Melhores do Ano Arkade 2018: Detroit – Become Human

28 de dezembro de 2018
Autor: Gabriel Bonafé

Melhores do Ano Arkade 2018: Detroit - Become Human

Detroit: Become Human é um título muito especial de 2018 por trazer um grande diferencial aos segmento de “filme interativo” — aqueles jogos em que cada decisão é importante para o desenvolvimento da história.

Lançado exclusivamente para PlayStation 4 em maio, o game da Quantic Dream é protagonizado por três androides: Kara, Markus e Connor. A ficção se passa em 2038, quando robôs criados pela empresa CyberLife começam a “ter defeitos” por expressarem emoções humanas.

Isso gera uma crise na sociedade de Detroit, que se desenrola em um enredo bastante politizado e sensível. Além da “preocupação” com os rumos da inteligência artificial, diversas temáticas contemporâneas são abordadas, da exploração trabalhista à violência contra a mulher, do abuso de autoridade a protestos públicos, entre outros. É uma narrativa futurista, mas que conversa com diversos problemas sociais atemporais.

Melhores do Ano Arkade 2018: Detroit - Become Human

A história se torna cada vez mais cativante e enriquece a experiência, pois Detroit: Become Human oferece uma grande diversidade de ocorrências ao jogador. Isso fica claro ao final de cada capítulo, que apresenta um diagrama de tudo que foi feito e/ou poderia ter sido feito em eventos específico. Cada escolha do jogador ramifica a narrativa em diferentes possibilidades.

Fluida, a jogabilidade se concentra na exploração dos cenários, diálogos, interação com objetos e (claro) ações de contexto e quick time events. Alternando entre as jornadas bastante díspares dos três personagens, cada capítulo possui sua própria cadência, o que torna a experiência bastante imersiva, criando um ritmo equilibrado entre o frenético e o monótono.

Melhores do Ano Arkade 2018: Detroit - Become Human

Desta forma, Detroit: Become Human se embrenha em uma narrativa de muitas camadas que se desvenda em uma vasta pluralidade de acontecimentos, que não exatamente se complementam, mas afunilam a narrativa para diversas possibilidades de desfecho. Intuitiva, a jogabilidade prepara muito bem o jogador para os dilemas que refletem o que é ser humano e o quanto nossas emoções nos definem.

Leia aqui nossa análise completa de Detroit: Become Human e, se você é fã das narrativas interativas com uma pegada cinematográfica, não deixe de conferir este grande jogo!

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