Preview Arkade: Desvende segredos e sobreviva no mundo de The Blackout Club

31 de janeiro de 2019
Autor: Fernando Floriano

Preview Arkade: Desvende segredos e sobreviva no mundo de The Blackout Club

Procurando uma opção de game cooperativo ambientado em uma cidade cheia de segredos? Bom, The Blackout Club pode ser a pedida certa para você. Desenvolvido e distribuído pela Question, responsável por The Magic Circle, o game está com acesso antecipado. Ou seja, não foi lançado oficialmente e está sendo moldado de acordo com o feedback da comunidade.

Recebemos, assim, uma cópia de review (Steam) e aqui estão nossas primeiras impressões sobre o game.

Ambientação

Inicialmente há um prólogo de história, com duração entre 20 e 30 minutos, que serve para que o jogador entenda a dinâmica daquele mundo e suas mecânicas. Nesse início controlamos Isabela, uma jovem que está prestes a desmascarar os segredos sombrios de sua pacata cidade.

Aparentemente, durante o dia o cotidiano se instaura. Porém, durante a noite, coisas estranhas acontecem. Os jovens da cidade acordam durante a noite na floresta ou perto dos trilhos do trem, sem a menor ideia de como chegaram lá e, se alguém fala sobre esse fato com os adultos, são tratados com desdenho, sendo assim, desacreditados. Sempre após essas noites enigmáticas, os jovens acordam sujos de lama ou com arranhões, sem memória aparente do que aconteceu.

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O clima do game é interessante, mas (esse dedo) ainda precisa de mais otimização.

Com uma prova relevante em mãos, Isabela tenta sair da cidade para alertar as pessoas sobre as estranhezas do local. Especialmente porque lá não há sinal de celular, internet ou outra forma viável de comunicação. Mas no processo ela é capturada e nosso personagem, um membro do The Blackout Club, tem que realizar missões para encontrá-la.

O prólogo e as missões subsequentes apresentam esse panorama, mas a construção não é feita por meio de uma narrativa particularmente impactante, é mais um argumento para justificar o ato de jogar. Dito isso, para mim foi o suficiente para achar aquele mundo minimamente interessante.

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O gráfico é bem bonito, especialmente os ambientes internos.

O level design do jogo é construído para justificar essa premissa. Logo, acaba sendo um construto interessante apesar dos problemas de otimização, que são normais no acesso antecipado. Por exemplo: a maioria das casas tem passagens secretas para o subterrâneo e lá encontramos muitas coisas bizarras e surreais.

É como se todos os adultos da cidade, professores, policiais, pais, durante a noite, trabalhassem em favor desse ‘culto’ que sequestra adolescentes. Depois dessa introdução podemos falar da jogabilidade de The Blackout Club.

Jogabilidade e estrutura das missões

Além do prólogo, não há informações se uma nova fatia de história single player será adicionada quando o game estiver finalizado. Mas é fato de que a parte mais substancial do jogo é focada na cooperação. Há a possibilidade de realizar as missões sozinho. Mas como todo jogo que tem em seu cerce a cooperação é aconselhável que você jogue com outras pessoas.

O principal elemento do game é o stealth (furtividade), com algumas poucas opções de contra-ataque. A ideia é que ao receber uma missão, coletar um item, fotografar ou filmar alguma atividade estranha com o celular com o intuito de obter uma prova, entre outras, nossa presença não seja notada.

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O celular é um elemento importante, ele filma e serve como lanterna.

Para isso, é importante andar sempre abaixado, o que reduz o barulho que fazemos. E usar da furtividade acima de tudo. Não é um jogo sobre atirar ou sair correndo pelo cenário. Muito pelo contrário: nesse sentido The Blackout Club é “silencioso” e carece de paciência ao ser experienciado. Os comandos são muito simples (baseando-se no controle do Xbox One), no B andamos abaixados, nos gatilhos temos os contra-ataques e X é o botão de ação padrão. É tudo muito simples.

A habilidade menos usual é chamada de Prisioner’s Cinema, que é acionado ao pressionar o botão Y. Consiste em o personagem fechar seus olhos, porém, fazendo isso, ele consegue enxergar resquícios de algo importante. Como uma trilha, por exemplo.

Para ser mais gráfico, a tela fica totalmente com um tom vermelho e alguns rastros que formam um caminho são destacados. E a furtividade é o argumento principal porque os inimigos não enxergam, pois normalmente estão vendados ou encapuzados, então o som é seu aliado e nosso inimigo.

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A ideia é que o jogador se sinta desconfortável e fique sempre alerta.

Esse Prisioner’s Cinema é contextualizado no jogo, sendo descrito como um fenômeno reportado por prisioneiros confinados em celas escuras e outras pessoas mantidas, por algum motivo, na escuridão por muito tempo. O bacana é que todo elemento de gameplay tem uma justificativa na história, mesmo que pequena. Podemos habilitar nosso microfone para coordenar mais as ações com os outros jogadores, mas o gameplay também funciona sem essa interação.

Dentro de um vagão de trem, que serve de hub, podemos ir para as missões, personalizar nosso personagem, escolher armas, e adquirir habilidades. Entre outras funções que adicionam um sabor a mais ao universo criado.

Conclusão

Felizmente, não há (ao menos não encontrei enquanto joguei) nenhum problema nesse acesso antecipado que seja gritante. Mas é claro que o jogo carece de mais otimização em todos os sentidos. A estrutura está ali e está sedimentada em muitos aspectos, porém, precisa de mais conteúdo. Além de um maior polimento de gráficos, personagens e até mesmo algumas mecânicas.

The Blackout Club é promissor e acho que vale a pena dar uma chance ou ao menos observá-lo de perto. O jogo pronto tende a ser bom se continuar nesse ritmo e o produto no estado atual vale a pena pelo clima que é construído.

The Blackout Club ainda não tem data oficial de lançamento, mas está anunciado para algum momento de 2019 e estará disponível para Steam, PS4 e Xbox One.

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