Campus Party 2013: o cenário dos e-Sports brasileiros e uma entrevista com quem entende do assunto

5 de fevereiro de 2013
Autor: Daniel Zimmermann

Campus Party 2013: o cenário dos e-Sports brasileiros e uma entrevista com quem entende do assunto

Além das novidades da tecnologia e dos negócios inovadores, a Campus Party deste ano também trouxe destaque para a cena competitiva de games no nosso país, com torneios e jogadores de nível internacional marcando presença.

No último final de semana, vimos o jovem time brasileiro Keyd.Benq bater os lendários sul-coreanos em uma acirrada competição de League Of Legends, durante a primeira fase do campeonato Intel Extreme Masters.

Mesmo não sendo a final do campeonato, a vibração da torcida e da equipe (que até então não tinha sequer patrocínio e se chamava Me Salva Batman) é mais um lembrete de que o e-sports brasileiro tem muito potencial!

Confira o final da partida no vídeo abaixo:

A garra dessa galera – como o pessoal do vídeo, e o jogador Lucas “Tropa” da Silva (primeira foto), que com apenas 14 anos disputou a final do torneio Intel Extreme Masters de Starcraft 2 – é um ótimo retrato do e-sport brasileiro: uma setor que está crescendo e promete no futuro.

Ainda falta muito para o Brasil se tornar um dos grandes no cenário de games competitivos, mas já estamos no caminho certo. As transmissões de games online ganham um público cada vez mais forte e envolvem uma qualidade de produção cada vez maior, assim como os campeonatos realizados no país.

Para entender melhor tudo isso, nós conversamos com o shoutcaster Pedro “Pedroca” Beraldo (foto abaixo), que narrou o IEM direto da Campus Party, em São Paulo, junto com Diniz “Gruntar” Albieri.

Campus Party 2013: o cenário dos e-Sports brasileiros e uma entrevista com quem entende do assunto

Ao lado de Gruntar, Pedroca está hoje entre os principais narradores brasileiros de StarCraft 2. Nós aproveitamos a conversa para saber como anda a cena competitiva no nosso país e o que esperar da expansão de Heart of the Swarm.

E-Sports no Brasil

Pedro Beraldo faz parte do grupo de pessoas muito dedicadas que colaboram para fortalecer a cena de jogos competitivos no Brasil. São jogadores, narradores, empresários, jornalistas e técnicos de todas as áreas que trabalham, e muito, para isso acontecer.

E, como muitas coisas no nosso país, essa não é uma tarefa fácil. Quem participa da área sabe disso: são divergências entre profissionais, falta de patrocinadores, agendas que não batem… diversas são as dificuldades que os envolvidos enfrentam no dia a dia. Os players e suas famílias também encontram condições desfavoráveis, mas nem por isso deixam de acreditar.

“Hoje no cenário brasileiro o jogador tem que compartilhar o tempo que ele joga e treina com uma profissão normal”, explica Pedroca. “Os jogadores se dedicam muito e não estão conseguindo se beneficiar tanto dessa dedicação quanto eles poderiam”.

Um fator que ajudaria muito o cenário competitivo de jogos, segundo Pedroca, seria o desenvolvimento pleno da cultura de times, com foco não somente em obter vitórias, mas também em incentivar o setor para o benefício de todos.

Um time não é baseado apenas em ganhar campeonatos, é baseado em jogar campeonatos e fazer a cena de e-sports rolar”, disse. “Ganhar campeonatos é uma coisa muito importante, mas não deve ser vista como a única fonte de receita de um time”.

Esse retorno, ainda de acordo com Pedroca, também chega através da mídia que uma equipe consegue criar, como o exemplo do time americano Evil Geniuses e de diversos jogadores profissionais, como o holandês Manuel “Grubby” Schenkhuizen, que fomentam esse tipo de negócio.

Quem não gostaria de ligar a TV e ver uma partida do seu jogo multiplayer favorito, com narração, transmissão e jogadores de alto nível? Com a popularização massiva dos vídeos e transmissões online, a televisão digital, e o apelo visual cada vez mais forte dos games, isso pode não estar tão longe, e o Brasil tem muita gente interessada que já está trabalhando para tornar isso uma realidade!

A expectativa pela expansão Heart of the Swarm

Com a expansão de StarCraft 2 chegando em março, equipes e players profissionais já estão se preparando para as mudanças que devem acelerar, e muito, a cena competitiva do game.

Além de narrar ao vivo os dois dias de StarCraft 2 do Intel Extreme Masters, Pedroca também transmitiu o evento Arena Cup no estande da Thermaltake, ao lado do coach (treinador de StarCraft) Felipe “Bombs” Prado.

Junto do torneio regular, a transmissão trouxe também mais showmatches exclusivos de Heart of the Swarm com participação de grandes jogadores como o ucraniano Aleksey “White-Ra” Krupnyk e o chileno Felipe “Killer” Zuñiga.

Foi uma boa chance de ver os “pros” jogando Heart of the Swarm, em um game que depende bastante do desempenho dos jogadores na fase pós-lançamento. “Quando a Blizzard solta o jogo, o metagame não está completamente desenvolvido”, explica Pedroca, “eles têm uma noção do que pode rolar, mas na prática, quem termina o jogo são os próprios jogadores”.

Campus Party 2013: o cenário dos e-Sports brasileiros e uma entrevista com quem entende do assunto

E a Blizzard é especialmente conhecida por aperfeiçoar os games mesmo depois do lançamento. Um fator interessante de Heart of the Swarm são funções opcionais mais amigáveis para novos jogadores. São pequenas mudanças, como um indicador de número de trabalhadores na base, imagem acima, voltadas para facilitar a vida dos novatos.

Elas podem ajudar quem tem interesse em aprender a jogar StarCraft 2, mas de acordo com Pedroca, não vão mudar a natureza do game. “Ele trabalha uma coisa que não é intuitiva para o ser humano, que é o multitasking, o multitarefas”, esclarece o narrador. “Quanto mais amigável a interface, melhor, mas eu acho que o Starcraft sempre será muito desafiador”, afirma Pedroca.

Outro ponto positivo que os fãs podem esperar do multiplayer da expansão Heart of the Swarm é a melhoria do sistema de interação entre jogadores. “Eu acredito que o aspecto social é uma das coisas que influenciam o hábito de jogar, e a Blizzard vai trabalhar muito nisso”, completou.

Quem quiser conferir as transmissões do Pedroca pode visitar o seu site oficial, ou os diversos canais de cobertura de e-sports na internet. Vale a pena!

*A Arkade agradece a disponibilidade de Pedro “Pedroca” Beraldo para esta entrevista em plena correria da Campus Party, e agradece também ao companheiro Silvio Blue pelas fotos.Valeu, Pedroca e Silvio!

(Via: Kotaku, Canal Tech, PC Gamer/ Fotos: Silvio Blue – FgtCraft)

4 Respostas para “Campus Party 2013: o cenário dos e-Sports brasileiros e uma entrevista com quem entende do assunto”

  • 5 de fevereiro de 2013 às 10:14 -

    Renan do Prado

  • “Me Salva Batman” foi ótima kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • 5 de fevereiro de 2013 às 11:40 -

    Dayan Valente

  • Maluco, esse vídeo até arrepia de ver!!! A galera batendo os coréia em e-sports!!!

  • 5 de fevereiro de 2013 às 11:48 -

    leandro leon belmont alves

  • parabéns aos vencedores

  • 5 de fevereiro de 2013 às 18:07 -

    Fidelis

  • Esse meu clã me mata de orgulho!

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