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Análise Arkade: Gears of War 4 renova a guerra com muita competência

Já jogamos Gears of War 4! Confira nossa análise deste frenético e empolgante exclusivo do Xbox One e do Windows!

Rodrigo Pscheidt

Esta matéria é de 2016 e pode estar desatualizada.

Análise Arkade: Gears of War 4 renova a guerra com muita competência

Uma das mais consagradas franquias dos últimos anos está de volta: Gears of War 4 chega na próxima terça, apresentando uma nova geração de Gears para a violenta e frenética guerra! Confira nossa análise deste exclusivo imperdível!

A guerra não acabou

Gears of War 4 se passa mais de 20 anos após o final do terceiro game da série (os fatos do Judgment não contam, afinal, ele é um spin off que narra eventos anteriores à trilogia original). A guerra com os Locusts aparentemente acabou, e o que sobrou da humanidade se mantém em um estado de constante vigília e aflição, sob um comando quase ditatorial da COG.

Após uma breve introdução repleta de flashbacks que reconta um pouco da guerra, somos apresentados ao novo trio de protagonistas: JD Fenix, Del Walker e Kait Diaz. O vilarejo onde eles vivem está sem energia, e o plano deles é invadir um antigo complexo da COG para “pegar emprestado” um Forjador, equipamento capaz de manufaturar diversas coisas úteis.

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Claro que isso não será tão fácil. Por alguma razão, a primeira ministra da COG acredita que eles são traidores, e coloca um bando de robôs pacificadores na cola do grupo. Para piorar, depois que eles conseguem levar o Forjador para a vila, o local é atacado por monstros bizarros, que matam quase todo mundo e capturam a mãe de Kait.

Esses novos monstros não se parecem com os Locusts de antigamente, mas mesmo assim JD decide pedir uma ajuda para alguém mais experiente: seu pai, o famoso Marcus Fenix. Assim, o grupo parte para uma arriscada missão de resgate na qual terá que lidar não apenas com estes novos monstros, mas também com velhos conhecidos e com a artilharia pesada dos robôs da COG.

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O que temos aqui não é exatamente uma história, mas uma premissa, que deve ser melhor desenvolvida nos próximos games da série. É mais ou menos o que a Microsoft já fez com Halo 5, cuja missão é introduzir novos heróis para uma nova trilogia. O pano de fundo de uma “nova trilogia” de Gears é estabelecido com Gears 4, mas a história propriamente dita fica em segundo plano, de modo que o jogo todo é basicamente uma enorme missão de resgate.

Gameplay visceral, arsenal aprimorado

Ainda que esteja sendo produzido por um novo estúdio — o The Coalition, responsável pelo ótimo remake do primeiro game e cujo único propósito é trabalhar com a série Gears –, Gears of War 4 mantém o mesmo feeling característico da franquia que praticamente reinventou o gênero “tiro em terceira pessoa com cobertura”. A jogabilidade é extremamente familiar e permanece essencialmente a mesma, mas traz algumas boas novidades.

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Para começar, agora você pode literalmente arrancar um inimigo de uma cobertura e finalizá-lo instantaneamente na base da faquinha, em um violento ataque corpo-a-corpo. Isso é extremamente útil contra snipers e outros inimigos espertinhos que ficam “de tocaia”. Existem várias animações diferentes para este ataque, todas bem brutais.

Análise Arkade: Gears of War 4 renova a guerra com muita competência

Se o gameplay permanece essencialmente o mesmo, o arsenal teve boas novidades. Ao lado das velhas conhecidas Lancer e Gnasher, agora temos armas como a Overkill — uma escopeta enorme que dá ois tiros de uma vez –, e o potente rifle Markza. Fora isso, ainda temos granadas de choque, e algumas armas enormes que deixam seu personagem mais lento, mas causam um estrago e tanto na carcaça dos inimigos.

Dentre as novas armas, minha favorita é o Lança-Serras, um trambolhão que dispara serras circulares que ricocheteiam pelas paredes e partem inimigos comuns ao meio como se fossem manteiga. Gravei abaixo o primeiro encontro que tive com esta belezinha e sua utilização em combate. Confira:

Estas novidades caem como uma luva no gameplay clássico da série, trazendo frescor (e muito sangue) para um game que continua extremamente bem calibrado e muito gostoso de jogar. O feedback independente dos gatilhos do Xbox One melhora ainda mais a experiência, permitindo que você “sinta” cada tiro e cada inimigo que é partido ao meio pela motosserra da Lancer.

Muitas novas ideias

Uma coisa interessante em Gears 4 é que, ainda que a história não seja necessariamente super elaborada, a campanha em si é muito variada, e está sempre trazendo algum novo elemento para dar uma variada no gameplay. O pessoal da The Coalition foi ousado e não teve medo de arriscar novas.

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Fico imaginando como foi o brainstorm da equipe criativa do game:

“Que tal uma fase de perseguição de moto, no estilo daquela fase clássica de Final Fantasy VII?”

“Boa, vamos colocar!”

Resultado:

“E que tal se os heróis pudessem controlar robôs gigantes e destruir tudo o que aparecer pela frente? Acha que isso iria ficar muito viajado?”

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“Todo mundo curte robôs gigantes! Vamos colocar no game!”

Resultado:

Claro que eu não tenho como saber se rolou esse tipo de diálogo nos bastidores do game, mas acho muito legal o quanto o pessoal da The Coalition mostrou ser ousado. Como eu disse antes, mecanicamente Gears continua essencialmente igual, mas houve espaço para acrescentar ideias “malucas” que deixam a campanha do jogo muito variada e empolgante.

Ah e vale ressaltar que você pode jogar a campanha em modo coop — tanto online quanto em tela dividida. Desta vez ela comporta apenas 2 jogadores (já houve jogos da série que aceitavam 4 players na campanha), mas oferece jogatina da melhor qualidade para você curtir com um amigo, esteja ele no sofá do seu lado ou do outro lado do mundo.

Multiplayer

A campanha de Gears dura pouco mais de 8 horas, mas ainda tem muito jogo para você curtir depois disso. O jogo possui muitos modos de jogo online bem conhecidos dos fãs, com partidas para no máximo 10 jogadores (5 x 5). Ao lado de modos clássicos como King of the Hill e Team Deathmatch destaca-se o novo modo Dodgeball, que é basicamente um Team Deathmatch sem respawn, mas a cada inimigo morto, um aliado é revivido. Simples, mas interessante.

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O já clássico modo Horda também está de volta, aceitando agora esquadrões de até 5 players, que deverão montar defesas e turrets para encarar dezenas de ondas de inimigos controlados pela IA que vão ficando cada vez maiores e mais agressivas. É o modo de jogo ideal para reunir os amigos e virar a madrugada jogando.

Para quem curte customização, o multiplayer também é um prato cheio: as classes de personagens estão de volta, e você pode customizar seu arsenal e seu personagem com várias skins malucas. Conforme sobe de nível, você vai recebendo maletas que lhe rendem perks, potencializadores de experiência e bônus variados, bem como “montar” um deck com cartas que melhoram habilidades específicas. Ah, e vale lembrar que o multiplayer roda em 60fps, o que deixa a matança muito mais fluida.

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Como joguei antes do lançamento, minha experiência com o multiplayer ainda foi bastante limitada, mas já ficou claro que ele cumpre tudo o que se espera do multiplayer de Gears: oferece muitos modos de jogo, um amplo sistema de customização e recompensas que permitem uma experiência mais personalizada para cada jogador.

Audiovisual

Gears of War 4 é um jogo visualmente incrível e sabe disso. O jogo passeia por ambientes dos mais variados, e todos eles são incríveis, de cavernas cheias de pústulas inimigas estourando até florestas e mansões abandonadas, o jogo não se prende aos tons de cinza/marrom típicos dos shooters, e aposta em uma paleta de cores diversificada que só enriquece ainda mais seu visual.

Alguns exemplos abaixo:

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Os personagens continuam daquele jeito: “troncudos” e um pouco desproporcionais, mas, seguindo a linha de estabelecida de Gears of War 3, estão muito humanos e expressivos. Ainda que os novos heróis não tenham o mesmo carisma do time das antigas  (Marcus, Cole, Baird e Dom), eles possuem uma boa química e suas relações devem florescer nos futuros jogos.

A trilha sonora continua épica e grandiosa como sempre foi, e é daquelas que é tão boa que dá vontade de ouvir mesmo fora do jogo. Gears of War 4 chega totalmente dublado em português brasileiro, e ainda que a participação do Youtuber Zangado tenha dividido opiniões, ele dá voz a um personagem secundário que mal fica 20 minutos no jogo. As vozes do elenco principal em geral são boas, e a qualidade está tão boa quanto a que vimos no remake do primeiro game.

Aqui vai um vídeo onde você pode ouvir as vozes dos protagonistas:

Conclusão

Gears of War 4 é um jogo incrível. Ainda que ele seja apenas o início de uma história que (espero) deve se tornar grandiosa, ele oferece o gameplay bom de sempre, acompanhado de momentos realmente criativos. A campanha é empolgante, frenética e muito divertida, e o multiplayer oferece muito conteúdo para você continuar jogando por muito tempo, seja cooperativamente ou em PvP.

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Se você é um fã de longa data da franquia, pode comprar sem medo. Se você não conhece a série, mas é fã de experiências cinematográficas e viscerais, também vai curtir. Há 10 anos, Gears reinventou os shooters em terceira pessoa, e agora, em 2016, Gears 4 mantém a qualidade que se espera de um jogo deste calibre.

https://youtu.be/ji2aU4EdQww

Gears of War 4 será lançado nesta terça, dia 11 de outubro. O game terá versões para PC e Xbox One.

Próxima matéria Preview Arkade - jogamos um pouquinho da campanha de Gears of War: E-Day Análises Preview Arkade – jogamos um pouquinho da campanha de Gears of War: E-Day Gears of War: E-Day só chega em outubro, mas tivemos a oportunidade de jogar um pouquinho da campanha. Confira nossas impressões!

Gears Of War 4

Ficha do jogo
Plataformas
Xbox, PC
Lançamento
11 de outubro de 2016
Desenvolvedora
The Coalition, Splash Damage
Publicadora
Xbox Game Studios
Gênero
Tiro em terceira pessoa
Rodrigo Pscheidt

Jornalista, baterista, gamer, trilheiro e fotógrafo digital (não necessariamente nesta ordem). Apaixonado por videogames desde os tempos do Atari 2600.

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