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Análise Arkade: o dramático retorno de Clementine em The Walking Dead: All That Remains (Season 2, Ep. 1)

Análise de The Walking Dead: Season Two, episódio All That Remains, que marca o retorno de Clementine em uma aventura tensa e melancólica.

Rodrigo Pscheidt

Esta matéria é de 2013 e pode estar desatualizada.

Análise Arkade: o dramático retorno de Clementine em The Walking Dead: All That Remains (Season 2, Ep. 1)

Chegou a hora de voltarmos ao dramático mundo pós-apocalíptico da Telltale. Na sequência você confere a nossa análise de All That Remains, primeiro episódio da segunda temporada de The Walking Dead: The Game, sequência do Jogo do Ano de 2012!

A primeira temporada do The Walking Dead da Telltale arrebatou milhões de jogadores pelo mundo. Marmanjos choraram e debateram pela internet a intensa e imprevisível luta pela sobrevivência de Lee, Clementine e seus companheiros.

O fato de o jogo ter levado o prêmio de Jogo do Ano no VGA 2012 (superando grandes títulos como Dishonored, Assassin’s Creed III e Mass Effect 3) só aumentou o hype, lançou a Telltate às alturas e gerou muita expectativa pela nova temporada.

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Antes de começá-la, porém, o jogo faz uma varredura em sua plataforma para buscar os saves da primeira temporada e seus efeitos. Quem não jogou a primeira temporada (ou só jogou uma parte dela) precisa se contentar com decisões randômicas. Obviamente, é altamente recomendável que você tenha jogado toda a primeira temporada antes de começar.

Temos um breve “previously on The Walking Dead para refrescar nossa memória de alguns momentos chave da temporada anterior. Após o trágico desfecho do primeiro game, nossa pequena Clementine está seguindo viagem com Christa e Omid. Porém, não demora para a coisa desandar e ela acabar tendo que se virar sozinha.

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Claro que ela não fica sozinha por muito tempo. Enquanto vaga pela floresta buscando suprimentos e evitando zumbis, Clem invariavelmente esbarra em novos personagens, que irão introduzi-la (de forma não muito amigável) a um novo grupo de sobreviventes.

Entre os novos rostos temos Pete, um sujeito durão mas responsável, e Nick, um cara instável e de pavio curto. Outra personagem que se destaca é Sarah, uma garota de temperamento efusivo que quer (muito) ser a melhor amiga de Clem.

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Os conflitos não demoram a aparecer. Mesmo sendo uma criança, Clementine é obrigada a tomar decisões que afetam a maneira como é vista por esses novos companheiros. Cada escolha é uma renúncia, você nunca conseguirá agradar a todos, e isso deixa o andamento da narrativa bem imprevisível.

Embora conte com ótimos momentos de tensão, este primeiro episódio serve basicamente para calçar os alicerces da trama e introduzir novos personagens.  Isso não quer dizer que nada acontece – muito pelo contrário – mas que o peso de suas decisões ainda não fica muito evidente, ainda que algumas escolhas mais pontuais sejam bem tensas.

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O que fica evidente já de cara é o amadurecimento e a tristeza de Clementine. A garota utiliza os ensinamentos de Lee para se virar, mas a mágoa está estampada em seu rosto. Clementine é uma criança cuja infância foi arrancada à força, e só o que lhe resta é crescer e sobreviver. Uma atitude corajosa, mas deprimente.

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Isso fica especialmente claro em um momento onde vasculhamos os restos de um acampamento em busca de suprimentos. Clem encontra uma boneca em uma caixa, encara-a por alguns segundos, e descarta-a. É triste, mas não há tempo para brincar de bonecas em um mundo dominado por zumbis.

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Além destes momentos mais psicológicos, provações físicas também aguardam a pobre menina. Ficou claro que a Telltale não planeja poupar Clementine só por ela ser uma garotinha, e já no primeiro episódio a coitada já se ferra bastante, em momentos que são quase um novo Tomb Raider versão infantil.

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A jogabilidade se manteve essencialmente a mesma – basicamente um point and click mais moderninho – com algumas novidades interessantes: as opções de interação agora aparecem em posições e cores semelhantes à disposição dos botões no controller (joguei no Xbox 360), deixando tudo mais intuitivo.

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Temos também um botão exclusivo para ações mais emergenciais – bater, atirar – e breves quick time events que bebem na fonte dos jogos da Quantic Dream: nas cenas de ação, um comando específico deve ser executado no analógico direito para que Clem salte/abaixe/esquive para escapar de inimigos e obstáculos.

As conversas continuam apresentando decisões, umas simples, outras complexas. O tempo é um fator determinante, não pense demais, ou vai acabar não podendo dizer nada. Esse fator emergencial e imprevisível continua sendo um dos maiores triunfos do game.

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Em sua aventura “solo”, Clem encara alguns desafios inéditos: em dado momento, você deve vasculhar uma casa em modo stealth, mas pode parar para ouvir a conversa dos sobreviventes. Se você marcar bobeira, pode ser pego, o que altera o andamento da narrativa.

O visual é aquele mesmo que a gente já conhece, um cel shaded carregado que deixa tudo com cara de história em quadrinhos. Funcionou antes, e continua funcionando aqui. As dublagens continuam excepcionais na maioria dos casos, o que é fundamental em um jogo que se apoia tanto em diálogos.  A trilha sonora se faz presente quando necessária, mantendo o mesmo estilo suave e melancólico.

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Com All That Remains, a Telltale mostra que não deixou o sucesso subir à cabeça e, mesmo com diversos novos projetos, sabe exatamente o que está fazendo. A curta duração e o ritmo menos acelerado preparam terreno para uma temporada que promete fortes emoções – espere só até ver a prévia do segundo episódio, que rola ao final, é de endoidar!

O segundo episódio de The Walking Dead está programado para sair no início de 2014. Até lá, fico na expectativa, louco para saber o que destino reserva para a pequena (mas madura) Clementine.

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The Walking Dead

Ficha do jogo
Plataformas
PlayStation, Xbox, Nintendo, PC
Rodrigo Pscheidt

Jornalista, baterista, gamer, trilheiro e fotógrafo digital (não necessariamente nesta ordem). Apaixonado por videogames desde os tempos do Atari 2600.

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