Análise Arkade: Conhecendo o mais sofisticado 3D em plataforma com Trine 3: o que mudou?

27 de novembro de 2015
Autor: Lucas Coelho

Análise Arkade: Conhecendo o mais sofisticado 3D em plataforma com Trine 3: o que mudou?

Trine 3 usa o 3D de uma maneira interessante e que vale a pena dar uma conferida. Este e outros elementos do game você confere em nossa análise, aqui e agora!

A respeito de Trine 3, poderíamos buscar uma referência clássica dos jogos em plataforma, no entanto, isto não se mostra necessário, visto que esta serie de games alcançou um nível bastante justo de qualidade que poupa apresentações. A seguir, você confere uma análise de Trine 3, que, como os seus antecessores, manda ver em exuberância de cenários, um co-op muito bem sacado e uma interação com o cenário ainda maior.

Abrindo o jogo

Análise Arkade: Conhecendo o mais sofisticado 3D em plataforma com Trine 3: o que mudou?

Como dito, inicialmente se é introduzido no jogo com Pontius e aos poucos se vai aprendendo suas habilidades. Em seguida isto ocorre com Zoya, e, por fim, com Amadeus. Em seguida todos os personagens se integram por via do Artefato mágico que está presente em todos os jogos da franquia. É aí que a diversão começa.

O cavaleiro fica encarregado de ataques a curta distância e por proteger os outros personagens (no caso de co-op). Usa espada e escudo, um tank nato. É cheio de habilidades mais brutais, como pisar fortemente no solo para atordoar os inimigos ou esmagar objetos. Conta ainda com a possibilidade de empurrá-los.

O Feiticeiro fica responsável por construir as caixas mencionadas por meio dos analógicos do joystick ou do mouse. Suas habilidades frequentemente podem facilitar o desenrolar da história, mas isto requer alguma estratégia e pensamento rápido.

A Ladra, com o seu gancho, pode saltar com muita liberdade pelas plataformas. Tem ainda muita habilidade para batalha.

Enredo

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A narrativa de Trine 3 não impressionaria se estivéssemos falando de um livro de contos infanto-juvenis da idade média. No entanto, tratando-se de um jogo da nossa geração, podemos dizer que é algo bastante peculiar, cativa até o mais hardcore dos players, pois apresenta um enredo muito intrigante de uma forma muito fluida, nos fazendo querer ir até o final para ver como termina.

Como em Trine e Trine 2, os personagens, Pontius, o cavaleiro, Zoya, a Ladra, e Amadeus, o feiticeiro, são outra vez raptados pelo artefato que constitui o subtítulo desta edição.

Ao inicio do jogo, se é introduzido na pele do conhecido cavaleiro, de característica forte e resistente. Ao longo dos primeiros 30 minutos, já é possível se encontrar com os outros personagens. A ladra, ágil e habilidosa com o arco, ainda esconde alguns truques na manga, tais como o seu gancho, que, especialmente nesta versão, possui como função solucionar puzzles específicos. O feiticeiro aparece com o suas velhas magias que dão muito suporte aos outros personagens, mas que também pode ser ofensivo com suas caixas criadas pela sua mente e movidas por telecinesia.

Algo relevante a saber é que o jogo, assim como o segundo game, não possui uma continuação cronológica, o que permite a possibilidade de jogá-lo sem saber da existência dos anteriores. Isto ocorre pois, como sabemos, o grande marco do game é mesmo na jogabilidade, que oferece tanto a entusiastas da plataforma, como aos jogadores casuais uma experiência muito válida. Isto não quer dizer que o jogo peca em seu enredo. Mesmo que simplificado e bastante prosaico, o enredo traz a tona diversas questões muito próprias da pessoalidade de cada personagens. As vontades e os desejos de cada um influenciam e constituem diretamente o traçar da história.

O que há de novo

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O jogo traz diversas mudanças, algumas mais consideráveis e outras nem tanto. Vamos então partir pra ver o que esconde por trás deste grande.

Prós

É fácil começar a falar sobre os elementos positivos do game. A perspectiva 3D é a novidade que se percebe imediatamente. Agora não só se joga em plataforma com ambientes e personagens em 3D, como também é possível se mover na profundidade do cenário. Isso se mostra muito interessante porque diversifica as possibilidades de ação, permitindo que determinadas habilidades, como o mencionado gancho da ladra, possam empenhar novas funções. No caso da Zoya, o gancho pode ser enlaçado em determinadas plataformas tridimensionais, resolvendo, assim, puzzles. Já no caso de Potius, seu escudo tem uma função mais desafiadora em alguns trechos, visto que possibilita a função plainar em três dimensões, mas a sua mobilidade na hora do combate foi favorecida com o novo elemento tridimensional. Com Amadeus o caso é diferente, sua habilidade, funcionando agora em três dimensões, torna um pouco mais complexa a sua efetuação, o que dificulta a conjuração de objetos, bem como a resolução de puzzles.

Pode parecer pouco dito assim de modo tão sintético, mas estas mudanças foram realmente enormes. O cenário visualmente falando está fantástico e não peca em nada. Pelo contrário, a iluminação e as texturas fascinam do começo ao fim. Além disso, a mobilidade que a dimensão de profundidade provoca conquista novos e antigos fãs da coleção.

Contras

Apesar de um efetivo ganho nas possibilidades gerais da jogabilidade com o advento da terceira dimensão jogável, este acréscimo foi também a causa de todas as perdas que o game obteve. Por conta dessa nova perspectiva de jogo, muitos elementos tiveram de ser retirados.  Foi o caso da habilidade de conjuração de Amadeus, que não só deixou de possibilitar a construção simultânea de itens, como também não possibilita a eletrificação destes. Pensando nisso, os puzzles presentes no jogo foram construídos de modo mais simplificado, o que, frequentemente, permite que o Cavaleiro e a Ladra possam se virar sozinhos. Por outro lado, isto fez com que o feiticeiro perdesse o caráter de suporte que possuía. Isto somado ao fato de que ele é menos efetivo em combate e que Pontius e Zoya, como nos anteriores, são os guerreiros de frente, fez com que não houvesse equilíbrio na relevância de cada personagem.

Outra questão que deixou a desejar foi a ausência de um sistema de leveis para cada personagem, tal como evolução de habilidades.

Co-op

Em Trine 3 é possível jogar em cooperação com até três outros jogadores, tanto online, como off-line. Em ambos os casos, você poderá escolher o modo clássico, em que cada jogador  controla um personagem, e um modo novo, que permite a repetição dos personagens, que podem ser escolhidos conforme a vontade dos jogadores. Mais do que uma função secundária, o Co-op aqui se desenvolve como mecanismo principal. Se você tem gosta da tradicional reunião entre amigos para zerar um game, não pode deixar de conferir Trine 3.

Conclusão

Em Trine 3, nos deparamos com um jogo mais simplificado, com diversas limitações em relação aos anteriores. No entanto, é inegável que esta aposta no incerto por parte da Frozenbyte surtiu bons resultados. O elemento 3D inserido no game de forma completa foi com certeza um grande desafio aos desenvolvedores e merece, sem sombra de dúvidas, uma atenção.

Trine 3: The Artifacts of Power está disponível na Steam para PCs com Windows.

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