SP Trip: The Who faz um show histórico, mesmo com cinco décadas de “atraso”

22 de setembro de 2017
Autor: Junior Candido

SP Trip: The Who faz um show histórico, mesmo com cinco décadas de “atraso”

Os roqueiros brasileiros sempre tiveram a oportunidade, desde muito tempo atrás, de conferir de perto suas bandas preferidas. Porém faltava uma delas, e uma das mais barulhentas de todos os tempos: o The Who.

As cinco décadas de “atraso” nos trouxeram uma banda bem diferente do que aprendemos nas aulas de história do Rock: Roger Daltrey e Pete Townshend são os remanescentes de um grupo que hoje conta com nomes como Pino Palladino e o filho de Ringo Starr, Zak Starkey.

E isso, claro, nos leva a um ambiente que, no bom sentido da comparação, nos lembrava mais uma celebração nostálgica da história da banda, do que um show inédito do grupo. Praticamente toda a história clássica do The Who foi cantada ao longo do show, e a conexão banda-público era incrível.

Boa parte do Allianz Parque estava vazia, mas é daí? O The Who não é mais o mesmo grupo de outras décadas, mas e daí? Sorte de quem estava lá e pode curtir clássicos como Behind Blue Eyes, desafinada e tudo, I Can’t Explain, Pinball Wizard e tantos outros.

O The Who não é uma banda sobre excelência musical, embora Townshend arrancasse admiração do público a cada solo executado, se tornando a melhor parte do show, e por isso que seu show é, na melhor das expressões, legal. O barulho está lá, a vibração da banda também e a “escola de rock” é bem enriquecida com a presença da banda. No fim, tivemos a oportunidade de celebrar junto a banda o bom e velho Rock’n Roll, independente de qualquer coisa.

The Cult traz energia e faz um show íntegro

 

Outra boa atração no primeiro dia de SP Trip foi o The Cult. Os ingleses fizeram um show que poderia ser resumido de uma forma bem simples: subiram ao palco, tocaram por quase duas horas sem parar e depois foram embora. Simples assim.

Porém, mesmo com um formato de apresentação bem direto, a banda contagiou o publico presente com seus hits e sua energia, contando também com a qualidade intacta de sua música, mesmo com três décadas de história nas costas.

A primeira noite de SP Trip se mostrou bem positiva, embora com um público menor do que o esperado, o que nos faz pensar que a causa pode ter sido a data (amanhã é dia útil), a concorrência com o Rock in Rio ou um infeliz desinteresse do público paulistano nos nomes tocados hoje. O evento continua sábado (23), com o show principal a cargo de Bon Jovi.

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