Análise Arkade: destruindo monstros gigantes ao som de dubstep no viciante Aaero

17 de abril de 2017
Autor: Rodrigo Pscheidt

Análise Arkade: destruindo monstros gigantes ao som de dubstep no viciante Aaero

Parte jogo de ritmo, parte shooter de navinha, Aaero é uma experiência psicodélica, desafiadora e extremamente viciante! Aumente o som e confira nossa análise deste ótimo game!

O poder do dubstep

Não espere uma história elaborada em Aaero, pois aqui não há tempo para isso. O que temos aqui é um jogo “de fases” que vai direto ao ponto, e te coloca no controle de uma pequena nave, que vai atravessar paisagens alienígenas psicodélicas enquanto viaja por uma fita luminosa, tentando acompanhar a música ao mesmo tempo em que atira em naves inimigas, enfrenta chefes gigantes e se esquiva de projéteis.

A fita que mencionei ali em cima é o principal diferencial do game. Sabe como, em Guitar Hero, você vê os botões que deve apertar distribuídos em filas? Pois então, Aaero parte de uma premissa semelhante: aqui há uma fita luminosa, e você deve usar a alavanca analógica esquerda para manter sua nave em cima (ou o mais perto possível) dessa fita o máximo de tempo que você puder.

Análise Arkade: destruindo monstros gigantes ao som de dubstep no viciante Aaero

Claro que isso não é tão simples assim: além de inimigos atirando, prensas se fechando e tetos desabando, a trajetória da fita em si se mostra um desafio e tanto para acompanhar, pois ela muda de direção, gira, some e reaparece de um jeito que está longe de ser aleatório, pois sempre combina com algum elemento da música. Quanto mais tempo na fita, maior o seu multiplicador, e mais pontos você ganha no fim da fase. Simples assim.

Bom, mas ao invés de gastar muito tempo descrevendo a mecânica, acho que é mais fácil te mostrar na prática como funciona o interessante gameplay de Aaero. Clica no play aí embaixo e confere:

Sacou? A fita não fica o tempo todo na tela, mas sempre que ela está lá, é essencial que você mantenha sua nave o mais perto possível dela. É difícil pra caramba, mas é aquele tipo de dificuldade estimulante, que te faz querer jogar “só mais uma partidinha” para tentar alcançar as tão sonhadas 5 estrelas em cada fase.

À Procura da batida perfeita

Ainda que se pareça um bocado com Thumper — que é outro baita jogo de ritmo lançado no final do ano passado –, Aaero se apresenta ainda mais desafiador graças ao gênero musical que ele traz: o dubstep. Este estilo musical é bem inconstante, com muitos “barulhos” eletrônicos, linhas vocais e elementos dissonantes que não necessariamente seguem a métrica rítmica da música.

Análise Arkade: destruindo monstros gigantes ao som de dubstep no viciante Aaero

Eu toco bateria há muitos anos, e por isso “seguir o ritmo” de uma música costuma ser algo muito natural para mim. Porém, com o dubstep insano de Aaero, nem sempre eu conseguia fazer isso, pois além da inconsistência inerente deste gênero, em muitos casos a fita que devemos seguir acompanha o vocal, não a batida da música.

Como neste exemplo que deixo abaixo, da faixa Pure Sunlight. Repare que a fita acompanha apenas o vocal, ignorando as demais nuances rítmicas da música:

Aliás, deixa eu abrir um parêntese aqui para falar dessa música: toda a trilha sonora deste jogo é incrível, mas essa Pure Sunlight, caramba, como é boa! Já foi do PS4 direto para minha playlist do Spotify, e ando ouvindo ela direto! Para quem quiser ouvir ela “fora do game” e saber quem são os artistas responsáveis, aumenta o som e clica aqui.

Enfim, o fato é que, apesar de manter um gameplay simples o tempo todo — usamos basicamente uma alavanca para controlar a nave, outra para controlar a mira e um botão para atirar –, Aaero se mostra imprevisível por colocar sua fita para seguir diferentes elementos musicais, tornando cada fase um desafio próprio, com seu feeling específico.

Monstros gigantes

Sabe o que combina com dubstep? Monstros gigantes! E os caras da Mad Fellows sabem disso, pois colocaram algumas excelentes batalhas contra chefes no jogo. Sim, temos chefes gigantes em um jogo de ritmo, e a forma com que as batalhas se encaixam na mecânica e na música é nada menos que incrível!

Análise Arkade: destruindo monstros gigantes ao som de dubstep no viciante Aaero

Um dos principais chefes do jogo é a aranha-robô-gigante que você já viu lá na imagem que serve de capa para esta matéria. Deixo aí embaixo o vídeo de minha batalha contra ela. Apesar do caos, repare na cuidadosa harmonia que os desenvolvedores conseguem criar entre áudio e vídeo, “casando” os movimentos e tiros da aranha com a batida da música:

Isso, meus caros, é game design de qualidade, e o que temos aqui merece servir de referência para outros jogos do gênero: a maneira com que os tiros, explosões e obstáculos se harmonizam com a música é incrível, especialmente se considerarmos a já mencionada métrica inconstante do dubstep. Tiro meu chapéu para o meticuloso trabalho da Mad Fellows, e espero que eles lancem mais músicas/fases via DLC.

Audiovisual

Misturando paisagens psicodélicas e cidades em ruínas com cores vibrantes, muitas faíscas e explosões, Aaero constrói um visual sólido e muito interessante. Ele não é tão surrealmente impressionante quanto Thumper, mas, justamente por isso também se torna menos cansativo para os olhos, pois há muito menos luzes piscando loucamente pela tela.

Análise Arkade: destruindo monstros gigantes ao som de dubstep no viciante Aaero

O level design em si é, como já dito, é simplesmente excepcional. A trilha sonora pode não agradar a todos (eu mesmo não sou um grande fã de dubstep), mas não se pode negar que funciona perfeitamente no jogo, até pelo fato de que cada faixa foi escolhida a dedo, e o design de cada fase foi pensado para “casar” com a música.

Aaero não tem suporte à tecnologia VR, mas eu não me surpreenderia se isso fosse adicionado no futuro. Este tipo de jogo funciona muito bem em realidade virtual, e a rica experiência audiovisual que temos aqui sem dúvida ficaria incrível em VR.

Conclusão

Aaero oferece uma experiência que até soa familiar para quem curte jogos de ritmo, mas ela chega trabalhada em uma roupagem totalmente nova que é muito aditiva, dinâmica e interessante. Seu gameplay é fácil de aprender mas difícil de dominar, e seu nível de desafio só não é maior do que seu potencial de se tornar viciante.

Análise Arkade: destruindo monstros gigantes ao som de dubstep no viciante Aaero

Se você é fã de jogos de ritmo, não tem nem que pensar duas vezes: precisa ter Aaero na sua coleção. Se você não é muito familiarizado com o gênero, vai ter uma ótima primeira experiência com este aqui. Seja pela trilha sonora, pelos chefes gigantes ou pelo level design primoroso, Aaero é um jogo que merece ser experimentado. Para mim, ele é com folga um dos melhores jogos de ritmo dos últimos tempos.

Aaero foi lançado em 11 de abril, com versões para PC, Playstation 4 e Xbox One. O game está todo em inglês. Mesmo nos PCs, é indispensável o uso de um controle com alavancas analógicas para jogar.

2 Respostas para “Análise Arkade: destruindo monstros gigantes ao som de dubstep no viciante Aaero”

  • 17 de abril de 2017 às 21:23 -

    Glauco Lima

  • adoro jogos de ritmo e esse aí parece muito daora
    Já viciei no Thumper graças a vcs, e lá vem a Arkade de volta me fazer gastar mais dinheiro, kkkkkkkkk
    valeu pela materia pessoal!!!!

  • 18 de abril de 2017 às 11:11 -

    Gabriel

  • Gostei da ideia do jogo, parece bem interessante. Por mais que o jogo esteja me fazendo quase comprá-lo, na minha opinião, ele deixou a desejar na movimentação da navezinha. Tirando isso, está ótimo. Por sinal, belo texto explicativo Rodrigo.

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