Análise Arkade: É hora de se emocionar muito em Finding Paradise

15 de dezembro de 2017
Autor: Renan do Prado

Análise Arkade: É hora de se emocionar muito em Finding Paradise

Após uma longa espera, enfim Finding Paradise, a sequência do emocionante To the Moon foi lançada! Em mais uma aventura carregada de emoções, o carismático par de doutores Eva Rosalene Neil Watts embarca em mais um trabalho para realizar o último desejo de uma pessoa a beira da morte. Então prepare seus lenços e venha com a gente conferir a análise completa do game!

Um último desejo antes da partida

Análise Arkade: É hora de se emocionar muito em Finding Paradise

Se você já jogou To the Moon, então já sabe como funcionam as coisas no game, mas caso você não tenha tido essa chance, aí vai um pequeno resumo: Finding Paradise conta a história de Eva Neil, dois doutores da Sigmund Corp, uma empresa especialista em atender ao último desejo de pessoas prestes a morrer.

Funciona da seguinte forma: quando chega a hora de um paciente da Sigmund partir, eles são visitados pelo par de doutores, que com uma máquina, irão acessar as memórias do paciente, desde seus últimos momentos até suas memórias mais antigas, explorando momentos chaves de sua vida para tornar seu último desejo realidade. Em To the Moon, o desejo do paciente prestes a morrer era viajar para a Lua. Para conseguir isso, os doutores precisariam encontrar um ponto certo em sua memória e fazer uma alteração, para que os eventos que se seguissem o levassem a de alguma forma viajar para a Lua.

Análise Arkade: É hora de se emocionar muito em Finding Paradise

Com isso, uma nova vida é criada para aquele paciente, apenas dentro de sua mente. E são essas as lembranças que serão levadas até os últimos momentos de vida desses pacientes. O jogador então controla a dupla de doutores através das memórias de seu paciente, passando por toda a sua vida, até a tenra infância, conhecendo emocionantes histórias em seu trabalho enquanto tentam realizar os últimos desejos dessas pessoas. E dessa vez, a dupla terá um trabalho difícil pela frente!

Muitas risadas e muitos lenços de papel

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A verdadeira magia do game está em quais pedidos os doutores precisam realizar. Dentro do game, acabamos sabendo que qualquer desejo, desde que seja coerente, pode ser realizado. Ser uma pessoa famosa, ser rico, casar-se com aquela pessoa especial. O paciente diz o que deseja, assina o contrato e em seu leito de morte, seu desejo é atendido.

Se fosse apenas isso, tudo seria simples, mas são as histórias desses pacientes que tornam tudo único. Ainda mais em Finding Paradise. Aqui, Eva e Neil tem uma difícil tarefa: Realizar o desejo final de Colin, seu paciente, alterando mínimo possível de suas memórias, isso sem ao menos saber ao certo qual é esse desejo! A dupla precisará vasculhar fundo na mente de Colin para primeiro descobrir qual é seu desejo, para então tentar entender seu desejo antes de torná-lo realidade dentro de suas memórias.

Análise Arkade: É hora de se emocionar muito em Finding Paradise

Tudo isso fica melhor pois Eva Neil são personagens extremamente carismáticos. Eva é mais profissional, polida e educada, tentando sempre fazer tudo pelo caminho certo, mas com paciência curta e cheia de comentários sarcásticos para seu parceiro. E Neil é o completo oposto, ele está sempre fazendo piadas, comentários impróprios, sendo “polidamente mal-educado”, além de fazer muitas referências a outras obras dentro do game, de filmes, a animes e muito mais!

To The Moon possuía uma história mais triste por si só, mas em Finding Paradise temos uma história mais leve, mas igualmente emocionante, pois as partes tocantes começam a ficar presente assim que os mistérios das memórias de Colin começar a ser desvendados. Com isso, o game tem uma progressão leve e cheia de humor e cenas muito divertidas e engraças, mas quando ele enfim entra na parte emocionante, ele vai com tudo. E eu pessoalmente chorei, e muito quando essa parte chegou. Foi uma experiência linda e muito tocante até os últimos momentos. Não irei spoilar nada, mas aconselho ter alguns lenços perto de você, pois talvez você vá precisá-los.

Análise Arkade: É hora de se emocionar muito em Finding Paradise

Uma coisa que precisa ser mencionada é a ligação que o game faz com os últimos games da série. O game faz pequenas referências a To the Moon, mais como Easter Eggs, por isso se você não jogou esse game, não tem problema. Porém, o game faz ligação direta com A Bird Story, um pequeno episódio intermediário lançado algum tempo após To The Moon. Se possível, jogue esse episodio que é tão emocionante quanto ambos os games.

Jogabilidade e audiovisual

Análise Arkade: É hora de se emocionar muito em Finding Paradise

Finding Paradise é um game que se fosse mais simples, não existiria. Ele foi criado na popular engine RPG Maker, com isso, ele tem recursos limitados. A jogabilidade basicamente consiste em andar e interagir com pessoas e objetos. Há alguns minigames para destravar as memórias de Colin, através dos mementos. Ao interagir com suas memórias, o jogador encontra orbs de memória e quando encontrar todos, pode habilitar a próxima memória através de objetos importantes presentes na cena, seja um livro, uma flor e etc. Ao interagir, um pequeno minigame mais ou menos ao estilo Candy Crush (mas mais simplificado) acontece, ao resolvê-lo, a próxima memória é aberta.

No quesito visual, o game também é simples. O visual é o padrão do RPG Maker, como você pode ver nas imagens do game nessa análise. Porém o game possui animações muito boas para todos os personagens, o que deixam as cenas muito mais bonitas, mesmo com o visual bem simples.

Análise Arkade: É hora de se emocionar muito em Finding Paradise

Já a trilha sonora do game é, assim como em To the Moon A Bird Story, belíssima, simplesmente belíssima. Ainda mais aqui, em que música é um tema importante para sua história, por isso sempre há música tocando, e cenas em as músicas tem um papel ainda mais fundamental, tornando tudo muito mais emocionante.

Conclusão

Análise Arkade: É hora de se emocionar muito em Finding Paradise

Finding Paradise é mais uma experiência do que um game, se pensarmos em termos de coisas para se fazer, inimigos para derrotar ou em jogabilidade. Mas é uma experiência muito divertida e emocionante, contando uma história que certamente vai tocar os sentimentos dos jogadores, mesmo que só um pouquinho.

O game é curto, cerca de 3 a 5 horas de duração totais. Eu levei cerca de 7 horas para terminá-lo, pois joguei de forma pausada, sem acelerar as coisas, além de explorar o máximo que eu pude e extrair o máximo de diálogo dos personagens. Mas mesmo com pouco tempo de duração, foi um game que, mesmo curto, mais uma fez ficou marcado em mim com sua história que conseguiu me fazer derramar lágrimas.

Finding Paradise foi produzido pela Freebird Studios, criada por Kan Gao, que produziu o game e compôs as músicas do game praticamente sozinho! O game foi lançado ontem, dia 14 de dezembro e está disponível na Steam! Ah e se você curte a série, fique sabendo de uma coisa: haverá  mais games no futuro!

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