Análise Arkade: Sangue, mortes, cemitérios, feras e mais sangue no desafiador Bloodborne

9 de abril de 2015
Autor: Renan do Prado

Análise Arkade: Sangue, mortes, cemitérios, feras e mais sangue no desafiador Bloodborne

Bloodborne, um dos exclusivos mais esperados do Playstation 4 finalmente saiu e já fez vítimas e mais vítimas ao redor do mundo. E como será que o sucessor de Dark Souls saiu? Descubra agora!

Bloodborne já era esperado pelos fãs dos RPGs hard cores da From Software desde antes seu anúncio oficial, quando era esperado ser lançado com o nome de Demon’s Souls 2. Tempos depois, o game enfim foi lançado, prometendo manter o alto nível de dificuldade da série Souls, dessa vez com uma abordagem diferente. Saem os cavaleiros e magos, e entram em cena os Caçadores, com a missão de limpar o mundo de feras sanguinárias.

O SUCESSOR ESPIRITUAL

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Bloodborne possui várias diferenças para os jogos anteriores da From Software, bem como certas semelhas. Primeiramente, Bloodborne é como uma mistura de Demon’s Souls com Dark Souls em seu level design. No game, temos a missão de explorar toda a área e os arredores da antiga cidade de Yharnam. Porém, esqueça as bonfires, as fogueiras que serviam como únicos pontos realmente seguros na série Dark Souls, dessa vez existem as lâmpadas, que ligam o jogador ao Sonho do Caçador, que funciona como o Nexus de Demon’s Souls. Uma área separada de todo o resto, onde o jogador pode comprar itens, subir de level, melhorar seus equipamentos e etc.

Dentro do Sonho do Caçador temos os meios de acesso as diferentes áreas do jogo, através de diversas lápides que cercam a área. Cada lápide liga a uma área de Yharnam, levando e trazendo o jogador através das já mencionadas lâmpadas, assim como a ligação entre o Nexus e as áreas de Demon’s Souls. A diferença está que Yharnam é uma enorme e única área, tal como os cenários de Dark Souls fazendo interligações entre as áreas por caminhos longos e diretos e atalhos bem escondidos.

O MISTERIOSO ENREDO

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Como já é padrão da From Software, a história por trás de Bloodborne é contada de forma extremamente minimalista. Para começar, no início do game um misterioso velho barbudo, de chapéu velho e olhos tampados aproxima-se do jogador em sua cadeira de rodas, e diz que para o jogador receber uma transfusão de sangue e iniciar a caçada ele deve primeiramente assinar um contrato. O contrato nada mais é do que a criação do personagem do jogador.

Bloodborne possui uma grande possibilidade de customização de personagens, com jogadores chegando a recriar o Harry Potter e o Coringa dentro do game. Além disso, o jogador deve escolher a classe de seu personagem, que estão relacionadas a suas origens, como Nobre, Veterano de Guerra, e até mesmo como um rejeitado. Cada classe possui diferentes “builds” em seus atributos. Uns possuem ataque mais forte, outros possuem vitalidade e poder arcano maior, e etc. As classes servem para que o jogador inicie sua aventura focando no que julgar mais essencial para seu personagem, seja força, defesa e etc.

Após o contrato, recebemos a transfusão de sangue, e somos salvos do ataque de uma fera ensanguentada por estranhas criaturas disformes brancas e pequenas. Com isso, o jogo enfim se inicia com o personagem se levantando da maca onde recebeu a transfusão de sangue. Sem nenhum equipamento. Um papel próximo diz somente que devemos procurar pelo sangue pálido. O que é o sangue pálido e pra que ele serve? Bem, trate de descobrir, bem como toda a história.

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Tudo o que o jogador realmente sabe é que a cidade de Yharnam é vítima de uma praga que transforma seus habitantes em feras, e que durante a noite, as feras atacam e cabe aos caçadores limpares as ruas até que o sol nasça novamente. A praga gradualmente transforma os habitantes da cidade em feras como lobisomens. Eles começar a ficar loucos e violentos, pêlos crescem por todo o corpo, braços e pernas começar a crescer exageradamente, até que eles se transformem em lobos gigantes e assassinos, ou coisa ainda pior.

Para descobrir mais detalhes sobre o que o jogador está buscando, e o que está acontecendo com o mundo a sua volta, o jogador deverá ser minucioso em sua exploração. Documentos, descrição de itens, e conversas com NPCs dão dicas do que está havendo, e cabe ao jogador tentar juntar os pedaços e compreender o misterioso enredo, que chega a ser ainda mais vago e confuso do que a série Souls, abrindo um grande leque de suposições e teorias pelos fãs.

O SONHO DO CAÇADOR E AS MECÂNICAS DE BLOODBORNE

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O Sonho do Caçador é a base de operações do jogador, o jogador a acessa no inicio do jogo de duas maneiras: conseguindo chegar na primeira lanterna do jogo, ou morrendo pela primeira vez. O lugar é uma casa envolta de muitas lápides e um grande jardim, do lado de fora, encontramos a Boneca, inicialmente imóvel, como se estivesse “morta”. A Boneca será sua melhor amiga por todo o jogo, pois será ela quem irá fazer o jogador subir de nível, bem como conversar com ele e revelar pequenos pedaços de informações sobre o sonho.

Dentro da casa, encontramos o misterioso Gherman, um ex-caçador em sua cadeira de rodas que nos dá mais informações sobre o sonho e o mundo fora dele, bem como oferece tudo disponível dentro do sonho para o jogador usar a vontade. Em posse das ferramentas adequadas, o jogador pode fortificar suas armas, memorizar runas, guardar itens, bem como comprar e vender itens.

O mundo é povoado pelos mensageiros, aquelas criaturas brancas que apareceram no inicio do game. Eles são pequenas criaturas que idolatram os caçadores, e os levam para dentro do sonho para ajudá-los. Por diversos lugares dentro do sonho e na cidade de Yharnam eles podem ser encontrados com mensagens e dicas para o jogador. E são eles quem vendem itens para o jogador dentro do sonhos. Ah, e se você não gostar do visual deles, não se preocupe, por todo o game existem diversos itens de customização para os mensageiros, como pequenas cartolas, bandagens sujas, jarros na cabeça e etc.

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Bloodborne é um pouco diferente da série Dark Souls no quesito jogabilidade e combate, e isso é justificado pela história dos Caçadores. Os Caçadores prezam mais pela agilidade e velocidade em seus trabalhos, sendo assim, armaduras não fazem parte de seus vestuários, mas sim roupas leves, com capas, chapéus e cartolas, calças e roupas elegantes e etc. Da mesma forma, os Caçadores não são adeptos de escudos, e sim no ataque. Dessa forma, a esquiva é o movimento essencial em todos os combates. Os personagens dos jogadores, bem como todos os inimigos do jogo são rápidos e ágeis, e se o jogador não dominar completamente as esquivas, morrerá toda hora.

A falta de uma defesa foi compensada no jogo no equilíbrio dos inimigos. Enquanto em Dark Souls inimigos mais fortes recebiam ataques sem qualquer reação, exceto em combos maiores ou ataques mais fortes, em Bloodborne, todo inimigo, por maior que seja, reage aos golpes do jogador, inclinando-se de dor, caindo no chão, ou sendo jogado para trás. Isso, aliado a incapacidade de defesa e foco na agilidade do jogador torna os combates mais justos, porém isso não significa combates mais fáceis. Mesmo que todos os inimigos sintam os golpes, assim como o jogador pode contra-atacar, os inimigos também podem, e sabem muito bem disso. Inimigos mais fortes surpreenderão os jogadores descuidados com contra-ataques muito rápidos e poderosos. Em outras palavras, o menor vacilo pode significar uma frustrante e violenta morte.

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Como defesa não é o foco, as armas do jogador são voltadas exclusivamente para o ataque, com o jogador equipando-se com uma arma em cada uma de suas mãos. Na mão esquerda, o jogador utiliza armas de fogo, e na mão direita as novas armas de truque. As armas de truque são a maior novidade na parte de combate, essas armas possuem duas formas diferentes, alternadas através do botão L1, cada arma possui sua própria particularidade, em cada forma, as armas tem suas próprias levas de ataques. Algumas armas, como o Machado de Caçador, possuem sua forma normal de uma mão, e sua forma comprida, de duas mãos. Assim como o Martelo Clerical que em sua forma normal é uma rápida espada, e na segunda forma torna-se um enorme e poderoso martelo.

Como padrão, atacar e esquivar drena a sua barra de stamina, quando ela chega ao final, o jogador fica vulnerável até que ela recarregue novamente. A barra recupera-se sozinha com uma grande velocidade, mais rápida que em Dark Souls. Se formos pensar que a esquiva é nosso principal movimento, podemos concluir que isso é uma característica justa, senão de outra maneira o jogador estaria perdido em combate. Além dos ataques normais e fortes (este último pode ser carregado para causar mais dano), temos ainda os ataques de pulo e os ataques viscerais, feios em combinação com ataques de arma de fogo seguido de um ataque de mão direita, ou combinando ataques fortes com ataques normais.

Outra mecânica interessante está na recuperação de vida. Quando um inimigo o ataca, sua barra de vida não diminui instantaneamente. Uma marca branca e brilhante aparece posicionada na barra de vida, marcando o dano recebido. A barra de vida após alguns poucos segundos começará a descer até aquela marca. Nesse meio tempo, o jogador tem a chance de recuperar toda aquela vida perdida contra-atacando o inimigo. Cada ataque bem sucedido movimenta a marca branca, e se o jogador for rápido, poderá recuperar toda a vida perdida.

Por fim, temos as runas, que substituem os anéis da série Souls. Os jogadores podem equipar até quatro runas, cada uma com um efeito diferente, como aumento do poder de ataque, aumento da defesa, melhor recuperação ao usar itens de cura, e muitos outros efeitos.

SANGUE, SANGUE, MAIS SANGUE E DISCERNIMENTO

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Sangue é tudo, desde o nome do game, até em seu enredo e em sua utilização. Na cidade de Yharnam, a utilização de sangue tem um significado muito forte, e todas as pessoas, sejam infectadas pela praga, ou não, utilizam sangue em suas vida para uma coisa ou outra. Para o jogador, sangue é simplesmente o item mais precioso de todos. O jogador pode utilizar frascos de sangue para recuperar sua barra de vida. Esses frascos são padrão, e usados pelo botão triângulo. Eles podem ser comprados dos mensageiros, ou encontrados em abundância nos inimigos mortos. Nesse ponto, Bloodborne é mais fácil que Dark Souls, pois é difícil o jogador acabar sem nenhum frasco de sangue em momentos de necessidade.

Matar inimigos ou usar itens específicos dão ao inimigo Ecos de Sangue, que funcionam exatamente como as almas de Dark Souls, eles são usados como moeda para comprar itens, como pontos de experiência para subir de nível com a ajuda da Boneca, e para reparar e fortificar suas armas, combinados com fragmentos e pedras de sangue endurecido, que melhoram suas armas até o nível +10.

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Além disso, existem as gemas de sangue. São cristais formados por sangue, que quando combinados as armas adicionam mais poder a elas, e em alguns casos, características extras, como dano elemental, ou poder de envenenamento.

Também temos o Discernimento, um contador importante para o jogador. Conforme o jogador encontra e mata os bosses do game, ou se utiliza certos itens, o jogador ganha discernimento, que é usado inicialmente para a primeira interação com a Boneca e comprar itens. Por outro lado, quanto maior o discernimento do jogador, mais difícil o jogo se torna, pois alguns inimigos ganham novos ataques e causam mais dano. E coisas ocultas dentro do jogo tornam-se visíveis ao jogador, transmitindo a ideia de que com mais discernimento, é possível entender melhor seus arredores, porém correndo o risco de enlouquecer.

Mas o discernimento também influencia os status do jogador. Tornando-se mais resistente a ferocidade, um status que aumenta o dano que o jogador pode causar, bem como o aumenta o dano que ele pode sofrer, mas o torna menos resistente ao frenesi, que quando acumulado causa um enorme dano ao jogador. Usar o discernimento é tanto recompensador quanto perigoso, e cabe ao jogador ter o discernimento para usar o discernimento.

MASMORRAS E MULTIPLAYER

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Uma interessante adição são as masmorras de cálices. Dentro do Sonho do Caçador existem as lápides que transportam o jogador para dentro dos cenários da história do game. E existem os altares de ritual, sendo sete ao todo. Ao encontrar os Cálices Sagrados durante o game, o jogador pode utilizá-los, combinados com itens para serem sacrificados, para criar masmorras para serem exploradas.

As masmorras não estão ligadas ao enredo do game, sendo arenas extras para o jogador poder explorar, com vários inimigos diferente, itens preciosos e novos bosses para se enfrentar. Existem ao todo sete lápides para realizar os rituais, com seis dedicados aos cálices encontrados no game e um para encontrar masmorras online. As masmorras são criadas de acordo com o cálice usado, sendo assim, a lápide escolhida não causará nenhuma alteração, mas servem para o jogador poder criar diferentes masmorras ao mesmo tempo.

Cada cálice possui uma profundidade, que vai do número 1 ao 5. O número indica a dificuldade da masmorra, sendo 1 o nível mais fácil e 5 o mais difícil. As masmorras são compostas por camadas, cada uma possui uma porta trancada, com o jogador tendo que achar a alavanca para destrancar essas portas. Atrás das portas, está um boss para o jogador enfrentar, cada camada possui um boss, e lâmpadas para marcar o progresso do jogador, caso ele morra ou resolva jogar mais tarde. Conforme se descem pelas camadas, os inimigos se tornam mais variados e mais difíceis.

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É possível jogar as masmorras com amigos, via co-op, ou invadir masmorras alheias para atrapalhar a vida de outros jogadores. Dessa forma, o multiplayer de Bloodborne é praticamente o mesmo da série Souls. Utilizando os pontos de Discernimento, o jogador pode comprar itens para invadir o mundo de outros jogadores para matá-los, deixar seu sinal para ajudar outros jogadores, ou, se estiver com problemas, tocar o Sino de Invocação para chamar um jogador para seu mundo para ajudá-lo.

Bloodborne pode ser jogado de duas maneiras: online, ou offline. Jogando online (o PS4 exige que o jogador tenha assinatura da PS Plus para isso), o jogador tem acesso a todos os recursos do game, pode deixar mensagens no chão para outros jogadores, ler e avaliar mensagens de outros jogadores, bem como invadir outros mundo e ter seu mundo invadido. Jogando offline, o jogador está (obviamente) completamente sozinho, ele não pode ler nem deixar mensagens para outros jogadores, não poderá jogar em modo co-op com seus amigos e não terá seu mundo invadido por nenhum outro jogador. Apesar de todo o potencial de Bloodborne estar em seu modo online, se assim preferir, os jogadores podem apreciar o game sem outros jogadores ajudando ou atrapalhando no modo offline.

GRÁFICOS E DEPARTAMENTO SONORO

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Bloodborne é um jogo muito bonito. A cidade de Yharnam é macabramente bela, com seus cenários de edifícios antigos, fogueiras pelas ruas, vegetação morta e lápides, caixões e monumentos macabros para todo e qualquer lado que se olhe. Contrastando com florestas escuras, esgoto a céu aberto, castelos e catedrais góticas subindo até os céus, e poças e mais poças de água, sujeira e sangue espalhado. O design dos inimigos é impressionante, com humanos maltrapilhos, corvos doentes de penas oleosas, humanos meio-feras, com corpos peludos e garras, lobos gigantes, magros e raivosos, até os assustadoramente belos bosses, com feras gigantescas, e seres grotescos.

Até a sujeira é bonita! Quanto mais o jogador luta, ele fica sujo com seu próprio sangue e o sangue dos inimigos, bem como também pode se sujar de lama e esgoto, dependendo de onde o jogador andar. O mesmo vale para os bosses, conforme as lutas progridem e o jogador os ataca, eles próprios começam a ter partes do corpo feridas e sangue banhando-os, bem como alguns de seus ataques podem espirrar sangue no chão e nas paredes.

Porém, vez ou outra aconteciam algumas quedas de framerate, não eram frequentes, mas haviam lugares específicos onde aconteciam, nada que chegasse a atrapalhar felizmente. Em outros lugares, um estranho bug acontecia. A parte interna de algumas casas simplesmente desaparecia, mostrando o fundo vazio do chão e do céu ao fundo. Se afastando um pouco do lugar e voltando o cenário se reconstruía, mas ainda assim era bem algo bem estranho. O bug só acontecia dentro de casas com espaço pequeno, nunca em áreas amplas e abertas.

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No departamento sonoro, a From Software manteve a qualidade, com silêncio na maior parte do jogo, e apenas os sons ambientes fazendo a trilha sonora, passos, grunhidos, respiração de inimigos, o som macabro do vento e etc. No Sonho do Caçador uma leve melodia com uma voz feminina dá o tom do isolado e calmo lugar. E durante as batalhas contra os bosses, músicas orquestradas belas e poderosas criam o ritmo das lutas.

Para a alegria dos brasileiros, Bloodborne é 100% localizado em nosso idioma! Desde os menus até as falas de todos os personagens. Os textos estão excelentes, sem qualquer erro encontrado. Já no departamento de dublagem, temos altos e baixos. Os inimigos comuns possuem todos a mesma voz, sejam grandes, pequenos, ou “semi-feras”, e sem muita emoção em suas falas, destoando com suas aparências ameaçadoras. Porém, personagens como a BonecaGherman e alguns outros NPCs foram muito bem feitas por dubladores profissionais do Brasil, e você com certeza reconhecerá algumas das vozes de dublagens de outros filmes. Alguns outros NPCs no entanto não receberam uma dublagem muito forte, com pouca emoção em suas falas ou vozes um pouco estranhas para o visual do personagem. Mas no geral, a dublagem brasileira foi altamente competente.

CONCLUSÃO

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E a pergunta que todos têm feito: Bloodborne mantém a dificuldade como seu ponto forte? Em suas mecânicas, o game dá ao jogador vários recursos que facilitam o “gerenciamento” do game. Como mais itens de cura, a compensação na velocidade do jogador e do equilíbrio dos inimigos em sacrifício da defesa, e a possibilidade de recuperar a barra de vida contra-atacando. No entanto, os inimigos são de maneira proporcional mais rápidos e bem mais espertos. E a menos que os jogadores abusem do glitch de deixar o jogo ligado por 12 horas seguidas, diminuindo a dificuldade, Bloodborne será um grande desafio principalmente para novos jogadores, quanto para jogadores veteranos nos RPGs da From Software.

Os cenários são labirínticos, e mesmo os inimigos mais fracos podem matar um jogador experiente e de level alto se o mesmo cometer vacilos. As batalhas contra os bosses são difíceis, mas os jogadores mais pacientes e estratégicos não terão dificuldade em entender os padrões dos bosses e poder enfrentá-los, bem como não terão muita dificuldade ao longo do game. E a qualidade do jogador será decidida por seu raciocínio rápido e habilidade em usar as esquivas de forma correta. Em outras palavras, domine as esquivas e o tempo dos inimigos, ou morra miseravelmente de novo, de novo e de novo.

Bloodborne é cheio de segredos, locais e bosses secretos, bem como três finais diferentes, dois padrões e um secreto (e verdadeiro). Explorar tudo será uma grande dificuldade, mas será muito recompensador para quem tentar. E como padrão na série, após finalizar o game, ele recomeça automaticamente, com o jogador mantendo seu level, equipamentos e itens acumuláveis. Mas com um salto enorme na dificuldade, com todos os inimigos, mesmo os mais fracos ficando muito mais fortes e resistentes.

Sendo assim, o fator replay de Bloodborne é exponencialmente desafiador e recompensador, e apesar de oferecer mais recursos e mecânicas que podem ser facilitadores, o desafio proposto pelo game é bem grande!

Bloodborne foi lançado no dia 24 de março exclusivamente para o Playstation 4.

2 Respostas para “Análise Arkade: Sangue, mortes, cemitérios, feras e mais sangue no desafiador Bloodborne”

  • 9 de abril de 2015 às 18:52 -

    Christian

  • Particularmente, não gostei da dublagem.. Mesmo os inimigos “normaizinhos” deveriam ter uma voz mais grave, mais “monstruosa”.. A voz deles soam como um humano frágil. Passei pra inglês mesmo as vozes. Só acho que houve um “pecado” aí porque o resto do jogo tá absolutamente nota 10 hahaha

    • 9 de abril de 2015 às 18:54 -

      Christian

    • Ops, perdão pela publicação dupla, cliquei 2x sem querer XD

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