Colonizando o Novo Mundo em Sid Meier’s Colonization

4 de fevereiro de 2018
Autor: Hezrom Vieira

Colonizando o Novo Mundo em Sid Meier's Colonization

A história dos jogos deve muita gratidão a um grande gênio, Sid Meier (Sidney K. Meyer). Ele foi responsável pelo desenvolvimento de inúmeros jogos que marcaram época e ainda hoje servem de inspiração para diversos outros títulos.

Sid Meier tem aproximadamente 50 títulos desenvolvidos, mas só para ficar com aqueles que levam o seu nome podemos citar Railroad Tyccon, Civilization, Pirates… Enfim, são inúmeros títulos, sejam os games que tiveram alguma continuação, ou que contaram com apenas um jogo.

Hoje iremos falar de um jogo de estratégia, com sistema de turno, que te dá controle sobre as unidades, sofre interferência do terreno e pode escolar uma nação para controlar. Sabe qual é? Se pensou Civilization, errou. Hoje iremos falar de Sid Meier’s Colonization.

O contexto histórico de Colonization aborda a Expansão Ultramarina Europeia, o marco temporal é o ano de 1492 — mesmo ano da chegada dos europeus ao “Novo Mundo”.  A premissa do jogo é controlar uma das 4 nações disponíveis fundar e desenvolver uma colônia no continente americano.

Colonizando o Novo Mundo em Sid Meier's Colonization

Potências Europeias

Entre as potências europeias jogáveis, podemos escolher entre Inglaterra, França, Holanda ou Espanha. Cada uma delas possui um bônus específico, os ingleses recebem bônus por imigração – o que garante mais pessoas livres dispostas a emigrar, os franceses ganham o bônus da cooperação – que melhora a relação com os nativos, os holandeses possuem o bônus do comércio — o que facilita as relações comerciais com a Metrópole, e por fim os espanhóis têm o bônus da conquista — que adiciona vantagens militares no enfrentamento contra os indígenas.

As partidas podem ser disputadas em dois mapas: histórico ou novo mundo, o primeiro é o original, uma representação do continente americano e o último é o modo aleatório que pode ser personalizado em alguns aspectos como clima e relevo.

Começando com um barco e duas unidades somente temos no horizonte o imenso oceano, que vai se revelando na medida que o barco navega, removendo o fog of war. Quando, finalmente, é descoberto a terra — o que leva em média 2 ou 3 turnos, ela pode ser batizada afinal a ideia do jogo, como o próprio nome sugere, é a colonização.

Contato com os Nativos

Apesar de navegar, comercializar e conquistar novos territórios continuamos sendo um estrangeiro e os donos da terra não irão assistir a tudo calados. Em Colonization é possível manter contato com diversos povos nativos, somando um total de 8 (Tupis, Apaches, Sioux, Incas, Astecas, Cheroquis, Iroqueses e Aruaques), cada um com uma psicologia, identidade visual e organização própria.

Dentro do jogo os Astecas e Incas destacam-se por serem mais evoluídos, possuindo mais riqueza e um número de cidades maiores, enquanto os Tupis são mais violentos, por isso, se eles estiverem próximos ao território que você deseja colonizar, prepara-se para enfrentar ataques constantes.

A relação com os nativos pode ser desenvolvida de duas formas distintas, amigável ou violenta. Na primeira delas os nativos irão oferecer presentes em troca de produtos que eles não possuem – a prática do escambo, ampliando as relações comerciais e o desenvolvimento das colônias. Porém, também existe o caminho da violência – que por motivos morais é desaconselhada pelos desenvolvedores do jogo, uma vez que a cada povoado indígena destruído o jogador soma pontuações negativas no score final da partida.

Fundando Colônias

Ao contrário de Civilization onde só é possível fundar uma nova cidade com a unidade settler, em Colonization cada unidade pode dar origem a uma nova colônia, o que facilita o aumento de recursos e a expansão pelo território. As colônias vão crescendo e melhorando cada vez mais, ao ponto de tornarem-se autossuficientes — o que é bem difícil, pois o Rei de cada nação aumenta os impostos e exige cada vez mais o pagamento deles. Quando a colônia não paga os impostos o comércio daquele produto específico com a metrópole fica impedido, e a monarquia sabendo dos interesses da colônia aumenta as tropas, evitando uma provável revolta colonial.

Contato com as Potências Europeias

Pela lógica da expansão ultramarina outras nações também compartilham do interesse de colonizar o “novo mundo”, e esse aspecto também se faz presente no jogo. A nação escolhida pelo jogador não fica sozinha na partida, as outras três também estão presente, disputando a relação com os nativos, o comércio transatlântico e a posse da terra – essas tensões ampliam a dificuldade do jogo.

Independência

Sim, o objetivo do jogo — e basicamente da maioria das colônias é a independência das garras tirânicas da metrópole. Quando suas colônias forem prósperas, os anseios por liberdade vão se tornar cada vez mais possíveis, para isso basta ter uma boa relação com os vizinhos, o que favorece o comércio e, principalmente, um exército bem equipado. A guerra pela independência vai ser total, a metrópole vai mover todos os meios (e tropas possíveis) para derrotar sua revolta! Caso sua estratégia seja melhor executado, os anos de abusos vão acabar, a revolução será feita, enfim, independentes!

Colonizando o Novo Mundo em Sid Meier's Colonization

Capa Sid Meier’s Colonization PC

FICHA TÉCNICA 

Título: Sid Meier’s Colonization

Desenvolvedora: MicroProse Software, Inc

Lançamento: Jan. 1994

Plataforma: DOS, Windows

Gênero: Estratégia por turno

Designer: Sid Meier e Brian Reynolds

Onde comprar: Steam

 

PS: Foram feitos mais dois jogos baseados na franquia, o primeiro é um remake, utilizando a engine de Civilization IV e o outro é um jogo em código aberto, chamado FreeCol.

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