RetroArkade na Copa: Relembre os bons tempos dos jogos de futebol, onde Allejo era rei!

15 de junho de 2014
Autor: Junior Candido

RetroArkade na Copa: Relembre os bons tempos dos jogos de futebol, onde Allejo era rei! Se para você Allejo é melhor do que Cristiano Ronaldo e Beranco foi muito mais jogador do que Messi, você está na matéria certa. Hora de relembrar os clássicos do futebol digital. FORTE BOMBA!

No ritmo de Copa do Mundo, escolhemos alguns jogos de futebol que fizeram a nossa cabeça anos atrás que você pode conferir e relembrar aqui. E o mais legal é que ao contrário de hoje, a nossa seleção sempre era a mais forte de todas!

FIFA International Soccer – Super Nes, Mega Drive, Master System, SEGA CD, 3DO, Computador (1994)

Antes do FIFA, jogos de futebol eram simples demais e os jogadores mal tinham um nome. A Electronic Arts conseguiu autorização para utilizar a marca da entidade máxima do futebol. Diferente de hoje, os jogadores não tinham seus nomes oficiais – isto apenas aconteceu após a versão 95 de FIFA – mas o primeiro jogo da franquia fez um sucesso enorme por levar os jogos de futebol a um clima mais próximo da realidade.

As placas de propaganda de empresas reais e o clima com a torcida cantando – ou tentando cantar – junto trazia para a época um avanço considerável. E lembre-se que a partir deste jogo, temos um FIFA novo todo ano, passando de uma série querida por poucos para ser uma das principais franquias do esporte hoje. Uma particularidade eram seus bugs: quem nunca ficou na frente do goleiro esperando a reposição e fazer gol por causa disso? Quem nunca fugiu do juiz quando ele ia te dar um cartão por falta? Quem nunca se ‘divertiu’ com os comandos duros e coisas inexplicáveis que aconteciam, como a dificuldade de se chutar a gol?

Vale lembrar que aqui temos uma Seleção Brasileira inesquecível: Ricado Santana; Enrico Moeser, Luis Silva, Marco Pitzos, Julios Barretto, Tomas Gabriel; Manoel Fernando, Tito Mancuso, Peter Mueller; Janco Tianno e Rico Salamar

Super Sidekicks 3: A Próxima Glória – Arcade, Neo Geo, Playstation 2 (1994)

A SNK representava a excelência em 2D nos anos 1990. Embora seus títulos não tinham o impacto do 3D que estava nascendo na época, a qualidade com a qual ela tratava seus títulos em duas dimensões garantiam sempre o destaque dos seus títulos nas casas de fliperama e nas capas das revistas da época. A série Super Sidekicks atingiu seu auge com esta terceira edição, que pegou carona no sucesso da Copa de 1994 nos Estados Unidos (É TETRA!) e trouxe muitos elementos até hoje únicos na jogabilidade.

Nunca foi tão legal fazer gols e curtir animações das mais variadas de comemoração. Só em Super Sidekicks você pode derrubar o juiz e transformar a partida num quebra-pau sem fim, pois enquanto o juiz está no chão não existem faltas. Você também tem a disposição a função chance, que era só apertar o botão de chute e a câmera mudava te colocando cara a cara com o goleiro, podendo dribá-lo ou chutar no ângulo do gol.

Também existia o momento do chute, onde um ícone te dava a chance de chutar e fazer seus gols. Chutar pênaltis também era único, pois a câmera ficava posicionada na bola, e você via ela indo em direção ao gol, era demais. Tudo isto em um game até simples, mas com personagens grandes e muita personalidade. Mesmo com os jogadores africanos e brasileiros tendo os olhos puxados.

International Superstar Soccer Deluxe – Super Nes, Mega Drive (1996)

Todo gênero tem a sua revolução. E no caso dos jogos de futebol, existe o ANTES DE ISS e DEPOIS DE ISS. International Superstar Soccer foi muito bem em crítica e popularidade, mas a sua versão Deluxe foi um marco no gênero futebol. Tudo o que um fã do esporte queria estava lá: torcida que não parava de gritar um minuto, animações realistas – para a época, emoção na disputa de partidas (aumentadas quando se jogavam os Scenarios, modo que placares adversos tinham que ser revertidos) e narração que fosse ‘além do grito de gol’.

O jogo é lembrado – e jogado – até hoje, e foi o predecessor espiritual dos modernos Pro Evolution Soccer, pois ambos em sua essência trazem ao jogador uma atmosfera completa de jogos  de futebol. E ainda por cima, nos apresentou a Seleção Brasileira mais cultuada de todos os tempos: Da Silva, Cicero, Paco, Vincento, Roca, Ferreira, Beranco, Santos, Pardilha, Allejo (eterno) e Gomez.

Campeonato Brasileiro ’96 (e derivados) – Super Nes (1996)

QUE LINDO! SAQUE DE GOLEIRO! PELIGRO! GRANDE JOGADA! FORTE BOMBA! Pronto. Você já lembrou do jogo mais jogado de 10 entre 10 crianças dos anos 1990. Até mais popular que o jogo ‘original’, o já citado ISS Deluxe, a ideia – mesmo que de iniciativa pirata – de pegar as seleções e transformá-las nos times do Campeonato Brasileiro foi genial. Com personalidade e tudo, pois do mesmo jeito que o original tinha um Roberto Baggio com rabo de cavalo, esta versão tinha um Giovanni no Santos de cabelo vermelho – que era uma das febres do futebol da época.

Some a isto a narração única e inesquecível – em um espanhol chiado ao extremo – e temos um jogo inesquecível, que nunca participou de análises de revistas nem era encontrado nas prateleiras das grandes lojas, mas que fazia até o jogador mais puritano defensor do original dar um pulo na banca de camelô mais próxima ter uma dessas fitas.

Virtua Striker – Arcade, Saturn (1995)

Na época em que a SEGA se aventurou no mundo 3D, com seus fliperamas e o recém-anunciado Sega Saturn, a companhia abusava de sua criatividade em jogos e aplicava isto a todo gênero, para mostrar seu poder gráfico e sua sempre vanguardista maneira de se fazer videogame. Daí nasceram vários ‘Virtua’: Fighter, Racing e Striker, que era o fliperama 3D de futebol a empresa.

Na época tudo que tinha 3D no nome ou na tela era sinal de filas para se jogar, independente da qualidade do título. Virtua Striker era rápido, divertido e conseguiu trazer para o futebol toda a aura ‘SEGA‘ da época. A urgência de se fazer gol para não perder a ficha e a simplicidade de comandos faziam a diferença.

Houve uma continuação para o Dreamcast anos mais tarde, mas apenas com gráficos melhorados. Era a sensação das casas de fliperama dos shoppings na época e com certeza você atazanou muito sua mãe para jogar um pouco (e perder no primeiro jogo).

Super Formation Soccer 2- Super Nes (1992)

Antes de FIFA e International existia Formation Soccer. Se tratava de um jogo interessante, com visão por trás – ou pela frente – do campo. O jogo era rápido e em uma era “pré-ISS” tinha excelentes efeitos e já dava para formar jogadas além do chega-no-gol-e-chuta.

Super Formation Soccer foi o melhor da série da Human e mesmo em uma época onde jogos de futebol não eram algo muito popular, esta é uma excelente série nos primórdios da categoria. E se gosta de desafio: na Tela de Apresentação, mantenha os botões L e R precionados e digite “Esquerda, A, Direita, Y+Start”. Pronto! assim você aumenta a dificuldade do jogo.

Sega Soccer (ou World Cup Italy ’90) – Mega Drive (1990)

A Copa de 90 foi a mais sem graça de todos os tempos. Desde a seleção brasileira mais preguiçosa de todos os tempos até uma final entre Alemanha e Argentina que foi decidida num gol de pênalti, a única coisa ‘divertida’ no torneio foi a incrível vitória de Camarões na Argentina e logo na estreia, com Maradona e tudo.

Mas a SEGA colocou nas prateleiras um jogo de futebol que pelo menos era mais divertido que o próprio torneio. Aquela visão antiga de cima em jogos de futebol e um sambinha — sempre o sambinha — embalando as partidas fez um certo sucesso na era pré-FIFA e PES. O jogo era igual a todos os outros, mas o ‘selo de autenticidade’ da Copa do Mundo – em versões com tal título – e a marca da SEGA – que vendia muito na época – ajudou o título a ser lembrado por alguns jogadores.

Ronaldo V-Football – Playstation (1999)

Em 1999, FIFA e Winning Eleven (o futuro PES) já disputavam a atenção do jogador. A Infogrames queria se aventurar neste campo e embora não tinha o prestígio destas séries, conseguiu ter o Ronaldo em seu auge (e sem barriga) na capa. Vídeos do jogador e a seleção brasileira oficial da época eram um dos destaques do jogo. Que além de tudo tinha boas músicas e efeitos como os sinalizadores que as torcidas usam (ou usavam) na arquibancada. O jogo não deixou de ser um clone de FIFA genérico, mas mesmo assim conseguia ser divertido e mesmo que por pouco tempo, fez a alegria de donos de PSOne.

Capcom’s Soccer Shootout – Super Nintendo (1994)

Sim, amigos. A Capcom também já vestiu chuteiras e foi para o gramado. Além do jogo bacana de futebol com o Mega Man, também colocou nas prateleiras Capcom’s Coccer Shootout, jogo de futebol interessante pelos seus jogadores bem detalhados e pela ação, um tanto arcade. A bola fora aqui fica a cargo da música — ainda não entendo porque eles colocavam música no jogo ao invés de ter só a torcida, como é hoje — e a própria bola das partidas, que é grande e desproporcional: parece até uma bola de basquete pintada de branco.

Fora isso, jogo muito divertido e caprichado. Que pena que a Capcom não evoluiu esta série, imaginou um jogo de futebol com estádio em Racoon City, partidas de Zumbis x Blankas e… tá bom, chega.

E como o espaço é pouco pra muito jogo, compartilho estas duas imagens divulgadas pelo Facebook do Passagem Secreta com muitos outros jogos clássicos de futebol. Até o Atari teve um, relembre:

RetroArkade na Copa: Relembre os bons tempos dos jogos de futebol, onde Allejo era rei! RetroArkade na Copa: Relembre os bons tempos dos jogos de futebol, onde Allejo era rei!

Tem algum preferido que não está na lista? Lembrou de alguma proeza ou vexame que levou ao jogar um destes títulos? Compartilhe e vamos relembrar de vários jogos legais de futebol que já foram lançados e que ainda valem aquela jogada quando PES ou FIFA enjoar.

3 Respostas para “RetroArkade na Copa: Relembre os bons tempos dos jogos de futebol, onde Allejo era rei!”

  • 15 de junho de 2014 às 11:35 -

    Henrique Gonçalves

  • Eu preciso de ver esse comercial do Pele jogando Atari.

  • 15 de junho de 2014 às 16:01 -

    jarlison_dossantos

  • Cara quanta nostalgia, campeonato brasileiro 96 foi meu primeiro jogo no super Nintendo, e confesso que o narrador era o ponto forte desse jogo, era hilário chutar a metros de longe do gol e ver o sacana dizer “quase” ou o “perigro”.

  • 27 de outubro de 2015 às 07:53 -

    Marcos T. Prates

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