RetroArkade – Kobe Bryant’s in NBA Courtside e o início de uma lenda

2 de fevereiro de 2020
Autor: Junior Candido
RetroArkade - Kobe Bryant's in NBA Courtside e o início de uma lenda

Como todos sabemos, infelizmente, no último domingo, 26 de janeiro, Kobe Bryant, um dos maiores nomes da NBA em todos os tempos, faleceu em um acidente de helicóptero. Como forma de homenagear este grande nome do esporte, a RetroArkade retornará a 1998, ano em que a Nintendo, junto ao jogador, lançou um game de basquete bem interessante.

Embora hoje faça sentido um game com o nome do jogador, vale lembrar que em 1998, Bryant tinha apenas 19 anos, e estava em seu segundo ano na NBA. Isso garantiu a ele o fato de ser o jogador mais jovem a estampar seu nome em um game. O game foi desenvolvido pela Left Field Productions, que já tinha experiência com games de basquete, como Slam ‘n Jam. E era uma parceira importante da Nintendo, nos anos 90.

O Kobe Bryant de 1999 que virou capa

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O’Neil e Bryant, nos primeiros anos do Black Mamba na NBA

Para entender a razão do jogador estampar o game sendo tão jovem, precisamos voltar para 1996. Ano o qual o basquete estava em alta, graças as atuações de Michael Jordan, Karl Malone, Dennis Rodman, e outros grandes nomes do esporte. Além deles, Space Jam era fenômeno, e games como NBA Jam faziam a cabeça dos gamers.

E, mesmo em uma época tão brilhante para a NBA, e com tantos nomes de qualidade atuando pelas quadras dos EUA, Bryant tinha certeza de que poderia somar seu nome entre os grandes. Não foi o primeiro no draft de 1996, mas deixou bem claro que só jogaria nos Los Angeles Lakers. Ele acabou sendo escolhido na vez do Charlotte Hornets, mas os Lakers, vendo o potencial do jovem, trouxe o jogador para Los Angeles, em uma troca com Vlade Divac.

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Bryant, recém contratado pelos Lakers. Ganharia cinco títulos da NBA com essa camisa

Kobe teve, na temporada 96/97 quinze minutos por jogo, e uma média de 7.6 pontos por jogo. Ele era jogador de banco, e entrava para suprir o espaço de Eddie Jones e Nick Van Exel. Mas seu nome já era popular em Los Angeles. Além de ser o jogador mais jovem a pisar em quadra na NBA, a torcida do Lakers já reconhecia sua habilidade e a sua maneira de enterrar, que lhe garantiu o prêmio do concurso de enterradas.

Em 97/98 sua média de pontos aumentou, para 15.4 por jogo. E seu bom desempenho em quadra fez dele o jogador mais jovem a participar de um All-Star Game. Já era também o maior pontuador da NBA entre os não-titulares. E, em 98/99, Kobe, titular em todos os 50 jogos da temporada (houve uma greve naquele ano, e com isso, menos jogos), assumiu o protagonismo nos Lakers para não largar mais.

Seu desempenho, assim como suas enterradas, já o faziam ser comparados com Michael Jordan e Magic Johnson. Os Lakers não venceram aquela temporada, mas Bryant já estava consagrado entre os torcedores de Los Angeles. Dali em diante, cinco títulos da NBA, dois MVPs em finais, e diversos outros números o consagrariam como um dos maiores nomes da história da NBA. Os números 8, e depois 24, entravam para a história do basquete.

Mais um game da NBA dos anos 90

Engana-se quem pensa que existia apenas o NBA Jam entre os games de basquete nos anos 90. Exatamente por causa da popularidade do esporte e seus jogadores, vários games davam as caras, buscando o seu lugar ao sol. NBA Live, NBA Action, NBA Give ‘n Go, e NBA in the Zone, entre outros, eram vários games que, entre o arcade e a simulação, traziam a alegria de umas boas enterradas.

O game que estampava Kobe Bryant, o NBA Courtside, tinha uma desenvolvedora experiente com o mundo da bola laranja. a Left Field já havia trabalhado na série Slam ‘n Jam. O primeiro game da série, para 3DO, em 1995, tinha “jeitão” de NBA Jam, mas era um simulador, com 5×5 disputando partidas oficiais. Em 96, a série chegaria ao Playstation, Saturn, e PC.

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O próximo game, então, seria exclusivo do Nintendo 64. A Nintendo, buscando somar em seu portfólio, contou com o estúdio para desenvolver o novo jogo de basquete. O jogo oferecia o que era comum na época: games que simulavam a temporada da NBA, em modos exibição (pré-temporada aqui), temporada e playoffs. Com os times, quadras e jogadores, era a sensação de se sentir em quadra de verdade.

A temporada simulada no game era a de 1997/98. Praticamente tudo daquela temporada estava presente, com exceção de Michael Jordan, que sempre teve seus direitos negociados à parte, e era ausência comum em jogos de basquete na época. E Latrell Sprewel, que cumpria suspensão de 68 jogos, após brigar, bater e asfixiar o treinador P.J. Carlesimo, durante treino do Golden State Warriors.

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O game contava com um bom visual. Não era considerado o melhor de seu tempo, mas era sólido suficiente para ser uma boa opção, entre as várias disponíveis em sua época. O game vendeu um milhão de cópias, o que garantiu até uma sequência. E, pelos próximos anos, o fã do basquete, que já apostava naquele jovem que prometia ser “o próximo Jordan“, teve muitos motivos para se alegrar com o Black Mamba.

Uma lenda também nos videogames

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Kobe Bryant deu seu nome nos dois games Courtside, para Nintendo 64, e em uma versão 3×3, para o Game Boy Color. Ainda foi capa da série NBA 2K em duas oportunidades. Em 2010, já consagrado e novamente campeão com os Lakers, e em 2017, em uma edição especial, que celebrava a carreira do jogador. E o NBA 2K20 prestou homenagem também, em uma atualização no game.

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