Assassin’s Creed: Brotherhood (PS3, X360) Review

18 de novembro de 2010
Autor: Erick Drefahl

Assassin’s Creed: Brotherhood (PS3, X360) Review
Assassin’s Creed vem aos poucos se tornando uma série favorita de muitos gamers, misturando ação, plataforma e stealth com um estilo gráfico único. Em Assassin’s Creed: Brotherhood, a Ubisoft faz pouco para evoluir a série, mas o que faz é feito com primazia, trazendo novidades muito bem-vindas como os assassinos recrutas e o multiplayer.

Brotherhood se passa logo em seguida aos eventos de ACII. O jogador novamente encarna Desmond Miles e seu ancestral Ezio Auditore. Desta vez, Ezio enfrenta Cesare Borgia, irmão de Rodrigo (vilão do jogo anterior), que roubou a Maçã do Éden e com isto colocou Roma sobre sua tirania. Cabe agora a Ezio derrotar Cesare e o clã dos Borgia e restaurar a paz na capital italiana.

Assassin’s Creed: Brotherhood (PS3, X360) Review

Grande parte da ação se passa em Roma. Ela é dividida em 12 distritos e cada um é comandado por uma Torre dos Borgia. Enquanto a Torre estiver de pé, lojas estarão fechadas para Ezio e o número de guardas será maior – o que faz com que o foco inicial esteja nas Torres e em seus Capitães. Basta matar o Capitão e queimar a Torre para o distrito ser liberado, permitindo que as pessoas o ajudem e que as coisas fiquem um pouco mais fáceis para realizar as missões – missões estas que são extremamente parecidas com as de ACII, o que torna a campanha um pouco repetitiva para os veteranos da série.

A cada distrito recuperado, é liberado uma “vaga” para um recruta. Existem pessoas dentro de cada distrito marcadas para serem recrutas de Ezio. Ao encontrá-las, elas iniciam seu treinamento para serem ajudantes do assassino, que começa assim a formar sua própria irmandade de matadores. Uma vez treinados, os recrutas podem ser convocadas por Ezio para ajudá-lo nas missões – o que torna a vida dos jogadores bem mais fácil no decorrer das mais de 20 horas de jogo. Além disso, os outros assassinos podem realizar missões a parte ao redor da Europa. Quanto mais difícil a missão, mais XP e dinheiro ele receberá, mas cuidado: eles podem sim morrer nestas missões alternativas (mas você não deve perder mais do que um ou dois desta forma).

Assassin’s Creed: Brotherhood (PS3, X360) Review
Além dos recrutas, outros elementos deixaram o novo AC mais fácil: a inclusão da besta tornou mais prático matar guardas, uma vez que basta ficar num telhado vizinho, mirar bem e matar os inimigos. Outro aspecto que diminuiu a dificuldade de Brotherhood é o nível dos itens que os guardas deixam para trás após mortos: ficou muito mais comum encontrar remédios, flechas, venenos e outros itens que antes eram raros e difíceis de se achar. Os cavalos agora também ganharam mais liberdade, podendo transitar por quase toda Roma. Um aspecto divertido é emparelhar seu cavalo com o de seu alvo, trocar de cavalo e executar o assassinato.

Como já é tradição na série Assassin’s Creed, o novo game traz cenários belíssimos, coloridos e cheios de estilo  e é necessário destacar o belíssimo trabalho da Ubisoft ao recriar a cidade de Roma. Até mesmo as poucas partes que se passam em 2012 são bem desenhadas. O áudio mais uma vez é destaque também, principalmente por causa das excelentes dublagens. Escutar uma conversa entre Cesare e sua irmã Lucrezia, por exemplo, dá arrepios, pois as interpretações passam bem o aspecto maligno dos irmãos Borgia.

A grande novidade, no entanto, é o multiplayer, que traz um fôlego novo para as disputas entre amigos. O objetivo em cada modo é o mesmo: localizar seu alvo e matá-lo. O problema é que os cenários são repletos de NPC’s (permitindo que o alvo se misture com o povo) e seu radar apenas localiza a região onde seu alvo está. Mate a pessoa errada e adeus, vitória. São quatro modos diferentes: Wanted e Advance Wanted são o famoso todos-contra-todos, sendo que o segundo possui algumas regrinhas diferentes. Alliance divide os jogadores em pares e Manhunt coloca uma equipe como caçadora e outra como caça. Em cada modo, Brotherhood premia com mais pontos quem for paciente, silencioso e preciso.

Assassin’s Creed: Brotherhood é, na verdade, uma expansão do segundo jogo, mas não é uma terceira parte propriamente dita. São muitas as semelhanças com ACII, mas as novidades inseridas foram muito bem desenvolvidas – principalmente o multiplayer, que é divertido, inovador e viciante. Brotherhood é feito para fãs da série, mas mesmo que você não seja um fanático pela saga de Desmond Miles e o mecanismo Animus, vale dar aquela conferida.

4 Respostas para “Assassin’s Creed: Brotherhood (PS3, X360) Review”

  • 18 de novembro de 2010 às 15:13 -

    Guilherme

  • Algo que me inquieta: a historia na epoca de Ezio só se passa em Roma???

    • 18 de novembro de 2010 às 15:24 -

      Fábio

    • Com exceção das missões dos recrutas, a história de Ezio se passa somente em Roma, Guilherme.

  • 20 de novembro de 2010 às 08:29 -

    Tiko

  • Grande Review!!!! Ainda nem zerei o 1ª aUSHu

    FLWS!

  • 27 de março de 2012 às 10:44 -

    KING OF KINGS

  • esse jogo é foda demais

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