Análise Arkade: Final Fantasy X/X-2 HD Remaster, agora no Switch e no Xbox One

24 de abril de 2019
Autor: Rodrigo Pscheidt

Análise Arkade: Final Fantasy X/X-2 HD Remaster, agora no Switch e no Xbox One

Há quase 20 anos anos, a Square Enix lançava no Playstation 2 Final Fantasy X, título que foi um marco na série por vários motivos: ele foi praticamente o último jogo enumerado da série a ter batalhas por turnos tradicionais — com barra de ATB — e também foi o primeiro game da saga a ganhar uma sequência direta.


Agora, estes dois capítulos tão emblemáticos da saga quebram novos paradigmas, chegando pela primeira vez às plataformas da Microsoft (Xbox One) e da Nintendo (Switch). Eu joguei ambos há mais de 15 anos, e quando a assessoria da Square me concedeu a possibilidade de revisitá-los, achei que era a chance que eu precisava para reencontrar Tidus, Yuna, Rikku, Auron e toda essa galera.

Duas grandes aventuras

Por mais que ambos os jogos já tenham quase 2 décadas de vida, não acho justo entregar spoilers de suas histórias, simplesmente porque elas são muito boas, e merecem ser aproveitadas (ou revisitadas) em sua plenitude. Estamos falando de jogos longos e cheios de cutscenes, com histórias complexas e personagens carismáticos, que merecem ser desfrutados no tempo de cada um.

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Final Fantasy X traz como protagonista Tidus, mas na verdade é a história de Yuna, uma summoner que está em uma peregrinação sagrada para aumentar seus poderes e, quem sabe, deter um mal ancestral que assola o mundo de Spira. Tidus integra a guarda que escolta a moça, e quando os dois engatam um romance, esta missão acaba tornando-se bem mais complexa.

Final Fantasy X-2 coloca Yuna no papel de protagonista, mas muda radicalmente o tom da história. Aqui temos uma Yuna pós-peregrinação que se tornou meio que uma popstar, e vai cruzar o mundo ao lado de suas amigas — Rikku e a novata Paine — coletando Spheres enquanto investiga o paradeiro de seu antigo amor.

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Confesso que essa baita mudança de tom me causou muita estranheza lá em 2003, e na época eu acabei deixando o jogo de lado após as primeiras horas. Mas, as coisas mudaram — eu mudei — e agora, em 2019, resolvi dar uma chance para a sequência, e não me arrependo. Ainda não me sinto totalmente confortável com a mudança de personalidade da Yuna, mas o jogo em si é bem competente, e sua história complementa muito bem o que vimos no X.

O conteúdo

Quem já jogou Final Fantasy X ou X-2 não vai realmente ser surpreendido por estas novas versões, pelo menos no que tange ao conteúdo. Os dois jogos estão na íntegra aqui, mas sem grandes novidades ou adendos. Estes são jogos de uma época onde ainda não existiam DLCs (#sdds), então os jogos em si são essencialmente os mesmos — no caso do FFX, a versão presente é a International, a melhor e mais completa.

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Isso não quer dizer, no entanto, que não há “novidades”. Pelo menu principal do jogo, podemos acessar 4 conteúdos: no caso de Final Fantasy X temos o jogo em si e o conteúdo extra Final Fantasy X: Eternal Calm, conteúdo não-jogável que é basicamente uma cutscene que serve como epílogo para o jogo, e prepara Yuna para sua próxima aventura.

Final Fantasy X-2 chega acompanhado da Final Fantasy X-2: Last Mission, que coloca o trio de protagonistas para escalar uma torre de 80 andares, com exploração e combates por turnos que funcionam de forma bem diferente ao que temos no jogo base. É um conteúdo legal especialmente pelos diálogos que rolam entre as meninas, que contam um pouco de como estão vivendo após os eventos do jogo principal.

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Esses conteúdos já estiveram disponíveis em outras coletâneas (os jogos foram remasterizados já na geração passada, para PS3), mas se você, como eu, pulou essa edição dos jogos, talvez este será o seu primeiro contato com os extras.

Mas é aquilo: se somarmos apenas as campanhas dos jogos em si, já teríamos conteúdo para mais de 100 horas de jogatina. Se por um lado eles não trazem grandes novidades, por outro contam ótimas histórias, trazem personagens marcantes, boss battles épicas e mecânicas de jogo bastante diferentes.

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Enquanto FF X se foca nas batalhas por turnos tradicionais, com personagens de diferentes classes, FF X-2 traz (literalmente) uma nova roupagem para o sistema de jobs através das Dresspheres, trajes equipáveis que alteram o visual e as habilidades das meninas. Cada jogo tem um feeling muito próprio, e dinâmicas bem exclusivas e diferenciadas.

Clássicos em HD

Aliado a estas grandes histórias cheias de bons personagens, temos um trabalho de remasterização bastante competente — que aproveita muito do que já havia sido feito na geração passada –, trazendo um visual que ainda é datado (afinal, não é um remake), mas enche uma tela 4K com todas as belas cores e paisagens de Spira.

As limitações técnicas de jogos com quase 20 anos continuam presentes, mas elas estão suavizadas por modelos de personagens em alta definição, bordas lisas e sem serrilhados, efeitos de luz e sombra atualizados, e outros recursos. Até os NPCs aleatórios receberam um polimento, deixando o conjunto da obra muito mais coeso.

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A trilha sonora de ambos os jogos foi totalmente remasterizada, e temas emblemáticos ganham muito mais nuances e profundidade — ainda que os puristas possam optar pelas versões originais, se preferirem. Novamente, a Square Enix deixa a desejar no que tange a localização: todo o conteúdo continua em inglês, demonstrando (mais uma vez) uma falta de interesse da empresa em acessibilizar seus jogos para novos territórios.

Conclusão

Final Fantasy X e X-2 são jogos grandiosos, envolventes e apaixonantes, que são facilmente recomendáveis, independe da plataforma em que estejam. Se você não jogou-os no PS2, tem agora mais uma chance de conhecer o mundo de Spira e se deixar levar por seus heróis e vilões.

Análise Arkade: Final Fantasy X/X-2 HD Remaster, agora no Switch e no Xbox One

Final Fantasy X é especialmente recomendável por ser um ponto de cisão da franquia, representando praticamente um último esforço da Square Enix em manter o gameplay por turnos que marcou os primórdios da série. Mas, como estamos falando de um combo com os 2 games, não tem porque não desfrutar ambos, né?

É bom vermos estes relançamentos chegando a outras plataformas, pois isso permite que mais pessoas tenham acesso a esses jogos. Eu joguei no Xbox One, mas o pack também está disponível para PC, PS4 e Switch. Escolha a plataforma que mais lhe agrada e deixe-se levar pelas aventuras de Tidus, Yuna, Wakka e cia.

Final Fantasy X/X-2 HD Remaster chegou ao Xbox One e ao Nintendo Switch este mês. Antes disso, o conteúdo já estava disponível para PC e PS4.

Uma resposta para “Análise Arkade: Final Fantasy X/X-2 HD Remaster, agora no Switch e no Xbox One”

  • 24 de abril de 2019 às 22:02 -

    Helinux

  • Bons tempos de PS2, bons tepos de Final Fantasy no PS2!!!!valeu

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