Análise Arkade: POI é uma grande homenagem aos jogos de plataforma e aventura

8 de julho de 2017
Autor: Pedro Henrique Pinto Albuquerque

Análise Arkade: POI é uma grande homenagem aos jogos de plataforma e aventura

Os jogos de plataforma de hoje devem, de uma maneira ou de outra, ao legado deixado pela franquia do bigodudo mais famoso do mundo dos games: Super Mario. Não importa se seja em suas influências na época de ouro do 2D, ou a partir de Mario 64 no qual foi definido vários aspectos da jogabilidade 3D em geral. E é observando esse legado que surge POI, simpático game indie que a todo momento lembra, para o bem e para o mal, os jogos do Mario. Mas será que tentar se inspirar em uma excelente coleção de jogos resultou em algo bom? Vamos descobrir!

Sem princesas aqui

A historia de POI não é necessariamente algo que chama a atenção, e se enquadra naquela categoria de jogos que “tudo bem não ter uma grande narrativa”, já que o que temos está ali só para contextualizar toda a aventura que será vivida nas próximas horas.

Análise Arkade: POI é uma grande homenagem aos jogos de plataforma e aventura

Você segue com dois órfãos que em um belo dia resolvem sair em busca de aventuras, e vão até uma floresta. Lá encontram um senhor que está pedindo que eles recuperem um item bem especial para ele. Ao recuperar esse item, você descobre que o velhinho é na verdade um explorador que costumava desbravar o mundo com sua mulher, e que recolheu vários medalhões mágicos. Esses medalhões seriam usados para conseguir o globo da via láctea, porém os mesmos foram perdidos, e os órfãos aceitam a missão de encontrar os medalhões.

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A história não evolui muito a partir disso, oferecendo a premissa para o início da aventura dos garotos. Nesta jornada, você é apresentado a vários personagens que tem funções específicas e oferecem várias side-quests para serem feitas. Se esses encontros não acrescentam muito para a história em si, pelo menos ajudam a construir um pequeno universo coeso para o jogo.

Quase um Mario Galaxy

Se você jogou Mario Galaxy ou Mario 64 vai se sentir em casa aqui. O objetivo dos personagens é visitar as fases de cada mundo e coletar os medalhões — assim como era coletar as estrelas — e ao todo são 4 mundos que são desbloqueados progressivamente.

Análise Arkade: POI é uma grande homenagem aos jogos de plataforma e aventura

Ao entrar em um desses mundos você seleciona qual medalhão você quer ir atrás e a fase se adapta para as características daquele desafio, bem ao estilo dos jogos do Mario citados ali em cima. Porém para entrar em cada mundo é preciso direcionar seu barco-nave, que flutua no céu (preso à uma baleia!) em direção ao mundo.

Antes de ir ao planeta, porém, é possível explorar os arredores da base também: nesses arredores existem várias pequenas ilhas flutuantes que oferecem mais fases, e também recompensas colecionáveis, que — ao contrário de muitos games — realmente possuem um propósito: recuperar engrenagens, por exemplo, permite que uma exploradora conserte sua nave.

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A jogabilidade em si é muito boa, responde muito bem e existe um conjunto de movimentos que deixa o jogo bem divertido, permitindo até que se tire proveito de alguns pequenos bugs para chegar mais rápido em determinado local.

POI é um joguinho gostoso de jogar, porém ele não apresenta praticamente desafio nenhum: a única fase um pouco mais difícil é a última. Uma prova dessa falta de dificuldade é a duração de cada fase; a mais longa durou pouco mais de 4 minutos para ser completada, e isso é mais pelo seu tamanho do que pela dificuldade em si. Isso me faz pensar que POI se adequaria melhor às plataformas moveis por ter essa proposta de fases pequenas.

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Outra característica bacana é que é possível trocar de personagem a qualquer hora: você pode optar entre a irmã e o irmão. É possível também, com o dinheiro coletado no game, comprar ferramentas que dão novos toques à jogabilidade, como uma bússola que indica onde há itens escondidos ou objetivos, quando se está suficientemente perto deles.

Geração errada

Ao começarmos o jogo, rola uma sensação bem mista ao observar os gráficos: a primeira vista eles não são tão ruins, talvez pelo colorido do cenário… mas pouco tempo depois se percebe, que em termos técnicos não é nada demais. Parece algo do PS2 ou mesmo um jogo de Android. Isso não seria um problema se a direção de arte ajudasse, algo visto em diversos games da Nintendoque mesmo que sejam lançados para consoles menos potentes apresentam gráficos lindos.

Análise Arkade: POI é uma grande homenagem aos jogos de plataforma e aventura

O problema real acontece mesmo é quando você percebe a falta de cuidado e atenção aos detalhes. Primeiro que tudo é muito quadrado, sem bordas arredondadas, ou formas mais complexas, é como se tudo fosse composto das formas geométricas básicas. É um jogo um tanto simplista, que merecia um pouco mais de atenção aos detalhes.

Conclusão

Mesmo sendo um game que peca um pouco na parte visual e na atenção aos detalhes, o fato dele ser curto e gostoso de jogar faz de POI um bom passatempo. Só não espere nada muito complexo e que ofereça um desafio grande, ou um game que esteja a altura dos clássicos do bigodudo da Big NÉ uma diversão mais simples, leve e descompromissada, mas nem por isso menos divertida.

POI está disponível para PS4, Xbox One, PC, Mac e Linux e sai ainda este ano para Nintendo Switch.

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