Análise Arkade: dominando a logística dos canhões no indie brasileiro No Heroes Here

30 de junho de 2018
Autor: Rodrigo Pscheidt

Análise Arkade: dominando a logística dos canhões no indie brasileiro No Heroes Here

Prepare-se para defender um castelo ao lado dos seus amigo em No Heroes Here, game brasileiro que demanda muita coordenação e trabalho em equipe!

Tower Defense em equipe

Quem possui alguma familiaridade com videogames certamente conhece o gênero Tower Defense, onde nosso objetivo é levantar barreiras, turrets e obstáculos para impedir o avanço das tropas inimigas.

No Heroes Here parte deste princípio, mas agrega um interessante elemento cooperativo à receita: até 4 jogadores devem unir forças para administrar as defesas de um castelo, protegendo-o de todos os lados enquanto invasores tentam… bem, invadi-lo.

Análise Arkade: dominando a logística dos canhões no indie brasileiro No Heroes Here

Tem até uma historinha bem-humorada se desenvolvendo, com um fantasma fanfarrão nos ensinando o básico das atividades, mas no geral esse é aquele tipo de jogo que se destaca mais por suas mecânicas — e seu desafio — do que por sua história.

Preparar… apontar… fogo!

Em No Heroes Here, uma trupe improvável de “não-heróis” — tipo uma Princesa, um Bobo da Corte, um Padre — deve trabalhar em equipe para administrar os canhões do castelo, que são nossa principal (única, na verdade) forma de defesa.

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O mundo dos games nos deixou mal acostumados com arma de fogo: elas geralmente são automáticas, e não demandam qualquer tipo de preparo. Simplesmente mire e “sente o dedo” no gatilho… o máximo que temos que fazer é recarregá-las ou administrar o gasto de munição.

Em No Heroes Here, acabou essa moleza: o game nos obriga a criar a pólvora e as balas de canhão que serão disparadas, utilizando fornos e oficinas para transformar matérias-primas em coisas efetivamente utilizáveis.

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E não é só isso: um canhão deve ser limpo depois de cada disparo, senão ele é inútil. E, claro, o layout de cada castelo é um desafio à parte, exigindo uma boa logística para que ingredientes, projéteis e pólvora sejam levados de um lado a outro com rapidez e organização.

Confira nosso gameplay em 3 jogadores para entender como funciona o laborioso trabalho em equipe do game:

Conforme avançamos na campanha, desafios extras vão sendo apresentados, como inimigos mais resistentes, castelos em regiões geladas que precisam ser mantidos aquecidos, esteiras rolantes, e muito mais. É tipo Overcooked: cada cozinha/castelo traz um layout com um desafio específico.

O tiro normal também não é a única opção: existem munições um pouco menos… convencionais para você usar. Que tal usar seu canhão para disparar fragos assados? Ou projéteis de mel, que retardam o avanço das tropas inimigas? Pois é, tudo isso é possível aqui!

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Inimigos chafurdando em um projétil de mel ficam mais lentos

Cooperação é a chave

Eu adoro esse tipo de experiência cooperativa. Não por acaso Overcooked apareceu em minha lista de Melhores do Ano em 2016: é comum vermos multiplayer competitivo em tudo que é jogo, enquanto experiências que demandam cooperação, sincronia e trabalho em equipe são bem mais raros.

Já contei aqui que tenho um grupo de amigos só para esse tipo de jogo, e com Not Heroes Here não foi diferente: nos reunimos em um fim de semana para experimentar o game, e nos divertimos muito, xingamos uns aos outros e planejamos nossas estratégias para encarar cada castelo.

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O mais legal é que, embora o “coop de sofá” com os amigo seja a melhor forma de curtir o game, No Heroes Here também traz multiplayer online, algo que fez falta em Overcooked e outros jogos do tipo (e, não por acaso, vai estar presente em Overcooked 2).

Então, não tem desculpa para não se divertir: seja no mesmo console ou pela internet, há diversas maneiras de se reunir com a galera para jogar. Só fique avisado que a dificuldade crescente quase inviabiliza jogatinas solo ou em 2 players, simplesmente porque faltam braços para fabricar munição e limpar canhões!

Conclusão

No Heroes Here é o tipo de jogo ideal para animar festas e/ou reunir os amigos para uma jogatina regada às suas bebidas e petiscos favoritos. Suas mecânicas são simples para qualquer um aprender em poucos minutos, mas como “uma andorinha só não faz verão”, dominar as mecânicas é só uma parte do rolê: delegar tarefas e trabalhar em equipe são igualmente importantes.

Análise Arkade: dominando a logística dos canhões no indie brasileiro No Heroes Here

São 3 mapas tipo esse, totalizando mais de 50 fases

Se você curte jogos no estilo Overcooked e Lovers in a Dangerous Spacetime, e está atrás de um joguinho legal para curtir com mais 3 amigos, No Heroes Here é o seu game. E o melhor é que é um jogo 100% brasileiro, que recebeu incentivo da prefeitura de São Paulo para ser lançado e já soma mais de 10 prêmios e nomeações em eventos pelo mundo.

Ou seja, você se diverte com seus amigos, e de quebra contribui com o fortalecimento do mercado brasileiro de games. Tá bom ou quer mais?

No Heroes Here está disponível para PC, Playstation 4 e Nintendo Switch. Em breve o game deve chegar também ao Xbox One.

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