Top 15 Arkade: games clássicos que merecem remakes

A geração PS3/Xbox 360 foi a geração dos remakes. De coletâneas remasterizadas em HD até jogos antigos totalmente refeitos, o que não faltou foi clássico ressurgindo das cinzas. Mas, convenhamos, existem centenas de jogos que mereciam uma nova chance, mas continuam sendo ignorados pelas produtoras. Para fazer justiça a alguns deles, a equipe Arkade se reuniu para listar jogos antigos que merecem ganhar uma repaginada!

Rock n’ Roll Racing – Sugestão de Rodrigo Pscheidt

1993 – SNES, Genesis

Figurinha carimbada na lista de qualquer gamer saudosista que se preze, este clássico de 1993 produzido pela Blizzard marcou a infância de muita gente, seja por sua jogabilidade divertida, por sua trilha sonora épica composta por clássicos do Rock, ou por seu narrador pra lá de emblemático que soltava bordões como o memorável “Let the Carnage Begin”!

A mistura de corrida, destruição e rock n’ roll (tudo isso em perspectiva isométrica) rendeu horas de diversão para muita gente na geração 16 bits. De lá para cá, alguns remakes foram anunciados, sendo o melhor deles deles Motor Rock, remake extra-oficial produzido por um estúdio indie russo que a gente já jogou, confira nossa resenha neste link!

Enquanto o remake indie não é lançado e a chance de um remake oficial produzido pela Blizzard é remota, o que podemos fazer é relembrar esta pérola em vídeos, consoles antigos ou emuladores:

Commandos: Behind Enemy Lines – Sugestão de Daniel Zimmermann

1998 – PC, Mac

Lançado em 1998 para PC e Mac, Commandos: Behind Enemy Lines colocava os jogadores no controle de um esquadrão mata-nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Seja para destruir pontes ou eliminar generais, os icônicos commandos se infiltravam em território inimigo com muita astúcia para não denunciar sua presença e acabar em maus lençóis contra ondas quase intermináveis de tropas hostis.

O game possui um cooperativo muito bom, mas que esbarra nos bugs de um multiplayer pensado para conexões discadas de 15 anos atrás. Uma nova versão com modo online e gráficos otimizados seria muito bem-vinda, e quem sabe até com uma injeção de humor negro à Bastardos Inglórios, afinal, estes caras já aterrorizavam nazistas muito antes do filme de Tarantino:

Metal Gear – Sugestão de Renan do Prado

1987 – MSX

O primeiro game da grandiosa série de Hideo Kojima foi um marco na história dos videogames, pois criou as bases do gênero stealth. No game, controlamos o jovem agente Solid Snake, cuja missão é se infiltrar na fortaleza de Outer Heaven e destruir o poderoso Metal Gear TX-55.

Totalmente desarmado, Snake se infiltra na fortaleza tendo que buscar armas e suprimentos para se virar, dando vida ao uso da lendária caixa de papelão e outras técnicas ninjas.

Muitos fãs já pediram e ainda pedem por um remake deste game, mas Kojima finge não dar bola. Graças aos jogos da série Metal Gear Solid, alguns acontecimentos dos games de MSX acabaram sendo re-interpretados, e um remake poderia reapresentar essas informações num contexto melhorado, utilizando-se a tecnologia da poderosa Fox Engine, certamente o resultado seria incrível.

Alone in the Dark – Sugestão de Maurício Piccini

1992 – PC

Precursor dos atuais survivor horror, num tempo em que errar um botão significava morte para o herói, Alone in the Dark ocupava a enormidade de quatro disquetes (?!) em um PC com DOS. O jogo inaugurava uma era de personagens poligonais sobre fundos pré-texturizados bidimensionais. A mistura permitiu aos criadores simular ângulos de câmera bem cinematográficos (para a época).

Hoje, Alone in the Dark merece um remake que se aproveite das novas engines, traduzindo a beleza de seus ambientes para uma estética atualizada, podendo até se valer de recursos como câmeras de segurança e tremores no vídeo. Também vale dar mais vida à narrativa secundária – descoberta em livros e anotações espalhadas pela casa – traduzindo o suporte para as novas mídias.

Sem falar que as mortes ficarão sensacionais em Full HD:

Kid Chameleon – Sugestão de Henrique Goncalves

1992 – Mega Drive

Kid Chameleon é considerado um jogo obrigatório para qualquer fã do saudoso Mega Drive tanto pela sua diversidade quanto por sua dificuldade, digna de um bom game old school.

No game, controlamos Casey, herói cuja missão é investigar o sumiço de jovens, que desaparecem misteriosamente após jogarem o fliperama WildSide. Para desvendar este caso, Casey podia utilizar várias máscaras que lhe concediam novos poderes e habilidades.

Este é um jogo famoso pelo seu número insano de fases (103 no total) e criativos poderes, e por sua dificuldade, agravada pela falta de qualquer tipo de password ou forma de salvar seu progresso.

Relembre abaixo um pouco da jogabilidade deste clássico:

Daytona USA – Sugestão de Junior Candido

1994 – Arcade / 1995 – Saturn

Daytona USA é a cara da Sega (e dos anos 90): simples, direto e extravagante. Sem muita demora, entre o colocar a ficha no fliperama (ou apertar start no Saturn) e acelerar, poucos segundos são gastos: apenas precisamos escolher o carro, o câmbio, a pista e aguardar a famosa frase “gentleman, start your engines”. Simples assim.

Isso para não mencionar que o jogo foi um precursores da diversão multiplayer, graças ao suporte de até quatro máquinas de arcade interligadas.

Mesmo com sua simplicidade, Daytona USA chama atenção até hoje por sua jogabilidade simples – o foco é a diversão – e por suas músicas, que na versão Championship Edition contaram até com a voz de Eric Martin do Mr. Big.

Em um tempo onde o realismo e a simulação imperam, certos jogos acabam se tornando meio burocráticos. As corridas digitais precisam voltar a ser empolgantes e nisso Daytona era bom. Um remake deste clássico seria bem-vindo para trazer um pouco desta alegria contagiante típica dos anos 90.

International Superstar Soccer Deluxe – Sugestão de Fábio Torres

1995 – SNES / 1996 – Mega Drive / 1997 – Playstation

Antes de existir a “Guerra Fria” entre FIFA e Pro Evolution Soccer, existia International Superstar Soccer Deluxe, jogo antecessor da série PES e que gerou um dos maiores ícones do futebol virtual: Allejo!

Na época, o jogo marcou por trazer personagens realistas, com proporções normais (sem cabeções ou coisas do gênero). Isso não quer dizer que o jogo também não tinha seu lado mais divertido, como os jogadores com nomes alterados (Maradona era Redonda, Roberto Baggio era Galfano e Bebeto era Allejo!), um narrador super empolgado e a possibilidade de transformar os juízes em cachorros!

Se hoje a Konami se foca em transformar PES no melhor simulador, fica aqui a esperança dela resgatar a constelação de craques que fez parte dos anos 90 num jogo estilo arcade; menos compromissado com o realismo e mais com a diversão!

Comix Zone – Sugestão de Rodrigo Pscheidt

1995 – Mega Drive

Lançado originalmente para o Mega Drive em 1995, Comix Zone até hoje é um jogo extremamente criativo e original. A ideia de um protagonista preso dentro de uma história em quadrinhos – com inimigos sendo desenhados em tempo real e personagens pulando de um quadrinho para outro – é genial e sem dúvida merecia uma nova chance!

Aprisionado em sua própria obra, Sketch Turner precisa ir até a última página para fugir da HQ, que vai sendo deturpada pelo vilão Mortus, que desenha os mais temíveis perigos em seu caminho.

E não precisava nem ser um jogo totalmente novo, ou um grande lançamento. Uma simples repaginada no visual do game – como vimos em Super Street Fighter 2 Turbo HD Remix e no recente Ducktales Remastered – já seria ótimo, afinal, o visual do game continua bacana até hoje, e sem dúvida ficaria incrível em alta definição.

Relembre abaixo um pouco deste clássico da geração 16 bits:

Toe Jam & Earl – Sugestão de Dayan Valente

1991 – Mega Drive

Em 1991, a Johnson Voorsanger Productions criou um jogo que mostrava dois extraterrestres fissurados em black music que viajavam pelo espaço quando sua nave – a Funkotron – acerta um asteroide e cai na Terra. Assim, seus tripulantes, Toe Jam e Earl, devem encontrar todas as peças da nave para poder retomar sua viagem.

Toe Jam é um ser vermelho de três pernas que usa um grande medalhão de ouro e um boné virado para trás. Earl é um gordinho amarelo que tem antenas, usa shorts de bolinhas e óculos escuros.

O jogo é extremamente divertido por conta dos itens que você pode coletar e também pelos inimigos encontrados, que variam desde senhoras com carrinhos de compras (?!) até cachorros dentro de bolas gigantes.

Além de ter sido um dos primeiros games a dividir a tela no multiplayer, Toe Jam & Earl é divertido, criativo e sem dúvida ficaria incrível com um visual atualizado.

Final Fantasy V – Sugestão de Carlo Henrique

1992 – Super Famicon

Os remakes dos Final Fantasy III e IV para o Nintendo DS deixaram os fãs com vontade de ver como ficariam os títulos clássicos em uma versão 3D. Por isso, muitos fãs da série começaram a esperar por um suposto remake de Final Fantasy V em 3D, algo que gera muita expectativa, mas jamais foi confirmada pela SquareEnix.

Final Fantasy V é um dos títulos mais saudosos da consagrada série. Na trama, Bartz Klauser e seus amigos devem impedir a destruição dos quatro cristais que selaram o terrível feiticeiro Exdeath para manter o mundo em segurança.

Para isso, os heróis podiam contar com o sistema de troca de profissões, que sofreu muitas melhorias desde Final Fantasy III, permitindo o aprendizado de várias habilidades exclusivas. Em um tempo onde os jogos da série não geram mais a mesma expectativa, um remake caprichado deste clássico seria muito bem-vindo.

Cadillacs and Dinosaurs – Sugestão de Daniel Zimmermann

1993 – Arcade

Baseado no HQ Xenozoic TalesCadillacs and Dinosaurs foi um sucesso quando a Capcom o lançou, em 1993, para os bons e velhos arcades. Um beat ’em up acelerado, com belos gráficos e grande variedade de golpes, armas e inimigos, o game se passa em um futuro pós-apocalíptico onde um cientista louco está criando um exército de dinossauros.

Apesar de ser possível jogá-lo em alguns sites e emuladores, até agora não tivemos um remake oficial. Uma versão nova, devidamente reprogramada para consoles caseiros e PCs (com direito à jogatina online e leaderboards) cairia muito bem a este jogo que, mesmo após 20 anos, continua estiloso e divertido:

Metal Warriors – Sugestão Eduardo Moura Sales Martins

1995 – Super Nintendo

Muitos gamers da era 16 bits, clamam por uma continuação deste clássico desenvolvido pela Lucas Arts. No game, o jogador controlava um minúsculo personagem munido de uma pistola inútil e um jetpack. Para deixar as coisas mais interessantes tínhamos seis diferentes mechs que podiam ser pilotados e utilizados em batalhas.

Cada robô possuía armamentos próprios, mas certos itens adicionavam novas peças e armamentos, desde granadas até lança mísseis. Os danos recebidos em combate removiam o armamento principal, obrigando o jogador a fugir em busca de outro mech para sobreviver. Os cenários possuíam partes destrutíveis (algo inovador na época) que podiam revelar itens e passagens secretas.

Com a venda da Lucas Arts, o remake de Metal Warriors pode nunca existir… mas, sempre existem sites de “crowdfunding” e fãs talentosos com boas ideias. Nunca se sabe, então ficamos na torcida de um dia ver este clássico reinventado!

Maniac Mansion – Day of the Tentacle – Sugestão de Raphael Cabrera e Dayan Valente

1993 – PC

Os anos 90 foram marcados por grandes títulos de PC que mantinham uma mesma fórmula do sucesso: botões de ação no canto inferior esquerdo na tela e muita ação misturada com humor. E foi assim que surgiu o segundo jogo da série Maniac Mansion, Day of the Tentacle!

Muito mais nonsense que o jogo anterior, a turma formada por Bernard Bernoulli e seus amigos Hoagie e Laverne precisa acabar com os planos do maléfico Purple Tentacle. Este que como o nome já diz, é um tentáculo roxo, está formando um exército para dominar o mundo!

Você controlará os três personagens ao mesmo tempo (quem disse que GTA V vanguardista?) e enfrentará muitos desafios que exigem muito raciocínio e claro, uma generosa pitada de loucura, pois alguns quebra-cabeças são difíceis de superar se você não entrar na piração dos personagens. Tudo isso vem acompanhado de muito humor em um jogo que marcou uma época e uma geração.

Com a volta de Tim Schafer com a Double Fine, um remake desse jogo seria ideal para que a geração atual conheça sua genialidade em uma época de ouro dos jogos de PC.

 Altered Beast – Sugestão de Rodrigo Pscheidt

1988 – Arcade, Mega Drive

A geração Playstation 3/Xbox 360 ressuscitou em grande estilo os gêneros beat ‘em up e hack n’ slash 2D. Títulos como Castle Crashers, Shank, Guacamelee e Scott Pilgrim Vs. The World estão ai para provar que andar da esquerda para a direita surrando malfeitores ainda é muito divertido.

Dito isso, acho que seria justo esperarmos o retorno de uma das séries que calçou os alicerces deste gênero: antes de Final Fight, Streets of Rage ou Tartarugas Ninjas; dois bravos guerreiros já levantavam de suas tumbas (“rise from your grave”, lembra?), ressuscitados pelo próprio Zeus para combater as hordas de demônios e criaturas malignas comandadas pelo temível deus demônio Neff.

Para cumprir esta missão, nossos heróis podiam se transformar em lobisomens, ursos, dragões e tigres, o que lhes concedia novos poderes e habilidades especiais, o que era vital para enfrentar desmortos, demônios, formigas gigantes (?!) e chefes pra lá de apelões.

Apesar da jogabilidade um pouco travada e do alto nível de dificuldade, Altered Beast merecia uma nova chance. Talvez como um hack n’ slash sangrento tridimensional ao estilo Ninja Gaiden, ou como um  game 2D frenético como Shank. Quem sabe na nova geração a Sega não reinventa este clássico?

P.S. Eu sei que a Sega já lançou um “novo” Altered Beast em 2005 para o PS2, mas convenhamos, aquele jogo era bem fraco. Este clássico merece um retorno mais digno!

Top Gear – Sugestão de Diana Cabral

1992 – Super Nintendo

Não é só nostalgia que enche os corações dos gamers quando se fala de jogos de (algumas) décadas atrás. Era uma mistura de música, jogabilidade, imersão e encantamento que arrebatava qualquer jovem na frente de um televisor. Um exemplo desse amálgama de sensações é Top Gear, game de corrida recheado de efeitos (para a época), lançado para Super Nintendo, e com uma trilha sonora memorável. Quem aí não viaja no tempo ao ouvir o tema “Las Vegas”, entrada clássica do game? Ou “Bordeaux”?

Machu Picchu, Tokyo, New York e tantas outras pistas recheavam os olhos dos jogadores, com suas luzes e movimentos, subidas, descidas, e várias paradas obrigatórias (que deixavam muitos furiosos!). As estratégias eram muitas e a escolha do jogador era essencial no pit stop! Quantas vitórias (ou derrotas) foram precedidas do risco de pular uma parada? A emoção era contagiante sempre. “Game over” se tornava uma célebre frase dita por qualquer um que acompanhava com vibração cada “lap” e, mais ainda, a “final lap”.

Sem dúvida, é um game que merece um remake, não só para relembrarmos, mas também para deliciar novos jogadores com uma pitada daquele que foi e sempre será um clássico dos games de corrida e de uma década de ouro na história dos jogos eletrônicos.

Escolha seu carro, ligue o Nitro e relembre como era ser um Top Gear:

E com este clássico acelerado encerramos esta nostálgica lista de games clássicos que mereciam um retorno digno ao mundo dos games!

Lembre que esta não é uma lista definitiva, ela foi elaborada totalmente baseada na nostalgia e no “currículo gamer” de cada membro de nossa equipe.

Logo, se o seu game antigo favorito não foi listado, não precisa xingar ninguém : simplesmente deixe sua homenagem nos comentários! A gente quer saber quais outros games mereciam bons remakes!