Análise Arkade: fazendo a festa de celular na mão com Just Dance 2016

2 de dezembro de 2015
Autor: Arkade

Análise Arkade: fazendo a festa de celular na mão com Just Dance 2016

Entra ano, sai ano, e as franquias anuais continuam chegando. Para os dançarinos de plantão, a Ubisoft entregou Just Dance 2016, e a nossa análise do game você confere agora!

Como estamos falando de um jogo de dança que mantém boa parte de suas mecânicas inalteradas entre um ano e outro, nesta resenha vamos nos ater às novidades e modos de jogo que o game trouxe, ok? Afaste os móveis, vista uma roupa confortável e embarque nessa com a gente!

Músicas e coreografias

Se o jogo se mantém essencialmente inalterado, o mesmo não pode ser dito das músicas.  A song list está, como sempre, cheia de hits do momento (Cool for the Summer, Uptown Funk, Hey Mama, All About that Bass, etc), músicas nostálgicas dos anos 70-80( Let’s Groove, Hit the Road Jack, BoysCopacabana, etc), e algumas escolhas inusitadas e interessantes, como o tema de Angry Birds ou de filmes como Grease e A Pequena Sereia.

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Tem até a música Willian Tell Overture, que apesar de ser uma ópera clássica, é mais famosa por ser um toque brega (e odiado) de celular da época dos Tijorolas. Para os fãs da Selena Gomes, é legal que a música Same Old Love – anunciada pela cantora em setembro – esteja entre as 40 faixas do jogo.

Os fãs de J-Pop certamente vão endoidar, pois a Levan Polkka, da diva digital Hatsune Miku, está presente no game. A coreografia é bem parecida com a original da personagem (tem até o alho-poró que brota na mão dela no meio do clipe original).

Além disso, há uma composição exclusiva (sobre uma garota que pisa sem querer em seu Chihuahua), feita em parceria com o compositor Tom Salta (responsável pelas trilhas de alguns jogos da franquia Halo e de Prince of Persia: The Forgotten Sands) e a cantora japonesa Reni Mimura.

Dei uma pesquisada e parece ser a primeira vez que os produtores fazem algo exclusivo nesse nível, o que é uma evolução curiosa e interessante para um jogo que tem na música sua força motriz.

No geral, as coreografias estão mais elaboradas e divertidas. O jogo passou a explorar com mais frequência e qualidade a quantidade de pessoas. Por exemplo, em This is How We Do, da Katy Perry, é preciso ter uma bailarina ou ginasta na galera (ou  alguém que não se importe em ter dores nas pernas no dia seguinte).

A música da Disney da vez é Under the Sea, do fofíssimo A Pequena Sereia. Sim, é preciso “dançar” sentado na mesa de centro ou em uma cadeira (afinal, você é uma sereia, não tem pernas). Na falta de ambos, fiz no chão mesmo e deu certo.

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As versões alternativas, desbloqueadas com a moeda do jogo, estão legais. A indiana de Fancy e a de Want To Want Me, na minha opinião, são até melhores que as originais.

E, embora admire a criatividade e a personalidade dos coreógrafos e dançarinos do game, não sou fã das versões em que se pode jogar sentado e ignorar os pés (como a versão no carro da Teacher).

Dançando com o celular

Comprou seu One ou PS4 sem a câmera para captura de movimentos? Isso não é desculpa para não sacudir o esqueleto: seguindo o modelo do Just Dance Now (lançado em 2015 para os PC gamers sem console), Just Dance 2016 permite que os jogadores utilizem o celular como sensor!

Para isso, você faz download do app oficial na loja de aplicativos do seu sistema operacional e, ao iniciar o jogo, seleciona a opção celular. Selecionei algumas músicas para testar com o celular e comparar com o gameplay do Kinect.

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A funcionalidade não deixou a desejar em momento algum, ainda que a pontuação e a diversão sejam maiores com a câmera. Mas, para quem não tem Kinect, PS Eye ou espaço em casa (um fator bem importante), esta novidade sem dúvida é muito bem-vinda.

Just Dance Unlimited

Para quem quer curtir as músicas de jogos anteriores, a Ubisoft lançou o Just Dance Unlimited, um serviço de streaming onde você paga um valor (mensal ou anual) para ter acesso a cerca de 150 das melhores coreografias dos jogos anteriores.

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Amor e ódio definem este novo recurso do jogo. Amor pela praticidade de ter todo esse conteúdo extra em um único menu (super organizado por artista, quantidade de jogadores, e mais, tudo em um menu que parece inspirado na Netflix, e deixa a navegação muito fácil).

Já o ódio entra porque, bem, quem acompanha a série já pagou por essas músicas antes. Boa parte delas são DLCs lançados para os jogos anteriores, de modo que você está praticamente “alugando” um conteúdo que você já comprou antes. Ah, e também entra um pouco no ódio a falta da música das Spice Girls que tem só no Wii. Podia liberar pra todo mundo, né, Ubisoft? ;)

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Bom, mas para quem não acompanha a série, migrou da antiga para a nova geração ou simplesmente quer ter mais opções, o Just Dance Unlimited pode ser um bom negócio. Ele está disponível apenas para a nova geração (Xbox One, PS4 e Wii U), e custa R$ 69,00 por ano. Além do conteúdo já existente, existe a promessa de que ele traga novidades – inclusive conteúdos exclusivos para os assinantes – com frequência.

Modos de jogo

Algumas mudanças na apresentação do jogo trazem novos desafios aos jogadores e colocam um pouco de ordem na diversão, tornando a navegação mais intuitiva e oferecendo opções para todos os gostos.

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No Party Mode você pode escolher jogar de duas maneiras: Rival (uma competição entre a galera para ver quem conquista mais pontos) e Colaborativo (que exige trabalho em equipe para conquistar os suados pontinhos).

O Dance Quest é um modo fase, no qual você escolhe o nível dos seus concorrentes, que são programados pelo jogo pra não te deixar entre os três melhores – requisito para desbloquear uma nova etapa. É um modo de jogo bem desafiador que vai realmente exigir que você domine cada coreografia.

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O World Video Challenge é uma competição em tempo real. No menu, você escolhe a música e vê a gamertag do seu oponente. Durante o jogo, em vez de aparecer a clássica marcação da sua sombra no topo, o oponente enxerga a sua sala e a sua performance — e no meu caso, cachorros como figurantes!

Este novo nome me pareceu uma boa evolução para o World Dance Floor do ano passado, que não te permitia escolher a música e colocava o jogador em uma sala com dezenas de outras pessoas, sem interação mais pessoal (como o recurso de vídeo aberto).

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O nome do modo Sweat and Playlists já diz tudo. Coreografias em versões “aula de zumba na academia” (ou um pouco mais elaboradas). De qualquer maneira, o jogo conta o tempo de malhação e as calorias que você perdeu. Além de playlists prontas, é possível criar outras com a sequência de músicas que mais te agradar.

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Para usar o Showtime você precisa obrigatoriamente da câmera do console para gravar sua performance, que poderá ser compartilhada na comunidade do jogo e nas redes sociais. Essa é a função mais sem graça (na minha opinião), mas deve ser legal pra quem gosta de juntar a galera e compartilhar os vídeos por aí.

Visual

O jogo ganhou upgrades nos figurinos, cenários e nos efeitos especiais, sempre fiel ao estilo da música e ao mundo colorido e criativo da franquia. Sempre há muita profundidade, muitas cores e efeitos bacanas pipocando pela tela.

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Os “movimentos de câmera” também mudaram um pouco, estão bem sincronizados com a dinâmica da coreografia e tornam o visual ainda mais rico e interessante.

Pra fechar

Just Dance continua perfeito para animar a galera em festas, mandar os quilinhos extras embora e dar muita risada – até mesmo jogando sozinho.

E dessa vez a coisa está ainda mais completa e democrática, com o recurso do celular para quem não tem câmera e o serviço Just Dance Unlimited, que expande sua biblioteca e evita que você precise ficar trocando de jogo o tempo todo para dançar as suas favoritas.

Just Dance 2016 é o game ideal para quem curte dançar, queimar calorias ou simplesmente se divertir sem medo de pagar uns micos. O game foi lançado em 20 de outubro para PS4, Xbox One, Nintendo Wii UPS3, Xbox 360 e Wii. O serviço de streaming Just Dance Unlimited só está disponível para os consoles da nova geração.

* Quem assina esta resenha é a jornalista convidada Stela Tondo.

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