Análise Arkade: Until Dawn é uma ótima experiência de suspense inspirado em clássicos do terror

14 de setembro de 2015
Autor: Fernando Floriano

Análise Arkade: Until Dawn é uma ótima experiência de suspense inspirado em clássicos do terror

Clássicos do terror são a fonte que jorra em Until Dawn, game que traz muito suspense e oferece a proposta mais simples (e complexa) da vida humana: sobreviver.

Após um ano do misterioso desaparecimento das irmãs Beth e Hannah Washington em Blackwood Pines, um grupo de oito amigos, que estavam na montanha na época do fatídico acontecimento, voltam ao local para homenageá-las. O que eles não sabiam é que tal tributo os levaria a uma jornada de terror, onde a morte seria o menor de seus problemas.

Desenvolvido pela Supermassive Games, Until Dawn é um jogo de suspense com elementos de terror no qual a premissa é simples: sobreviver até o amanhecer.

Sendo um dos games mais esperados do ano de 2015, o exclusivo de Playstation 4 não decepciona ao inserir o jogador em uma história envolvente, cheia de referências aos filmes do gênero e com reviravoltas improváveis em relação ao que se esperava antes de seu lançamento.

Efeito borboleta

Análise Arkade: Until Dawn é uma ótima experiência de suspense inspirado em clássicos do terror

A ideia inicial de Until Dawn foi evidenciada há muito tempo atrás, quando os anúncios davam conta de que o jogo seria uma jornada de sobrevivência, em um local isolado e introspectivo, com a presença de um assassino, mas a experiência proporcionada é muito maior que isso.

A escolha do termo Efeito Borboleta desde o começo da campanha se encaixa muito bem no contexto, pois todas as nossas ações geram consequências, insignificantes ou devastadoras, ou seja, os oito personagens da história estão em nossas mãos, literalmente.

Dito isso, os fãs de games como The Walking Dead, da Telltale Games, ou de Beyond: Two Souls, da Quantic Dream, se sentiram em casa, pois o sistema de jogo, os Quick Time Events e as decisões que devem ser tomadas são muito semelhantes.

O enredo converge até o objetivo final, sobreviver até o amanhecer, mas quantos sobreviventes restarão e como você chegará ao fim depende exclusivamente de suas decisões. Para influenciar ainda mais suas escolhas, ou não, encontramos diversos totens dispostos no cenário, que revelam acontecimentos futuros, sempre de forma subjetiva, mostrando tanto coisas boas quanto ruins.

Como o jogo funciona?

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Apesar de contar com todas as qualidades citadas acima, Until Dawn talvez não agrade o grande público, pois seu gameplay é bem peculiar.

Trata-se do que chamamos de “Filme Interativo”, semelhante ao que vimos em The Order: 1886, game bastante criticado desde seu lançamento justamente pela sua proposta de entregar uma experiência muito mais contemplativa do que interativa.

O jogo funciona da seguinte forma: Existe um cenário linear, com algumas poucas possibilidades de exploração, no qual avançamos, dialogamos com o personagem que está conosco, realizamos alguns Quick Time Events apertando botões em momentos específicos, e fazemos escolhas, basicamente é isso.

O que não é depreciativo de forma alguma, mas é importante entender a proposta do game para poder aproveitá-lo da forma correta.

Gráficos e personagens

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A parte gráfica sem dúvida é um dos pontos fortes de Until Dawn, não só o cenário de forma geral, mas especialmente a modelagem dos personagens, que é estonteante. Através de uma refinadíssima captura de movimentos, identificamos rostos familiares, como por exemplo Rami Malek, que vem se destacando na série Mr. Robot, entre outros atores conhecidos do público americano.

Por ser um game linear e com um número menor de cenários, o nível de detalhamento do ambiente, dos efeitos de luz, das sombras, dos objetos, enfim, tudo é impecável. Os personagens em si são estereotipados, mas surpreendentemente muito carismáticos.

E suas construções são perfeitas, pois podemos odiar a menina arrogante em um primeiro momento, mas depois há possibilidade de ela crescer muito como personagem e ganhar nossa empática, se ela conseguir sobreviver até esse ponto, é claro.

E muito dessa personalidade inserida nos oito sobreviventes se dá aos vários estilos escolhidos para cada um, desde suas roupas, atitudes, expressões, tudo converge para que possamos nos identificar com determinado personagem.

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Outro personagem, não jogável, que é muito carismático é o enigmático Dr. Hill, que no contexto do game aparece como o psicólogo de alguém, que não podemos ver quem é. Nesse ponto do game fazemos algumas escolhas como se tivéssemos em um consultoria, e somos analisados pelo doutor.

A razão da existência desse psicólogo é revelado durante a campanha.

Voltando a questão gráfica, os designers usaram uma paleta de cores estratégica para que os personagens não ficassem apagados ou em segundo plano diante de um cenário tão escuro, toda a questão técnica foi montada de forma meticulosa para nos entregar uma experiência o mais real possível.

Referências aos clássicos do gênero e extras

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Apesar das referências de Until Dawn aos grandes clássicos do terror serem veladas, quem acompanha o gênero irá se deparar com um ambiente familiar. Assassino mascarado, motivações questionáveis, ambiente intimidador e fatores místicos são alguns elementos inseridos no game.

Contextualizando para uma produção mais atual, Until Dawn tem um escopo semelhante ao do filme Segredo da Cabana, onde inicialmente existe uma premissa, mas que depois muda completamente e aí sim revela-se o grande segredo por trás do enredo.

O game tem diversos extras que mostram uma espécie de por trás das câmeras, contendo entrevistas com os atores do jogo contando suas percepções, reações de jogadores ao experimentar o jogo, buscando assim um aprimoramento maior na campanha, além de outras coisas interessantes.

Conclusão

Análise Arkade: Until Dawn é uma ótima experiência de suspense inspirado em clássicos do terror

Until Dawn é uma experiência obrigatória para os fãs do gênero terror e suspense, apesar de prender muito mais pela tensão do que pelo medo.

A construção da campanha e dos personagens tem um ótimo ritmo ao longo das 8 horas que joguei, e apesar do gameplay em si sem parte pequena da produção, a imersão proporcionada é ótima.

Infelizmente não há um grande incentivo no fator replay do jogo além de encontrar todos os totens, cartas ou fotos que revelam um pouco mais do passado de Blackwood Pines, mas que no fim não farão nenhuma diferença para o fim do jogo.

Pode-se jogar novamente apenas para tentar manter todos, ou a maioria, dos personagens vivos.

O game tem uma grande mudança na história a partir de sua metade e como disse inicialmente, morrer se torna o menor dos seus problemas. Para concluir, Until Dawn é altamente recomendável, pois possui grande valia em praticamente todos os aspectos.

Until Dawn foi lançado dia 25 de agosto e está disponível exclusivamente para Playstation 4.

Uma resposta para “Análise Arkade: Until Dawn é uma ótima experiência de suspense inspirado em clássicos do terror”

  • 16 de outubro de 2015 às 09:55 -

    Ricardo Cruz

  • O visual do jogo é aterrorizante. Quero muito jogar esse jogo. Sensacional

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