For All Mankind: série da Apple TV+ traz realidade alternativa com a conquista soviética da Lua

5 de novembro de 2019
Autor: Junior Candido
For All Mankind: série da Apple TV+ traz realidade alternativa com a conquista soviética da Lua

O “como seria se” está em alta, no mundo dos seriados. Após o sucesso de The Man in the High Castle, seriado baseado em livro homônimo de Philip K. Dick, que conta a história da vitória nazista na Segunda Guerra Mundial, tal universo ganhou novas e interessantes iniciativas. Assim, mesmo sem focar muito em questões de realidades alternativas, mas tentando imaginar um mundo diferente, a Apple TV+ estreou em sua plataforma For All Mankind.

Com a série tendo o mesmo nome da placa fixada na Lua pelos astronautas dos EUA, aqui, são os soviéticos que chegam primeiro à Lua. Durante a Guerra Fria, e a corrida espacial, a URSS consegue projetar um sistema antes da NASA, e coloca, assim, os primeiros homens em solo lunar. Os EUA, que poderiam ter a oportunidade, mas não a abraçaram, decidem manter a corrida espacial. E a partir daí, somos levados aos episódios da série.

Vale lembrar o que aconteceu, na realidade. No dia 16 de julho de 1969, a missão Apollo 11 levou o foguete Saturn V e o módulo lunar Eagle para o solo lunar. Neil Armstrong e Buzz Aldrin, assim, foram os primeiros a chegar no lugar. A União Soviética, que antes já havia lançado o Sputinik, o primeiro satélite artificial, em 1957, e também colocou o primeiro homem no espaço, Iúri Gagárin, em 1961, decidiu, então, desistir da tentativa de também colocar um homem na Lua.

For All Mankind: série da Apple TV+ traz realidade alternativa com a conquista soviética da Lua

Mas há intenções russas de mandar gente pra Lua, nos dias atuais. A ideia é mandar o foguete Federação para lá em 2030, enquanto a NASA e os EUA querem um voo tripulado em 2024, mas com foco em outra missão: a chegada humana à Marte. Não haveria momento melhor para a estreia da série.

Idealizada por Ronald D. Moore, conhecido por seus trabalhos em Star Trek, Battlestar Galactica e Outlander, a série, diferente da ficção científica e foco na ação do seriado “nazista” da Amazon, tem maior foco nos diálogos. Em três episódios (a plataforma oferece três episódios de cara, e um episódio novo é adicionado semanalmente, neste caso, em um total de 11), o que vemos é “muita conversa e pouca ação”.

For All Mankind: série da Apple TV+ traz realidade alternativa com a conquista soviética da Lua

Mas não que isso seja de todo ruim. É interessante observar, por exemplo, nas introduções a contextos, e personagens. É importante saber que esta realidade é alternativa, embora figuras históricas estejam presentes. Richard Nixon, o presidente dos EUA, busca novas formas, bem à sua maneira, de manter os Estados Unidos firmes na corrida espacial. Ted Kennedy, diferente da vida real, encabeça uma rivalidade forte contra Nixon, com fortes chances de conquistar a presidência em 1972. Neil Armstrong e Buzz Aldrin também se fazem presentes na série.

Temos também personagens fictícios, como Edward Baldwin (Joel Kinnaman), que vive o fardo de ter sido o primeiro homem a ter pisado na Lua, caso a sua missão, a Apollo 10, tivesse pousado no solo lunar. A Apollo 10 existiu, e sobrevoou a Lua, dois meses antes da missão seguinte, que sacramentou o fato histórico. Na série, os soviéticos chegariam primeiro entre as duas missões. Gordo Stevens (Michael Dorman), um dos cabeças na NASA, também tem participação muito importante nos episódios.

For All Mankind: série da Apple TV+ traz realidade alternativa com a conquista soviética da Lua

O futuro imaginado, é bem interessante. E dentro do contexto de um mundo que vivia várias questões sociais a serem vividas e discutidas nos anos 70. Como, por exemplo, a questão de mandar uma mulher para a lua. Só que mais focada em publicidade, do que pelo fato em si. Que fica ainda mais explícito com a maneira forçada a qual o projeto é levado, e o “perfil” da cosmonauta feminina que os EUA querem mandar para o espaço. Este é só um dos exemplos que é apresentado pela série. Mas tudo é apenas apresentado como plano de fundo para o enredo, e o espectador que tem a liberdade de refletir ou não nos assuntos abordados. Discurso por aqui, não rola. Pelo menos por enquanto.

Mas, para quem quer um pouco de ação, pode se desapontar. For All Mankind mostra, entre uma missão espacial e outra, muita conversa. Muitas questões que os EUA daquele contexto precisava resolver, e, sem pressa nenhuma, vai conectando o espectador aos fatos os quais o enredo vai direcionando, pelos próximos episódios.

Os três primeiros episódios de For All Mankind já estão disponíveis na Apple TV+. Os dois primeiros são cortesia do serviço. Do terceiro episódio em diante, é necessária uma assinatura, que custa R$ 9,90 por mês, e tem uma semana grátis de teste. E novos donos de produtos Apple, comprados a partir de 10 de setembro de 2019 e que sejam capazes de se conectar à Apple TV+, ganharão um ano grátis de assinatura.

Uma resposta para “For All Mankind: série da Apple TV+ traz realidade alternativa com a conquista soviética da Lua”

  • 6 de novembro de 2019 às 23:29 -

    Helinux

  • Sinceramente acho que ninguém foi para a lua ainda…hoje temos tecnologia, avanços e idéias e não vejo ninguém pisando na lua!!!! é só apenas uma opinião, valeu!!!!

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