Análise Arkade: Those Who Remain tem seus problemas, mas é um bom game de terror

5 de junho de 2020
Autor: Renan do Prado
Análise Arkade: Those Who Remain tem seus problemas, mas é um bom game de terror

Those Who Remain é um novo game de terror que chegou trazendo uma proposta já conhecida, mas não menos interessante: O que você faria se tivesse que encarar uma cidade amaldiçoada e seus próprios pecados frente a frente se quiser sobreviver?

Pois então venha com a gente conferir nossa análise completa do game e seu terror que, apesar de ter alguns problemas, é bem promissor e surpreendente! Então, bora lá!

O inferno de Dormont

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Those Who Remain conta a história de Edward, um homem atormentado pela perda de sua filha e que está tendo problemas em seu casamento, tendo um caso com outra mulher. E em um momento de desespero, prestes a cometer um terrível ato, Edward decide que é hora de parar e tratar sua esposa com o amor que ela merece.

Assim, ele viaja até um motel nos arredores da cidade de Dormont, para colocar um fim em seu caso extraconjugal. Mas ao chegar no local, tudo o que ele encontra é o vazio. Nenhuma pessoa, nenhum barulho, nada. E após receber uma estranha ligação telefônica dizendo apenas “fique na luz”, tudo vira de cabeça pra baixo.

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Edward perde seu carro e sua única opção é ir até Dormont para encontrar uma forma de ir embora. Porém, tudo o que ele encontra pelo caminho são pessoas estranhas que permanecem imóveis nas sombras, com olhos brilhantes olhando-o fixamente. E quanto mais ele explora a cidade, mais dessas pessoas estranhas surgem nas sombras e o perigo fica cada vez maior!

Uma jornada entre o céu e inferno

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As estranhas pessoas das combras

Those Who Remain é um game de terror com foco em resolução de puzzles. Sendo assim, a progressão do game leva o jogador para diferentes áreas em que é preciso resolver todos os quebra-cabeças e buscar informações sobre o que está acontecendo em Dormont antes de poder seguir para a próxima área.

A cada nova área Edward vai desvendando os segredos da cidade e do que afinal está acontecendo ali. Por que a cidade inteira está envolta em uma escuridão sem fim e por que pessoas estranhas com olhos brilhantes aparecem no escuro. E não apenas isso, mas demônios do passado de Edward tomarão forma e irão caçá-lo, obrigando-o a enfrentar não só os terrores da cidade, mas os seus próprios.

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E se isso não fosse o bastante, o game ainda coloca uma grande tarefa nas mãos do jogador: Os papeis de juiz, juri e carrasco. Em certos momento do jogo, Edward encontrará alguém que está de alguma forma relacionada com os eventos que jogaram a cidade na escuridão. E será papel do jogador decidir se eles merecem perdão ou condenação.

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Perdoar ou condenar? A escolha é sua

Por isso, algo primordial no game (e um tanto complicado), é que você precisa vasculhar cada canto, cada armário e gaveta em busca de documentos com informações para que possa tomar sua decisão. Nesse ponto o game poderá ficar bem monótono para alguns jogadores, pois há documentos muito bem escondidos. Você literalmente deverá abrir todas as gavetas que encontrar, pois em uma delas estará a informação que você busca.

Jogabilidade e terror

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O game possui uma jogabilidade bem simples e com poucos comandos. As ações que o jogador pode realizar são andar, correr, olhar em volta e interagir com objetos. E na interação com objetos há três tipos diferentes: Segurar objetos e arremessá-los. Coletar itens importantes e abrir portas, apertar botões, etc.

O game foi criado na engine Unity, que é uma boa engine, mas que sofre com alguns problemas técnicos. E dois problemas grandes do game são sua câmera e interação com objetos do cenário. A câmera do game é bem ruim e difícil de mirar. Isso atrapalha especialmente quando o jogador precisa interagir com objetos pequenos ou em partes de fuga, pois é preciso mirar muito bem no objeto para funcionar e isso as vezes é muito mais difícil do que deveria ser.

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O outro problema é na colisão com objetos. Esse não é um problema grande, mas muitas vezes atrapalha, principalmente em trechos dentro de casas ou lugares cheios de caixas ou móveis, pois o jogador ficará colidindo com objetos que barrarão seu caminho. Alguns objetos, como caixas e cadeiras, podem ser movidos de lugar, mas as vezes durante a exploração de algum lugar, o jogador ficará “preso” em cantos de objetos. Não é um problema grande, mas é um inconveniente.

E então entra o ponto principal: E o terror do game? É bom? Bom, se você vai se assustar ou não com o game é algo que só você poderá descobrir, mas eu tomei uns bons sustos! E isso conta muito, visto que aparentemente está ficando mais e mais difícil para games de terror conseguirem assustar os jogadores. (Em breve lançarei um artigo especialmente sobre esse assunto)

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O game possui desde jumpscares a atmosferas bem pesadas em certos trechos. O bom foi que nenhum dos jumpscares foi previsível ou esperado, com o game sabendo colocá-los em momentos que realmente pegam desprevenido.

Uma das coisas mais legais do game são as pessoas no escuro. Dentro de casas, por exemplo, elas sempre estão te olhando em cômodos escuros, mas se você acender a luz, eles desaparecem. E certos trechos bem tensos são em corredores ou salas em que a luz fica oscilando, pois você pode ver essas pessoas piscando junto com a luz. E em certos trechos você precisa correr a toda velocidade antes da luz apagar, pois basta um ataque para você morrer!

Audiovisual

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Those Who Remain possui um visual bem simples, mas ainda assim bem feito. Há trechos em que é possível ver um visual um tanto “liso” ou poligonal, mas em geral, o game é muito bem construído, em seus cenários, texturas e principalmente em ambientação, com objetos, sujeira e entulho espalhados.

Como o escuro é grande parte do visual do game, ele é bem utilizado para esconder elementos de cenário e perigos. Porém em certos locais tudo fica muito escuro, dificultando as coisas. Confesso que em alguns trechos eu precisei aumentar a Gamma do game para poder enxergar o cenário e descobrir o que fazer.

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Na parte sonora o game é bem competente. Há poucos personagens na história, por isso a voz que mais ouvimos é a do próprio Edward, que é bem calmo na maioria do tempo, o que destoa um pouco o personagem, mas sua dublagem é bem feita.

O game possui sons ambientes e músicas bem tensas, que ajudam a construir o clima de terror de forma bem satisfatória. E nos momentos mais intensos os sons ajudam e muito a deixar tudo realmente bem assustador! E isso é um grande ponto positivo do game!

Conclusão

Análise Arkade: Those Who Remain tem seus problemas, mas é um bom game de terror

Those Who Remain é um game que tem alguns sérios problemas técnicos, como sua câmera. Há também uma dificuldade muito elevada em certos puzzles, especialmente no final, além de exigir que o jogador seja muito minucioso na exploração.

Porém, apresenta uma história interessante e um nível de terror bem competente, contando ainda com múltiplos finais, dependendo das escolhas do jogador, aumentando seu fator replay. E no geral, é um game de terror que consegue cumprir seu objetivo de assustar o jogador.

Those Who Remain foi lançado no dia 28 de maio, com versões para PC, Playstation 4 e Xbox One.

Uma resposta para “Análise Arkade: Those Who Remain tem seus problemas, mas é um bom game de terror”

  • 7 de junho de 2020 às 05:50 -

    Ronnie

  • Valeu pela review!

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