Análise Arkade: Redescobrindo o passado em PowerSlave Exhumed

17 de fevereiro de 2022
Análise Arkade: Redescobrindo o passado em  PowerSlave Exhumed

Em 1996, há 26 anos, o primeiro Playstation e o Sega Saturn recebiam um novo FPS, chamado PowerSlave, inspirado no álbum de mesmo nome da banda Iron Maiden, cuja capa tinha temática egípcia. E agora, pela primeira vez, o game é relançado para outras plataformas, numa versão completamente atualizada, chamada PowerSlave Exhumed!

Vamos então entrar com tudo nesse verdadeiro pedaço da história dos FPS clássicos, e ver como esse game de tantos anos atrás se saiu em seu relançamento na era da tecnologia e modernidade (spoiler, se saiu muito bem!) em nossa análise completa!

Salve o mundo com a ajuda dos deuses do Egito

Análise Arkade: Redescobrindo o passado em  PowerSlave Exhumed

Assim como nos FPS de antigamente, PowerSlave Exhumed possui uma história simples, que serve de pano de fundo para justificar o tiroteio e os inimigos que o jogador vai enfrentar, mas mesmo assim não deixa de ser uma história interessante.

Um dia, uma raça alienígena conhecida como Kilmaat invadiu a antiga cidade de Karnak, no coração do Egito. Os Kilmaat roubaram o corpo mumificado do Faraó Ramsés e estão usando-o para acumular poder mágico para dominar todo o mundo.

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O jogador então assume o controle de um soldado de elite enviado para a cidade para exterminar os aliens e salvar o mundo, recebendo ajuda diretamente do espírito de Ramsés, que o guia para diferente objetivos, em ordem de tornar o jogador cada vez mais forte para aniquilar todos os Kilmaat.

Os objetivos do game são três: O primeiro é recuperar seis artefatos antigos, que guardam os poderes dos deuses do Egito, que dão novos poderes e habilidades ao protagonista. O segundo objetivo é resgatar o corpo de Ramsés antes que todo o seu poder seja drenado. E o terceiro objetivo, que está diretamente ligado ao segundo, é eliminar os Kilmaat e salvar o mundo da destruição.

Um FPS tão oldschool quanto o próprio gênero FPS

Análise Arkade: Redescobrindo o passado em  PowerSlave Exhumed

PowerSlave Exhumed tem o exato mesmo estilo de outros FPS clássicos como os primeiros DOOM, HeXen, Heretic e etc. Ou seja, é um FPS com mapas em 3D, inimigos e elementos de cenário formados por sprites 2D e ação de alta velocidade.

O diferencial está na progressão, que ocorre en um sistema de backtracking e um mapa “interligado”. Isso significa que quando você joga uma fase, não vai terminá-la em 100% na primeira jogada, pois encontrará alguma barreira intransponível. Assim, você progride de fase em fase adquirindo novos poderes ao coletar artefatos, o que permite que você desbloqueie novos caminhos em mapas que você já visitou anteriormente.

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Inclusive, você pode revisitar qualquer fase que já jogou anteriormente a qualquer momento. Isso, além de permitir que você continue avançando até o fim do game, ainda permite que você colete itens e tesouros que não podia anteriormente, como upgrades de vida, peças para seu transmissor e etc.

Na parte do tiroteio, você conta com uma boa seleção de armas de fogo, e posteriormente desbloqueia inclusive armas mágicas bem poderosas. Mas, é preciso ficar de olho em sua munição, pois para recarregá-la, você precisa coletar orbes azuis dropados de inimigos mortos, e esses orbes recarregam apenas a arma que você estiver usando no momento.

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Esse é um ponto negativo do game, pois faz com que você precise trocar de armas para recarregar cada uma delas, a menos que ache um item que recarregue tudo ao mesmo tempo (que é um item bem raro, normalmente havendo um ou dois por fase). Felizmente, o game recebeu alguns tratamentos que deixam a experiência muito melhor e acessível a todos.

Audiovisual e Melhorias de jogo

Análise Arkade: Redescobrindo o passado em  PowerSlave Exhumed

PowerSlave Exhumed continua com o mesmo visual de antigamente, com cenários em 3D e sprites 2D, mas contando com algumas melhorias gráficas simples que adaptam esse visual para TVs e monitores modernos.

Mesmo com seu visual antigo, o game conta com gráficos bem construídos, sem aquele visual desfocado que normalmente ocorre quando se tenta rodar games muito antigos em sistemas atuais. Há ainda algumas opções gráficas para customizar a aparência de forma simples, adicionando filtro de TV tubo e antialiasing, por exemplo.

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Algo bem legal é que o game permite que você ative ou desative o balançar da tela ao andar, atirar e olhar para os lados, que são verdadeiros pesadelos para pessoas que sofrem de cinetose (ou motion sickness). Há ainda outras opções bastante úteis, como aumentar ou reduzir o tamanho do retículo da mira e outras pequenas melhorias.

Na parte de áudio, o game mantém todos os sons originais, o que é um ponto positivo e negativo. Positivo pois o clima e a experiência original se mantém intactos, contando com todos os sons originais de armas, gritos dos alienígenas e do protagonista, e as músicas originais, que são poucas, mas bastante intensas. Infelizmente, em cenas de diálogo (que são bem poucas) com o espírito de Ramsés, fica bem difícil entender o que está sendo falado, e infelizmente o game não conta com localização em português, muito menos legendas em qualquer idioma (afinal, não é realmente algo necessário para um FPS focado no tiroteio).

Entre outras melhorias muito bem vindas estão suporte total para joysticks atuais, como o Dualshock, Dualsense e os controles de Xbox. Além disso, essa nova versão une as versões originais de Playstation e Sega Saturn, o que significa que não há conteúdos deixados de fora por conta de diferenças entre versões.

Conclusão

Análise Arkade: Redescobrindo o passado em  PowerSlave Exhumed

PowerSlave Exhumed não é um mero port de um game antigo para os dias de hoje, mas sim um verdadeiro resgate de um game que poucos conheciam, mas que possui muitas qualidades, estando agora acessível de forma fácil e melhorada em diversas plataformas. Diria até que isso é um exemplo de como se fazer preservação de video games!

Todos conhecem Doom e Wolfenstein, mas provavelmente poucos tiveram a chance de jogar PowerSlave Exhumed. Então, se você quiser viver ou reviver esse pedaço de história dos FPSs, vale muito a pena conferir o game!

PowerSlave Exhumed foi lançado no dia 10 de fevereiro, e está disponível para Sega Saturn, Playstation 1, Playstation 4, Playstation 5, PC, Xbox One, Xbox Series X e Nintendo Switch!

Uma resposta para “Análise Arkade: Redescobrindo o passado em PowerSlave Exhumed”

  • 19 de fevereiro de 2022 às 02:23 -

    Helinux

  • Belissíma analise!!!! Gosto muito dessa atmosfera Doom!!!! valeu!!!!

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