Creepypasta Arkade: Conheça Petscop, um macabro e totalmente desconhecido game que de repente ressurgiu

20 anos atrás o primeiro Playstation estava em seu auge. O console foi uma verdadeira revolução para o mercado em sua época, e responsável pelo nascimento de muitas séries icônicas que estão vivas até hoje, inclusive algumas que levaram o gênero de terror a uma patamar em constante ascensão. Silent Hill Resident Evil são apenas dois nomes de inesquecíveis franquias de terror que nasceram e perduram até hoje, mas eles não são os únicos títulos sombrios da época.

Recentemente, uma nova história surgiu na internet, uma que está causando enorme comoção com muitas pessoas tentando investigar o “caso” e sua veracidade. Um game que ninguém nunca ouviu falar na vida, criado por uma produtora que jamais existiu, e com um conteúdo tão macabro como não se vê há muito tempo. Petscop, um game que nunca existiu, até ser descoberto há pouco mais de um mês atrás.

O surgimento desse game está envolto em mistério, ninguém sabe quem o encontrou, como e nem o porque o revelou só agora. Tudo o que se sabe até o momento é que um jogador (aparentemente americano) não identificado, mas que usa o nome “Paul” dentro do game, “encontrou” o game e começou a testá-lo em seu antigo Playstation 1. Paul começou a fazer uploads de vídeos de gameplay desse desconhecido game, aparentemente para mostrá-lo a um amigo cuja identidade não sabemos.

Paul em seu primeiro vídeo apresenta o estranho game: Petscop, um game cancelado de Playstation 1 produzido por uma companhia chamada Garalina em 1997. O game possui um visual poligonal bem infantil, e seu objetivo é capturar 48 Pets espalhados por oito fases diferentes. Paul então inicia o game, apresentando seu início e mostrando como o game está inacabado.

O game se passa num lugar chamado “Gift Plane” (algo como “Plano dos Presentes”, “Terra dos Presentes”, em tradução livre). Dentro desse lugar estão as entradas para cada um dos seus níveis, no entanto, apenas um único nível está implementado, “Even Care”. Após ele, não há mais nada, apenas espaço vazio. Paul então entra em Even Care e apresenta um pouco de seu gameplay: Coletar objetos poligonais (que aparentemente funcionam como as moedas de Mario ou os anéis de Sonic), resolver simples puzzles e coletar os Pets, seres de visuais distintos, como uma bola com rosto, uma flor, uma nuvem e etc. Tudo bem simples, mas ainda assim incompleto, visto que o game aparentemente foi cancelado. Mas com um bizarro segredo escondido.

Segundo Paul, o game possuía uma nota junto dele. Nessa nota haviam duas mensagens escritas, a primeira toda em maiúsculo e com alguns erros de ortografia, a segunda possuía uma data e uma mensagem que aparenta ter sido escrita por um dos desenvolvedores do game, o conteúdo da nota é (traduzido livremente):

“EU DESCI AS ESCADAS E QUANDO CHEGUEI AO FUNDO, AO INVÉS DE PROSSEGUIR, EU VIREI A DIREITA E VIREI O HOMEM MONSTRO SOMBRA

13/6/97
Para Você:
Por favor vá para o meu website no adesivo e também vá para a sala do roneth e aperte start e aperte baixo baixo baixo baixo baixo direita start”

Paul seguiu as instruções, e foi para a sala do único Pet presente no game que ele não conseguia capturar, uma espécie de planta com caule espinhoso com cabeça de pássaro, que foi descoberto ser Roneth. Ao inserir o código descrito na nota, o game sofre uma mudança. Primeiro, um som confirma a entrada do código, após isso, a música para por completo. E ao sair da fase Even Care, tudo muda por completo, o personagem que é controlado no game, um estranho ser careca, sem braços e com pés grandes não volta para Gift Plane, mas sim para um cenário totalmente diferente. Uma enorme área aberta de grama e completamente escura.

Após mais de uma hora caminhando por esse estranho lugar, ele encontrou algo novo, uma porta para uma espécie de porão, que ele não conseguia abrir. Por muito tempo ele tentou descobrir como abri-la, mas sem sucesso. Até que ela estranhamente se abriu sozinha após o game ficar parado por alguns minutos. E lá embaixo ele encontrou muitas coisas diferentes. Uma nova área inteira foi aberta, como uma cidade subterrânea, com salas, paredes com quadros, mais colecionáveis e outras coisas que começaram a deixar o game cada vez mais macabro.

Primeiro, ele encontra um telefone tocando, e ao interagir com ele recebe uma mensagem: “Care saiu do quarto”. Ao lado, uma estranha nota com letras e três rostos, A/ B/ NLM. Após isso, três quadros distintos, uma casa verde; um prédio, que ao ser observado gera um macabro som dentro do game; e um moinho. Mais adiante, tudo se torna muito mais sombrio, quando ao explorar uma estranha espécie de jardim, Paul encontra um curioso objeto de pedra, uma espécie de monumento com um rosto, que ao ser interagido revela a seguinte mensagem: “Michael Hammond 1988-1995 Mike was a gift”. E logo ele constatou, aquele é o túmulo de uma criança de 6-7 anos de idade.

Ao lado do túmulo, dentro de uma pequena cabana, ele encontrou uma flor gigante saída de uma cratera no chão, as pétalas da flor podem ser removidas uma a uma enquanto a flor afunda. O game reage a cada pétala removida, com sons e um avermelhamento da tela a cada duas pétalas. Uma estranha espécie de “bem me quer, mal me quer”, que termina com a flor sem pétalas desaparecendo na cratera. E entrando em outra porta da cabana, Paul encontrou uma imagem estranhíssima. Uma espécie de pilar alto, com a base da flor da sala ao lado. E bem no meio, o sprite de uma menina chorando, o mesmo visto na nota A/ B/ NLM, vista ao lado do telefone momentos antes. Removendo todas as pétalas da flor o sprite da garota se transforma. O que era uma menina chorando se torna uma figura distorcida, tremendo avermelhada com um rosto desfigurado, talvez um glitch tenha destruído o sprite, ou talvez não.

E tudo vai ficando mais e mais estranho. Paul acaba encontrando uma sala com estranhos desenhos colados nas paredes, um objeto estranho é mostrado em todos os desenhos. E esse estranho objeto logo é encontrado ao fundo da sala. Um objeto vermelho, que pode ser interagido, e que responde a perguntas feitas pelo jogador. Paul experimenta perguntar “O que?”, apenas para testar a funcionalidade daquele objeto, e recebe como resposta um simples “Eu não sei”. Atrás do objeto há uma espécie de tela ou janela, e por ela é possível ver o mesmo moinho visto em um quadro, com sua hélice girando. E eis que o objeto vermelho se comunica novamente, dizendo para que o jogador continue a observar o moinho girar, mas sem mais explicações. Novamente, o moinho produz os mesmos sons macabros dos quadros.

Explorando mais o local escuro e aparentemente labiríntico, Paul encontra uma estranha sala espelhada, onde ele se encontra no lado refletido, o inverso da sala original a esquerda. Do outro lado, vemos outro sprite de personagem idêntico ao do jogador, porém com uma cabeça diferente, branca e sorridente, que imita todos os movimentos do jogador. Após algumas interações com a sala, o outro personagem parece “ganhar vida”, como se algo, ou outro jogador o estivesse controlando, tentando imitar os movimentos de Paul dentro do game, mas realizando movimentos diferentes. Até que estranhamente tudo volta ao normal. A sala em que ele se encontra possui dois textos invertidos. Um deles, uma folha de papel em uma parede diz “Você se lembra de nascer?”, em letras invertidas. E no chão, está escrito “Quitter’s Room” (algo como o Quarto do Desistente). Aos poucos, um padrão começa a se formar, ligações entre todas essas coisas estranhas começam a ser percebidos.

Em outra sala, ele acaba se deparando com um puzzle em que é preciso “desenhar” um rosto em uma tela para abrir uma porta. Ao desenhar um rosto, a sala inteira começa a tremer violentamente por cerca de uns 10 minutos até que uma porta é aberta, levando a um estranho quarto infantil. Diferentes combinações de rostos geram diferentes quartos, um diferente do outro em seus detalhes, cores, e objetos. E dentro de cada quarto há uma criança diferente. Meninos, meninas, altos, baixos, com roupas e cabelos diferentes. Várias crianças diferentes, porem todas iguais. Todas estão imóveis, sentadas em suas camas, sem realizar qualquer movimento.

Paul então entende o puzzle e acessa dois quartos importantes. O primeiro é o quarto de Mike, a criança morta do túmulo. O game dá o aviso de que “Mike não está dentro agora. Ele está morto. Você pode visitar o seu quarto”. Já o segundo quarto possui mais informações interessantes e macabras: “Care está desaparecida. Você pode visitar o seu quarto”. Dentro dos quartos, haviam miniaturas do estranho objeto que responde perguntas do game, além de uma nota no fundo do quarto de Care, que diz (tradução livre):

“Sua esposa diz, “Care não cresce sobrancelhas.”
Você diz: “Isso é um enigma.”
Você está secretamente muito empolgado de ouvir isso.

Você está na banheira pensando nela.
Eu tenho uma ideia de qual criança você pegará em seguida.
Quando você achar o quarto dela, a passagem a minha direita o levará à ela.
Ela aparecerá da escuridão, mancando, e eu vou atirar na cabeça dela.
Tiara diz que os jovens podem ser danificados psicologicamente “além do renascimento”.
Uma pessoa jovem caminha para seu prédio da escola.
Eles entram com você. Você segura suas mãos.
Eles saem chorando em suas mãos, pois ninguém os amará, nunca mais.
“Ninguém me ama!”
Eles vagam pelo Newmaker Plane.”

Aqui as coisas começam a se encaixar. “Quitter”, “Tiara”, “Newmaker”, “Rebirth”. Conforme os vídeos de Petscop eram enviados para a internet, mais e mais pessoas passavam a se interessar por eles e tentar investigar mais sobre o game. Acontece que há uma ligação entre todas essas palavras, que remetem a um trágico caso real que aconteceu no ano 2000: a morte de Candace Newmaker.

Foto real da jovem Candace Newmaker

Nascida em 1989 como Candace Tiara Elmore, ela era uma menina que vivia em uma família abusiva, chegando ao ponto dela e seu irmão mais novo serem separados de seus pais biológicos pelo serviço social americano. Por volta de 1996-1997Candace foi adotada por Jeane Elizabeth Newmaker, uma enfermeira. Meses após a adoção, Jeane levava a menina, que agora possuía o nome legal de Candace Newmaker a consultas com psiquiatras. A razão disso é que Jeane reclamava de péssimo comportamento por parte de Candace, chegando ao ponto da menina ser tratada com medicações, mas sem sucesso, pois segundo a mãe adotiva seu comportamento só piorou nos anos seguintes, com alegações de que a menina inclusive brincava com fósforos e maltratava animais de estimação.

O caso tomou proporções terríveis em Abril de 2000, quando Jeane levou Candace para a cidade de Evergreen, Colorado para participar de sessões de “Attachment Therapy” (Terapia de Ligação Emotiva, em tradução livre), envolvendo sessões de “Renascimento”, um processo doentio que visa simular o nascimento de uma criança. O “Renascimento” consiste em envolver o paciente em posição fetal dentro de um lençol ou cobertor, o qual é segurado por fora de forma a dar pouco espaço para a pessoa lá dentro. Por fora, o paciente ainda é envolvido em travesseiros e pessoas fazendo pressão sobre seu corpo, tudo isso de forma a simular o útero. Assim, o paciente deve usar todas as suas forças para sair de dentro dessa “prisão”, do “útero”, como se estivesse literalmente nascendo de novo.

Uma das várias referência a Candace Newmaker encontradas em Petscop

Candace foi submetida a esse terrível tratamento por 70 minutos ininterruptos, em que Jeane e outros terapeutas participaram. Os terapeutas inicialmente explicaram o objetivo para Candace, ela deveria usar suas próprias forças para sair dali, “renascendo” no processo. No entanto, os terapeutas exerciam muita força sobre o corpo da menina e não a deixavam sair de dentro do lençol, não importava o quanto ela tentasse, provocando-a por todo o tempo da “terapia”, dizendo que ou ela saía de lá, ou ela poderia simplesmente morrer, com os terapeutas inclusive dizendo coisas como “Vá, morra, morra agora mesmo”. E com uma terapeuta chamando Candace repetidamente de “Quitter” (Desistente). Durante todo o processo, Candace gritava desesperada por ajuda para sair de lá, gritava em desespero que estava sem ar e que estava morrendo, apenas para ser ridicularizada por todos os presentes. Ela chegou inclusive a vomitar e defecar dentro do “útero”, o que foi simplesmente ignorado por quem estava de fora. Por fim, Candace não suportou mais, e faleceu por asfixia.

Apenas após os 70 minutos, sem mais se mover ou gritar, os terapeutas a libertaram, com o terapeuta chefe inclusive comentando “Oh, aí está ela, dormindo em seu vômito”. Os terapeutas envolvidos nessa terrível tortura foram presos, com penas diferentes, e a mãe adotiva teve sua licença de enfermagem revogada. Penas pequenas para um caso tão bárbaro, que custou a vida da jovem Candace Newmaker, que morreu em 18 de Abril de 2000, com apenas 10 anos de idade.

A ligação desse caso com o game transformou Petscop em algo ainda mais perturbador do que já era. O game que por si só já era completamente estranho, sombrio, com segredos macabros e ainda mais por se tratar de um suposto game cancelado que ressurgiu 20 anos depois de sua criação.

Se isso já não fosse perturbante o bastante, o game acaba conseguindo se superar. Paul acabou descobrindo o segredo do moinho visto na sala do objeto que responde perguntas. Uma espécie de câmera de vídeo escondida na escuridão da superfície, o Newmaker Plane, como em breve ele descobriria. Essa câmera está apontada para uma estranha estrutura circular, que apenas mais tarde ele descobre o que realmente se trata. No quinto vídeo da série de gameplay de PetscopPaul volta para o objeto vermelho que responde perguntas e passa a testar diferentes questões para tentar descobrir algo novo.

Com isso, ele descobriu que o nome desse estranho objeto é TOOL (ferramenta), que parece ter sido programado para responder a perguntas bem específicasAlgumas das perguntas feitas foram: Quem é Tiara? Cuja resposta foi uma espécie de elogio ao jogador por fazer uma pergunta aparentemente relevante. Ao perguntar “Quem sou eu?”, Tool responde que o personagem controlado pelo jogador é o Newmaker, e que o lugar onde ele está é abaixo do Newmaker Plane. E então, as coisas simplesmente fogem do controle de forma repentina.

Tool, que até então era vermelho, se torna rosa. Tanto em aparência, como em sua caixa de texto, e passa a se comportar de maneira totalmente inesperada. Nessa forma, Tool demora mais tempo para responder perguntas, e as responde com textos em outro tipo de fonte e com mensagens que parecem ser para o jogador, fora do game. Quando Paul pergunta “Quem é você”, a resposta é  “TURN OFF PLAYSTATION” (Desligue Playstation). Assustado, Paul reage perguntando “Porque?”, a resposta dada é: “MARVIN PICKS UP TOOL HURTS ME WHEN PLAYSTATION ON”. Essa é uma frase de significado ambíguo, mas que segundo especulações significa: “Marvin pega Tool (ferramenta) me machuca quando Playstation ligado”, em tradução livre e mantendo os erros gramaticais.

Com isso, o game passou a interagir diretamente com o jogador, como se uma espécie de entidade estivesse usando o game para tentar se comunicar, e isso fica ainda mais evidente no sexto vídeo de Petscop. Nesse vídeo, Paul volta a observar o moinho na sala de Tool. Após mais de duas horas (segundo o vídeo), um novo personagem aparece, um sprite totalmente preto com o corpo idêntico ao do personagem controlado pelo jogador, mas com uma cabeça diferente, que aparenta ter um chifre ou uma mecha de cabelo espetada.

Esse novo personagem se aproxima da câmera e consegue girá-la para outro lado, e então começa produz mensagens, construindo frases usando blocos de letras e até de objetos. A figura, que passou a ser chamada de Shadow Monster Man (a mesma menciona na nota vinda com o game) começa a escrever coisas como: “Onde está minha casa”, mostrando um pedaço da casa verde vista em um quadro no segundo vídeo do game. Seguido por “Onde está a escola” mostrando um pedaço do prédio visto no quadro seguinte. E por fim, terminando com a frase “I will follow” (“Eu seguirei”, possivelmente significando que a figura seguirá o jogador em busca dos locais mostrados). Após isso, um novo Pet aparece, Toneth, visto pela primeira vez em um quadro em Gift Plane, no primeiro vídeo.

Paul então volta para Newmaker Plane e encontra o lugar onde o Shadow Monster Man apareceu, e nesse lugar, está Toneth, que ele pode capturar. Ao verificar a descrição do personagem, mais coisas estranhas. Inicialmente, há apenas um texto dizendo “Insira descrição aqui”, como se a descrição do personagem ainda não tivesse sido programada pelos produtores do game. Mas ainda havia mais, uma espécie de explicação sobre Toneth, com uma breve descrição do que ele é, feita por Mike, o menino morto. Descrições sobre seu visual, misturados com a história de um cachorro que sobreviveu a um atropelamento, mas que a pessoa que escreveu o texto queria matar, seguido de várias coisas sem sentido.

E ao fim do vídeo, Paul comenta como o game tenta fazê-lo acreditar que há uma entidade, ou uma IA tentando se comunicar, mas não de maneira eficaz. Comentando que se realmente se tratasse de um “fantasma”, ele se comunicaria de forma mais direta, e não com mensagens vagas. Mas ao fim do vídeo ele comenta algo curioso, segundo ele, tudo o que foi visto enquanto jogava não acontecia caso ele criasse outro arquivo de save para o game. Nenhuma das coisas estranhas, como por exemplo encontrar a personagem sorridente em Quitter’s Room, aconteceu.

A história de Petscop se espalhou rapidamente, e muitas pessoas pela internet estão tentando investigar sobre o game e sobre suas mensagens. Muitas análises e pesquisas já foram feitas, inicialmente sobre a autenticidade do game. Ninguém até hoje já ouviu falar de Petscop, muito menos de sua produtora, Garalina. Muitos apontaram o fato de que é possível que Petscop fosse a primeira criação do estúdio, e como o game jamais foi lançado, não há qualquer informação sobre ele ou a produtora em nenhum lugar.

O visual do game de fato se parece muito com o de um game de PS1. gráficos simples, resolução baixa, serrilhados em objetos tridimensionais, e etc. Mas muitos debatem sobre certos aspectos visuais do game que conflitam com a data de 1997 apresentada em sua tela inicial. São debates muito técnicos, mas que apontam coisas como a iluminação que segue o personagem nas áreas escuras, e alguns objetos tridimencionais muito “lisos”, assim como outras características técnicas do game. Em resumo, Petscop tem sim características de um game que realmente poderia ter sido criado para o Playstation 1 no passado, porém o game seria “avançado demais” para o ano de 1997.

Aliando isso ao fato de que Paul parece ignorar o público que se formou ao redor do mistério de Petscop e que acompanha os vídeos. Em todos os vídeos, Paul dá pouquíssimas informações externas, e parece ter criado os vídeos apenas para que uma pessoa os assistisse, além do fato de não compartilhar nenhuma informação, imagem ou nada do tipo sobre o game em si e sobre a suposta “nota” encontrada junto do game. Os vídeos de Petscop são centrados em apresentar o game e suas bizarrices, já as teorias e ligações encontradas foram acumuladas por centenas de pessoas acompanhando a história.

Por exemplo a história real de Candace Newmaker. Petscop é um game datado do ano de 1997, no entanto, o caso de Candace aconteceu no ano 2000, três anos depois. Se o game foi mesmo criado em 97, seria impossível conter todas as referências a esse caso. Com tudo isso, muitos acreditam que Petscop não seja um game realmente cancelado de Playstation, mas talvez um game novo criado com o propósito de ser usado como um ARG (Alternate Reality Game), uma espécie de jogo interativo com uma difícil definição, mas que consistiria em interações de jogadores por múltiplas mídias. Por exemplo um game que entrega um mistério onde o público o investiga “por fora”, pela internet. Para então voltar para dentro do game e continuar avançando. Grosso modo, uma espécie de RPG de mesa gigantesco, alguém apresenta as situações e mistérios em forma de um game, e os jogadores contribuem entre si em diversas mídias para seguir com a história.

O vídeo mais recente de Petscop foi enviado há apenas alguns dias atrás, e começa a dar um pouco mais de respostas sobre os mistérios do game, ao passo que apresenta novos segredos. Tool volta a se comunicar diretamente com o jogador, dizendo para que o jogador encontre a casa de Marvin, além disso, pede para que ele encontre “1000 Pedaços” para serem usados em uma máquina no porão da escola. Além disso, mais coisas relacionadas aos Pets começam a ser descobertas, como uma possível utilidade para eles dentro do game, que ainda há de ser entendida. Além de mais um novo mistério ao final, um objeto censurado no vídeo, seguido de uma mensagem ao final em que, seja lá quem estiver por trás desses videos, afirma que não pode revelar oque foi censurado, muito menos o motivo da censura. Uma coisa é certa, Petscop ainda tem muito a ser descoberto.

Qual é a verdade por trás de Petscop? Ninguém ainda sabe ao certo, e as coisas ficam mais e mais estranhas conforme Paul e todos que acompanham seus vídeos se aprofundam mais e mais nesse estranho game. Apesar do consenso atualmente ser o de que Petscop não é um game “real”, ou seja, não é um game antigo cancelado que foi descoberto recentemente, ainda assim a dúvida permanece sobre sua autenticidade. E se no fim das contas o game realmente for um projeto antigo cancelado há 20 anos atrás?

Tudo ainda é muito misterioso. Muitos acreditar que os vídeos de Petscop foram gravados nos passado, e que apenas agora estão sendo enviados para o Youtube. O que faz sentido, ao se levar em conta que Paul parece não ter consciência do público de seus vídeos. Mas ainda assim, o que tudo isso significa? Um game que surge de repente revelando-se ser algo completamente macabro, envolvendo questões como abuso infantil, mortes e inclusive o caso de Candace Newmaker. Qual afinal é o objetivo por trás de tudo isso? Seja Petscop um game real do Playstation 1 ou não, uma coisa é fato: Alguém criou esse game. Mas quem o criou, e porque? Quem está atrás da misteriosa produtora Garalina?

O mistério de Petscop ainda não acabou. Na verdade, ele apenas começou. Respostas e mais perguntas estão sendo entregues, o misterioso game passa a ser compreendido melhor dentro de suas mecânicas, e padrões começam a ser entendidos. Mas ainda assim, o enigma permanece. O que realmente é esse game? O que significam suas ligações com um caso de morte real, e seus vários indícios de abuso infantil? Ainda não sabemos, e o mistério tende a ficar mais nebuloso daqui por diante.

20 anos se passaram desde 1997. 20 anos de um mistério que jamais se teve qualquer conhecimento, sequer uma mínima menção ou registro. Você acredita que Petscop realmente foi criado no passado? Que o game esconde algum segredo ainda maior do que si próprio? Talvez em breve todas essas perguntas sejam respondidas, Petscop pode realmente se revelar como uma ARG, uma Creepypasta muito bem elaborada, ou até mesmo como algo verdadeiro, porque não? Só o tempo dirá qual é a verdade por trás de tudo isso, a menos que não haja verdade a ser descoberta no fim das contas.

(Via: Kotaku, Reddit, Petscop Wikia)