Ir para o conteúdo

Especial Arkade Melhores Jogos do Ano: Life Is Strange

Life is Strange foi um jogo que chegou como quem não quer nada e cativou muita gente. Inclusive a nossa equipe, e por isso ele está em nossa lista de Melhores do Ano. ;)

Paulo Macedo ,

Esta matéria é de 2015 e pode estar desatualizada.

Especial Arkade Melhores Jogos do Ano: Life Is Strange

Quem nunca sonhou em poder voltar no tempo para mudar algo que disse ou fez? Essa é a premissa básica de Life is Strange, o jogo mais surpreendente de 2015, na opinião deste que vos escreve.

O adventure dos franceses da Dontnod surgiu despretensioso. É o segundo jogo desenvolvido pelos estúdio, que não teve o sucesso esperado com o ambicioso Remember Me. Episódico, seguindo a formula de sucesso dos jogos da Telltale, o próprio jogo começa com esse mesmo sentimento de pouco pretensão.

life-is-strange-ep1

Seguindo a vida de Maxine Caulfield (ou simplesmente Max), uma estudante de fotografia, na fictícia cidade chamada Arcadia Bay, que descobre ter o poder de voltar o tempo, Life is Strange começa tratando de descobertas. Não só de poderes, mas de descobertas pessoais, e como você lida com pequenas decisões cotidianas e com as consequências delas. Não existem decisões certas ou erradas.

Publicidade

Conforme passam os episódios, mais personagens são apresentados, todos com um carisma ímpar. E eventos maiores se desenrolam. Life is Strange rapidamente se torna é um jogo sobre escolhas e consequências. Mas ele também é sobre mistério, empatia, drama e  sobre seus personagens. Sobretudo sobre a forma como é capaz de subverter os arquétipos de cada um.

65c2bc4b1902d3687cf0d3000dc901047d26ef49[1]

Siga o Arkade no Instagram @revistaarkade Seguir

Chloe Price, por exemplo, a menina de cabelo azul que aparece com frequência nas imagens de promoção do jogo, é a típica adolescente americana rebelde. Temos Victoria Chase, a patricinha. Warren Graham, o nerd. E por aí vai. Só que todos, apesar dos seus arquétipos facilmente representados, são cheios de vida e, “lutam suas próprias batalhas pessoais”, que faremos parte aos poucos.

Fazendo ótimas referências a utilização da Teoria do Caos e do Efeito Borboleta na cultura pop, a Dontnod amarrou todos os personagens de Arcadia Bay numa história fantástica. Life is Strange te faz sentir o drama pessoal de cada um. Ninguém (nem nada) é o que parece no universo do jogo. E a própria Max vai evoluindo notavelmente conforme passam os episódios, se tornando uma espécie de “heroína do cotidiano”. Com o perdão do trocadilho, a vida é estranha mesmo, não?

bc3bd7757637c86655d41ba4b04755c6[1]

Life is Strange ainda vai tratar de vários assuntos que ainda são tabus nos videogames. E vai fazer isso muito bem. Com leveza e surpreendente evolução, determinados temas vão te deixar com um nó na garganta ao chegarem nas suas resoluções. E este é um sentimento normal. Você vai amar várias personagens e odiar outras. Vai perceber que estava errado. E ficar chocado no final.

Publicidade

É gratificante saber que videogames podem tratar de tantos assuntos que precisam ser debatidos, com a perspicácia do jogo da Dontnod (e tudo isso sob uma trilha sonora brilhante!). Mas o sentimento que ficou mais forte em mim após jogá-lo, foi o de empatia. É fácil imaginar determinadas situações e sentimentos acontecendo em sua vida, ou de alguém próximo. Isso faz de Life is Strange um jogo que precisa ser jogado. Ou vivenciado.

Próxima matéria Don't Nod em perigo: criadora de Life is Strange planeja demitir até 90 funcionários e corre risco de fechar as portas em 2027 PlayStation Don’t Nod em perigo: criadora de Life is Strange planeja demissões e corre risco de fechar as portas em 2027 Em crise financeira, Don’t Nod anuncia reestruturação severa e alerta que pode não sobreviver além de janeiro de 2027 sem novos investimentos.

Life is Strange

Ficha do jogo
Plataformas
PlayStation, Xbox, Nintendo, PC
Paulo Macedo Mais matérias de Paulo Macedo

Buscar no Arkade