Análise Arkade: revisitando a vidinha social de The Sims 4 nos consoles

16 de dezembro de 2017
Autor: Rodrigo Pscheidt

Análise Arkade: revisitando a vidinha social de The Sims 4 nos consoles

A vida nem sempre nos deixa fazer tudo o que a gente gostaria… mas para extravasarmos as frustrações do dia-a-dia sendo quem nós quisermos e vivermos como quisermos, existe a série The Sims, que recentemente trouxe aos consoles sua 4ª edição!

Criando a vida

The Sims começa daquele jeito clássico: você customiza o seu Sim da forma que quiser. Alto baixo, magro, gordo, careca, cabeludo, tradicional, moderno… São incontáveis as variações, e o “pente fino” permite que você ajuste até detalhes como a altura das bochechas do seu Sim. Esses microajustes são um pouco mais complicados de se fazer sem a precisão do mouse, mas no geral dá para se virar numa boa.

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As pessoas adoram passar horas nesta tela de criação, recriando a si mesmas (em versões “melhoradas”, geralmente), mas se não tiver paciência pra isso, você pode pegar um “template” pronto ou simplesmente randomizar um visual que lhe agrade. Você também seleciona traços da personalidade do seu Sim, que irão refletir na forma com que ele se comporta em termos gerais.

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Que tal usar uma skin pronta de Star Wars?

Uma novidade bacana nesta área de customização é o sistema de “aspirações”, que permite ao jogador meio que direcionar a evolução de seu personagem. É possível trocar de aspirações durante o jogo, mas os traços de personalidade não podem ser alterados, então escolha com cuidado! Ah, e depois que terminar seu protagonista, você também pode criar um amigo(a) para morar com você, um roommate que vai lhe iniciar na nem tão nobre arte do convívio social.

Casa e trabalho

Feito isso, o jogo lhe dá algum dinheiro para você comprar (ou montar) sua primeira casa. Aproveite esta grana fácil e gaste o tempo que quiser criando seu lar doce lar (dentro do seu orçamento), mas logo depois você terá que ganhar sua grana da forma tradicional, aka trabalhando.

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Imagem meramente ilustrativa: essa não é a casa que a patroa construiu. XD

Felizmente, a crise não chegou ao mundo de The Sims 4, de modo que arrumar um trabalho é bem mais fácil do que na vida real. E lá você não precisa começar como estagiário, dependendo da sua personalidade e das suas aspirações você já pode começar a vida sendo agente secreto, astronauta, ou alguma outra profissão bem mais legal do que a que você desempenha de verdade.

Conforme evolui profissionalmente, você vai ganhando mais dinheiro, podendo ampliar seus domínios, comprar novos imóveis e gastar loucamente em pistas de dança, cinemas privativos e outros luxos que poucos de nós conseguiriamos financiar no mundo real.

Vida social

The Sims 4 logo forma um loop que emula um bocado a vida real: seu Sim precisa acordar cedo, fazer o café e se arrumar para o trabalho. Você não pode interagir com ele durante seu expediente, mas é possível acelerar o tempo (algo que infelizmente a vida real não nos permite), pois é depois do trabalho que a vida social começa, e é aí que o jogo capricha nas opções.

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Você precisa ficar de olho nas necessidades do seu Sim, e tentar mantê-lo alegre e bem disposto é seu principal objetivo. Se a sua personalidade é geek, logo ele vai querer jogar videogame, então é bom arrumar algo pra ele jogar. Sims mais sociáveis vão querer festa e balada com frequência, de modo que socializar com a vizinhança se torna essencial para criar seu círculo social.

Com isso, relacionamentos vão sendo construídos, e o que começa como um affair de fim de semana pode evoluir para um romance longo e feliz, que pode culminar em casamento, “eu, você, 2 filhos e um cachorro”. Mas se você não quer que sua vida seja um comercial de margarina, pode seguir na vida loca (desde que tenha grana para manter isso).

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The Sims 4 é moderno, engajado e não-excludente. Seu personagem pode ter a opção sexual que você quiser, e seus relacionamentos podem (ou não) ser pautados por isso. Não se limite pelas amarras sociais, seja quem você quiser, como quiser.

Jogando nos consoles

Adaptar a jogabilidade de um jogo de PC para um console não deve ser fácil, mas no geral a EA fez um trabalho bem competente. Como já dito, perde-se a precisão do mouse, e todas as teclas de atalho precisam ser condensadas no número extremamente limitado de botões do controle, então há um período de adaptação até que a gente se acostume.

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Verdade seja dita, é praticamente impossível dominar os comandos, mesmo após várias horas de jogatina. Porém, a EA sabe disso, e deixa um conveniente lembrete no cantinho da tela, avisando ao jogador que basta apertar o analógico esquerdo (L3) para que um diagrama do controle seja mostrado. Use sem moderação.

The Sims 4 nunca demandou um PC da NASA para rodar, então seu desempenho nos consoles é muito tranquilo: o jogo flui sem engasgos, e apresenta apenas um loading inicial, antes de “carregar” o mundo do jogo.

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Privacidade é para os fracos. XD

De resto, é aquilo que os fãs do The Sims já conhecem e provavelmente amam: animações teatralmente exageradas, aquele “blablabla” sem sentido representando conversas, muitos emojis e balões realçando as emoções dos personagens, ícones representando diferentes tipos de díalogos/sentimentos, e muito mais. Esteticamente, o game aprimora muito a identidade da série, sem descaracterizá-la.

Conclusão

The Sims 4 é aquele “mais do mesmo” bem feitinho: os fãs meio que já sabem o que esperar, e a EA entrega exatamente o que eles esperam, com uma nova roupagem e toneladas de novas opções de customização.

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Quem nunca foi pra um rolê e acabou dormindo num banco de praça, né?

Eu não sou o público-alvo da franquia, mas minha namorada adora, então acabei passando mais tempo assistindo ela jogar do que jogando de fato. Felizmente, The Sims 4 é um jogo divertido de se assistir, e a gente se divertiu muito viajando com as situações pitorescas em que as personagens se envolviam: enquanto ela ficava buscando seu boy-magia, eu botava pilha pra ela e sua roommate engajarem um relacionamento lésbico. XD

Goste você de assistir ou de jogar, The Sims 4 nos consoles apresenta um mundinho fictício extremamente simpático e cheio de possibilidades. O céu é o limite para suas ambições, e caso a sua vida esteja uma droga, uma fugidinha virtual para um mundo mais simples e sem preocupações pode ser uma boa ideia. Só não seja daqueles que coloca todo mundo na piscina e depois tira a escadinha, hein?

The Sims 4 chegou ao Playstation 4 e ao Xbox One em novembro. Este review foi feito com base em uma cópia para Xbox One, que recebemos dos camaradas da WB Games.

2 Respostas para “Análise Arkade: revisitando a vidinha social de The Sims 4 nos consoles”

  • 16 de dezembro de 2017 às 21:58 -

    Babiro

  • Mas a versão do game pra consoles é a básica certo? Sem as dlc’s? Se for nem vale a pena…

    • 19 de dezembro de 2017 às 14:55 -

      Igor

    • Você compra separado, igual no PC…

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