Análise Arkade – Red Faction Guerrilla Re-Mars-tered é um ótimo negócio, mesmo datado

22 de julho de 2018
Autor: Junior Candido

Análise Arkade - Red Faction Guerrilla Re-Mars-tered é um ótimo negócio, mesmo datado

Em 2009, a série Red Faction recebeu o terceiro game de sua série, para o Playstation 3, Xbox 360 e PC. Eram tempos em que uma nova geração se estabelecia, e com ela, gêneros novos estavam evoluindo. Com Guerrilla, a série entrou no universo dos games em mundo aberto, que já estavam catapultados ao sucesso com GTA IV, lançado um ano antes.

Como estamos falando de um game de ação, e não sobre uma exploração de cidades, o mundo aberto aqui não fornecia lanchonetes para restabelecer energia, e nem bares com álcool e mesas de sinuca. Por aqui, o que temos são bases para serem destruídas, pessoas a serem resgatadas e estratégias diferentes a serem escolhidas.

O game teve um bom recebimento em sua época de lançamento e a THQ viu potencial para trazê-lo de volta, em mais uma remasterização, que mostra um pouco do que eram os games de dez anos atrás, e o quanto o gameplay, não só da série, mas do gênero como um todo, evoluiu bastante.

De volta para o planeta vermelho

Análise Arkade - Red Faction Guerrilla Re-Mars-tered é um ótimo negócio, mesmo datado

Fotos de viagem sempre guardam bons momentos…

Red Faction Guerrilla nos leva para Marte, na pele de Alec Mason, que se junta aos guerrilheiros da Facção Vermelha, logo após ver seu irmão morrer pelas mãos da EDF, a Força Defensora da Terra. Alec seria um soldado da EDF, mas após este incidente, decidiu se unir aos guerrilheiros para destruiur os opressores.

Tal enredo, na verdade, é só um plano de fundo para dar razões ao jogador. Não espere muito da história, afinal, como um agente Red Faction, seu objetivo é bem simples: desestabilizar a EDF através de resgates, destruição de bases e missões específicas, que são oferecidas a você em todo momento, sem nenhum acontecimento que ofereça grandes momentos para esta história.

Estas tarefas são apresentadas em um mapa, e, para evoluir no jogo, é preciso cumprir os objetivos principais, além de obedecer o jogo quando determinada missão secundária é necessária para a progressão. Estas missões secundárias ajudam você a obter mais pontos no jogo, e a melhorar seu arsenal, mas, por se tratar de um jogo de nove anos de idade, tudo é simplesmente “jogado” na tela, sem grandes explicações.

Isso faz com que as missões percam muito de seu significado, pelo menos observando em uma ótica atual. Já naquela época, GTA IV e Batman Arkham Asylum davam ao jogador sentido de missão ao mostrar consequências positivas (tá, com Niko Bellic, nem tanto assim, mas… você entendeu), com o seu sucesso, sem receber apenas um “mission complete” e partir para o próximo. Isso faz com que o jogo se torne repetitivo em alguns momentos.

Para aumentar o fator replay, esta versão traz, além das missões originais do jogo, três DLCs que complementam o game. Uma prequel conta a história dos Marauders, enquanto outro modo permite que você e seus amigos tentem fazer mais pontos nas atividades que o game oferece. E, por fim, um modo online — deserto, já deixo avisado — está disponível.

É a mesma coisa, mas melhor!

Análise Arkade - Red Faction Guerrilla Re-Mars-tered é um ótimo negócio, mesmo datado

Tá, falei que os modos são repetitivos, mas isso não é, de todo, algo ruim. Encarando que se trata de um game de 2009, e entendendo que quem tem interesse no jogo curtiu o game no passado, então é possível sim aproveitar de maneira bem positiva este retorno à Marte, na pele dos Red Faction. E, para ajudar, o trabalho de remasterização está muito bem feito.

Começando pelos controles, bem ágeis, fáceis de assimilar, e que se adaptaram bem aos atuais padrões, sejam eles de Xbox One ou Playstation 4. Os problemas de antigamente continuam, como a incrível incapacidade de pular por obstáculos que não tem nem 30 centímetros de altura, mas estamos jogando um remaster, e não um remake. Tirando isso, controlar Alec, ou os automóveis disponíveis no jogo, são ações bem agradáveis e que, unidos a um 60 FPS bem constante, com poucas quedas de framerate aqui e ali, fazem do gameplay um dos melhores atributos do jogo.

O visual também se mostra bem interessante, o que prova que Red Faction Guerrilla era um game atraente em sua época de origem. Como o ambiente marciano do game se resume a um deserto de terra vermelha, com algumas variações de ambiente aqui e ali, mais construções de pequeno e grande porte, que ajudam a fazer com que tudo seja processado tranquilamente, sem a agitação típica de uma Liberty City.

O único porém neste ponto, é quando a insanidade destrutiva do jogo te manda dezenas de soldados loucos para arrancar o seu couro. Com excesso de personagens, fica praticamente impossível fazer algo para evitar as investidas, pois o framerate cai consideravelmente, restando morrer e começar tudo de novo, evitando um novo encontro deste tipo.

Não é um novo Red Faction, mas já tá valendo!

Para os órfãos da série, o óbvio seria que um novo jogo da franquia aparecesse em breve, mas por hora, este remaster é o melhor que eles irão ter. O game de 2009 foi bem recebido, uma base de fãs foi instalada e, para eles, este remaster tem tudo para suprir a carência de jogos da série, pelo menos por um tempo.

Esqueça as perfumarias que a THQ incluiu no pacote para que o game tivesse um mínimo de diferença. Quem compra este game, quer destruir coisas e tocar o terror em Marte e, pelo menos neste sentido, tudo acontece de maneira bem fluída e interessante. O gameplay é ágil e competente, e, apesar de alguns probleminhas, que mostram que estamos jogando um jogo datado, é uma ótima opção de game em mundo aberto. É um ótimo negócio, inclusive, pois seu preço (R$39,90 na Steam, R$59,90 na Xbox Live e R$119,90 na PSN)

Red Faction Guerrilla Re-Mars-tered já está disponível, para Playstation 4, Xbox One e PC.

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