Preview Arkade: a demo de FIFA 17 impressiona e eleva a expectativa com o game

16 de setembro de 2016
Autor: Paulo Roberto Montanaro

Preview Arkade: a demo de FIFA 17 impressiona e eleva a expectativa com o game

Vocês já devem ter visto o nosso preview de PES 2017, publicado dia 25 de agosto, a partir da demo do jogo disponibilizada naquela ocasião e vão se lembrar de que gostamos muito do que vimos, mas também entendemos que faltou um pouco mais de ousadia na edição deste ano do jogo da Konami. Agora, é a demo de FIFA 17 que foi liberada pela EA para que os fãs do futebol virtual pudessem matar a curiosidade. Para nós, de fato não houve decepção aqui. Muito pelo contrário.

Contando com a tecnologia do motor Frostbite (o mesmo de Battlefield), a edição deste ano prometia avanços técnicos tanto na questão visual da construção — e reconstrução — dos jogadores digitais. Também há uma promessa da melhoria do sistema de impacto, algo que estava em evolução nos últimos anos mas que continuava a gerar bugs e problemas bizarros no jogo de corpo e da disputa de bola por dois ou mais jogadores.

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Outra melhoria prometida era em relação a inteligência artificial dentro do jogo, tanto do time controlado pelo jogador como do adversário CPU. A ideia, segundo a desenvolvedora, é melhorar a movimentação e a atividade de quem está sem a bola, suas ações táticas e suas reações diante às diferentes situações de jogo em uma constante análise do espaço do campo. Soma-se a isso ainda uma busca pela variação de jogadas de ataque, bem como de chute a gol tanto com o jogo em movimento como em bolas paradas.

Ou seja, são muitas as promessas de melhorias em relação a boa edição do ano anterior. Considere ainda a novidade também em termos narrativos que chega esse ano com o modo Journey, onde será contada a história de um jogador desde sua ascensão das categorias de base ao time principal até o estrelato, passando por todas as crises e desafios nesse caminho. Talvez seja o ano onde há mais expectativa na inovação da franquia — e do gênero — do que em tantas edições passadas. A questão que fica é: todas as promessas foram cumpridas?

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Bem, considerando o ótimo material entregue na demo — são 12 times de diferentes nacionalidades, 3 estádios e um pequeno trecho do modo história — podemos considerar que há um esforço bastante grande nesse sentido. Faltaram alguns times brasileiros que estão no concorrente, mas como não há uma grande novidade nesse sentido, sendo que não há times exclusivos e a franquia não obteve os direitos do campeonato local, é possível entender os motivos.

Com o jogo narrado somente em inglês, o modo de partidas rápidas (ou amistosos) possibilita o acesso direto a partidas entre os diferentes times disponíveis, sem muito o que variar. Sequer é possível alterar o tempo de duração da partida. As demais configurações, como controles, dificuldade, ajustes de câmera e tudo mais estão muito similares — senão iguaizinhos — às edições anteriores. A apresentação em si também tem ajustes no design geral, mas nada muito diferente do que já visto.

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Dentro da partida, porém, é possível notar muitas inovações. Times como Real Madrid e Manchester United, por exemplo, expressam ali uma qualidade muito alta no visual e na fisionomia dos jogadores, sobretudo os mais conhecidos. Destaque maior para os times da Premiere League, uma das principais licenças que a franquia deve explorar. A movimentação também parece mais fluida e, mesmo com um ou outro momento mais bizarro, o sistema de colisões parece ter realmente melhorado.

A qualidade gráfica também transparece para outros aspectos. A torcida ganha bastante destaque em cenas de corte dentro das partidas e é um dos elementos onde as diferenças parecem mais evidentes. Claro que não chega a se comparar com os jogadores, mas há enfim uma sensação de que são pessoas de fato ali torcendo e não bonecos que se movimentam de forma perturbadora. Gramado, efeitos de luz e textura dentro de campo também parecem ter recebido um tratamento que segue uma linha mais realista.

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A inteligência artificial talvez seja algo que menos pode ser percebido nessa demo. Continua havendo momentos onde não dá pra entender a movimentação dos jogadores dentro de campo nas jogadas de ataque ou mesmo na composição da defesa. Sabe aquela sensação de que o seu companheiro sempre corre para o lado errado e fica exatamente atrás do adversário impedindo o passe? Pois é, ela está lá. Como nas edições 15 e 16 do jogo, o passe será algo que dará trabalho por conta da incapacidade do seu parceiro em se posicionar minimamente bem.

Os escanteios e bolas paradas trazem alterações significativas. O ponto de vista para as cobranças se mantém na perspectiva padrão do jogo e cabe ao jogador usar a sensibilidade do direcional analógico para controlar a direção da bola. No vídeo de gameplay abaixo gravado durante os testes, fica bastante claro observar o novo sistema, que realmente vai demandar um pouco mais de treino para se dominar. Assim, gols de cabeça podem ser mais difíceis do que sempre foram.

A grande novidade, contudo, fica para o modo história do jogo, que no Brasil será batizada de A Jornada. Aqui, é disponibilizada somente a introdução, com a abertura e a apresentação do protagonista e a sua primeira partida como profissional. Algo em torno dos primeiros 15 minutos de campanha, que já serve para dar um gostinho do que está por vir. Aqui, conhecemos Alex Hunter que sobe para o profissional do poderoso Manchester United e se vê pronto para estrear sob o comando de José Mourinho.

Acompanhamos portanto a bela cena de abertura mostrando um pouco da personalidade do jovem jogador chegando ao estádio e esperando por sua chance. De cara, uma das coisas interessantes é a possibilidade de decisão de respostas em certos diálogos no melhor estilo de alguns RPGs. Aliás, o sistema é muito similar ao de Dragon Age: Inquistion, como pode ser visto nas imagens utilizadas como ilustração para esse artigo.

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Além disso, percebe-se também que além de ser necessário, obviamente, jogar bem quando se tem a chance, há alguns objetivos e metas complementares a serem atingidos, como realizar um certo número de passes corretos, obter uma nota mínima, fazer o gol da vitória e coisas do tipo. Não dá pra saber ao certo se haverá algum sistema de XP e avanço de níveis ou se esse tipo de missão será contabilizada de outra forma.

Assim, o modo é uma evolução bastante sofisticado modo carreira das edições anteriores. Há personalidade, há eventos extra-campo entre o protagonista e demais personagens, e certamente haverá drama como o trailer que é exibido logo depois da demo dá a entender. Certamente será um ótimo atrativo para jogar localmente mesmo sem aquele amigo que apela com o controle 2. Mais do que só jogar uma série de partidas repetitivas sozinho, há uma história para se acompanhar. Se será mesmo boa ou não, veremos. Assista à introdução inteira do modo abaixo:

O que fica, portanto, com essa demo, é um jogo que evolui bem em alguns aspectos e nem tanto em outros. Se FIFA é a franquia que você prefere nos últimos anos, certamente a edição de 2017 não fará feio e promete agradar a fãs de longa data. Contudo, não parece ter mudado tanto a ponto de agregar aqueles que tem preferido o concorrente PES. Pelo menos não no jogo em si. Talvez esse novo modo carreira possa ser um diferencial fundamental pra quem tem dúvidas. Portanto, o simulador da EA não decepciona e parece se esforçar pra inovar.

FIFA 17 deverá ser lançado dia 29 de setembro de 2016 para Playstation 3, Playstation 4, XBox 360, XBox One e PC e conta com 24 times brasileiros (dos da série A, ficam de fora somente Corinthians e Flamengo, que hoje são exclusivos da Konami) e estará novamente localizado para o português do Brasil, trazendo novamente Thiago Leifert e Caio Ribeiro no time da narração.

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