Análise Arkade: Catherine Full Body é uma experiência completamente nova

5 de setembro de 2019
Autor: Rodrigo Pscheidt
Análise Arkade: Catherine Full Body é uma experiência completamente nova

Catherine é o tipo de jogo que só o Japão parece ser capaz de produzir: misturando visual novel com puzzles cabeludos, o jogo conta uma história adulta que envolve traição, bebedeira e um mundo dos pesadelos maluco onde ovelhas humanoides lutam pelas suas vidas escalando torres de blocos.

Catherine Full Body é meio que uma versão definitiva dessa maluquice toda. O jogo foi lançado esta semana para o PS4, mas nem de longe é apenas uma remasterização: o que temos aqui é uma experiência totalmente nova, que introduz novos personagens, aumenta a história e traz bem-vindos elementos facilitadores que tornam o jogo mais acessível e menos punitivo.

As desventuras amorosas de Vincent

Bom, mas vamos começar pelo começo e falar da sinopse do jogo: o protagonista desta aventura amorosa é Vincent, sujeito que namora Katherine, uma garota um tanto mandona que está pressionando-o para darem o próximo no relacionamento.

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Essa é a Katherine com K, a oficial

Em uma noite de bebedeira, Vincent acaba meio que sem querer envolvendo-se com outra moça, Catherine. Essa pequena aventura dá início a todo um dilema conjugal na vida do sujeito.

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Esta é a Catherine com C, a que começa os problemas

Como se isso não fosse o bastante, nesta nova versão do jogo é introduzida uma nova personagem, Rin (apelido de Qatherine), mais um interesse romântico em potencial para dar um nó na cabeça — e no coração — do pobre Vincent.

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E esta é Rin, que chega para causa ainda mais confusão na vida de Vincent

Isso tudo é o que vemos durante o dia: Vincent lidando com Katherine, Catherine e Qatherine, enquanto desabafa com seus amigos em um pub e tenta não ficar maluco com a pressão de conciliar 3 pseudo-relacionamentos simultâneos à sua já atribulada rotina. Nos noticiários da TV, ficamos sabendo de mortes misteriosas de homens pela região.

É nas noites que entra a parte puzzle (e mais bizarra) da história: em seus pesadelos, uma versão com chifres e samba-canção do protagonista deve escalar torres de blocos, enquanto armadilhas e coisas macabras (que são manifestações da personalidade das meninas e/ou dos temores de Vincent) tentam matá-lo.

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Morrer nesse mundo dos pesadelos significa morte na vida real, e em suas escaladas, Vincent encontra ovelhas (que também o veem como uma ovelha), que são outros homens lutando por suas vidas — lembra das mortes misteriosas nos telejornais? Pois é.

A chegada de Rin altera completamente a narrativa do game, abrindo novas possibilidades e inserindo muito mais recheio à uns história que já era densa. E o mais legal é que nada parece forçado: os dubladores voltaram para gravar novas cenas, e diversas novas cutscenes foram produzidas para encaixar Rin na história de maneira convincente. Quem não jogou o game original na geração passada dificilmente vai reparar que Rin foi “costurada” em uma história que já existia. Ponto para os desenvolvedores, pela coragem de irem além e não entregaram apenas o mesmo jogo requentado.

Dia, Noite & Acessibilidade

Catherine Full Body estabelece uma rotina simples de acompanhar: durante o dia acompanhamos o lado visual novel da história, interagimos com outros personagens, tomamos decisões e vemos a narrativa avançar.

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Boa parte da ação acontece no pub

Quando chega a noite, entra o mundo dos pesadelos, das torres e das ovelhas. Aqui o negócio vira videogame puro, e o jogador deve ser ágil para arredar e empurrar blocos, criando escadas e caminhos que lhe permitam continuar subindo. Cada noite traz um número de torres para serem escaladas, e se chegar ao topo de todas elas, Vincent ganha o “direito” de ver um novo dia nascer.

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Há mais de 10 finais diferentes no jogo. Suas escolham definem os rumos da história

Estas duas partes do jogo são importantes, e felizmente houve um esforço dos produtores em tornar as partes “noturnas” mais acessíveis. Os puzzles eram cabeludos até demais no jogo original, e acabavam travando o progresso de muitos jogadores, o que sem dúvida é bem frustrante.

Nesta nova versão do jogo, os puzzles podem ser “pulados” se você não tiver saco para eles. Se preferir só curtir a parte fácil de cada torre, também pode-se habilitar um modo “piloto automático”, no qual a IA assume o controle, e você só assume nas partes fáceis, sem ter que pensar muito sob pressão.

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Há toda uma comunidade de homens-ovelhas tentando não morrer

Claro que há quem curta um desafio hardcore, e os produtores também pensaram nessa galera: foi introduzido um “remix mode” que altera completamente a dinâmica dos puzzles, acrescentando blocos em diferentes formatos para complicar a vida de qualquer escalador. E se você empacar, sempre pode usar o modo “piloto automático” para te dar uma força.

Audiovisual

A Sega deu um tapa no visual desta nova versão de Catherine, e ele sem dúvida não demonstra a idade que tem (já se vão 8 anos desde seu lançamento). Seu visual bastante estilizado e carregado de influências de anime ainda funciona super bem, e entrega um jogo de visual pra lá de estiloso. E, considerando que novas cenas foram produzidas, o resultado como um todo é bastante coeso.

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Catherine Full Body também traz uma trilha sonora incrível, pautada por batidas de jazz que combinam com essa temática urbana que ele retrata. As dublagens em inglês são maravilhosas, e concedem muita personalidade ao divertido elenco de personagens. Novamente, ponto para os produtores, que reuniram todas as vozes novamente para seguir com a história.

infelizmente, o jogo não recebeu nenhum suporte ao nosso idioma, mantendo menus e legendas apenas em inglês. Considerando que boa parte do jogo envolve diálogos e decisões, um bom conhecimento do idioma é fundamental para o bom aproveitamento da experiência.

Conclusão

Catherine Full Body é muito mas do que apenas uma versão remasterizada: com novos personagens e uma história expandida, ele pode ser considerado uma “versão 2.0” do game, pois ainda tem tudo o que já estava no original, e ainda acrescenta uma boa leva de novidades.

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O humor sexual é parte importante do jogo

Isso faz dele recomendável tanto para quem curtiu i jogo original quanto para quem nunca jogou: os que já conhecem não vão simplesmente rejogar o mesmo jogo, e os que chegarem agora já poderão curtir de primeira uma versão muito mais parruda do game.

Não é um jogo para todos, mas quem curte esse tipo de “maluquice” tipicamente japonesa, sem dúvida vai se divertir pra caramba.

Catherine Full Body foi lançado em 3 de setembro, exclusivamente para PS4.

Uma resposta para “Análise Arkade: Catherine Full Body é uma experiência completamente nova”

  • 5 de setembro de 2019 às 23:23 -

    Helinux

  • Great!!!! Muito bom!!!! Puzzles, maluquices japonesas e humor com erotismo…valeu!!!!

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