Primeiras Impressões: Ghost Recon Breakpoint agrada no gameplay, mas não com seus servidores

4 de outubro de 2019
Autor: Junior Candido
Primeiras Impressões: Ghost Recon Breakpoint agrada no gameplay, mas não com seus servidores

Após diversos anúncios, expectativas e betas, enfim chegou Ghost Recon Breakpoint. O game, que busca trazer bons elementos de seu antecessor, mas com mudanças pontuais, deixando-o mais realista e sombrio, está disponível para todos aqueles que querem conhecer a ilha de Auroa.

Nós já tivemos acesso ao game e, enquanto desenvolvemos o review definitivo, compartilharemos com você as primeiras impressões que tivemos com o jogo, trazendo elementos que podem ser decisivos para que esta nova empreitada da Ubisoft seja fiel as expectativas que o estúdio anunciou nos últimos meses.

Sobrevivendo aos lobos

Primeiras Impressões: Ghost Recon Breakpoint agrada no gameplay, mas não com seus servidores

Logo quando se inicia o jogo, é possível adaptar o seu personagem, usando o já comum método de personalização. Felizmente, para quem não gosta de perder tempo mexendo nos mínimos detalhes, o game oferece uma versão resumida disso, permitindo que os interessados possam mexer mais, e melhor, em seu personagem, depois.

Personagem criado e jogo configurado, você é lançado no caos de Auroa, passando por uma missão de introdução, que também serve de tutorial e adaptação. Nela, você já percebe que o gameplay mudou, referente a Wildlands. O seu personagem se movimenta com dificuldade, e precisa de um simples atendimento médico, feito por você mesmo. Ele manca, e precisa estar sempre longe de problemas.

Primeiras Impressões: Ghost Recon Breakpoint agrada no gameplay, mas não com seus servidores

É possível perceber que a movimentação está muito mais realista, mas na medida do possível de um game da Ubisoft. Espere por um andar mais real, com direito a tropeçar, caso ande em locais de difícil acesso. Também esqueça as “escaladas de montanha” apenas andando, como acontece nos jogos mais recentes de Assassin’s Creed. Se movimentar pelo jogo é uma tarefa que exige atenção e senso de direção.

Você terá o famoso drone, além de novas ferramentas que, apesar de simples, se mostram úteis. A mais interessante, que já foi mostrada em outras ocasiões, é a que permite cortar arame, permitindo entrar em locais com pouca vigilância, e planejar seu ataque. Como o combate tático foi melhorado, então você vai ter que estudar bem o seu ambiente, para saber como agir. Vai ter hora que o combate não será a escolha ideal, e isso deixa o gameplay bem mais rico e interessante.

Conhecendo Auroa

Primeiras Impressões: Ghost Recon Breakpoint agrada no gameplay, mas não com seus servidores

É legal saber, também, que a Ubisoft mandou o GPS para as cucuias. Como maneira de focar na sobrevivência e exploração, há ainda o ponto de direção para o objetivo. Entretanto, caso pegue um carro, não aparece a famosa linha de direção até o destino. É você quem vai ter que consultar o mapa, ou observar a melhor rota. E, também, é possível desativar estes pontos, e se guiar apenas pelos conselhos de quem conversou, ou pistas encontradas.

Falando em pistas, Breakpoint oferece um interessante sistema de pesquisa e investigação. Não é o foco principal do game, mas é interessante para descobrir mais sobre a ilha, seu passado, e para encontrar locais, pessoas, e itens. É um “algo a mais” bem inserido que vai agradar os detetives dos games.

E Auroa é grande, muito grande. Diferente da Colômbia de Wildlands, a ilha oferece uma diversidade de locais, que mistura o “original da natureza”, com o “progresso extremo do homem”. Tudo isso com a possibilidade de se locomover com transporte terrestre, de ar e de mar. O controle dos veículos é muito bom, incluindo o helicóptero, veículo que ainda sofre com seu controle, em alguns games. Aqui ele está prático e divertido de se guiar.

Converse, interaja

Primeiras Impressões: Ghost Recon Breakpoint agrada no gameplay, mas não com seus servidores

Breakpoint é um convite ao social. Apesar da aventura propor a exploração solitária e silenciosa, é preciso conversar, e bastante. Todo vilarejo tem pessoas que poderão te dar informações para suas missões, ou dar dicas de itens escondidos. Além disso, a famosa caverna, o ponto de encontro dos Ghosts, é o local para se organizar com outros jogadores, e curtir partidas online.

Para quem gosta de uma boa jogatina online, os recursos se mostram bem úteis e interessantes. Apenas não gosto da obrigatoriedade de estar online que a Ubisoft coloca em seus games mais recentes. Entendo que tal recurso facilita estes elementos, mas bem que podia ser revisto, não? Fico refletindo se, em algum dia, caso a Ubisoft decidir desativar os servidores, o jogo se tornará inútil.

E pior: um game que necessita sempre estar conectado, pode dar uma bela de uma dor de cabeça aos jogadores, caso o servidor fique fora do ar. Ou, por alguma razão, a sua rede não conseguir se conectar ao game. Talvez um botão “deixar offline”, para quem quer apenas curtir a história, seria uma saída mais fácil. Sobre as microtransações, que existem, vamos jogar mais para saber o quanto que elas “incomodam” durante o gameplay.

Por outro lado, a riqueza de conteúdo que a Ubisoft tem colocado em seus games, se faz presente aqui, e garante que os jogadores tenham muito o que fazer, até depois que terminarem o game. Sobre o gameplay, a Ubisoft esclareceu que tais itens não eram pra estarem disponíveis no lançamento. De acordo com a empresa, a ideia era disponibilizar tais itens mais para o futuro, para auxiliar jogadores “travados”, para consumir mais conteúdo. A Capcom fez algo semelhante com Monster Hunter World.

O incômodo de estar longe da zona de conforto

Primeiras Impressões: Ghost Recon Breakpoint agrada no gameplay, mas não com seus servidores

Desta vez, você é a caça, e o jogo deixa isso bem claro, te levando a locais os quais precisará passar escondido, para evitar confusão desnecessária. Esta é uma outra mudança necessária e divertida. Se na Colômbia de Wildlands, apenas locais específicos contavam com vigilância, em Breakpoint praticamente toda a ilha é hostil, e os Wolves querem a sua cabeça. Até drones vão encher a sua paciência.

Você terá que, além de metralhar quem puder, usar a cabeça. Agindo como um soldado de elite, você terá que se auto-medicar, planejar, escolher a hora certa de atacar, além de fazer o possível para ser o mais letal que puder. Breakpoint agrada, em um primeiro momento, por conseguir, sim, cumprir as promessas da Ubisoft, levando um gameplay mais profundo, mas sem perder elementos que deram certo em outros games da empresa.

Estaremos jogando mais Ghost Recon Breakpoint. E, em breve, a análise completa do game ficará disponível.

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