Arkade VR: Moss – Book II aumenta a aventura de 2018 com classe e carisma

12 de abril de 2022
Arkade VR: Moss - Book II aumenta a aventura de 2018 com classe e carisma

O primeiro Moss deu o que falar na época de seu lançamento, há cerca de quatro anos. Lançado inicialmente para PSVR e PC, o game é um belíssimo conto de fadas protagonizado pela carismática e fofíssima ratinha Quill. Com uma jogabilidade muito original (para a realidade virtual), o game foi muito elogiado, apesar de sua curta duração. Eis que, em 2022, finalmente recebemos a merecida continuação da jornada com Moss – Book II.

Com as mesmas cores vibrantes e atmosfera encantadora do primeiro jogo, Moss – Book II consegue repetir o feito do primeiro game com muita qualidade. É fato que toda continuação corre o risco de simplesmente reproduzir a mesma fórmula do jogo anterior, trazendo pouca ou nenhuma surpresa no caminho. Felizmente, Moss – Book II consegue se superar nesse quesito com novas armas, mais combates, maior duração e boas reviravoltas no enredo. Mas vamos falar de tudo isso com calma nessa análise completa.

Arkade VR: Moss - Book II aumenta a aventura de 2018 com classe e carisma

A jornada após a queda da serpente

Tudo em Moss – Book II é feito para dar uma sensação de continuidade praticamente imediata em relação ao primeiro jogo. O salão cavernoso no qual começamos o primeiro game, abrindo o livro do Mundo de Moss continua praticamente idêntico. E começamos a jogatina imediatamente depois da morte do vilão final do primeiro game, a serpente que mantinha o tio de Quill em cativeiro.

Após uma breve recaptulação das aventuras anteriores da ratinha, temos o tão aguardado reencontro com o tio. Essa primeira área do jogo é pura nostalgia para quem curtiu o primeiro game. Como ela está situada nos limites do pátio de um castelo antigo, tudo lembra bastante a atmosfera de fantasia medieval que já conhecemos. E aqui vale um comentário especial: o jogo está lindo mesmo no já antigo Playstation VR! E mais: agora contamos também com legendas em português, facilitando o acompanhamento da história!

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Tudo começa com uma narração muito nostálgica.

A história tem uma duração bem maior do que a do primeiro jogo, levando algo entre seis e oito horas para ser completada. Além disso, pode esperar por reviravoltas interessantes e momentos de escorrer uma lágrima aqui e ali. Sem querer dar spoilers, mas a narrativa de Moss – Book II consegue ser bem superior à do primeiro jogo no que diz respeito ao envolvimento do jogador com a trama.

A imersão em terceira pessoa

Um dos maiores exemplos de criatividade do primeiro jogo foi adaptar uma jogabilidade de plataforma em terceira pessoa (muito semelhante com alguns títulos da franquia The Legend of Zelda) para a realidade virtual. O maior dos desafios na época era tornar aquele mundo imersivo e crível para o jogador, sem que ele fizesse necessariamente parte do mundo, como é mais comum de ocorrer em games em RV.

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Moss – Book II segue essa mesma lógica, trazendo cenários incrivelmente bem detalhados, cheio de cores e dando a sensação de vivo. Se no primeiro jogo tínhamos cenários muito mais voltados para florestas, pântanos e castelos, a sequência em questão apresenta uma maior variedade de ambientes a serem explorados, uma vez que, logo após o início da história, temos acesso a alguns portais que teleportam Quill para vários mundos distintos.

Tudo segue como uma espécie de diorama virtual muito bem feito e encantador. As cores vivas e iluminação bem feita do game fazem os cenários serem absolutamente incríveis, ao ponto de perdermos o foco na pequena ratinha diversas vezes para apreciar o entorno. Esse feito é elogiável ainda mais se pensar que estamos em 2022. Em 2018, a realidade virtual não tinha vários dos jogos incríveis que vemos hoje tanto no PSVR, quanto no PC ou no Quest 2. Assim, o cenário chamar atenção agora é um pouco mais desafiador do que fora lá atrás.

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E por isso o pessoal da Polyarc não se acomodou na mesmice. Moss – Book II começa a nova jornada de Quill com cenários que em muito nos fazem lembrar os do primeiro jogo, mas com o tempo o mundo do jogo vai mudando de proporção. No decorrer do game, temos acesso a cenários mais “abertos” com mais iluminação em com paisagens de fundo estonteantes — tudo em uma escala muito maior do que víamos no primeiro game.

Combates diversificados, puzzles nem tanto

Em comparação ao primeiro jogo, podemos dizer que Moss – Book II é muito mais voltado para a ação. Enquanto o game de 2018 era muito mais focado em resolução de puzzles na maior parte do tempo, aqui temos vários desafios que giram em torno de combates, que fazem jus aos acontecimentos do enredo. Os puzzles ainda estão presentes, mas em menor quantidade que os combates.

Arkade VR: Moss - Book II aumenta a aventura de 2018 com classe e carisma

Inclusive, temos até puzzles que envolvem combates, o que é bem interessante pois mescla algumas mecânicas bem criativas de interação entre o jogador (chamado de Leitor no enredo do jogo) e o personagem que você está controlando. Apesar disso, mesmo que os puzzles não sejam tão impactantes quanto os combates, eles ainda estão bem presentes, e estão principalmente relacionados às habilidades que vamos ajudando Quill a conseguir.

Entretanto, mesmo com as nova habilidades como a luva e o martelo, os puzzles acabam girando na maioria das vezes em volta dos mesmos objetivos: abrir portas e liberar passagens. A exceção fica por conta de alguns embates contra os bosses, onde combates e resolução de puzzles encontram uma sinergia estupenda.

Arkade VR: Moss - Book II aumenta a aventura de 2018 com classe e carisma
Enfrentar os chefões de Moss – Book II é bem divertido!

Um bom motivo para voltar à Moss

Moss – Book II, em poucas palavras, é um bom retorno. O jogo possui novidades o suficientes para não ser só “mais do mesmo”, ao mesmo tempo que dá a continuidade necessária para a narrativa do primeiro jogo. Inclusive, foi um ótimo acerto da Polyarc não esperar o PlayStation VR 2 para lançar o game, uma vez que a experiência do primeiro jogo, embora seja boa, em tons de narrativa é bastante incompleta.

Aqui temos um bom motivo para tirar a poeira do PSVR e embarcar mais uma vez ao reino de Moss, para curtir uma conclusão épica — que inclusive nos deixa bem curiosos para o que pode vir a seguir.

No mais, Moss – Book II consegue dar o gostinho de um jogo mais completo que o primeiro Moss. E faz isso com qualidade suficiente para nos deixar com um gostinho de “quero mais” para as aventuras e narrativas desse mundo encantador.

Moss – Book II foi lançado em 31 de março de 2022 com exclusividade para o PlayStation VR, podendo ser jogado no PS4 ou no PS5 via retrocompatibilidade. Futuramente ele deve ser lançado também para Meta Quest 2 (antigo Oculus Quest) e PCVR (via Steam).

2 Respostas para “Arkade VR: Moss – Book II aumenta a aventura de 2018 com classe e carisma”

  • 12 de abril de 2022 às 19:56 -

    Fabio

  • Suas análises de jogos do PSVR são sempre mto boas, parabéns! Tb sou entusiasta de VR, uso mto meu PSVR e aguardo ansiosamente o PSVR 2. Normalmente análises do PSVR chegam a ser desonestas de tão deturpadas. Sugiro review do Walking Dead Saints and Sinners, melhor jogo do PSVR, considero o estado da arte em imersão. Abrs!

    • 13 de abril de 2022 às 13:21 -

      Gilson Peres

    • Muito obrigado pelo reconhecimento Fabio! E realmente me frustra também como a realidade virtual é vista por alguns veículos de imprensa, sempre analisando o que se imagina e nunca o que realmente se tem na mão.

      Pode deixar que assim que eu puder darei uma chance para o Saints and Sinners e trago minhas impressões aqui no Arkade! :D

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