Análise Arkade: Dragon Ball Z Kakarot tem seus problemas, mas é uma carta de amor a seus fãs

10 de fevereiro de 2020
Autor: Renan do Prado
Análise Arkade: Dragon Ball Z Kakarot tem seus problemas, mas é uma carta de amor a seus fãs

Dragon Ball Z tem uma longa história nos video games, estando presente em quase todas as gerações existentes, com vários e vários games de luta, alguns card games e até mesmo um adventure na época do NES. E agora a série decidiu desbravar um novo mundo com Dragon Ball Z Kakarot, o primeiro RPG no mundo criado por Akira Toriyama!

E chegou a hora de avaliarmos como a tão conhecida história de Goku e seus amigos foi apresentada nesse novo estilo, com mundo aberto, missões secundárias e muita pancadaria. Então bora lá e Vamos conquistar as Esferas do Dragão!

Uma incrível adaptação do anime

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Dragon Ball Z Kakarot é sem dúvida alguma uma incrível adaptação de um dos mais famosos animes de todos os tempos para os video games. O game cobre todas as principais sagas da fase Z da obra, desde a saga dos Saiyajins até a Saga Boo. Com muita riqueza de detalhes na maior parte, porém deixando certas cenas de fora, para talvez não comprometer o andamento do game.

O jogador pode viajar por quase todo o Planeta Terra, visitar diversas cidades e conversar com quase todos os personagens que apareceram no mangá e anime, contando até mesmo com várias aparições que aqueles que são realmente fãs vão reconhecer, como o fazendeiro morto por Raditz, os assassinos que mataram o Mr. Satan, além de muitos personagens do Dragon Ball clássico, como Pilaf, Mai e Chu, Lunch, Tao Pai Pai, Mestre Tsuru, Androide nº 8 e muitos outros. Além da robozinha Arale Norimaki de Dr. Slump!

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Até o dinossauro que persegue o Gohan está aqui!

O game reconstrói a história de casa Saga de forma muito bem feita, ainda que bem resumida, obviamente, mas mantendo os principais diálogos entre personagens, as lutas icônicas e várias cenas inesquecíveis que são recriadas de forma cinematográfica, e essas cenas são realmente de cair o queixo.

Uma das promessas do game era expandir a história original com novos conteúdos, porém, pouca coisa nova foi adicionada. E essas adições são mais encontros e cenas de “bastidores”. Por exemplo, vemos o pobre Pual depressivo após a morte de Yamcha na luta contra os Saibaman, Kami Sama preocupado com os acontecimentos na terra, o Androide 16 e sua relação com Gohan e com a natureza e etc.

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O game recria várias cenas do anime, até as mais tranquilas

São pequenas coisas novas que, apesar de não serem grandes adições ao enredo de Dragon Ball, são cenas bem envolventes e divertidas, principalmente para quem é fã da obra. Ah, e para já deixar bem claro, este é um game feito principalmente para os fãs de Dragon Ball, estes conseguirão apreciar cada aspecto e cena do game em sua totalidade. Alguém que não é fã, ou de repente não conhece Dragon Ball, muito provavelmente não apreciará muito o game, pois, por mais que seja uma verdadeira carta de amor aos fãs da obra, possui pontos negativos um tanto marcantes.

Um RPG que não é bem um RPG

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Dragon Ball Z Kakarot é descrito como um RPG, mas não é lá bem isso na realidade. O game oferece um mundo aberto (na forma de várias áreas estilo sandbox), missões principais e paralelas e evolução de personagens, o que meio que encaixa na proposta de um RPG, mas seu funcionamento é bem mais direto.

No game, o jogador controla diferentes personagens de acordo com a progressão da história. Por exemplo, você começa controlando o pequeno Gohan, em seus dias de paz antes de ir até a ilha do Mestre Kame, depois controlamos Goku e, após ele morrer junto de Raditz, controlamos tanto Piccolo e Gohan, durante seu treinamento para a batalha contra Vegeta. E assim segue.

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Após o fim de uma Saga, o jogador entra no “Intervalo”, que é um modo de exploração livre, que dá acesso a todos os personagens principais que apareceram até então (excluindo os vilões, contando somente os Guerreiros Z). Nesse modo o jogador pode controlar os personagens que quiser (existem personagens controláveis e de suporte, falaremos mais disso posteriormente), ir para qualquer lugar já desbloqueado no mapa e completar algumas missões paralelas.

As missões são bem simples, as principais são indicadas em vermelho e dão sequência na história, recriando as cenas do anime. E as azuis são missões paralelas, que envolvem lutas, buscar itens para algum personagem, ou alguma outra atividade, e premiam o jogador com XP e alguns itens como recursos e comida. A maior parte do game consiste em voar em seus diferentes cenários para ir até o local de uma missão e seguir assim de missão em missão. A maioria dessas missões, obviamente, envolve luta, mas falaremos sobre isso em mais detalhes no decorrer da análise.

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E por fim, há o sistema de evolução de personagens, que é um tanto automático. A ideia seria a de você ir evoluindo os personagens do game em combates e missões paralelas para poder dar conta dos inimigos, mas a verdade é que o progresso dos personagens é basicamente controlado pelo próprio game.

Isso significa que os personagens, apesar de poderem ser evoluídos manualmente pelo esforço do jogador, normalmente são evoluídos pelo próprio game. Por exemplo, ao enfrentar Raditz, Goku está por volta do level 4. E ao voltar do outro mundo para lutar contra Vegeta, o game automaticamente o coloca próximo ao level 10. O mesmo com Gohan. No início da Saga Cell ele está por volta do level 20, mas para a batalha final, o próprio game joga ele lá para o level 40 ou 60.

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Dessa forma, não há uma verdadeira evolução controlada pelo jogador. O próprio game balanceará os personagens de acordo com a saga em que estão. O level up manual, ou o grinding, acaba sendo praticamente desnecessário, exceto para participar de treinos e para desbloquear golpes e habilidades novas. Nesse caso, o jogador deverá enfrentar algumas lutas para subir um ou dois levels, mas apenas isso. Somente no pós-game que o grinding realmente ocorre, mas apenas se o jogador quiser desbloquear todos os golpes de todos personagens. Pois, ao final da Saga Boo, o jogador terá Goku, Vegeta e Gohan no level 80, sendo que o game subiu cada um 10 ou mais levels automaticamente ao longo da saga.

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Sendo assim, Dragon Ball Z Kakarot acaba sendo mais um game de aventura do que um RPG propriamente dito, apesar de encaixar nesse gênero no conjunto da obra. Tenha em mente que, quando você jogar, o game progredirá de forma bem direta, demandando grinding somente para batalhas opcionais, contra inimigos de level muito mais alto que seus personagens, como os inimigos malignos, inimigos muito poderosos que aparecem em diferentes partes do mundo e que, quando derrotados, dão lutar a inimigos ainda mais fortes.

Gameplay e pancadaria

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Este não seria um game de Dragon Ball se não houvesse muita pancadaria. E isso há de sobra! O game conta com um sistema de lutas 3D, ao estilo de Xenoverse 2, porém de forma mais simplificada e um tanto repetitiva.

Em combate o jogador pode se mover para qualquer direção e tem todo o mapa em que está disponível na batalha, contanto que não se afaste demais de seu oponente. Os ataques são bem simples: Um botão para ataques físicos, um para disparo de ki, um para carregar o ki e um para esquivar e voar.

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Se dois disparos de ki colidirem, rola uma disputa de poder pra ver quem vai causar dano!

Os botões superiores de seu controle são usados para ações especiais. L2/LT para defesa, L1/LB para abrir o menu de ataques especiais, mapeado nos botões de ação, por exemplo L1/LT+X. O R2/RT controla sua altitude e R1/RB abre o menu de comandos de suporte. E por fim, L2+R2 ou LT/RT abre o menu de transformações. Todos os ataques especiais e transformações são customizáveis. Nos menus do game é possível adquirir novos ataques e mapeá-los em seu controle, permitindo que o jogador escolha a paleta de ataques de cada personagem.

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Existem dois tipos de personagem no game: Os controláveis e de suporte. Os controláveis são obviamente aqueles que o jogador pode controlar diretamente, sendo esses: Goku, Gohan, Piccolo, Vegeta, Trunks do Futuro, Vegeto e Gotenks. E os personagens de suporte auxiliam o jogador durante as batalhas, podendo usar golpes pelo menu de suporte, ou agir de forma independente, podendo atacar personagens atordoados, defender o jogador de ataques ou até mesmo curar o jogador durante as batalhas. Neste grupo estão todos os outros personagens, como Kulilin, Yamcha, Tenshinhan e etc. Há ainda um ataque especial com os personagens de suporte. Quanto mais você os usar, um medidor se preenche e quando cheio, o jogador pode usar um poderoso ataque triplo ou duplo com os personagens de seu grupo.

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Os combates do game são bem repetitivos, você basicamente martela o botão de ataque e quando os inimigos abrem uma brecha usa os ataques especiais, tendo apenas cuidado para se defender e esquivar quando necessário. Por conta disso, após um tempo os combates do game ficam um pouco monótonos. Alguns inimigos possuem ataques especiais que exigem que o jogador se desvie ou os impeça, mas infelizmente são casos isolados que não acontecem sempre. Algo um tanto chato é que certos grupos de inimigos são bem sincronizados e usam ataques combinados, com isso, em certas batalhas os inimigos podem literalmente deixar seu personagem atordoado por muito tempo, com o jogador impossibilitado de reagir, mas são casos isolados de batalhas que realmente demandam muita habilidade.

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O mapa do game é dividido em diferentes áreas do planeta terra (além de Namekusei, o Planeta do Senhor Kaioh e o Planeta Supremo, cada um com uma área), como por exemplo a área sudeste, que contém a casa de Goku, o deserto em que Yamcha vivia, Satan City e etc. Ou a área do Oeste, com a Capital do Oeste, a Corporação Cápsula e por aí vai. Em todas as áreas existem grupos de inimigos voando, esses são inimigos comuns que servem como os “random encounters” de RPGs tradicionais, se eles alcançarem o jogador, inicia-se uma batalha imediatamente. Entre esses inimigos estão robôs piratas, robôs da Red Ribbon, soldados de Freeza e soldados de Babidi.

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Conforme você joga, novas áreas são desbloqueadas no Mapa do Mundo

A quantidade de inimigos no mapa é grande e após um tempo se torna irritante ser interrompido para batalhar. Mas, conforme você avança no game e seus personagens ficam mais fortes, você pode simplesmente atropelá-los em pleno voo, derrotando-os automaticamente, ou pode desviar deles e evitar as batalhas.

Além dos combates existem outras atividades para o jogador fazer, apesar de não serem muitas. Você pode pescar em locais específicos, com Goku e Gohan usando um rabo falso para pescar, assim como Goku fazia quando criança, ou usando uma vara de pesca comum com outros personagens. É possível participar de provas de Time Attack com carros e andadores, que são mini-games bem divertidos, além do game recriar o inesquecível momento de Goku e Piccolo na autoescola (mas infelizmente sem o Piccolo usando boné). Em alguns momentos da Saga Boo é possível jogar baseball na escola de Gohan, além de algumas outras atividades variadas que podem ser feitas pelo mundo do game.

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Pescar é uma das atividades que você pode fazer no jogo

Entre essas atividades está coletar ingredientes, coletando-os de árvores ou caçando animais e dinossauros, usados para cozinhar pratos que aumentam os stats dos personagens temporariamente. Coletar minerais para melhorar seus carros. Caçar tesouros que podem ser vendidos, além de poder coletar orbes coloridos. Os orbes são usados para comprar novas habilidades para seus personagens e estão disponíveis em todo lugar, com suas cores correspondendo ao cenário: Verde nas florestas, azul na água e etc.

E por fim, o último tipo de atividade que o game oferece são os treinos. Nos cenários existem pontos específicos de treino, interaja com eles e você poderá treinar com cada personagem controlável para desbloquear novos golpes. Esses treinos só podem ser acessados mediante condições pré-estabelecidas: Estar em determinado level, possuir determinado golpe e usando medalhas Z (encontradas no mapa e recebidas ao concluir missões). E há ainda a câmara de treino na Corporação Capsula, gerenciada por um certo personagem que aparece Dragon Ball FighterZ. Ah e há ainda alguns objetivos que rendem premiações com o Mestre Kame, como derrotar um número específico de inimigos, usar determinados golpes em luta, jogar por X horas e etc. Fale com ele de tempos em tempos para receber suas recompensas.

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Goku e Piccolo na autoescola!

E é claro, este não seria um game de Dragon Ball se não houvessem as Esferas do Dragão! Elas estão espalhadas por todo o mundo do game e ao coletar as 7, você pode fazer pedidos a Shenlong pelo menu de pausa. A quantidade de pedidos depende da saga em que você está. Se estiver no início do game, só poderá fazer 1 pedido, mas no fim da aventura, poderá fazer 3. Entre os pedidos estão reviver inimigos já derrotados, pedir dinheiro, orbes e itens raros. Após fazer seu pedido, as Esferas se espalham pelo mundo e após 20 minutos de tempo real, podem ser coletadas novamente.

E há um último recurso que o game apresenta que muitos jogadores podem deixar passar batido: As Comunidades. Cada personagem do anime que você conhece na aventura gera uma “Ficha de Comunidade”, com diferentes status. As Comunidades, explicando de forma simples, são como as divisões de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, conforme você aloca personagens em cada comunidade, recebe bônus passivos.

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Junte as 7 Esferas do Dragão e chame Shenlong!

As comunidades são: Guerreiros Z, Treinamento, Culinária Desenvolvimento, Divino, Adulto e Aventura. Cada uma dessas comunidades, quanto mais desenvolvidas, dão mais bônus ao jogador, como mais poder de ataque, mais XP ganho em batalhas, itens encontrados e etc. Cada personagem tem uma aptidão para cada comunidade, além de ligações especiais. Por exemplo, Coloque a ficha de Gohan próxima a de Goku e receberá um bônus de pai e filho, e por aí vai.

Em resumo, essas são as principais características na parte de gameplay, há ainda vários detalhes menores e variações, mas esse é o básico para se jogar sem problemas. Leva um tempo até aprender tudo, ainda mais porque muitas coisas só são habilitadas na metade e até perto do final do game, como os carros, que só são liberados na Saga Cell após a missão da autoescola.

Uma carta de amor aos fãs

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Dragon Ball Z Kakarot pode não ser um bom “RPG”, mas se tem algo em que ele é bom mesmo é em sua recriação do anime. Nesse ponto, o game atinge seu objetivo de forma perfeita.

Desde as cenas do anime recriadas em CGi, os diálogos, os cenários, houve um trabalho incrível de reprodução de tudo o que tornou Dragon Ball Z tão icônico. E há ainda muitas coisas que fazem referências à obra, como por exemplo fotografias com cenas do Dragon Ball clássico, e muito mais.

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Uma fotografia da infância de Goku!

No menu de pausa do game é possível abrir a “Enciclopédia Z”, um livro que acumula todas as referências que o jogador encontra no game, como sinopses dos episódios da série, coleção de músicas, uma coleção de cartões colecionáveis japoneses. Todas as cutscenes do game, glossários de nomes e termos do universo de Dragon Ball e muito, muito mais!

Se você é um grande fã de Dragon Ball, esse game é um prato cheio para você, pois o game não meramente recria o anime em 3D, mas presta uma verdadeira homenagem a todo o legado da obra de Akira Toriyama!

Audiovisual e a ausência de dublagem brasileira

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Dragon Ball Z Kakarot tem um visual muito bonito, recriando com muita fidelidade os personagens, cenários e elementos da obra original. Basta um curto voo que você encontrará diversos locais que reconhecerá de imediato do anime.

Sendo um game totalmente 3D, é inevitável a comparação do visual e animação dos personagens com Dragon Ball: Xenoverse 2, o último game 3D da série antes deste RPG. Os personagens possuem um visual semelhante, apesar de parecer que em Kakarot eles são um pouco menos detalhados.

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E no quesito animação, o game cai no problema de quase todos os games 3D de Dragon Ball, as animações são um tanto duras. Há sim bastante qualidade, mas nas cenas feitas in-game, rolam aqueles movimentos bem robóticos.

Porém, quando se trata das cutscenes cinematográficas do game, aí tudo muda, e a qualidade das animações é simplesmente perfeita! Essas cutscenes se limitam a momentos importantes da história, como a morte de Goku e Raditz, as primeiras transformações em Super Saiyajin, a derrota de Cell e de Boo e etc.

Mas há uma grande qualidade visual do game que deve ser mencionada, o game acompanha a evolução do traço de Akira Toriyama conforme progride. Ou seja, no início, os personagens tem um visual mais arredondado e corpos menores, ao passo que a cada saga, o visual é atualizado, todas as diferentes roupas usadas, diferentes cortes de cabelo da Bulma, e até mesmo as linhas dos personagens, como a dos olhos, ficando mais firmes e detalhadas.

Confira aqui na íntegra quase 20 minutos da batalha de Namekusei, com a cena em que Goku se transforma em Super Saiyajin!

Essas cutscenes são incríveis e recriam as cenas do anime à perfeição. Uma pena que o game inteiro não possui esse estilo de animação, pois se possuísse, seria um dos games mais belos de toda a franquia. Porém, esse título ainda permanece com Dragon Ball FighterZ, apesar desse ser um game com estilo visual diferente, com aquele 3D parecendo 2D da Arc System Works, que é sem dúvidas o game mais belo que existe de Dragon Ball.

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No departamento sono, Dragon Ball Z Kakarot enfim se redime por algo que todos os últimos games baseados na série falharam: O game possui as músicas originais do anime! Aquelas músicas inesquecíveis que marcaram as cenas do anime estão aqui, como as músicas de batalha, de tensão e até mesmo aquele tema alegre das cenas do Gohan adolescente indo para a escola. E há ainda mais músicas do anime que, segundo o season pass do game, serão inseridas ao longo do ano.

O game ainda conta com músicas originais bem feitas que não destoam da atmosfera de Dragon Ball, combinando perfeitamente. E é claro, todos os efeitos sonoros especiais estão aqui: Os mesmo sons de explosão, de ki sendo carregado, de disparos de energia, de golpes e etc. Tudo está aqui de forma imaculada.

E então chegamos na parte da dublagem, e infelizmente esse é mais um game de Dragon Ball que não recebeu dublagem brasileira, o que realmente é uma grande pena. Os fãs brasileiros já pediam pela dublagem de nosso país desde o anúncio de FighterZ, mas até agora esse pedido nunca foi atendido. E num game que revisita toda a série Z, esse seria o título perfeito para ouvirmos as vozes de Wendel Bezerra, Alfredo Rollo, Tânia Gaidarji e todas as outras vozes que estão eternamente gravadas em nossa mente. Mas, infelizmente não rolou.

O game possui apenas dublagens em inglês e das vozes originais japonesas. E se quer uma dica, jogue com as vozes japonesas que não tem erro, pois não sei vocês, mas para mim a dublagem americana de Dragon Ball é horrorosa. O game porém foi localizado em português brasileiro em seus menus e legendas, e nesse ponto manda muito bem mesmo, apesar de ter alguns escorregões nítidos de vez em quando.

Conclusão

Análise Arkade: Dragon Ball Z Kakarot tem seus problemas, mas é uma carta de amor a seus fãs

Um coisa é certa quando falamos de Dragon Ball Z Kakarot, esse é um game feito especialmente para os fãs. Aqueles que amam a série, o anime e o mangá vão apreciar cada minuto do game, mesmo com seus pontos negativos, como a repetitividade nas missões e nos combates.

Se você não é fã de Dragon Ball, então talvez você não sinta uma imersão completa, pois a já mencionada repetitividade do game ficará ainda mais nítida, pois o carisma de Dragon Ball não amenizará esses defeitos para você.

Análise Arkade: Dragon Ball Z Kakarot tem seus problemas, mas é uma carta de amor a seus fãs

Sendo assim, este é um game realmente divertido, com seus defeitos, mas ainda assim muito divertido, ainda que o rótulo de “RPG” pareça não combinar muito. Mas se você é fã de Dragon Ball, então vai fundo que não tem erro!

Dragon Ball Z Kakarot foi lançado no dia 17 de janeiro de 2020, com versões para PC, Playstation 4 e Xbox One.

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