Análise Arkade: Tokyo Tattoo Girls tenta ser um jogo de estratégia com waifus

26 de novembro de 2017
Autor: Rodrigo Pscheidt

Análise Arkade: Tokyo Tattoo Girls tenta ser um jogo de estratégia com waifus

Você gosta de jogos de estratégia? E de garotas tatuadas? Se você respondeu “sim” para estas duas perguntas, Tokyo Tattoo Girls é o seu jogo!

Meninas superpoderosas

Em um futuro distópico, Tóquio virou palco de uma disputa territorial entre garotas tatuadas. As tatuagens das moças lhes concedem poderes e habilidades sobre-humanas, de modo que elas reinam absolutas, cada uma administrando seu respectivo distrito.

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Impotente, o governo japonês limitou-se a criar uma zona de contenção, dentro da qual as garotas podem literalmente viver da forma que quiserem, sem terem que se preocupar com leis e outras bobagens. Mais ou menos como Arkham City, Tóquio é uma cidade sem lei, onde as mais poderosas dominam.

Aí é que entra o jogador: no papel de Tattoo Master, você deve escoltar uma nova garota em uma missão de retomar a cidade, derrotando cada uma das 23 líderes e reunificando seus territórios.

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Temos 6 garotas diferentes para apadrinhar, e, embora todas enfrentem basicamente a mesma campanha, a personalidade e a abordagem de cada uma delas é completamente diferente das demais.

Tatuando e conquistando

O gameplay de Tokyo Tattoo Girls é tão simples que mal chega a ser gameplay de verdade. As interações entre jogo e jogador são mínimas, o que aproxima o game do gênero visual novel, ainda que aqui o viés seja outro. Na prática, temos um mapa com todos os distritos de Tóquio visíveis, e devemos ir ampliando nossa presença e conquistando novos distritos, um de cada vez.

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Não pense que isso é feito em épicas batalhas por turnos campais, tampouco em combates frenéticas no estilo musou: quase tudo é resolvido na base do papo, e no meio da conversa teremos que escolher uma frase que seja intimidadora e amigável o suficiente para merecer o respeito da rival.

Claro que apesar disso ela vai querer sair no braço contigo, mas quando a porradaria come solta, apenas assistimos uma animação sem graça de batalha que parece saída diretamente de um gibi da Turma da Mônica.

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Até rola uma tela de Versus maneira…

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Mas a batalha em si e só uma animação sem graça.

Para aumentar o poder de sua protegida, você deve investir a grana que ganha em tatuagens, e aplicá-las diretamente no lombo da moça. Você não pode escolher ou criar desenhos, simplesmente aplicar alguns modelos já prontos. As tatuagens melhoram dois atributos das moças: Carisma e Intimidação, habilidades úteis na fina arte do poder e controle.

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As meninas começam “limpas”, e vão ficando totalmente rabiscadas.

O medidor mais importante, porém, é o de Honra. Pelo que pesquisei, a única forma de vermos uma tela de Game Over aqui é quando esta barra se esvazia, mas eu não entendi o que realmente faz ela se esvaziar. Porém, a escolha feita antes do combate pode recuperar (ou não) um pouco da Honra. Ou seja, fazer as escolhas certas é importante para não perdermos, ainda que nunca fique realmente claro qual seria a “escolha certa”.

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Com tudo isso, quero dizer que: Tokyo Tattoo Girls é um jogo confuso. Vamos interagindo com as chefes de cada distrito, fazendo escolhas (que parecem meio aleatórias) em diálogos e marcando a pele das meninas com tatuagens que aumentam seus atributos. E isso é tudo o que há para se fazer no game.

Audiovisual

Tokyo Tattoo Girls é um jogo japonês com cara de jogo japonês. Temos waifus com visual de anime, trajes reveladores, vozes finas e personalidades um tanto genéricas. Vemos as meninas apenas em cenas parcialmente estáticas durante os diálogos, que geralmente rolam diante de um cenário bem interessante.

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Se fizer a escolha certa, ao fim da batalha você ganha uma imagem exclusiva da adversária e ainda recupera um pouco de Honra.

As dublagens em japonês possuem aquele carisma um bocado irritante que também é característico de jogos nipônicos. A trilha sonora é bacana, mas se repete um bocado simplesmente porque o jogo também é um loop de situações que vão se repetindo.

Conclusão

Tokyo Tattoo Girls é um jogo estranho. Ele tenta se um jogo de estratégia, mas tudo é tão simples, tão básico que ele parece mais um visual novel que queria ser um jogo de estratégia. Sem muito o que “jogar” de fato, a gente basicamente assiste o desenrolar da história, apertando um botão aqui e ali para cumprir pequenos objetivos.

Análise Arkade: Tokyo Tattoo Girls tenta ser um jogo de estratégia com waifus

Eu não sabia exatamente o que esperar do jogo, mas queria que ele fosse mais… jogo, sabe? Com mais gameplay. Do jeito que está, Tokyo Tattoo Girl é uma experiência rasa e superficial, que esbanja estilo, mas peca pela falta de conteúdo. Minha experiência com ele não foi ruim, mas também não foi boa, o que coloca Tokyo Tattoo Girls naquele limbo de títulos que a gente mal lembra de ter jogado depois de algum tempo.

Tokyo Tattoo Girls foi lançado em 14 de novembro, com versões para PC e PS Vita. O game está com áudio em japonês e menus e legendas em japonês.

2 Respostas para “Análise Arkade: Tokyo Tattoo Girls tenta ser um jogo de estratégia com waifus”

  • 26 de novembro de 2017 às 20:16 -

    Cilon

  • Então o jogo é um waifu manager, tipo Elifoot onde você faz o setup do time mas não joga a partida. Estou em duvida se essa é a ideia mais idiota que eu ouvi em muito tempo ou a mais brilhante. Ambos, eu suponho.

  • 30 de novembro de 2017 às 18:06 -

    Onigumo

  • ……tem uma pegada dark souls ne?

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