Análise Arkade: O Espetacular e Vívido Universo de Dragon Age: Inquisition

4 de dezembro de 2014
Autor: Henrique Gonçalves

Análise Arkade: O Espetacular e Vívido Universo de Dragon Age: Inquisition

O novo jogo de uma das maiores franquias medievais finalmente foi lançado. Confira a nossa épica jornada por Thedas em mais uma Análise Arkade, desta vez sobre Dragon Age: Inquisition, logo na sequência!

A Bioware não é uma produtora pequena nem amadora quando o assunto é criar algo grandioso e massivo. Antes mesmo da desenvolvedora canadense se aprofundar no mundo intergalático do space opera de Mass Effect, a Bioware estava lá trabalhando com uma das primeiras franquias medievais baseada na ambientação de Forgotten Realms, no antigo Advanced Dungeons and Dragons.

Baldur’s Gate foi um dos primeiros projetos liderados pelos fundadores da empresa, os doutores Ray Muzyka, Greg Zeschuk e Augustine Yip. O jogo, lançado em 1998, deslanchou a desenvolvedora para trabalhar com diversos jogos dentro deste mundo, além da possibilidade de se aventurar em novos cenários, como o de Neverwinter Nights, do estrondoso universo de Star Wars e logo após o intenso trabalho de suas duas franquias mais recentes, Mass Effect e Dragon Age.

Este último, considerado como um sucessor espiritual de Baldur’s Gate, tomou forma em 2009 e foi publicado pela EA Games com o nome de Dragon Age: Origins. Nele a história se passava no continente de Thedas e colocava o jogador controlando um personagem que faz parte dos Grey Warden, uma espécie de organização especializada em matar Darkspawns, uma raça de humanoides que vivem no subterrâneo e são os que desencadearam a Blight, uma imensa batalha considerada como o maior evento que ocorreu em Thedas.

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Três anos após o sucesso de Dragon Age: Origins, tivemos o segundo jogo na franquia nomeado como Dragon Age II, com a mudança de cenário para Kirkwall enquanto conta a história de Hawke, um personagem humano que esta como um refugiado durante os eventos ocorridos no primeiro jogo. Infelizmente Dragon Age II não conseguiu conquistar o mesmo sucesso de Dragon Age: Origins e acabou sendo criticado pela sua restrição ao ter somente uma raça para escolher e ter uma área significativamente menor – tanto em escala quanto em atividades para fazer – disponivel para o jogador.

Eis que temos Dragon Age: Inquisition, o terceiro jogo da série que pretende contar uma grandiosa história por trás desta nova ameaça que assombra Thedas por completo. Com a intenção de ser o maior jogo dos três, a Bioware tem um imenso compromisso de trazer vida ao mundo de Dragon Age como nunca fez, intensificando a proporção em todas maneiras possíveis, desde o numero de cidades, pântanos e florestas que você pode descobrir, até aos momentos dramáticos que ele te traz em sua história e nos momentos dignos de um épico conto medieval.

Porém, Dragon Age: Inquisition não faz somente isso, ele consegue trazer o tão esperado “algo a mais” pelos jogadores, conseguindo cumprir todas as promessas e ainda desenvolver um mundo tão vivo e impactante do que qualquer outro já feito.

A HORRENDA AMEAÇA QUE ASSOMBRA THEDAS

Análise Arkade: O Espetacular e Vívido Universo de Dragon Age: Inquisition

Dragon Age: Inquisition começa de uma forma explosiva, literalmente, com um arrebentamento no Templo das Cinzas Sagradas que destrói quase tudo por lá, incluindo magos, templários e uma boa parte da Chantria. O seu personagem começa caminhando em lugares desconhecidos em uma sensação de sonho. Após esta sequência você acorda em um prisão com a Investigadora Cassandra Penthagast entrando no recinto para perguntar o que você estava fazendo no centro da explosão e qual é o motivo de continuar vivo após tudo isso.

Pelo fato de seu personagem não lembrar de nada do que aconteceu, a investigação continua para tentar entender o porquê do surgimento destes portais após a explosão e como impedir a ameaça destes monstros que estão vindo dos portais. Após esta rápida introdução, Dragon Age: Inquisition começa a fluir de verdade, suas primeiras escolhas começam a ficar evidentes e o jogo toma vida. Que aliás, já te coloca para fazer a complicada decisão de criar um personagem, sua classe e no que ele pode ser da vida.

Além dos usuais humanos, elfos e anões temos a nova raça que pode ser controlada, os que jogaram Dragon Age II devem-se lembrar enfrentando os altos seres cinzas com imensos chifres em sua cabeça. Mas desta vez a enigmática raça Qunari esta disponivel para qualquer um experimentar o que é estar na pele de ser algo totalmente fora do comum para o povo de Thedas.

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Vendo esta opção, decidi criar um Qunari chamado Kolyat Krios (em homenagem a um dos melhores personagens da série Mass Effect) da classe Ladino e especializado em ataques a longa distância graças ao arco e flecha, além de mesclar entre habilidades que me ajudam a ser furtivo e que também possa utilizar veneno para potencializar o meu dano a distância. Mas isto é uma das inúmeras variações que poderia ter feito com o meu Qunari, o jogo te dá as quatro raças disponíveis e logo após três arquétipos de classes que variam de acordo a sua vontade.

Assim você pode escolher em ser um guerreiro que manuseia uma espada e escudo ou um que favoreça imensas armas de duas mãos; Por outro lado você pode ser um ladino que ataque a longa a distância, ou que se especialize em ataques especiais com duas armas brancas; E por último você pode ser um mago e focar exatamente em qual tipo de magia você queira ser o melhor: fogo, relâmpago, gelo e até algo mais espiritual que aumente o poder mágico daquele mago.

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Para isso Dragon Age: Inquisition utiliza ramificações que dão habilidades ativas e passivas de acordo aos pontos que você ganha a cada nível atingido. Mas não se preocupe em ter o receio de fazer um personagem que não combine no campo de batalha. Diferente de outros jogos medievais, em Dragon Age: Inquisition você controla mais três personagens que também são especialistas em diversos cenários durante o combate.

No inicio você controla Cassandra Penthagast, que é literalmente a espada e escudo da equipe, segurando todos os inimigos com unhas e dentes; Logo após temos o cínico e aventureiro ladino Varric Tethras e sua amada besta apelidada de Bianca; E por ultimo temos Solas, um mago apóstata que decidiu ajudar a Inquisição para entender um pouco sobre o mistério da ameaça que nos assombra.

O CALOR DA BATALHA

No combate Dragon Age: Inquisition conseguiu fazer algo formidável, pegando o que há de melhor na jogabilidade dos dois primeiros jogos para construir as funcionalidades de agora. Desta forma nós temos a agilidade e versatilidade de Dragon Age II que pode ser rapidamente modificada para a tecnicalidade de Dragon Age: Origins, transformando o rápido combate em algo dividido por turnos em que o jogador pode parar, criar sua estratégia, mandar cada personagem fazer a sua ação e continuar digladiando entre si.

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Outra mecânica surpreendente em Dragon Age: Inquisition é a possibilidade de administrar a Inteligência Artificial de cada personagem, podendo criar uma estratégia em base do comportamento de cada pessoa em seu grupo. Algo que funciona como um suporte para que você possa manusear quatro personagens ao mesmo tempo, incluindo suas armas, equipamentos, habilidades e o que irão fazer no campo de batalha.

O manuseio desta Inteligência Artificial também ajuda na hora de administrar a cura de seus personagens durante o combate. O motivo disto é porque Dragon Age: Inquisition decidiu mudar o seu formato, tirando a habilidade de cura do mago em prol de um número fixo de poções de cura que o grupo inteiro utiliza durante o combate. A mudança é bem vinda pelo dinamismo e cooperatividade que o jogo dá para a equipe, podendo escolher minuciosamente a pessoa que mais necessita de ser curada. Além disso existe uma ênfase para a administração de recursos que o jogo te coloca para fazer em praticamente todos os itens encontrados pela equipe, o que é bem vindo quando pensamos de uma forma tão estratégica.

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As poções podem ser recarregadas em diversos acampamentos situados no mapa e também abastecidas na base das plantas e ervas que podem ser coletadas no jogo. Além de cura você vai desbloqueando outras poções, como a de Fogo Antivano em que o dano é feito em área e contínuo, remetendo a uma bomba de napalm ou fogo grego, além da infame Jarra de Abelhas, que seu nome já é descritivo o bastante para entender o que ela faz nos inimigos.

UM IMENSO E EXPRESSIVO MUNDO EM TODAS SUAS FORMAS

Plantas, ervas e minérios fazem parte dos componentes essenciais de criar poções, além de melhorar e fazer armas e equipamentos mais resistentes. Cada item de criação acaba tendo a sua utilidade no jogo, seja para fazer um escudo mais forte, uma vestimenta resistente a algum tipo de elemento, fazer uma poção que dê suporte ou que funcione no ataque, ou algum item que simplesmente terá a sua utilidade em alguma missão secundárias.

Mas as atividades que você pode fazer em Thedas não se resumem em coletar plantas e minérios, o numero de missões secundárias disponíveis é algo impressionante, com missões variando em algo simples como caçar alguns animais para ajudar o estoque e impedir que os soldados de uma região ficarem com fome, até missões que as vezes são maiores e tão importantes quanto o seu objetivo principal.

Essas missões são adquiridas em praticamente todos os cenários disponíveis, quando viajamos para um lugar em especial com o objetivo de progredir a missão principal ou simplesmente viajando para um lugar sem um motivo aparente. Um dos primeiros lugares, conhecido como Terras Distantes, é uma dessas áreas massivas que te coloca para retornar diversas vezes com o intuito de completar todas as missões.

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Estas missões podem ser tanto uma dádiva quanto uma maldição para os jogadores que gostam de completar tudo que vê pela frente. No meu caso foi um problema no começo por ter ficado muito tempo situado nas Terras Distantes enquanto o restante do mundo estava lá para ser descoberto e neste cenário em especifico, por imenso que seja, é somente uma pequena porção do que Dragon Age: Inquisition pode te oferecer. Então, tenha em mente que esta área funciona como uma introdução no funcionamento das missões que não fazem parte de seu objetivo primário, e isto faz com que não seja obrigatório completá-las no momento que você as recebeu, mesmo que a sua mente sinta-se incomodada por não terminar as missões secundárias.

Esta variedade nas atividades disponível lembra-se de um outro épico de fantasia medieval lançado alguns anos atrás. Mas existe uma grande diferença entre os dois: em The Elder Scrolls V: Skyrim boa parte das missões não parecem ter um peso significativo na trama do jogo, fazendo com que a ato de completá-las comece a ficar maçante, além de que o jogador corre um grande risco de ficar poderoso demais para a missão primária e acabar tirando a graça do desafio que o jogo iria te oferecer.

ESTRATÉGIA E PACIÊNCIA

A grande diferença em Dragon Age: Inquisition é que todas as missões são de extrema importância, desde uma pequena tarefa ajudando o dono de um estábulo até ajudar um soldado a levar as rosas para o túmulo de sua amada. Na jogabilidade estas missões ajudam pela recompensa de Poder e Reputação adquirida a favor da Inquisição, com isto a influência da organização se expande por Thedas e mais pessoas decidem ajudar pela boa vontade, o que acaba sendo reconfortador vendo como a Inquisição liderada pelo seu personagem esta ajudando todos em suas necessidades mais básicas.

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Por sua vez o Poder adquirido em cada objetivo completado te dá a possibilidade de agir em uma escala maior em nome da Inquisição. A Sala de Guerra é o local onde o conselho da Inquisição se reúne para resolver assuntos que precisam ser delegados, incluindo missões como o suporte de soldados em um lugar especifico, a diplomacia entre os reis daquela região e até a possibilidade de espionar para explorar suas opções e entender o seu inimigo estrategicamente. O poder é gasto nas ações e o jogador precisa escolher qual força deve agir em cada situação, com isso você administra a melhor entidade para atuar em cima daquela região de acordo ao bom senso.

Em resposta disso, o tempo gasto para fazer aquela ação irá diminuir ou aumentar dependendo quem você escolher para fazer aquela missão. Como falei, é tudo baseado em seu bom senso, ou seja, você não irá mandar um diplomata para enfrentar uma horda de monstros e muito menos um exercito para conversar pacificamente com um rei. Bem, você pode fazer isso mas a consequência deste tempo é o quanto que irá demorar para você receber a recompensa de cada missão, além de quando veremos aquele personagem do conselho disponivel novamente.

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Este elemento de jogabilidade começa a se relacionar com o mundo, trazendo algo tão vivido quanto a vida real. Todos os personagens do mundo tem suas motivações, pensamentos e filosofias de vida, e o que impressiona é como tudo isto se relaciona diretamente com o seu personagem.

UM CONFLITO FÍSICO, SOCIAL E POLÍTICO

O meu personagem é Kolyat Krios e ele é um Qunari, uma raça que não se origina de Thedas e que seguem o Qun, uma religião que se aproxima perto de uma filosofia sobre os três pilares de uma pessoa, sendo o corpo, a mente e a alma. Porém, o personagem criado em Dragon Age: Inquisition não segue o Qun e por isso eles são considerados Tal-Vashoth, e acabam se retirando deste conceito de Qun para viver sua própria vida e subsequentemente se tornando, em sua maioria das vezes, mercenários viajando por Thedas.

Os Qunaris são seres extremamente altos, de cabelos brancos, pele de tons bronzeados ou mesmo acinzentados e com imensos chifres em suas cabeças. Ou seja, um Qunari esta longe de ser um personagem normal em qualquer tipo de ambiente, mesmo em um tão fantasioso quanto de Dragon Age.

Para adicionar sal a ferida, o personagem criado é considerado o líder da Inquisição e quase um Messias para o povo de Thedas. Consequentemente o seu personagem é motivo de grande comoção no jogo, boa parte das pessoas não conseguem acreditar que um ser com uma aparência tão demoníaca e que ainda segue uma religião totalmente diferente (e nesse caso nem isso ele segue) é o grande salvador e Arauto de Andraste.

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A aceitação da Inquisição ao povo de Thedas é um missão grandiosa, porém é igualmente pessoal para o meu personagem. Eles não estão somente aceitando a Inquisição, mas sim a ideia de um ser fora do normal como a pessoa que irá salva-los.

Dragon Age: Inquisition me acertou desta forma, o que era para ser um simples jogo acabou transcendendo para algo maior ainda pelo meu próprio personagem e a aceitação de cada pessoa no jogo se tornou algo íntimo e verdadeiro, não era somente a Inquisição e sim o meu personagem, e o que era para ser uma extensão do jogador acabou se conectando ainda mais. E esta é uma melhores sensações que existem, de ser aceito pelo povo que você esta salvando.

Agora, tudo que acabei de dizer teve um impacto porque eu aprendi como o mundo de Dragon Age funciona, o que pode ser um grande problema para quem nunca jogou nada da série e que pretende começar com Dragon Age: Inquisition, porque foi exatamente isto que aconteceu comigo, sendo que este também é o primeiro jogo da série que realmente estou experimentando.

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A COMPLEXIDADE POR TRÁS DE THEDAS

Minha experiência com Dragon Age é quase nula, jogando o primeiro e o segundo a ponto de não absorver o conteúdo que era intencionado. E, assim como Mass Effect e Baldur’s Gate, você precisa de entender um pouco da história deste épico antes de se aprofundar.

Para isso a Bioware criou o Dragon Age Keep, um aplicativo em que conecta a sua conta e consegue receber uma espécie de resumo dos eventos de Dragon Age: Origins e Dragon Age 2 com a opção de você mudar a conclusão com as suas escolhas, logo após o arquivo é enviado para a conta e vinculada com o seu personagem. No entanto, isto ainda não é o bastante para realmente entender tudo que está em sua volta, desde as pessoas, os lugares, as raças e todos os conflitos físicos, sociais e políticos que ocorrem neste mundo que foi tão bem construido pela Bioware.

Então a única coisa que se pode fazer é entender um pouco deste mundo pelo que o próprio jogo oferece, lendo alguns textos e tentar entender a mitologia por trás dos assuntos mais importantes, como o conflito entre magos e templários, a formação da Chantria, a filosofia dos Qunaris e o racismo que o povo de Thedas e um pouco sobre as raças dominantes do continente. Como outros épicos de fantasia medieval, como The Elder Scrolls, The Witcher e Senhor dos Anéis, é preciso de ler um pouco sobre o pano de fundo daquele mundo antes de se adentrar nele. E não se preocupe, se você gosta do gênero medieval, ou se está na mesma situação que eu (não sendo um grande fã do estilo), tenho certeza que se sentirá capturado vendo o quão complexo e significativo é Dragon Age.

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Tudo isto faz com que Dragon Age: Inquisition seja um jogo imenso, tanto em seu escopo quanto em suas inúmeras atividades que se tem a fazer durante o percurso. Para se ter uma ideia, a maioria das pessoas tomam uma média de 70 horas para terminar o objetivo principal, mas eu fiquei quase dez horas na primeira área para entender minuciosamente cada pequeno lugar das Terras Distantes, algo que se intensificou ainda mais quando fui para outros lugares, enfrentei novos inimigos e conheci diferentes personagens, todas com suas próprias ambições, preocupações, qualidades e defeitos em torno deste vívido mundo. Posso afirmar com segurança que este é o tipo de jogo que é para ser experimentado continuamente, vivendo dentro daquele mundo de uma forma que poucos jogos conseguem fazer hoje em dia.

Como se não bastasse, Dragon Age: Inquisition também tem um modo multiplayer onde você se junta com outros jogadores para explorar diferentes calabouços, enfrentar inimigos, adquirir pontos de experiência e deixar o seu personagem ainda mais forte. É um modo similar ao multiplayer Mass Effect e eu vejo como um elemento quase desnecessário quando temos tanto para fazer em sua campanha. No entanto o modo multiplayer irá agradar aqueles que gostam de MMOs pela sensação que você tem ao juntar com os amigos e enfrentar diferentes monstros, então se esta é a sua praia eu recomendo que no minimo tente jogar o modo multiplayer para mudar um pouco do ritmo mais complexo de sua campanha.

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CONCLUSÃO

Se eu não disse o bastante, este jogo é massivo a ponto de mesmo explicando tudo nesta análise eu sinto que, assim como o jogo, cheguei somente a arranhar a superfície de algo extremamente grandioso. Thedas é um continente impressionante graças ao trabalho estupendo de todas as pessoas por trás deste jogo, com gráficos de cair o queixo graças a combinação dos motores gráficos Frostbite 3 e SpeedTree, escritores extremamente habilidosos que tiraram do papel profundos diálogos, a equipe brasileira de localização que conseguiu manter a identidade ao traduzi-lo, e todos os designers, programadores e mais um gigantesco número de pessoas que merecem todo o mérito por criar algo como Dragon Age: Inquisition.

Todo ano nós vemos pelo menos um jogo que promete criar um mundo vívido e cheio de detalhes, em 2011 tivemos The Elder Scrolls V: Skyrim, em 2012 Dishonored foi um dos jogos que tomou este lugar e em 2013 GTA V surgiu para nos dar Los Santos em seu formato mais completo. Agora em 2014, Dragon Age: Inquisition ganha a coroa facilmente por conseguir criar um mundo tão espetacular.

Dragon Age: Inquisition está disponivel para PC, Xbox One, PS4, Xbox 360 e PS3. Foi lançado digitalmente no dia 18 de Novembro, e está com sua cópia física nas lojas do país a partir de hoje (4 de Dezembro), com preços nos consoles a R$ 199,90 e por R$ 99,90 no PC.

5 Respostas para “Análise Arkade: O Espetacular e Vívido Universo de Dragon Age: Inquisition”

  • 4 de dezembro de 2014 às 16:15 -

    Rodrigo

  • Louco para jogar esse game,joguei o 1 é o 2 e é sem sombras de duvidas uns dos melhores RPG da atualidade,com essa analise é compra garantida.Parabéns só não entendi o modo multiplayer não dá para jogar o modo campanha então, isso é uma pena.

    • 4 de dezembro de 2014 às 16:50 -

      Henrique Gonçalves

    • Não diria que é inútil, só acho que tem tanta coisa pra fazer na campanha que o modo multiplayer não me parece tão necessário assim. Mas como havia dito, o modo multiplayer tem uma vibe mais de MMO então acho que quem curte um WoW ou outros jogos do tipo deve curtir.; Eu é que não curto muito :p.

  • 4 de dezembro de 2014 às 16:32 -

    Mikaelson Braz

  • Vou jogar, parece ser um excelente game, mas vou jogar principalmente pra ficar mais hypado ainda na espera do The Elder Scrolls VI. Não sei se já está em produção, mas to na torcida (yn)

  • 8 de janeiro de 2015 às 14:54 -

    MatParker

  • Excelente análise sobre o game. Estou jogando desde o lançamento, e cheguei ao cúmulo de jogar com 3 personagens na minha conta para descobrir todas as classes e raças! XD O jogo é excepcional, tem um enredo maravilhoso e uma imersão absurda. Mas tenho um ponto negativo enorme a destacar que é a adaptação que o jogo sofreu para a versão de PS3 que tem gráficos infinitamente inferiores a dos PS4(quando digo inferior, digo aos padrões do próprio PS3). Nada que atrapalhe o jogo, que é espetacular, mas com o jogo custando basicamente o mesmo preço nas duas plataformas, esse detalhe chega a incomodar.

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