Análise Arkade: Super Volley Blast é vôlei e diversão para reunir os amigos

8 de novembro de 2018
Autor: Rodrigo Pscheidt

Análise Arkade: Super Volley Blast é vôlei e diversão para reunir os amigos

O vôlei é um esporte tremendamente subaproveitado no mundo dos games. Futebol, basquete e até futebol americano têm franquias anuais, e até mesmo surf vez ou outra aparece. Se você estava com saudade de um game de vôlei, vai gostar de saber que Super Volley Blast é um game deveras divertido!

Vôlei em duplas

Eu não tenho certeza de qual foi o último game de vôlei que eu joguei, mas sei que o que eu mais joguei na vida foi o saudoso Super Volleyball de Mega Drive, com seu saque jornada nas estrelas e o icônico “saque elétrico”, no qual a bola (supostamente) acertava uma lâmpada e descia como um raio.

Muitos anos depois, enfim posso dizer que voltei a me divertir com um jogo de vôlei. A pegada de Super Volley Blast é um pouco mais descompromissada, num estilo 2 x 2 que está mais para o vôlei de praia do que para o esporte de quadra tradicional. O que não é nenhum demérito, uma vez que as partidas em duplas rendem disputas acirradíssimas e muito divertidas!

Análise Arkade: Super Volley Blast é vôlei e diversão para reunir os amigos

Sendo bem honesto, os produtores me contaram que Super Voleyball até foi uma das inspirações que eles tiveram, mas a maior influência do time foi mesmo o clássico Beach Volley, lançado há quase 30 anos para o PC Amiga. Ao botarmos os dois jogos lado a lado, as semelhanças tornam-se bem evidentes.

Um detalhe interessante é que o jogo se preocupa em trazer bastante conteúdo: além do básico que se espera de um game esportivo (partidas rápidas, torneios, multiplayer local), temos um modo história (?!) que é simples, mas divertido, e traz até umas “participações especiais bacanas. Para completar, o insano modo Super Blast, que bagunça as coisas, transformando a bola em uma bomba, uma galinha, ou até mesmo transformando o piso em gelo!

Jogando Super Volley Blast

O gameplay é relativamente simples, mas demanda uns minutinhos de adaptação: para começar, temos um botão para recepção/toque/levantamento. Apertar esse botão sempre visa manter a bola do seu lado da quadra (dependendo da potência da bola recebida nem sempre isso acontece), então tenha isso em mente na hora de contabilizar os famosos três toques. Um marcador vermelho indica onde a bola vai cair, para facilitar a vida dos jogadores.

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Como diria o locutor de Space Jam: “It’s on fire!”

Temos ainda um botão para atacar/passar a bola para a quadra adversária. Por fim, há um botão de pulo que serve tanto para defesa (bloqueio) quanto para ataque (cortada). A questão é que, no caso da cortada, você precisa apertar o pulo, depois o botão de ataque. O mesmo vale para o saque viagem: você precisa jogar a bola para o alto, depois pular, e por fim bater na bola.

Confira um pouco de gameplay no vídeo abaixo:

São mecânicas que parecem um pouco sistemáticas, mas que funcionam muito bem no contexto do jogo. Depois de alguns minutos, todo mundo já vai estar fazendo jogadas épicas e se divertindo a valer. E isso é o que mais conta aqui: Super Volley Blast é um jogo muito divertido, e o fato dele aceitar 4 players torna-o ideal para reunir a galera em frenéticas partidas 2 x 2.

Vale ressaltar que, embora tenha um bom número de personagens “prontos”, é possível randomizar características para criar jogadores bem estranhos, ou mesmo customizar seu jogador para ele ficar parecido com você. É um recurso um tanto limitado, mas que permite que cada jogador tenha um atleta com “a sua cara”.

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Meu avatar piscou na hora da foto… ¬¬

Bugs e bizarrices

O que atrapalha um pouco a diversão é a forma aleatória com que o jogo aponta falhas: diversas vezes ele acusou “4 toques” quando estava bem óbvio que isso não havia acontecido.

Outro problema é que o jogo ocasionalmente parece ignorar as linhas da quadra, dando pontos “de bandeja” para o time cuja jogada claramente mandou a bola para fora. Isso é tão aleatório quanto os 3 toques, e é igualmente irritante.

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Nada disso quebra o jogo, mas são errinhos chatos, que parecem até meio desonestos no calor das partidas. Espero que algum patch solucione este problema, para deixar as coisas mais justas.

Audiovisual

Totalmente cartunesco e bastante colorido, Super Volley Blast esbanja carisma. O visual estilizado e as animações simples até fazem ele parecer um joguinho em flash, mas esta simplicidade me parece ser mais uma escolha estilística do que uma limitação.

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“O Rio de Janeiro continua lindo”

O jogo possui quadras espalhadas por diversas partes do mundo — com direito a uma no Brasil, com o Cristo Redentor ao fundo. O que muda é apenas o background, mas isso ajuda a deixar o visual mais variado. A quadra do Japão é especialmente bonita, com suas sakuras (cerejeiras) desabrochando ao redor.

A trilha sonora meio que condiz com cada país homenageado, e os efeitos sonoros são simples, mas condizentes com a proposta. A torcida denota certa preguiça ao repetir diversos modelos de personagens, mas fora isso o que temos aqui é um joguinho simpático e bem resolvido.

Conclusão

Super Volley Blast é um joguinho simples, mas tremendamente divertido de um esporte que andou bem sumido do mundo dos games. Ele é perfeitamente aproveitável em modo single player, mas brilha mesmo em suas partidas multiplayer, reunindo 4 players para partidas emocionantes e imprevisíveis.

Análise Arkade: Super Volley Blast é vôlei e diversão para reunir os amigos

Não vejo o vôlei sendo retratado como simulador realista em um game, mas esses jogos estilo arcade sem dúvida representam bem o esporte. Se você cresceu jogando Beach Volley ou Super Volleyball, sem dúvida vai conseguir matar a saudade do esporte e se divertir bastante com este game!

Super Volley Blast foi lançado dia 1º de novembro, com versões para PC, Playstation 4, Xbox One e Nintendo Switch.

Uma resposta para “Análise Arkade: Super Volley Blast é vôlei e diversão para reunir os amigos”

  • 12 de novembro de 2018 às 10:57 -

    Leonardo Rosi

  • O jogo é extremamente divertido, estava sentindo falta de um joguinho de vôlei bacana. De fato, o vôlei tem ficado de fora nos últimos anos e finalmente alguém resolveu fazer uma “parada” bacana!

    Não gostei de controlar apenas um jogador quando estamos jogando sozinho, tínhamos que controlar os dois, como no Super Spike V’Ball. O jogo fica meio sem graça porque o CPU sempre quer receber os ataques para que ele mesmo possa atacar. É uma “fominhagem” sem tamanho, mesmo a bola caindo do seu lado, está lá o CPU pegando ela e voltando para atacar, daí fiquei a maioria das vezes sendo o levantador da partida. Vou sugerir no Steam para que eles possam fazer essa inclusão de controlarmos os dois jogadores. Isso é feito em todos os jogos de esportes, não deve ser difícil fazer nesse jogo. Bem, se já foi feito até no NES, acredito que aqui será fácil demais. Peço a ajuda de vocês para comunicarem isso também.

    Forte abraço!

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