Análise Arkade – A eterna busca por realismo de MotoGP 21

28 de abril de 2021
Análise Arkade - A eterna busca por realismo de MotoGP 21

Quando uma nova geração chega, é comum esperarmos por novidades visuais e gráficas, além de novas possibilidades que tais sistemas possam oferecer. MotoGP 21 é um dos primeiros simuladores de velocidade que chega com sua versão anual para a nova geração, enquanto também tenta ser o mais abrangente possível, não ignorando nem o Nintendo Switch.

Com a busca pelo aprimoramento técnico, somando o desafio de entrar na nova geração, mas sem deixar plataformas mais limitadas para trás, e ainda tentando lidar com os efeitos da pandemia na MotoGP, a nova edição do game da Milestone tem bastante coisa para ser comentada nesta análise, que você confere agora!

Seguindo com a busca da simulação perfeita

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Os games de corrida de moto, incluindo os da Milestone, sofrem por não possuírem um “volante”. Games com carros contam com diversos recursos que ficam muito melhores em imersão com os volantes disponíveis, enquanto para os games de moto, resta apenas conseguir colocar todos os elementos essenciais para a pilotagem nos controles.

Assim, a Milestone segue buscando oferecer o melhor possível no comando das motos de seu jogo. No sistema de “atualização anual”, é possível ver a busca do estúdio italiano em tentar oferecer a melhor experiência MotoGP possível. Tais melhorias podem ser percebidas no ato de se guiar a moto, com a exigência das curvas pedindo precisão total nas corridas.

O game continua não sendo uma boa opção para quem quer apenas rodar um game arcade, mas ainda é mais acessível do que Ride 4. É possível, para quem quer se aventurar na simulação, ir aprendendo, com paciência, o andar do game. E, claro, usar e abusar do recurso rewind, enquanto aprende a domar sua Ducati, Suzuki ou Yamaha nas pistas.

Mas não espere nenhum modo arcade, ou assistência que faça o game ser mais ágil. O foco da Milestone segue em fazer de seu MotoGP um autêntico simulador, complexo e que vai exigir, para quem quer realmente se divertir com o game, uma boa vontade de se explorar cada pista.

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É possível correr no campeonato oficial, ou no calendário adaptado

As pistas, inclusive, mostram a atual situação do mundo. A MotoGP, assim como diversas outras competições a motor, tiveram que reformular sua agenda em 2020 e agora em 2021, para que as corridas possam ser promovidas sem maiores problemas quanto ao coronavírus. E o game reflete este calendário.

Há dois calendários completos para quem se aventurar nos campeonatos ou modo carreira. Existe o calendário oficial, com Termas de Rio Hondo na Argentina, e o Circuito das Américas nos EUA, e o calendário adaptado para 2021, com a rodada dupla em Losail, no Catar. Além de três pistas históricas: Brno, na República Checa, Donington Park, no Reino Unido, e Laguna Seca, nos EUA. E, é claro, temos estreias, como Portimão, em Portugal.

Já quanto aos pilotos, são os mesmos da temporada 2021. São 11 equipes, que contam com seis montadoras. Temos, por exemplo, Jack Miller na equipe principal da Ducati, a estreia do campeão da Moto2, Enea Bastianini, e Valentino Rossi que fez sua estreia na equipe satélite da Yamaha.

Uma evolução do modo carreira

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Com o passar dos anos, o modo carreira dos jogos de corrida seguem a busca pela oferta ideal. Já tivemos games com “filmes”, montagem de sua própria equipe, e diversos outros recursos que fazem com que o modo não seja apenas um “modo campeonato” premium.

O modo carreira de MotoGP 21 segue semelhante ao do último ano. É possível fazer a escalada pelas categorias inferiores, ou ir direto para a MotoGP, escolhendo seu agente e fechando contrato com alguma equipe satélite, chamando a atenção das equipes principais. Há elementos de evolução no modo, como a escolha do pacote de motores que irá usar, assim como desafios que somam pontos de desenvolvimento.

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Obviamente, o objetivo principal do modo é o alto do pódio e o título de campeão da MotoGP, mas até lá, o game vai propondo desafios dentro de seu contexto atual, promovendo a evolução. Além disso, terá que tomar decisões nos departamentos de sua equipe, além de, para quem quer o desafio, passar horas e horas na pista aprimorando sua moto e sua direção, para enfim, conseguir afinar tudo conforme achar melhor.

Sugiro, inclusive, os finais de semana completos, para explorar o que o game realmente tem de melhor. Além do modo carreira, temos o multiplayer para até 22 jogadores, corridas rápidas, modo de tempo, e corridas com motos e pilotos clássicos. Não são nenhuma revolução, mas tem tudo para agradar os jogadores.

Infelizmente, o Switch atrapalha tudo

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Outro fator interessante, por parte da Milestone, é o fato de que o estúdio segue insistindo em investir no Nintendo Switch. E isso é bom, pois mostra o interesse dos italianos em levar o game ao máximo de jogadores possíveis. Mas isso tem um preço, pois o Switch não é um bom amigo de jogos de simulação.

As perdas visuais são aceitáveis, e nem são o principal problema. O game roda melhor, claro, no modo portátil, mas na TV, até que roda de forma aceitável, salvo uma travada aqui e ali. A única coisa que me incomodou, de verdade, foi a sensação de ver que a moto está “flutuando” na pista, um recurso que poderia ter sido melhor visto no próprio console.

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Mas, o grande problema está no controle. Os Joy-bons não foram feitos para jogos de simulação, e atrapalham muito o gameplay proposto. Os botões de acelerar, que não são analógicos como nos outros consoles, não nos dá a sensação exata de controle de velocidade e frenagem, enquanto os analógicos não são os mais precisos.

É praticamente obrigatório adquirir um outro controle para jogar de forma satisfatória. Possuo em meu Switch um dongle que aceita controles de PS4 e só assim consegui jogar, de maneira adequada. Talvez, embora isso signifique maiores custos, o ideal seria uma versão simplificada do game, assim como a Codemasters fazia, quando lançava games F1 para PS3 e Xbox 360, enquanto também investia em Wii e PSP.

Uma versão mais simplificada, sem foco na simulação, cairia como uma luva no Switch, permitindo mais diversão, dentro do que o console pode oferecer. Mas não podemos, mesmo com estas críticas, deixar de elogiar a Milestone, pois games de corrida, salvo Mario Kart e similares, não são muito comuns no console da Nintendo.

Constante evolução

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Mesmo com os novos consoles que representam novas possibilidades, MotoGP 21 segue no caminho da evolução, não da revolução. Nenhuma grande novidade espera os jogadores, mas seus controles podem ser sim dignos de elogios por suas evoluções, no sentido de oferecer um simulador completo. Os fãs da categoria terão um bom game para investir horas e horas de gameplay.

O ponto negativo fica apenas para a versão de Switch, mas com problemas vindos mais do console em si do que do game. Mas ainda assim, dá pra se divertir com o game em qualquer lugar com seu modo portátil. No final, seja qual for a sua escolha, se você gosta de corridas de moto, gosta da MotoGP e entende a proposta da Milestone, estará bem servido por mais um ano.

MotoGP 21 já está disponível, com versões para Xbox One, Xbox Series X|S, Playstation 4, Playstation 5, Nintendo Switch e PC.

Uma resposta para “Análise Arkade – A eterna busca por realismo de MotoGP 21”

  • 28 de abril de 2021 às 22:05 -

    Helinux

  • show de gráficos!!!! valeu!!!!

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