Análise Arkade: Call of Duty – Black Ops III é um interessante “3 em 1” focado no multiplayer

13 de novembro de 2015
Autor: Junior Candido

Análise Arkade: Call of Duty - Black Ops III é um interessante "3 em 1" focado no multiplayer

Seguindo a “fila”, agora é a vez da Treyarch apresentar seu Call of Duty. E o estúdio trouxe seu Black Ops III recheado de conteúdo, querendo agradar todo mundo. Será que conseguiram?

Como todos sabemos, Call of Duty segue um revezamento de estúdios entre a Infinity Ward, a Treyarch e a Sledgehammer Games. Com Ghosts (Infinity Ward) e Advanced Warfare (Sledgehammer Games) sendo os últimos games da franquia, agora é a vez da Treyarch continuar seu Black Ops, e diferente de todos os games da série, o foco é quase que exclusivo no multiplayer. Não que os outros games não tenham este público, porém desta vez percebemos que é escancarado a intenção de se fazer um game quase que feito para a jogatina entre amigos.

Buscando evoluir sua própria série Black Ops e também a franquia Call of Duty, jogamos Black Ops III e é hora de compartilhar o que conferimos do game, com as experiências solo e multiplayer.

No princípio, a campanha

Um game de tiroteio tem em seu modo campanha a oportunidade de apresentar aos gamers suas novidades e atualizações de gameplay. É na campanha, por exemplo, que aprendemos a correr pelas paredes ou a invadir armas inimigas, usando elas contra os soldados adversários. Mas, se formos falar apenas da campanha em si, temos em mãos mais um “mais do mesmo” com a “cara” CoD: história entre 8 e 10 horas, os mesmos clichês de sempre e jogabilidade cinematográfica, com muita ação e soldados indo pra cima sem dó.

Visualmente falando, o game também não é um primor visual, embora o futuro no game seja bem colorido, diferente do “cinza” comum em produtos que abordam os anos à frente. Mas cumpre seu papel de inserir o jogador nas décadas de 205X e 206X, com seu enredo até que interessante, porém confuso, por culpa do próprio futuro, que parece inventar tanta moda que no fim, acaba atrapalhando pra caramba a história, que como sempre, é das mais frenéticas possíveis.

Análise Arkade: Call of Duty - Black Ops III é um interessante "3 em 1" focado no multiplayer

Vale destacar também o bendito modo Realista de dificuldade, que de rumor acabou virando realidade e trazendo desafio hardcore há muito não visto. Funciona de maneira simples e prática: tomou um tiro, morreu. Se você agradece por ser atingido por uma bomba e apesar de ficar no “quase”, não morrer, neste não tem choro nem vela: foi alvejado, é morte na hora! Isso obriga o jogador a buscar maneiras criativas de passar pelas fases, sem poder bancar o rambo e sair encarando todo mundo de frente. De fato ajuda a trazer algo novo ao cardápio. Ah, e os níveis, por causa das novidades como a de fugir de inimigos “impossíveis” e correr pelas paredes estão um tanto diferentes do normal, até com perseguições no melhor estilo Mirror’s Edge fazendo parte do “currículo” do jogo.

Mas já podemos ver logo no modo campanha que Black Ops III é um jogo pensado no multiplayer. Além de você poder jogar co-op entre quatro pessoas, também dá pra fazer como antigamente e jogar a campanha com seu amigo em tela dividida. Uma grande adição que permite que mais jogadores possam dividir juntos a experiência do game, com direito a modo com zumbis — além do modo específico — dentro da campanha.

Análise Arkade: Call of Duty - Black Ops III é um interessante "3 em 1" focado no multiplayer

No fim, temos algo interessante, bacana, mas ainda “mais do mesmo”. A Treyarch poderia ter sido mais ousada e manter enredo e aquele brilho bacana que os outros dois jogos da série tinham e que aqui não aparece tanto. Não estamos falando de um jogo ruim, mas a evolução é bem simplista, se levarmos em conta os trabalhos anteriores do estúdio. Inclusive acredito que desta maneira, o game poderia ainda ter sido lançado completo para Playstation 3 e Xbox 360, pois nada ali comprometeria o game, tirando as possíveis perdas gráficas.

Zerou o game? Dê uma passadinha no modo zumbi

Os zumbis já são meio que uma marca registrada em CoD. E embora os benditos zumbis já tenham enchido o saco de muita gente, por aparecer em tudo quanto é lugar, não é correto dizer que eles atrapalham em Black Ops III. Pelo contrário, descarregar sua arma em zumbis que aparecem por todo canto nunca foi tão divertido e eu tenho certeza que muitos de vocês foram direto neste modo, antes mesmo da campanha principal.

Quem tem a edição limitada, vai conferir um modo exclusivo com os zumbis: a The Giant, que além de continuar a história de Zombies em Origins (Black Ops II), te coloca em um mapa inspirado na Segunda Guerra Mundial (e fica a nossa pergunta: Activision, CoD nunca mais volta para esse período?). E todos terão direito a jogar The Shadow of Evil, um mapa totalmente noir, baseado nos anos 40, com armas, música, neon e clima da época, e ambas as campanhas contam com o quê? Acertou quem disse “modo cooperativo”, já que podemos encarar com os mesmos quatro amigos online e um parceiro com o controle 2 os tais zumbis e monstros que aparecem a todo momento. Se você vira a cara para este modo, fica a sugestão de tentar encarar o desafio: você não vai mais querer saber de outra coisa por algum tempo.

A cereja do bolo: o multiplayer

Análise Arkade: Call of Duty - Black Ops III é um interessante "3 em 1" focado no multiplayer

E por fim, vamos falar do modo que faz CoD existir até hoje. Esqueça a campanha, esqueça o enredo e todo o resto, Black Ops III existe para divertir quem encara os mapas e os desafios multiplayer, tanto é que as versões de Playstation 3 e Xbox 360 nem tem a campanha principal e, se a Actvision lançou o game desse jeito, é porque sabe que alguns gamers já tratam a campanha com algo opcional, ou quem sabe, até obsoleto.

Ao analisar Black Ops III apenas como um título multiplayer, a coisa muda completamente de figura. Sai o “mais do mesmo”, e entra evoluções muito importantes, como a de movimentação dos personagens, ainda mais frenética do que em Advanced Warfare. Os impulsos agora são feitos de maneira única ou “picada”, garantindo mais tempo no ar e sendo elemento de importante estratégia entre os mais experientes. A adição da corrida pelas paredes tamém soma mais estratégia aos mapas, vale lembrar.

Análise Arkade: Call of Duty - Black Ops III é um interessante "3 em 1" focado no multiplayer

As armas continuam sendo personalizáveis, de maneira bem profunda, aliás. Quem gosta de montar sua arma do jeito específico que gosta, vai curtir muito brincar com isso, com várias opções de gerenciamento. Tudo isso com os clássicos modos de captura da bandeira, Deatchmatch, Domain, que fazem parte de onze modos disponíveis no game. De modo inédito, temos apenas um neste ano: o Salvaguarda, que consiste em levar um andróide em segurança de um ponto a outro do mapa, enquanto a equipe adversária obviamente fará de tudo para impedir a escolta.

Com isso, podemos dizer que sim, o modo campanha não fará falta nenhuma para os donos de PS3 e Xbox 360, até porque quem comprar o título já comprará querendo ligar o game e se conectar logo em uma sala de disputa — gratuita, se estivermos falando da PSN no Playstation 3. Não queremos dizer de maneira nenhuma que o modo campanha é ruim, porém o que observamos ao conferir Black Ops III é que a Treyarch — e a Activision, também — estão cada vez mais focadas no que agrada o seu jogador: os modos online e cooperativos. Não se assuste se em algum próximo ano aparecer um CoD apenas com estes modos, aliás.

o III no título é de conteúdo.

Resumindo: Black Ops III é um interessante “III em I”. Foi-se o tempo do PS2, aonde FPS tinha o dever de apresentar uma campanha bacana ou os bons momentos de Modern Warfare, aonde as histórias épicas faziam parte do gameplay. O gamer hoje tomou sua decisão e os estúdios sabem disso, pois estão focando seus FPSs cada vez mais no multiplayer e menos no modo campanha tradicional. Se isso é bom ou ruim, vai da opinião de cada um, mas se vemos filas e filas no stand da BGS com gente esperando até duas horas só pra jogar alguns minutos no multiplayer de CoD, então alguma coisa tem por aí.

Star Wars: Battlefront e outros títulos da Dice também estão indo pelo mesmo caminho, mas no caso de Black Ops III, é interessante ver que em um só game, temos três modos bem diferentes um do outro, mas que podem agradar diversos tipos de jogadores, incluindo os que gostam de conferir a história, que mesmo sendo um “item secundário” nesta edição, ainda continua eventos do game anterior e tem surpresas para os interessados. O modo zumbi está muito bem feito e o multiplayer é suficiente para acabar com a vida social dos aficcionados.

Call of Duty: Black Ops III é a investida anual da franquia que ficou a cargo da Treyarch e está disponível para PC, Playstation 4 e Xbox One. Também está disponível para Playstation 3 e Xbox 360, porém sem o modo campanha, contando apenas com o conteúdo multiplayer.

 

4 Respostas para “Análise Arkade: Call of Duty – Black Ops III é um interessante “3 em 1” focado no multiplayer”

  • 16 de novembro de 2015 às 15:52 -

    Smiler

  • Não recomendo comprarem a versão de PS3 e do 360. Ficou um LIXO graficamente. E não é choro não. Basta procurarem no YouTube. Ficou algo completamente bizarro e inferior até mesmo que o Modern Warfare de 2007!!! Parece que a Treyarch o fez só para não deixar os fãs que possuem apenas PS3 e 360 chorando. Nada justifica tamanha bizarrice e descaso com os fãs da saga.

    • 17 de novembro de 2015 às 14:47 -

      Mario Porfírio Souza

    • A versão da geração passada não foi feito pela Treyarc e sim pela Beenox.

  • 19 de novembro de 2015 às 10:09 -

    emanuel martins

  • sei lá, você investe em um jogo caro desses pra jogar no máximo uns 3 meses online, porque não tem mais opções de jogo, em mapas que são uma bagunça, usando armas que também são uma bagunça. Eu sempre fico meio perdido quando jogo esses fps online futuristas.

  • 5 de dezembro de 2015 às 11:22 -

    BlackCyrax

  • Pessoal chora porque a versão pra geração passada ta ruim. Pois é gente, se a versão da geração passada ficasse boa(graficamente) como vocês querem, então nem adiantaria ter inventado uma nova geração. Ta na hora de tirar grana do bolso e apostar em uma nova geração JÁ QUE a reclamação é os gráficos.

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