada inimigo derrotado te devolve células, que também podem ser usadas para melhorar as armas que já possui, além de comprar novas.

Com o passar do tempo, você vai acabar adquirindo mais confiança em si mesmo, e irá explorar melhor os mapas do jogo, sem medo de morrer e ter que voltar tudo de novo, e é aí que o jogo começa a brilhar de verdade, com atalhos, novos itens, melhores do que os primeiros, e a chance de cair em um local o qual não está preparado ainda para encarar, o que faz de Dead Cells algo único e não-linear.

Cara de Prince of Persia, mas com ideias modernas

Análise Arkade: Morrer pode ser um bom negócio no Metroidvania Dead Cells

Visualmente falando, Dead Cells não se preocupa muito em entregar um visual espetacular, mas também não entrega um jogo feio. Usando de elementos que lembrar de longe Prince of Persia, com gráficos que nos levam ás vezes para as lembranças dos jogos do DOS, tudo corre de maneira leve e fluída, com destaques inteligentes para seu personagem e os inimigos, que destoam no mundo cinza do jogo.

Outra coisa que chama muita atenção são os efeitos presentes no jogo. Energias, luzes de ataque e tantas outras coisas são corriqueiras por aqui, e mostram como seriam os belos jogos da época do 16-bit, se continuassem a ser feitos até hoje. E tudo isso na versão Early Access do jogo, que significa que muito mais poderá ser feito nos próximos meses a respeito da parte visual.

Um feliz caso de um jogo que consegue divertir de várias formas

Análise Arkade: Morrer pode ser um bom negócio no Metroidvania Dead Cells

Dead Cells consegue cumprir um papel que é essencial em games, desde a sua invenção: ele é bastante divertido. Seja para os novatos, que irão “curtir” as muitas mortes no jogo, ou para os veteranos, que encontram no título muitos desafios, o jogo segue te convidando para se aprofundar mais e mais em seus mapas, e sua dinâmica não o deixa cansativo em momento algum.

Infelizmente, hoje vemos jogos focando vários elementos, o que não é errado, mas que acabam tirando um pouco da diversão em nome de vários outros fatores, mas Dead Cells nos leva de volta para os anos 90, com elementos simples, mas com boas ideias que, garantem a “prisão” do jogador nos calabouços de seu jogo por horas e horas.

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