Arkade Fora da Caixa: visitamos a Voyager e seu conceito de aproximar a realidade virtual das pessoas

23 de julho de 2019
Autor: Rodrigo Pscheidt
Arkade Fora da Caixa: visitamos a Voyager e seu conceito de aproximar a realidade virtual das pessoas

Na semana passada, rolou aqui em Curitiba a pré-inauguração da Voyager, um centro de entretenimento de realidade virtual que visa aproximar o VR das pessoas. A Arkade foi convidada para o evento, e gostamos muito do que vimos por lá!

Com duas unidades em pleno funcionamento em São Paulo, a Voyager que abriu no “chiquérrimo” shopping Pátio Batel em Curitiba é a terceira da franquia — e já demonstra um claro interesse em descentralizar sua expansão, indo além das fronteiras de SP.

O que diferencia a Voyager de outra “casas de VR” é a paixão de seus idealizadores por esta tecnologia: o empreendimento foi criado pelo estúdio ARVORE, um dos pioneiros em pesquisa e produção de conteúdo em realidade virtual.

Batendo um papo com quem entende do assunto

O papo que bati com Rodrigo Terra, representante do estúdio que estava por aqui no evento, deixa isso bem claro: ele é um apaixonado por VR, e quer levar essa paixão para o maior número possível de pessoas. O ARVORE realmente aposta no VR como o entretenimento do futuro, e quer que as pessoas comecem a se habituar com ele hoje.

E de fato, o deslumbramento que o VR causa é algo como a muito não se via. A imersão que a gente sente quando coloca um visor e “entra” no jogo é assombrosa, e encanta pessoas de todas as idades. Segundo Rodrigo, um dos primeiros clientes do Voyager Batel foi uma senhora de 85 anos que, aventureira, quis experimentar pela primeira vez a tecnologia. Ver a diversão dela brincando com Job Simulator foi uma comprovação de que não há idade certa para se divertir (e se impressionar) com a realidade virtual.

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Pensando no público geral, a Voyager não quer oferecer apenas jogos, mas também as chamadas ” histórias interativas imersivas”, que são experiências guiadas por mundos virtuais que não demandam muito conhecimento ou familiaridade com jogos. Além disso, em agosto deve chegar à Curitiba um Escape Room virtual ambientado no universo de Assassin’s Creed Origins — a atração já está disponível em SP, e faz sucesso.

Isso não quer dizer que não temos games! A Voyager já chegou a Curitiba com mais de 15 experiências diferentes, incluindo coisas inéditas e alguns dos maiores sucessos da plataforma. Eu fiquei mais de uma hora e meia passeando pela Voyager, aproveitando meu “passe livre” de imprensa para experimentar de tudo um pouco. Eu já havia jogado Job Simulator e Beat Saber antes, então estava a fim de conhecer outros jogos.

Jogando em VR

Superhot VR foi uma maravilhosa surpresa (não é um lançamento, mas eu nunca havia jogado). O jogo leva o conceito “o mundo se move quando você se move” a outro patamar em VR, e entrega cenas de ação dignas de Matrix. Mover-se lentamente no mundo real faz a ação rolar em slow motion no jogo, possibilitando que você desvie de projéteis, atire objetos nos inimigos e crie sequências realmente cinematográficas!

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Os recentes filmes da série Creed (que são spin offs da série Rocky) também tem um jogo em VR bastante intenso, que nos coloca para trocar socos com personagens que marcaram toda a série de filmes. O jogo dá uma boa canseira, mas é bem divertido.

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Jogos que ainda nem foram oficialmente lançados também estavam presentes: BattleWake é um simulador de combates navais e — a grande surpresa para mim — foi YUKI, um bullet hell em VR (?!) que ainda está em desenvolvimento (pelo próprio estúdio ARVORE) e é simplesmente muito legal, e demonstra bem como esse lado lúdico da tecnologia VR é mágico.

Explicando: em YUKI, começamos em um cômodo normal, de uma casa normal. Há uma caixa de sucrilhos sobre a mesa. Ao batermos nela, ela tomba para o lado e seu conteúdo se derrama, revelando o brinde que havia lá dentro: uma pequena nave de brinquedo. Quando pegamos a nave, a magia acontece: o cenário prosaico se desfaz ao nosso redor, dando vez ao espaço sideral. E é assim, segurando a navezinha virtual como se fosse um avião de brinquedo, que iremos trocar tiros com infindáveis hordas de inimigos. É um jogo simples, mas que funciona muito bem, e foi ao lado de Superhot VR a melhor experiência em VR que tive naquela noite.

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Que fique claro que nem tudo são flores: o FPS Pavlov me causou um baita mal estar — nem consegui sair da sala de treinamento — e jogar Project Cars 2 em VR, em um cockpit com volante, pedais e feedback de movimento é REALMENTE imersivo… mas foi um pouco “intenso demais” para mim, causando um forte enjoo. Mas é aquilo: eu sofro de cinetose desde os tempo de Duke Nukem 3D, e minimizar o desconforto ainda é um dos maiores desafios dos desenvolvedores.

Voltando ao YUKI: disponibilizar os próprios jogos e experiências em VR para os clientes é outro diferencial da Voyager. Segundo Rodrigo, este feedback direto do público ajuda muito no desenvolvimento, e até agiliza processos de QA, uma vez que certos bugs podem ser identificados pelos próprios usuários, que afinal, estão testando projetos que ainda estão em desenvolvimento.

Entretenimento sem barreiras

Além dos jogos, o espaço da Voyager me chamou a atenção: sei lá porque, mas eu esperava pequenas cabines fechadas e isoladas para dar privacidade aos jogadores enquanto eles “pagam mico”, mas o que eles entregam é um espaço bem aberto, sem paredes entre as estações de jogo, e com TVs acopladas às costas dos players para que, quem está vendo de fora, possa entender o que está rolando “dentro” do visor.

Arkade Fora da Caixa: visitamos a Voyager e seu conceito de aproximar a realidade virtual das pessoas

Todas as estações são equipadas com modernos Oculus Rift S que ficam presos “ao teto” –, de modo que todos podem se mover livremente e ver o que os outros estão jogando. Boa parte dos jogos demanda que o jogador fiquem em pé, mas há estações com cadeiras para as experiências mais tranquilas, além dos já mencionados cockpits rodando Project Cars 2. Em breve será inaugurada a “Arena”, onde irão rolar partidas multiplayer e o tal Escape Room em VR.

Arkade Fora da Caixa: visitamos a Voyager e seu conceito de aproximar a realidade virtual das pessoas

Em termos de arquitetura, tudo é muito amplo, aberto e minimalista. É um conceito bem diferente do que eu esperava, mas que funciona para desmistificar o VR para quem vê de fora. Na verdade há até uma “vitrine” com chroma key que projeta o cenário de Beat Saber e permite que o público do shopping entenda o conceito do VR, mesmo de longe.

Antes deste passeio pela Voyager, meu contato com realidade virtual havia sido bem pontual — basicamente em feiras e eventos. E nada havia me fisgado. Mas Superhot VR e YUKI me mostraram como certos jogos podem se beneficiar da tecnologia. São experiências incrivelmente imersivas e funcionais, que utilizam a realidade virtual para criar algo realmente único. E, considerando o valor proibitivo dos equipamentos para a gente ter VR em casa, espaços como a Voyager são ótimas opções para se ir com os amigos em um final de semana, e se deixar envolver pelo “futuro”.

A Arkade agradece o convite para o pré-lançamento e deseja toda a sorte do mundo ao pessoal do estúdio ARVORE e da Voyager.

Serviço

Voyager Pátio Batel

Dias e horários: De segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingo, das 11h às 22h

Onde: Shopping Pátio Batel – Loja 415 – Piso L4 (Av. do Batel, 1868 – Batel – Curitiba/PR – 80420-090)

Preços:

15 minutos: R$19,90 (de segunda a quinta) e R$29,90 (de sexta a domingo).

30 minutos: R$34,90 (de segunda a quinta) e R$49,90 (de sexta a domingo).

60 minutos: R$59,90 (de segunda a quinta) e R$69,90 (de sexta a domingo).

Vale ressaltar que até o fim de julho todas as unidades da Voyager estão disponibilizando um Passaporte de Férias, que dá direito a dez horas de diversão pelo preço de cinco e pode ser usado até o final do ano. O passaporte está disponível como opção de presente e pode ser compartilhado com amigos em uma única visita ou de forma fracionada.

Número de participantes por sessão: 2 ou 4

Idade: acima de 10 anos

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