RetroArkade – a história de Side Pocket, o game de bilhar mais legal de todos os tempos!

11 de agosto de 2019
Autor: Junior Candido
RetroArkade - a história de Side Pocket, o game de bilhar mais legal de todos os tempos!

Entre as ações características aos games dos anos 90, com suas plataformas, músicas aceleradas, pancadaria e saltos sobre inimigos, sempre era legal relaxar, ao som de música de bar, e brincar de ser o campeão do bilhar em Side Pocket. Mas, apesar da maioria dos jogadores lembrarem do game apenas como um título de 16-bits, o game da Data East tem uma história bem maior.

O game, original de arcades, tem versões para NES, e Game Boy. E, anos antes desta palavra ser comum no nosso dia a dia gamer, as versões de Mega Drive e Super Nintendo são, na verdade, remakes do game original. Por isso, pegue o seu taco de bilhar preferido e vamos voltar ao mundo da sinuca virtual.

E não esqueça de ver outra matéria que já fiz sobre o game, em 2014. Desta vez, não falaremos do game em si, e sim das versões do game, incluindo uma versão bem “safada” que saiu no Japão.

No começo, os arcades

Embora as lembranças dos games com Side Pocket estejam nos anos 90, na verdade, o game chegou um pouco antes. Foi lançado, pela Data East, para arcades, em 1986. Mais “direto ao ponto” do que as versões de console, era colocar a ficha e partir para o jogo. Nada daquela “viagem” pelos EUA buscando ser o melhor de todos.

E, por ser um game de arcade, as limitações, em nome de mais fichas vendidas, se faziam presente. Por isso, eram apenas duas chances de erro no game, que ainda tinha contagem regressiva. Mas, desde ali, já havia conceitos conhecidos do game, como as bolas especiais, caçapas que eventualmente ofereciam pontos extra, e a visão superior que se tornou marca registrada do game.

A vez do NES e do Game Boy

Com o game original dos arcades já disponível, foi natural a conversão. Em 1987, o NES recebeu uma versão, a qual ficou mais próxima do game que conhecemos. O jogo ficou mais incrementado, com quatro níveis diferentes, e cinco vidas, ao invés das duas dos arcades. Além disso, o game tinha agora quatro formações de bolas diferentes, que trazia alguma variedade de jogo.

E, e 1990, foi a vez do Game Boy receber a sua versão. Para se adaptar ao portátil, o layout de tela se adequou ao console, a física foi mais simplificada, e a mesa ficou “branca”, para visualizar melhor as bolas. Aqui também tínhamos 4 níveis e 5 tentativas. E, aqui, era possível brincar com o modo de bola única para um jogador.

O remake em 16-bits

Agora sim, o game que todos conhecemos. Em 1993, a Data East trouxe um Side Pocket totalmente reformulado, e com melhorias significativas em comparação a versões anteriores. Logo de cara, a introdução com o inesquecível “presented by Data East“. Seguido por uma tela com um carro ao fundo e um jazz de fundo, já colocavam os jogadores no clima.

O jazz, por sinal, era a trilha sonora de todo o game, que deixava o ambiente da jogatina muito mais legal. Novos efeitos sonoros também davam maior realismo na batida das bolas. E cenários foto-realísticos (para a época) davam um ar de capricho ao jogo. O estilo de jogo, com níveis, mesas e tentativas de pontuação seguiu o mesmo, mas com mais melhorias.

Mas agora o jogador tinha 5 níveis para encarar, representados como cidades. Dando o ar de “viajando pelo país para ser o melhor”, você viajava por Los Angeles, São Francisco, Las Vegas, Nova York e Atlantic City. Atingindo a pontuação necessária, até terminar o jogo, que agora te oferecia 8 vidas. E o modo de jogadas especiais, agora está disponível desde o início, trazendo desafios extras.

Mega Drive e Super Nintendo ganharam versões idênticas, salvo algum ajuste aqui e ali, para as particularidades de cada console. O Game Gear também recebeu uma versão do remake, mas, apesar das novidades sonoras e visuais, o gameplay ficou mais parecido com a versão de NES.

Pocket Gal – a versão mais “safada” da sinuca, e base dos games 16-bits

A Data East, pelo visto, gostou bastante a versão de NES de Side Pocket. Tanto é que a empresa acabou pegando o port, melhorando-o e lançando para os arcades, mas com o nome de Pocket Gal. O game segue com todos os elementos que o acompanham desde o início, mas com as devidas evoluções visuais e sonoras, além da dificuldade elevada, no padrão dos arcades.

Também era uma versão mais adulta, com as mulheres presentes no game tirando partes da roupa, de acordo com o seu progresso. O game, que havia sido lançado apenas no Japão, chegou ao ocidente, com o nome Pocket Gal 2. Há uma versão, digamos, mais “comportada”, que se chama Super Pool III, que remove o strip-tease e deixa as modelos com “mais roupa”.

Em 1992, chegou Pocket Gal Deluxe. O game, também para arcades, que contava com o mesmo gameplay, já oferecia jazz de fundo, imagens de mulheres, mais comportadas desta vez, visual renovado e mais níveis. Assim, foi esta a versão que serviu de base para as versões em 16-bit. Inclusive, desavisados poderiam achar que é o mesmo game, caso olhassem para um gabinete nos fliperamas de antigamente.

Side Pocket ganharia mais duas continuações. Side Pocket 2, para Saturn e Mega Drive, chegou em 1995, e oferecia ainda mais opções de jogatina. Mas, no ocidente, esse jogo era o Minnesota Fats: Pool Legend. E, em 1997, o Playstation ganhou o Side Pocket 3, um game 3D que, além de mudar o jeito de se jogar, graças as três dimensões, ainda inventou um modo história bem esquisito, com direito a uma mansão idêntica a de Resident Evil, para explorar.

Uma resposta para “RetroArkade – a história de Side Pocket, o game de bilhar mais legal de todos os tempos!”

  • 11 de agosto de 2019 às 19:05 -

    Helinux

  • clássico dos clássicos!!!! bons gráficos, boa jogabilidade e músicas de primeira!!!! bons tempos a versão SNES no qual joguei muito. valeu!!!!

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