Preview Arkade: Rad Rogers: World One honra os jogos de plataforma dos anos 90

5 de janeiro de 2017
Autor: João Pedro Lopes Silva

Preview Arkade: Rad Rogers: World One honra os jogos de plataforma dos anos 90

Tem boas lembranças dos jogos de plataforma dos anos 90, com muitos tiros e explosões? Então dê uma olhada na nossa análise de Rad Rodgers: World One.

Contextualizando

Inicialmente, é importante falar que o jogo ainda está em desenvolvimento, por isso só o primeiro mundo do game está disponível. Contudo, já é o suficiente para mostrar a identidade e potencial do jogo.

O jogo conta a história de um garotinho que era viciado em videogames, e não queria saber de nada que não fosse jogar. Uma noite, ao ir dormir o garoto foi sugado junto com o seu videogame, carinhosamente apelidado de Dusty, para dentro da televisão, indo parar dentro de um jogo. Nele Rad Rodgers e Dusty, que acabou ganhando vida, se aventuram pelo jogo com muitos tiros e explosões em busca de avançar pelos mundos e fases.

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O jogo traz uma jogabilidade muito fluida, clássica de jogos de plataforma, baseada basicamente em andar, pular e atirar. Também é possível escalar e se pendurar com ajuda de Dusty. O jogo traz diversas armas interessantes, com a arma básica sendo um tipo de pistola, que se modifica ao encontrarmos power-ups no caminho, que mudam a arma enquanto ainda tiver munição daquele tipo. As possíveis armas são um lança granada, uma shotgun, uma metralhadora, além de uma arma que solta um tipo de laser.

Além dos power-ups para as armas, há outras semelhanças com jogos clássicos de plataforma, como a necessidade de coletar gemas para ganhar uma vida, além de corações e vidas extras espalhados pelos cenários. Há muitas áreas secretas a serem descobertas no jogo, itens colecionáveis e ainda há uma contagem de quantos inimigos matamos. Fora as referências através de elementos do jogo, há também referências em piadas feitas pelos personagens, como quando o Dusty fala que deveria ter ido com o homem de bigode, uma referência clara ao Mario.

Um elemento muito interessante que o jogo traz é a mecânica de gameplay de Dusty, quando o level do jogo apresenta algum tipo de glitch e Dusty entra em ação para consertá-lo. Nesse modo o Dusty tem uma barra de vida que é baseada nos pixels coletados por Rad, que são coletados ao matar inimigos. Esse modo deixa clara a situação dos personagens de saberem que estão em um jogo, tanto que consertam seus bugs para poder continuar. Dusty solta uns xingamentos aos desenvolvedores do jogo ao entrar em alguns glitches, algo realmente hilário de se ver.

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Consertando “glitches” com o Dusty

Humor negro

O jogo utiliza muito humor negro, e tem piadas bem sujas, então é bom se alertar e se preparar para o que vai ouvir, porém é possível colocar seus filhos, primos, irmãos menores e outras crianças para jogar, pois o jogo tem um modo infantil, que além de tornar o humor mais leve também tira o sangue do jogo.

Existem umas cabanas distribuídas pelo jogo onde alguns NPC’s nos recebem e nos dão alguns presentes, como gemas, powerups de armas entre outros. Nessas cabanas rolam as piadas mais pesadas do jogo. Engraçadas, mas bem pesadas.

O jogo te da aquela vontade de descobrir todas as áreas secretas, matar todos os inimigos, conseguir todas as gemas e colecionáveis, pois no fim de cada fase há um contador de quantas você pegou/achou pelo cenário, e só conseguindo tudo é possível completar um level em 100%.

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Tela de conquistas do level

Level Design

Os gráficos do jogo são muito bonitos e chegam a ser pesados pela quantidade de elementos e cenários. Apesar de ser um jogo de plataforma, a sensação de profundidade no jogo é contínua, com todos os elementos feitos em 3 dimensões. O plano de fundo do jogo é sempre muito bonito, e os inimigos e itens são muito bem feitos. O level design em si é incrível, com nível de dificuldade de médio para alto, que necessita esforço, mas nada tipo Dark Souls impossível. O único problema que dá para encontrar é o fato de que em alguns momentos ficamos meio perdidos, sem saber onde ir, já que o jogo tem cenários que às vezes voltam ao início da fase, com novos caminhos abertos.

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Uma zona de “glitch do jogo”, que modifica todo o cenário ao seu redor

Bugs

O jogo tem alguns bugs que Dusty não consegue consertar. O mais comum deles é o de que algumas plataformas não têm limite inferior e outras têm, ou seja, às vezes não podemos pular por uma plataforma por baixo dela, temos que ir para o lado e pular, enquanto em outras podemos pular por baixo. Isso incomoda bastante, até porque muitas vezes a mesma plataforma não nos deixa pular por baixo na primeira tentativa mas deixa na segunda ou terceira. Outro bug apresentado é que alguns dos inimigos do jogo não atacam Rad Rodgers e Dusty em algumas ocasiões, só ficam parados e prontos para morrer. Esse bug foi menos comum na jogatina, e até nos ajudou a completar algumas fases, matando o desafio.

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Uma das cabanas de NPC

Conclusão

Rad Rodgers: World One traz muita diversão com gráficos bem coloridos, com tiros, explosões e muito humor negro. Se você gosta desse tipo de jogo, você vai adorar passar por seus levels e mundos. O jogo é simples mas entrega aquilo que esperamos e com classe. Estamos na expectativa para os próximos mundos.

Rad Rodgers:World One foi lançado no dia 01 de dezembro de 2016 exclusivamente para PC.

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