Análise Arkade: Blossom Tales – The Sleeping King é praticamente um Zelda sem Zelda

18 de abril de 2017
Autor: Pedro Henrique Pinto Albuquerque

Análise Arkade: Blossom Tales - The Sleeping King é praticamente um Zelda sem Zelda

Desde o primeiro contato com Blossom Tales: The Sleeping King, fica evidente a sua intenção de tentar retomar aquela nostalgia dos Zeldas antigos, então tudo o que você lembra, ou sabe, sobre a mecânica dos primeiros games da aclamada franquia da Nintendo está aqui, já se isso funcionou vamos descobrir agora.

ACORDANDO O REI

Análise Arkade: Blossom Tales - The Sleeping King é praticamente um Zelda sem Zelda

O jogo segue uma historia bem básica, mas que serve como elemento de gameplay também. No início o jogo apresenta duas crianças que estão muito ansiosas para que seu avô conte-lhes uma historia antes de dormir, e essa será a história que se desenrola no game.

A partir daí, o  jogo acompanha Lilly, uma guerreira novata, que presencia o inicio do plano de dominar o reino por parte do irmão do rei, no exato dia de sua condecoração como mais nova oficial do reino. Durante o ataque o rei cai em um sono profundo e cabe a Lilly o dever de juntar três ingredientes específicos, que juntos podem acordar a majestade.

Essa é a premissa básica do enredo e não se desenvolve para muito mais do que isso, porém assim como em Call of Juarez: Gunslinger, o game usa o trunfo de ser uma historia contada por alguém para inserir isso em seu gameplay, oferecendo algumas poucas vezes ao jogador a chance de tomar algumas escolhas (que não oferecem mudanças significativas), e com isso abre também a possibilidade de fazer graça com a própria história, inclusive citando outro reino que começa com a letra H.

O MELHOR DOS PRIMEIROS ZELDAS…

Análise Arkade: Blossom Tales - The Sleeping King é praticamente um Zelda sem Zelda

Seguindo a filosofia de tentar restabelecer a nostalgia, o jogo tem seu gameplay bem simples. Basicamente você tem os pontos de vida representados por corações, uma barra de energia que é gasta quando se usa algum dos items, e é possível atacar, interagir com o cenário e usar o item equipado.

Usando esse gameplay simplista o jogo segue a mesma mecânica dos primeiros Zeldas. É colocado um mapa grande a disposição do jogador, sendo que algumas áreas só estão acessíveis depois de obter determinados items, e você tem que ir de dungeon em dungeon atrás dos três ingredientes que irão acordar o rei do seu sono profundo.

O mundo de Blossom Tales não limita-se apenas a quest principal, o jogo tem uma série de sidequests que retribuem tanto com items novos que auxiliam e muito a jornada, como com pedaços da historia, desenvolvendo ela um pouco mais. Aqui as sidequests podem ser divididas em duas, as que você encontra andando pelo mundo do game e falando com npcs, e as que reside em coletar artefatos em troca de items, obtidos facilmente pelo loot deixado pelos inimigos.

O game é bem divertido com o seu gameplay, e mesmo que não da mesma forma, o jogo desperta uma sensação de prazer parecida com o que a franquia Zelda faz com o seu jeito de progredir. Isso tudo é acompanhado de uma execução bem competente em seus elementos básicos de gameplay, e principalmente do pacote gráfico, que usa gráficos bem puxados para o retrô, mas o faz de forma competente e mistura esse estilo pixelado com ótimos efeitos de explosão, luz entre outros. E a trilha sonora também e muito boa, só é pouco variada, problema que afeta também o game como um todo.

…TUDO REPETIDO NOVAMENTE

Análise Arkade: Blossom Tales - The Sleeping King é praticamente um Zelda sem Zelda

O game é bem executado e realmente cumpre o seu objetivo, porém ele falha exatamente em querer cumprir apenas isso, sem maiores inovações ou propostas. A medida que você joga o game, fica a impressão que se estivesse jogando um game da franquia Zelda seria melhor, pois não existe nada de novo em Blossom Tales, tudo já foi visto antes. No final é como se o jogo fosse a parte inicial de qualquer game da franquia da Nintendo , pois é aquela busca inicial pelos três items e só, não evoluindo para nada além disso.

E claro, o jogo também apresenta alguns pequenos defeitos. O principal, tirando a sua falta de inovação, é a dificuldade do mesmo, não por que ele seja fácil ou difícil demais, mas sim por que ao invés de pensar em soluções de game design para chefes e dungeons a dificuldade do game está em como os inimigos são bem mais fortes, ou em maior quantidade, sendo que depois da metade do jogo com mais items e com o personagem principal fortalecido o jogo se torna bem fácil.

As dungeons em si também são um problema do jogo. Elas apresentam bons puzzles, um bom desafio e tudo mais, porém elas são muito longas. Parece que ao invés de colocar mais dungeons no game, a solução encontrada pelo game design foi deixar elas mais longas, e isso as torna um pouco enjoativas de jogar principalmente quando você morre e tem que voltar todo o caminho de novo.

CONCLUSÃO:

Blossom Tales: The Sleeping King, é uma ótima homenagem a franquia Zelda, e vale apena experimentar o game, ainda mais nessa época que está todo mundo falando de Breath Of The Wild. Porém se você espera algo além de uma homenagem, pode ser um pouco frustrante, mas o game é bem executado e serve como memoria boa.

Blossom Tales: Tle Sleeping King, saiu dia 28 de março para Steam.

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