Melhores do Ano Arkade 2018: Kabounce

28 de dezembro de 2018
Autor: Paulo Roberto Montanaro

Melhores do Ano Arkade 2018: Kabounce

Se tem uma coisa que nós temos que sempre enaltecer dentro do mercado indie é como algumas obras conseguem surgir de ideias tão inesperadas. Kabounce é dessas propostas inusitadas, partindo do pressuposto de criar um Pinball competitivo multiplayer onde bolinhas cheias de personalidade são controladas por times de jogadores em uma batalha campal frenética, cheia de energia e com doses cavalares de estratégia. Faz sentido? Nenhum. É bom? Demais!

Vamos entender (e relembrar) melhor o plot do game: divididos em dois times, os jogadores controlam bolinhas customizadas buscando fazer mais pontos que o adversário, seja acumulando-os por mérito, seja destruindo os adversários e conquistando seus pontos acumulados. Para que esses pontos sejam contabilizados, é necessário “depositá-los” na conta do seu time — e faça isso antes de ser esmagado por um inimigo mal-intencionado. Basicamente, ganha quem acumular mais pontos. Simples no conceito, simples também na curva de aprendizagem e no domínio dos comandos.

Melhores do Ano Arkade 2018: Kabounce

Como  nosso editor Rodrigo mencionou na análise do game, Kabounce tem muitas similaridades com Rocket League em termos tanto de jogabilidade, de mecânicas e mesmo de experiência de competição. Em ambos os casos, temos situações completamente irreais que conseguem fazer todo o sentido dentro da lógica do game.

Além disso, são sistemas de competição e de progressão envolventes e viciantes, que valorizam o trabalho em equipe e premiam diferentes estilos de jogo, sejam aqueles mais agressivos, sejam os acumuladores. Até eu, que não sou lá aquelas coisas em jogos competitivos, consigo me virar bem, seja contra bots, seja com pessoas de verdade.

Com um estilo artístico que flerta com aquela visão futurista dos anos 1980, o game abusa dos efeitos de neon e da música eletrônica. Há um equilíbrio consistente entre um estilo mais clean e minimalista dos cenários e os efeitos de partículas quase psicodélico dos golpes e das ações do seu avatar, sem contudo poluir a tela ou tornar tudo mais difícil de ser entender. Há equilíbrio entre um ritmo frenético e cadência, mesmo que as coisas fiquem as vezes bem malucas na tela.

Melhores do Ano Arkade 2018: Kabounce

Como um todo, o game consegue juntar simplicidade com um sistema competitivo muito parrudo e bem dosado. É simples de se jogar e não tão complicado assim de se dominar, o que permite que veteranos e novatos possam compartilhar da diversão sem que um tire a graça do jogo do outro, algo dificílimo de ser alcançado por um jogo multiplayer online.

Assim, mesmo contido em suas pretensões, Kabounce é muito feliz em cumprir com o que se propõe e merece estar aqui, na nossa seleta lista dos Melhores do Ano. E também merece uma chance para conquistar mesmo os jogadores mais desconfiados. Leia nossa análise e experimente!

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