Voice-Chat Arkade: a revolução dos games independentes

14 de agosto de 2012
Autor: Arkade

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Vez ou outra a gente te apresenta aqui na Arkade algum game independente que merece a sua atenção. Felizmente, o futuro é promissor para as pequenas produtoras indies, pois cada vez mais os pequenos projetos estão ganhando destaque no mercado!

Há anos atrás, havia muita burocracia e dificuldade para um jogo independente ser lançado em redes como Xbox Live, PSN ou Steam. Se tivessem sido lançados há uns 15 anos, games como Limbo, Super Meat Boy e Braid dificilmente se tornariam tão famosos quanto são hoje.

Felizmente, hoje em dia mais e mais desenvolvedores independentes vão ganhando seu espaço na mídia e conseguem aparecer no Desura, Steam ou qualquer outro sistema de distribuição digital que alcança milhões de jogadores por todo o mundo.

Se a coisa já melhorou – e muito – o melhor  ainda está por vir, graças a duas empresas conhecidas que decidiram aumentar sua atenção ao mercado independente. A primeira é nova mas extremamente promissora no mercado nacional de jogos: a Nuuvem.

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Recentemente a empresa revelou seu sistema que aumentará o número de jogos independentes que estão aparecendo por aí: provisoriamente chamado de Nuuvem Undeground, o novo sistema tem o objetivo de disponibilizar futuros projetos independentes na loja da Nuuvem.

A mecânica é extremamente simples: qualquer produtor independente pode enviar seu jogo, e uma votação ocorrerá entre os usuários. Os jogos mais votados serão vendidos na loja, e aparecerão em um setor totalmente exclusivo da loja, com o desenvolvedor ganhando 30% de comissão por cada cópia vendida.

Se o seu jogo não conseguiu votos o bastante, não é o fim do mundo: ele poderá ser enviado novamente para a votação 30 dias depois, período em que novos jogos independentes aparecerão.

A Nuuvem Underground deve ser lançada em setembro, com 100 jogos sendo vendidos na primeira leva e, obviamente, com um maior apoio aos desenvolvedores brasileiros, dando quinze posições especiais para eles.

Não paramos por aí: a Valve também decidiu abraçar os jogos independentes em sua loja virtual, o popular Steam. A empresa também abrirá uma área para os desenvolvedores independentes.

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Tendo algumas similaridades com o sistema da Nuuvem, o serviço Steam Greenlight dará a oportunidade de produtoras pequenas e aspirantes a desenvolvedores postarem seus jogos, com a chance deles serem vendidos na página principal do Steam!

Uma grande diferença entre o Steam e o Nuuvem está no grau de conclusão de cada projeto: enquanto na Nuuvem Underground é preciso enviar jogos completos, o Steam Greenlight aceita projetos mais crus; basta um vídeo apresentando o conceito do jogo, algumas imagens, uma descrição e uma capa para o jogo aparecer na votação.

Outra novidade bacana vem da iniciativa da Valve em diversificar sua atuação, acrescentando aplicativos e programas ao Steam, o que deve tornar o Greenlight um canal tanto para futuros jogos quanto para aplicativos bacanas.

Com a Valve querendo lançar seu Steam Greenlight em Agosto e a Nuuvem Underground chegando em setembro, fica claro (mais uma vez) como os jogos independentes estão consolidando seu lugar no mercado dos videogames.  Isso que nem mencionamos as promoções do Humble Bundle, que vende ótimos jogos indie e ainda ajuda instituições de caridade!

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Hoje em dia, a indústria não está mais dominada por jogos que custam milhões de dólares e são feitos por grandes estúdios. Os pequenos estúdios, que contam com orçamentos mais modestos estão criando uma nova tendência, onde a paixão e a criatividade estão em primeiro lugar, não o dinheiro.

Nos consoles, a situação é um pouco mais complicada: as produtoras precisam respeitar rígidas diretrizes e pagar fortunas por kits de desenvolvimento ou para colocar no ar patches e atualizações de seus jogos.

O recente Fez sofreu com isso: sua produtora, a Polytron, não lançou um patch de correção para o game, pois não quer ia pagar (mais) 40 mil dólares para a Microsoft para atualizar seu título.

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Apesar disso, alguns produtores não se intimidam e continuam brindando os consoles com ótimos jogos independentes, como Journey, Papo e Yo, Fez, Super Meat Boy, LimboDust: An Elysian Tail e muitos outros.

Esperemos que as empresa que dominam o mercado de consoles passe a dar mais atenção aos jogos independentes, inspiradas pelo sucesso das lojas virtuais de PC. A iminente chegada do promissor console Ouya pode tirar de vez os consoles de sua “zona de conforto”.

Por todos estes motivos, fica claro que hoje, um “novato” pode entrar nesta indústria cada vez mais pela qualidade de seu produto e pela sua experiência, não pela sorte. Há cada vez mais espaço para talento e criatividade, e o sonho de “viver criando jogos” está mais perto, para que muitos novos produtores possam seguir os passos de Jonathan Blow, Team Meat, Playdead, Notch e tantos outros talentos indies.

* Este artigo foi escrito por Henrique Gonçalves, com pitacos de Rodrigo Pscheidt.

27 Respostas para “Voice-Chat Arkade: a revolução dos games independentes”

  • 14 de agosto de 2012 às 09:16 -

    Marcelo Melo

  • Faltou mencionar a realidade de programação do PC, em que se pode dedicar poucos recursos e fazer um jogo pequeno, ou o oposto; sem a necessidade de kits de desenvolvimento e afins, apenas do investimento nos programas e plataformas a serem usados.

    • 14 de agosto de 2012 às 09:24 -

      Henrique Gonçalves

    • Bem lembrado e muitos jogos conseguiram vender bem graças a estes kits de desenvolvimento onde o custo é bem menor. Oniken é um ótimo exemplo de um jogo brasileiro feito por três pessoas onde foi gasto pouco dinheiro e agora esta sendo vendido no Desura.

      • 14 de agosto de 2012 às 20:55 -

        KING OF KINGS

      • Sinceramente quando um jogo sai com poucos recursos e um jogo pequeno mas bem feito sai uma verdadeira obra prima, não sei acho que os consoles deviam abrir mais espaço para os indie dá mais oportunidades garanto que eles não vão se arrepender journey,limbo ta ai nao me deixa mentir

      • 14 de agosto de 2012 às 21:50 -

        Henrique Gonçalves

      • Não só ele, mas vários jogos mostram como indies podem ser dar bem se conseguirem um pouco mais de apoio das grandes empresa. Ainda mais que não é todo dia que vemos um Minecraft aparecer para ganhar mais dinheiro que as próprias publicadoras.

  • 14 de agosto de 2012 às 10:08 -

    leandro(leon belmont)alves

  • eu apoio esse movimento, pois já foi provado que uns poucos nerds que amam o que fazem é capaz de gerar games melhores que uma empresa com milhares de funcionários.

    • 14 de agosto de 2012 às 12:44 -

      Kubrick Stare Nun

    • Que os desenvolvedores indies frequentemente fazem jogos melhores do que a maioria dos estudios bilhonarios é uma verdade inegável, mas talvez isso não se deva a capacidade deles tanto quanto a se deve a sua ousadia. O pessoal que trabalha nos grandes estúdios precisam fazer jogos na “formulazinha” pronta porque eles são obrigados a satisfazer os CEOs e Shareholders que só querem saber de liberar a grana se o lucro for garantido.
      -
      O problema maior está no fato de os consumidores terem o hábito de gastar o seu dinheiro com a mesmice a qual eles já estão familiarizados (pensem na quantidade de gente que compra as dezenas de versões diferentes de FIFA, Need for Speed, Call of Duty e Final Fantasy ano após ano) e não tem a coragem e curiosidade para experimentar os jogos que eles próprios se referem pejorativamente como “hipster” ou “underground”.

      • 14 de agosto de 2012 às 13:20 -

        leandro(leon belmont)alves

      • esse termo hipster, pelo que me falaram é algo que a pessoa é, mas não admite. e quando admite, deixa de ser Hipster. quem inventou essa palavra afinal?

        cara de gosta de jogo Indie ou Underground é Indydeiro

        quem gosta de jogo antigo, é retrogamer.

      • 14 de agosto de 2012 às 13:25 -

        Renan

      • Hipster, até onde eu entendi, é o cara que “inventou a moda primeiro”. Ou seja, se por um acaso eu invento de usar camisa com o Pacman estampado, e de repente todo mundo começa a usar, eu estarei sendo hipster porque vou ficar reclamando que tá todo mundo me copiando e que usar a camisa era legal quando só eu usava. Algo mais ou menos assim.

        Informação muito útil pra vida das pessoas, diga-se de passagem kkkkkkkkkkkkkkk

      • 14 de agosto de 2012 às 13:29 -

        leandro(leon belmont)alves

      • “O problema maior está no fato de os consumidores terem o hábito de gastar o seu dinheiro com a mesmice a qual eles já estão familiarizados (pensem na quantidade de gente que compra as dezenas de versões diferentes de FIFA, Need for Speed, Call of Duty e Final Fantasy ano após ano) e não tem a coragem e curiosidade para experimentar os jogos que eles próprios se referem pejorativamente como “hipster” ou “underground”.”

        foi justamente o que falei quando falei na revista de Persona 4 Arena. e não teve tanto comentário quanto o de costume, pois infelizmente tem muitos que nem fazem ideia do que é Persona. eu mesmo por não gostar tanto assim dessa geração, compro jogos antigos para jogar nos mais diversos consoles, e descubro games excelentes(tem bomba as vezes,mas..) que nenhuma ou poucas revistas ou sites fizeram questão de divulgar.

      • 14 de agosto de 2012 às 17:21 -

        Kubrick Stare Nun

      • A palavra hipster (em seu significado verdadeiro) se refere a pessoas que valorizam pensamento independente e gostam de se diferenciar das massas não-pensantes. É so você procurarem no Urban Dictionary se quiserem uma definição mais elaborada. Mas como a “massa não-pensantes” detestaram a ideia de alguém querer ser superior a ela o povo começou a usar a palavra hipster de uma maneira erronea para se referir a tudo quanto é tipo de coisa detestável que tem na internet para assim deixar a palavra com um tom pejorativo.
        -
        Existe uma infinidade de mitos sobre os hipsters na internet: “hipster é quem não admite ser hipster”, “hipster é quem inventa modas”, “hipster é quem é viciado em produtos apple”, “hipster e quem gosta de coisas com estilo antigão”, “hipster é quem faz upload de foto com texto pseudofilosófico pro Instagram”, etc… A maioria desses mitos vem dos antros de retardadisse da internet (4chan, 9gag, Reddit, Facebook, etc…) que são as mesmas fontes de um monte de outras babaquiçes e burradas que são espalhadas por aí afora.

      • 14 de agosto de 2012 às 18:31 -

        DanielWarfare

      • Hipster é o pseudônimo de BABACA ;D

    • 14 de agosto de 2012 às 13:13 -

      leandro(leon belmont)alves

    • Eu até acho que esses projetos independentes antigos são muito mais independentes que atualmente. O cara fazia algo em seu tempo livre, com seus próprios recursos e tal. se era uma equipe, a própria equipe subsidiava tudo e, nesse sentido, aproximavam-se mais da ideia original de “vaquinha” do que esses projetos de crowdfounding.

      O que não é ruim, mas passa a ser muito mais motivado pelo risco (os desenvolvedores têm que criar algo que agrade os milhares de investidores) do que pelo trabalho (“fiz o jogo assim porque ele fica melhor dessa maneira”). É um risco para o investidor e não uma tentativa ousada do desenvolvedor necessariamente.

    • 14 de agosto de 2012 às 20:44 -

      KING OF KINGS

    • é oque eu sempre digo quando se coloca amor e dedicação naquilo que faz não tem como dar errado, isso vale pra tudo na vida.ai as grandes empresas fazem grandes lançamentos pensando só no lucro e esquecem do importante

  • 14 de agosto de 2012 às 10:12 -

    Renan do Prado

  • Ótimo texto!!! É bom ver o mercado indie crescendo bastante, e com rapidez. Eu só espero que no futuro não se crie uma concorrência direta entre as grandes produções e os indies, se bem que acho difícil isso acontecer.

    Seria bem mais interessante se as grandes produtoras dessem seu apoio aos indies, se bem que aí já entra questões de lucro, dinheiro e tal. Então antes que isso aconteça, que se faça um largo estudo para que aconteça da maneira certa.

    • 14 de agosto de 2012 às 12:57 -

      Kubrick Stare Nun

    • Desenvolvedor que recebe apoio de grandes empresas não é desenvolvedor independente.

      • 14 de agosto de 2012 às 13:02 -

        Renan

      • Sim, mas será que não é isso que acaba acontecendo? Quando um game indie faz enorme sucesso as grandes não ficam com as mãos coçando pra comprar a empresa? Por exemplo a PopCap de Plants vs Zombies, não conheço a história da empresa, mas soube que hoje ela pertence a EA.

      • 14 de agosto de 2012 às 21:58 -

        Henrique Gonçalves

      • Mais ou menos Kubrick, bons exemplos de jogos indies financiados por empresas grandes são, Shank (que é publicado pela EA), Fez (financiado pela cidade de Montreal e pela Microsoft, mesmo que o contrato com a Polytron tenha dado bem errado), PopCap (como Renan mencionou, EA comprou ela então não seria tão considerada uma empresa indie) e Quantum Conundrum (publicado pela Square Enix) são só alguns.

        Ao meu ver, um desenvolvedor indie é mais considerado pelo estilo de seu jogo que tende ser diferente do que vimos por aí, ou por ter pouco dinheiro para financiar como você citou. Como estes jogos que mencionou são publicados por empresas grandes eu acho que o termo indie acaba ficando aberto para mais opções.

  • 14 de agosto de 2012 às 13:57 -

    FeeH

  • Agora com a ajuda da Nuuvem espero que esse mercado de criação de jogos no Brasil cresça !!!

    • 14 de agosto de 2012 às 20:57 -

      KING OF KINGS

    • nossa tbm espero só deus sabe a vontade q tenho de jogar um jogo feito por mim mesmo

  • 14 de agosto de 2012 às 21:02 -

    KING OF KINGS

  • Eu acredito que no futuro eu possa junto com meus amigos desenvolver um jogo por diversão e levar diversão para pessoas q a gente não conhece

    • 14 de agosto de 2012 às 22:00 -

      Henrique Gonçalves

    • É assim que começa grandes ideias, um grupo de amigos se juntam e isto rapidamente vira alguma coisa tão grande que pode ser vendida e distribuida em várias partes do mundo. Claro que demora muito e é preciso de muita determinação dos desenvolvedores, mas tudo que você quer de verdade é preciso desta determinação.

    • 17 de agosto de 2012 às 16:54 -

      Tzar

    • Somos dois “KoK”,pena eu não saber desenhar e sim programar (programo nem tanto assim,mais tento).
      Estorias e que não faltam e sim o publico aceitar-las.

  • 15 de agosto de 2012 às 11:45 -

    Marcelo Melo

  • Há muitos elementos que influenciam o desenvolvimento de um jogo em uma pequena empresa/grupo. Acho que a grande distinção que precisamos fazer, evitando assim cair repetir discursos acriticamente, é a de que os pequenos desenvolvedores também fazem jogos péssimos e os grandes, jogos maravilhosos.

    Imagino que, para uma análise sóbria de um produto destes, deve-se primeiro consumir e compreender o jogo em si mesmo, dissociando-o das circunstâncias que o criaram. Após isso, cabe essa relação com os elementos circundantes e, aí sim, poderemos afirmar que o jogo é bom porque foi feito por uma empresa pequena, ou o oposto.

    • 15 de agosto de 2012 às 13:31 -

      Renan do Prado

    • Além disso, eu achoque há uma tênue linha que separa uma produtora indie de uma “comum”.

      Se for levar ao pé da letra, um game indie foi desenvolvido usando o dinheiro do bolso de alguém com envolvimento direto no game.
      A partir do momento que ela se torna uma EMPRESA, ela tem que ter receita pra existir, portanto já não dá pra se considerar indie.

      Mas a verdade é que hoje em dia os games com características mais simplórias, seja gráficos retrô, jogabilidade 2D, ou mesmo uma ideia inusitada, é considerado indie. O termo está se ramificando muito.

    • 15 de agosto de 2012 às 17:32 -

      Henrique Gonçalves

    • Eu concordo que muitos jogos indies são simplesmente ruins, mas a intenção dos sistemas citado neste texto (e no artigo em si) é que eles irão ajudar mais empresas para surgir em outros lugares além da mídia convencional, e o melhor de tudo é que isto está nas nossas mãos para escolher o que é correto (o que eu acho também ruim, porque muitas vezes a escolha dos gamers em geral não é a melhor de todas).

  • 15 de agosto de 2012 às 11:46 -

    Marcelo Melo

  • *…evitando assim repetir…*

  • 17 de agosto de 2012 às 20:01 -

    César Alberto

  • Os games independentes fazem tanto sucesso assim porque lá num fundo de todos nos ainda existe uma criança louca por aventuras e não por gráficos.

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