Top 10 Arkade Especial Halloween: Jogos de Terror Independentes

Hoje é Halloween, e isto quer dizer somente uma coisa: a equipe Arkade vai temostrar o que é terror de verdade nos videogames. Mas não queremos nada de jogos mainstream, nosso objetivo aqui é mostrar os melhores jogos de terror feitos por empresas pequenas e orçamentos apertados. Então confira agora o Top 10 Arkade: Jogos de Terror Independentes!

Considerando que as produtoras independentes não precisam prestar contas para as grandes empresas, elas não precisam podar sua criatividade. Por conta disso, é do cenário indie que andam surgindo alguns dos games mais criativos e aterrorizantes dos últimos tempos.

Então, não estranhe se não vir Resident Evil, Silent Hill ou Dead Space nesta lista. Estamos falando exclusivamente de jogos independentes, intocados por mega-corporações milionárias e suas regras. A lista é composta por 10 jogos (mais 3 menções honrosas) verdadeiramente aterrorizantes, que podem te divertir… ou te deixar sem dormir por um bom tempo.

 LSD: Dream Emulator (Outside Directors Company, 1998)

Recomendado por Renan do Prado

Você já teve um daqueles sonhos (ou pesadelos) sem sentido, mas que são tão bizarros que chegam a dar desespero? Não? Então LSD: Dream Simulator, um antigo game para PlayStation 1 pode te dar uma ideia de como é isso.

Esse game de nome bem sugestivo (nada de drogas, a sigla aqui significa Logic the Symbolic Dream) nos joga dentro de um mundo totalmente bizarro onde você não sabe o que tem que fazer, para onde ir, nem mesmo o que está acontecendo.

Sem explicações, você é transportado para mundos diferentes, cada um com  menos sentido do que o anterior, e encontra personagens totalmente bizarros. LSD: Dream Emulator não foi criado com a intenção de ser um game de terror, mas algumas de suas bizarrices conseguem ser realmente perturbadoras.

Limbo (Playdead, 2010)

Recomendado por Daniel Zimmermann e Raphael Cabrera

Limbo é bem diferente da maioria dos games desta lista. Ele não dá sustos, não tem baldes de sangue nem gritos fantasmagóricos para gelar o coração dos jogadores, mas cria uma atmosfera assustadora tão bem quanto os melhores games de horror que existem por aí.

Basicamente, Limbo é um jogo de plataforma 2D que acompanha a jornada de um garotinho em busca da sua irmã desaparecida em um sinistro mundo preto e branco.

Seria uma missão simples, se não fossem as armadilhas e criaturas (ou silhuetas de criaturas) que encontramos pelo caminho: o pobre rapaz é esquartejado, decapitado, eletrocutado, perseguido por aranhas gigantes e tem até mesmo seu cérebro invadido por parasitas que perfuram seu crânio!

Com jogabilidade simples e visual pra lá de estiloso e quebra-cabeças desafiadores, Limbo ganhou mais de 90 prêmios em diversos festivais de games pelo mundo.

Lucius (Shiver Games, 2012)

Recomendado por Renan do Prado e Dayan Valente

Normalmente, quando se trata de games de terror, vemos a luta de uma vítima que deve fugir de um mal maior que quer assombrar sua vida, escapar de um local mal assombrado ou sobreviver a diversos e dolorosos tipos de morte.

Em Lucius porém, nós controlamos o próprio mal, encarnado em um “inofensivo” garotinho. Neste game, que acabou de ser lançado, temos uma única missão: matar todas as pessoas ao redor do protagonista

E devemos fazer isso de forma dolorosas e criativas, pois a ideia é que o garoto Lucius, possuído pelo próprio diabo, não seja acusado pelos assassinatos. Teria você, gamer, sangue frio e sadismo necessário para encarar essa trama diabólica?

Haunted Investigations (Reaver, 2012)

Recomendado por Henrique Gonçalves

Melissa Rose é uma investigadora do desconhecido, trabalhando especialmente com tudo que é paranormal e fora deste mundo. Porém Melissa perdeu suas irmãs mais velhas recentemente e agora cabe a ela investigar as misteriosas mortes que estão conectadas pelas diferentes aparições que estão surgindo ultimamente.

Haunted Investigations não joga somente fantasmas para o jogador “enfrentar”: demônios, poltergeists e diferentes aparições participam da ação. Considerando que todos os itens, fantasmas e objetos são implementados aleatoriamente no jogo, o elemento surpresa está sempre presente, o que deixa o jogo ainda mais assustador.

A desenvolvedora independente Reaver também tem o objetivo de colocar novos mapas mesmo depois que o jogo foi lançado, sempre com novos ambientes, itens e monstros aterrorizantes, para manter o terror na mente dos jogadores por muito tempo.

Lone Survivor (Jasper Byrne, 2012)

Recomendado por Henrique Gonçalves

Jogos de terror lidam especialmente com suas limitações gráficas, jogos antigos como Silent Hill e Resident Evil 2 não precisavam de efeitos bonitos para dar medo graças ao ambiente inteiro que o jogo emanava em suas entranhas.

Por este e vários outros motivos Lone Survivor consegue trabalhar com simples gráficos estilo 8-bit em uma jogabilidade 2D side-scroller e ainda traz mais medo que muitos jogos de terror que foram lançados nos últimos anos.

Lone Survivor foi um jogo feito por somente uma pessoa (Jasper Byrne): tudo – da programação até o design e sua impressionante trilha sonora – é obra de Byrne. Mesmo com esta suposta simplicidade, Lone Survivor pode ser um dos melhores jogos de terror do ano, pois traz todos os elementos de um bom survival horror devidamente acompanhados por um estilo retrô marcante e sombrio.

Grey (Deppresick Team, 2012)

Recomendado por Henrique Gonçalves

A vida de Grey não foi nada boa, tudo que ele fez na vida somente piora e parece que seu passado negro está cada vez mais próximo, sendo que a sua própria realidade está se virando contra si mesmo. Do nada, Grey acorda em um mundo vazio, com todas as ruas quietas e inóspitas, e agora ele terá que descobrir o que está realmente acontecendo com o mundo e com ele mesmo.

A originalidade dos monstros deste mod criado em cima do motor gráfico Source da Valve é aterrorizante: temos metades de bebês andando em carrinhos para te atacar, monstros com suas faces mutiladas e cenários horripilantes com corpos presos no teto e muito sangue em todo canto.

Este mod foi criado do chão para cima pelo grupo Deppresick Team e adicionou novas mecânicas como animações, recargas de armas que podem falhar e até itens de cura customizáveis. Depois de muitos meses em desenvolvimento, Grey finalmente saiu, e conseguiu chocar todos com uma boa dose de terror e originalidade.

Cry of Fear (Psykallar, 2012)

Recomendado por Henrique Gonçalves

Você acorda em um beco escuro sem saber de nada. Você sabe que existe alguma coisa vindo atrás de você, e ela inevitavelmente vai te pegar, mais cedo ou mas tarde.

Esta é a premissa de mais um mod de terror gratuito em cima da Source Engine. Assim como Grey, várias mecânicas foram adicionadas e uma campanha completa foi implementada, tornando Cry of Fear um dos jogos mais aterrorizantes da atualidade.

Novamente os elementos do gênero survival horror aparecem com grande intensidade: a falta de munição, e aumento da tensão são frequentes. Tudo devidamente acompanhado de ambiente sombrios e uma trilha sonora arrepiante, elementos que nao podem faltar em um bom game de terror!

Penumbra: Black Plague (Frictional Games, 2008)

Recomendado por Daniel Zimmermann

Se Amnesia: The Dark Descent foi considerado por muitos um dos melhores jogos de terror de todos os tempos, boa parte desse sucesso vem da série Penumbra, o trabalho anterior da produtora Frictional Games.

Penumbra: Black Plague – o segundo e mais marcante da série – segue a história de Philip, um físico que parte em uma jornada ao desconhecido após receber uma carta do pai. Ele acaba em uma instalação subterrânea na Groenlândia  onde começa a desvendar mistérios sobre uma estranha sociedade secreta e os fenômenos bizarros que aconteciam por lá.

O jogo já mostrava detalhes que fariam sucesso no Amnesia: The Dark Descent, como a interação com o cenário, os quebra-cabeças elaborados, os cenários aterrorizantes e o foco na história pessoal do protagonista.

Slender: The Eight Pages (Parsec Productions, 2012)

Recomendado por Renan do Prado e Rodrigo Pscheidt

Você está sozinho, no meio de uma floresta escura, carregando apenas uma lanterna. Seu objetivo é encontrar 8 páginas escritas por uma vítima de um ser que você não deseja ver, uma criatura humanóide alta, com braços longos, que veste um terno preto… e não possui rosto.

Sua única opção é buscar desesperadamente as 8 páginas, pois o Slender Man está sempre lhe observando e quando você mesmo esperar, ele irá surgir atrás de você: quanto mais páginas encontradas, mais ele te persegue, o que deixa o jogo cada vez mais tenso!

Criado pela Parsec Productions, Slender tornou-se um verdadeiro fenômeno na internet, e elevou a fama do misterioso Slender Man até as alturas. Um excelente game do puro gênero de terror que dificilmente se vê hoje em dia.

Amnesia: The Dark Descent (Frictional Games, 2010)

Recomendado por Renan do Prado e Dayan Valente

Ano: desconhecido. Dia: desconhecido. Local: um imenso castelo afundado em escuridão e habitado por seres que a imaginação humana dificilmente conseguiria descrever. A única coisa que você sabe é que você está dentro deste castelo, e que precisa sair logo de dentro dele.

Ao longo do caminho, o desmemoriado protagonista (que acaba descobrindo que se chama Daniel) vai juntando as peças sobre o que está acontecendo dentro do castelo, ao mesmo tempo em que sua memória aos poucos é recuperada e ele vai descobrindo coisas que talvez fosse melhor não saber.

Quando se está dentro de um castelo dominado por morte e criaturas bizarras, uma coisa muito importante é aprendida: a escuridão pode ser uma aliada, mas ela irá destruir sua mente.

Menções Honrosas

1916: Der Unbekannte Krieg (Dadiu Games, 2011)

Recomendado por Henrique Gonçalves e Raphael Cabrera

Um soldado está preso em sua trincheira em plena Primeira Guerra Mundial em seu ápice, a leve névoa tóxica impede que a visão seja clara, a munição está perto do final e é inutil para o que está te seguindo.

No momento mais impressionante a verdadeira ameaça aparece, um grupo de dinossauros surge sem explicação para acabar com tudo que vê.

A premissa é no minimo bizarra e ele pode parecer que não dará medo algum por utilizar monstros tão grandes e barulhentos como dinossauros, mas quando você está perdido em um labirinto sujo e passos pesados e urros surgem atrás de você, o medo e o instinto de sobrevivência falam mais alto, fazendo deste um jogo bem visceral e aterrorizante.

Among The Sleep (Prévia; Krillbite, 2013)

Recomendado por Daniel Zimmermann e Dayan Valente

Among The Sleep é outro game de horror indie que foge dos padrões. A produtora norueguesa Krillbite coloca o jogador no papel de um bebê indefeso que acorda no meio da noite e descobre sua casa sendo assombrada por bizarros fenômenos paranormais.

A promessa é de um game assustador, que vai quebrar os limites entre pesadelo e realidade usando como base a imaginação fértil de uma criança. Se muita gente já passava medo controlando adultos em games de horror, então Among The Sleep tem tudo para ser realmente aterrorizante.

Asylum (Prévia; Senscape, 2013)

Recomendado por Daniel Zimmermann e Rodrigo Pscheidt

Produzido pelo estúdio indie argentino Senscape, Asylum leva o jogador a um hospício abandonado onde coisas horríveis acontecem. Os hermanos responsáveis pelo game estão caprichando na atmosfera assustadora, que promete muito suspense e sustos para testar a coragem dos jogadores.

Asylum também vai fugir um pouco do padrão dos jogos de horror, funcionando com um sistema de movimento por pontos (ao invés de controlar livremente o personagem pelo ambiente 3D, o jogador vai se movimentar por pontos pré-estabelecidos do cenário). mais um game que promete muito terror em 2013!

E aí, faltou seu jogo favorito nesta lista? Deixe nos comentários a indicação do seu game de terror favorito, e depois jogue os games que indicamos aqui… se você tiver coragem!