O Auge da Cultura Pop Especial de Estréia – relembrando Tony Hawk’s Pro Skater

9 de janeiro de 2014
Autor: Carlo Henrique

O Auge da Cultura Pop Especial de Estréia - relembrando Tony Hawk's Pro Skater

Começa agora uma nova coluna na ArkadeO Auge da Cultura Pop contará as histórias de sucesso de várias empresas, séries de games e personagens que cumpriram o seu papel e se transformaram em obras bem-sucedidas da cultura pop. Para começar, um artigo especial sobre a saudosa franquia Tony Hawk’s Pro Skater.

O primeiro Tony Hawk’s foi produzido pela Neversoft (lembra do logotipo do olho atravessado por uma flecha?) e lançado pela Activision em 1999 para Playstation. Já de cara o jogo foi um enorme sucesso, sendo bem recebido tanto pelo público quanto pela crítica.

Vários elementos que o jogo trouxe foram responsáveis pelo seu sucesso: ele trazia as versões digitais de vários skatistas reais, e ter Tony Hawk como o protagonista certamente ajudou no marketing. O público também gostou das manobras que eram feitas pelos personagens, sempre muito fiéis às que eram realizadas nos campeonatos reais.

O Auge da Cultura Pop Especial de Estréia - relembrando Tony Hawk's Pro Skater

As músicas que faziam parte da trilha sonora merecem um destaque especial: a escolha do acervo sempre foi muito elogiada, pois além de trazer muito punk rock de primeira, também combinava com o que era proposto.

Isso tudo além da formula básica do jogo: várias pistas com objetivos, estes normalmente ligados a pontuação ou a objetos que deviam ser encontrados (quem não se lembra da inesquecível fita VHS ou das letras S-K-A-T-E).

O Auge da Cultura Pop Especial de Estréia - relembrando Tony Hawk's Pro Skater

Nos anos 90 existia muito uma vontade das empresas de games de transformar em jogo tudo o que era esporte radical, e o sucesso alcançado pelo primeiro Tony Hawk’s fez com que muitos clones fossem criados por empresas concorrentes, o que gerou uma onda de jogos de jogos de BMX, surf e outros esportes.

Apesar dos elogios, a Neversoft sabia que muita coisa devia ser melhorada para os próximos jogos. Pode se dizer que Tony Hawk’s Pro Skater 2 foi o maior sucesso de público de toda a história da franquia, trazendo mais skatistas profissionais, novas manobras – com destaque para a possibilidade de fazer a manobra “Manual” para combos maiores -, mais uma boa leva de músicas licenciadas e muito mais, o que tornou o título maior e melhor que seu antecessor.

O Auge da Cultura Pop Especial de Estréia - relembrando Tony Hawk's Pro Skater

Tony Hawk’s 3 e 4 também foram grandes sucessos da série, mas desta vez na geração posterior de videogames. Dentre as mudanças mais significativas, pode se destacar a possibilidade de executar a manobra Revert ao sair de uma half pipe, o que permitia combos que atingiam pontuações absurdas. A terceira versão conseguiu muitos elogios da crítica, além de ter sido o primeiro jogo do Playstation 2 que se podia jogar online!

Em 2003 chegou a primeira grande mudança da franquia: Tony Hawk’s Underground. O jogo não seguia mais o estilo característico da série, mas apresentava uma espécie de modo história onde o jogador criava seu skatista e rumava do nível amador até o estrelato. Várias liberdades foram dadas na nova empreitada, era possível criar manobras, andar a pé, dirigir veículos e desenhar seus próprios decks.

O Auge da Cultura Pop Especial de Estréia - relembrando Tony Hawk's Pro Skater

Na época da quinta geração de videogames havia muito uma restrição de liberdade por conta das limitações de hardware: eram portas que não se podia entrar, carros estacionados que não se podia dirigir, etc. Na geração seguinte houve uma ânsia de quebrar essa restrição, e Tony Hawk’s Underground não ficou de fora.

Por estas novidades bacanas, o jogo foi muito elogiado pela crítica por conta da coragem da Neversoft. Porém, a alteração muito grande no gameplay afastou significativamente o público que era considerado fiel.

O Auge da Cultura Pop Especial de Estréia - relembrando Tony Hawk's Pro Skater

A partir daí começou uma onda de tentativas da Neversoft em remediar os erros que eram cometidos de jogo para jogo. Essas ações eram mudanças muito grandes na jogabilidade que acabaram afastando ainda mais o antigo público. Em Tony Hawk’s Underground 2 foi incluído o World Destruction Mode, onde o jogador entrava em um time formado pelo Tony Hawk para destruir várias pistas ao redor do mundo (?!). Foi criado também um modo que remetia à fase clássica, nomeado de Classic Mode.

Talvez a decadência da série tenha se agravado pela atenção dada aos personagens fictícios criados pelo jogador: os skatistas reais que sempre fizeram tanto sucesso acabaram em segundo plano. Para remediar isso, a Neversoft abusou da criatividade, inserindo o saudoso Officer Dick (foto inicial do artigo) e até um Homem-Aranha skatista!

Mas, convenhamos, legal mesmo era escolher um profissional, superar seus pontos negativos, dominar suas manobras (algumas exclusivas) e abrir seu vídeo secreto no final. Esse tipo de coisa – presente nos primeiros jogos – foi ficando cada vez mais de lado em prol da liberdade e da customização.

http://http://www.youtube.com/watch?v=Yola5alGYJQ

Outro problema foi a inclusão de um controller em forma de prancha para aumentar a imersão do jogo, que aconteceu em Tony Hawk – Ride. A ideia até que era legal, muitos fãs discutiam este assunto na época dos títulos mais antigos. No entanto, o mau funcionamento do hardware acabou angariando críticas, principalmente do público que ainda era fã.

O Auge da Cultura Pop Especial de Estréia - relembrando Tony Hawk's Pro Skater

O sucesso da série Tony Hawk’s sempre esteve muito relacionado ao seu gameplay intuitivo e divertido, seus personagens baseados em skatistas reais e seu fator diversão, que era alto tanto na campanha quanto – e especialmente – no multiplayer. Quando começaram as intenções de alterar estes pilares, a série foi prejudicada e sua decadência foi notável.

Não é fácil sobreviver a uma mudança de geração, quem dirá então duas no caso dos jogos Tony Hawk’s. Porém, se o gameplay sempre foi considerado um dos melhores aspectos da franquia, o mais sensato então seria ignorar o inicio das novas gerações e manter a série na forma que sempre esteve. Foi isso que o remake Tony Hawk’s Pro Skater HD (o 12º game da série!) tentou oferecer, com um visual mais moderno e fases clássicas repaginadas.

O Auge da Cultura Pop Especial de Estréia - relembrando Tony Hawk's Pro Skater

O jogo ainda toma certas liberdades (temos até integrantes do Metallica selecionáveis, via DLC), mas o “espírito” acessível e descompromissado dos primeiros jogos está presente no novo game, ainda que sem o mesmo brilho. Se este jogo servir de parâmetro para o futuro da série, podemos dizer que é um bom primeiro passo, talvez mais pela nostalgia do que pelo jogo em si.

Hoje a coluna contou a história de uma franquia que chegou rapidamente ao sucesso, mas que também não conseguiu evitar a decadência. Fica aqui o registro de que este não é o objetivo da O Auge da Cultura Pop: a proposta aqui é resumir histórias de sucesso, mas se coisas ruins aconteceram com os projetos mostrados aqui, serão contados também.

Você jogou muito Tony Hawk’s na geração PS One? O que achou dos jogos mais recentes da franquia? Acredita que ainda há salvaçaõ para a série? Deixe sua opinião nos comentários!

13 Respostas para “O Auge da Cultura Pop Especial de Estréia – relembrando Tony Hawk’s Pro Skater”

  • 9 de janeiro de 2014 às 18:07 -

    flavio

  • depois q fizeram a serie Skate ficou dificil pro Tony

  • 9 de janeiro de 2014 às 19:25 -

    leandro leon belmont alves

  • Tony Hawk era legal, genial e simples quando tinha boa jogabilidade, manobras no corrimão e musica boa. quando ele tentou inovar com esse “Skate Move ou Kinect” acho que não deu certo.

  • 9 de janeiro de 2014 às 23:51 -

    Babiro

  • Sim eu joguei muito Tony Hawk’s na era Ps One, lembro que eu e meus primos vivíamos jogando os primeiros games e passávamos horas jogando, e claro como eu era pequeno era sempre o pior, mas a série realmente decaiu e mesmo o 3 e o 4 sendo bons jogos, eu só joguei mesmo até o 3 e não achei ruim, mas depois fui crescendo e perdendo contato com a série, afinal de Skate eu nunca gostei, só mesmo nos videogames!!

  • 10 de janeiro de 2014 às 08:26 -

    Igor Leão

  • a Serie realmente deu uma caida depois do tony underground… concordo que fugiu um poco de foco se comparado ao tony 2…. mas convenhamos… ainda continua muito bom jogar e é um jogo que transforma uma tarde chata em muita diversao… independente do personagem…

  • 10 de janeiro de 2014 às 08:48 -

    Benites

  • Comprei meu Ps One por causa do Tony Hawk’s Pro Skater 2… gastei muitas horas da minha adolescência tentando conseguir todos os gaps de uma lista quase impossível… fico imaginando como seria os troféus desse jogo… *_* …. porém nunca me agradou nenhum outro jogo da série… os da geração do Ps2 não me fizeram a cabeça o do Ps3 então, nem se fala… tempos atrás foi lançado um remake do Pro Skater 2, mas também deixou a desejar… uma pena!!! =/

  • 10 de janeiro de 2014 às 09:28 -

    Gustavo

  • Eu sempre acompanhei a serie desde o primeiro game,foi ela que me apresentou o skate,esporte o qual eu pratico já a 12 anos,joguei todos eles,independente da porcaria que foram (ride e shred mandam abraços).

    O que eu acho mais “tosco” na história da serie THPS é que depois do lançamento de skate da EA (que por sinal são excelentes,sim),os gamers simplesmente viraram a cara pra TH,como se o jogo nunca tivesse sido bom.

    “Ahh..porque tony hawk’s não é real,blá blá blá”.Nem mesmo Skate da EA é real meu amigo.

    O foco de THPS sempre foi ser um game divertido,facil de pegar e dificil de dominar,e isso não mudou nem com a entrada da 7º geração,Project 8 e Proving Ground são games muito bons,que mantiveram a essência da série acrescentando novidades bem vindas,e tirando muito daquela coisa zoada que foi acrescentada em THUG2,pra quem acha que TH só prestou até THPS2,reveja seus conceitos,THPS3 e 4 nos 128 bits estão anos luz na frente,se vc nunca experimentou a serie depois disso,jogue,mas pensando na diversão que o game proporciona não em realismo.

    • 10 de janeiro de 2014 às 16:03 -

      liipesilva

    • Concordo com você, TH é um jogo voltado para a diversão e não um simulador!

  • 10 de janeiro de 2014 às 09:44 -

    Fabio da Silva

  • O ponto forte do game realmente era a diversão. Fazer manobras incríveis nas pele de profissionais…
    A Neversoft deveria ter tido um melhor contato com os fãs, assim sabendo o que colocar em primeiro plano. Inovações sempre são bem vindas, porem que não tirem o foco do objetivo e desejo principal dos fãs.

  • 10 de janeiro de 2014 às 10:31 -

    John

  • Eu tinha o demo do Pro Skater 2 no PC, e… Meu Deus… Eu joguei aquele demo por meses. Kkkkkkkk.

    O último que joguei foi o American Wasteland. Eu até que gostava dele. Mas algumas missões eram difíceis pra mim, na época que jogava, e perdeu a graça. xD

  • 10 de janeiro de 2014 às 11:35 -

    Chinalia

  • Amava jogar Tony Hawk’s Pro Skater pra PS1, cheguei a completar todas as fases “fitas, letras..
    hoje tenho o download pra xbox e não salvei nada kkk

  • 10 de janeiro de 2014 às 14:43 -

    Ton Barbosa

  • Psone THPS era vida

  • 10 de janeiro de 2014 às 15:43 -

    Luiz Carlos Santos Filho

  • Jogo até hoje e me emociono

  • 12 de janeiro de 2014 às 02:03 -

    Renan do Prado

  • Joguei muito Tony Hawk no PSOne!!!!

    Bela matéria Carlo!!!!

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