RetroArkade: Relembrando os divertidos Sonics do Master System

21 de fevereiro de 2016
Autor: Junior Candido

RetroArkade: Relembrando os divertidos Sonics do Master System

Sonic foi um fenômeno nos anos 90, e mandou a Sega para o primeiro escalão dos games em sua época. Embora os sucessos foram todos lançados no Mega Drive, o Master System recebeu coisa legal também, vamos rever?

Sim, o Mega Drive era o console do momento na Sega e foi um dos maiores consoles de todos os tempos. Lançado em 1989, com carreira consistente durante a década de 90 e com jogos lançados após o fim de sua produção — seja o Show do Milhão, lançado pela Tec Toy ou o Pier Solar, lançado por uma equipe independente anos depois — o Mega Drive ainda é vendido em versões com jogos na memória e portátil.

E com isso, o Sonic, que teve seu primeiro jogo lançado em 1991 para o Mega Drive de fato viveu seus melhores momentos no 16-bit da Sega. Porém, a companhia ainda contava com seu 8-bit, o Master System, ativo, embora o console só estivesse presente em mercados que não eram os principais da época, como na Europa — que jogavam em computadores nesta época — e aqui no Brasil, que com a ousadia da Tec Toy, conseguiu fazer o sistema ser bem vendido por muito tempo.

Por isso, o ouriço azul acabou tendo versões para os consoles de 8-bit, aproveitando o Game Gear, que tinha hardware semelhante e ajudava muito na hora de se fazer um port para o sistema caseiro. O bacana é que embora com muita inspiração, estas versões não são simples cópias adaptadas do sistema mais recente. Vamos então relembrar estes clássicos, que não são lembrados por muitos, mas é querido por todos que puderam jogar.

Sonic the Hedgehog – 1991

RetroArkade: Relembrando os divertidos Sonics do Master System

Lançado quatro meses após o lançamento do game para o Mega Drive, o game começa com a mesma Green Hill Zone e a mesma música clássica adaptada para os padrões 8-bit. Mas engana-se quem acha que se trata de uma mera cópia. A partir do segundo mundo, podemos observar bastante inspiração, mas também vemos mundos bem criativos e uma boa adaptação para um sistema inferior.

As esmeraldas, por exemplo, estão ali e ajudam a fazer o final melhor, mas ao invés de estarem em níveis especiais, elas estão espalhadas pelo cenário, obrigando o jogador a explorar melhor a fase. As fases bônus também se fazem presente, acessadas ao conseguir passar a fase com 50 argolas. Lá você precisa achar a tela que te garante um continue e passar pela placa de fim da fase enquanto o tempo não acaba, aproveitando para pegar o máximo de argolas possíveis.

No geral, o gameplay é o mesmo do Mega Drive, mas com um ritmo mais lento, já que o 8-bit não tinha as mesmas capacidades do seu “irmão mais novo”. Mesmo assim é uma consistente aventura, que apesar de curta, diverte e tem o mesmo fator replay da versão 16-bit. E está disponível na maioria dos Master Systems nacionais, já que ele vinha na memória do console, substituindo Alex Kidd.

Sonic the Hedgehog 2 – 1992

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Quando você pegava a capa do cartucho e via o Sonic voando de asa-delta, já dava pra notar que o game era mais diferente ainda do que a versão 16-bit. Se no primeiro jogo, as diferenças estão apenas no design das fases e em adaptações para um sistema inferior, no segundo jogo temos um jogo muito diferente do Sonic 2 lançado para o Mega Drive.

A começar pela história: Tails está presente aqui no game, mas ao invés de acompanhá-lo em suas aventuras, ele é motivo da razão de Sonic ter que correr, já que foi sequestrado por Eggman. Com isso, Sonic precisa novamente correr por várias fases, que assim como da primeira vez, valorizam mais a exploração do que a pura velocidade. E oferece algumas diferenças no gameplay, como a adição da asa-delta, em uma fase com chuvas e trovões.

Outra adição foram os carrinhos de minas que apesar de bem populares na época, foram imortalizados em Donkey Kong Country. As esmeraldas ainda estão espalhadas pelas fases e são fatores determinantes para um bom e polêmico final [SPOILER]: ao encontrar todas as esmeraldas, Sonic resgata Tails e um final feliz aparece para o jogador, mas se não conseguir encontrá-las, um final melancólico aonde Sonic corre em um vazio com Tails aparecendo nas estrelas, dando a entender que ele está morto, de acordo com muitos jogadores.[SPOILER].

A trilha também chama atenção, pois está mais dinâmica e conta até com uma versão de Sonic – You Can Do Anything, que é a música tema da versão japonesa de Sonic CD. No fim, é um game tão obrigatório quanto qualquer outro de 16-bit do ouriço e pode sim ser considerado um dos melhores — e mais difíceis — jogos da série.

Sonic Spinball – 1993

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Agora sim, um port descarado. Com mudanças simples, o game é quase que o mesmo do Mega Drive, utilizando até sprites adaptados dos 16-bit e com controles duros e chatos. Vale ser mencionado por fazer parte da lista de games, mas assim como no Mega Drive, divertiu apenas alguns poucos jogadores que entenderam a proposta de ampliar o sucesso das fases de Casino do Sonic 2. O Master também recebeu Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine, que apesar de divertido, vamos apenas mencionar aqui.

Sonic Chaos – 1993

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Feito para ser um game específico da série para os 8-bits e não um port de Sonic 3, até porque o terceiro Sonic já contava com avanços no gameplay que criaram um certo abismo entre os consoles, Sonic Chaos oferece o controle total de Tails, incluindo o seu controle de voo. Mais uma vez Sonic e Tails terão que correr atrás de Eggman para recuperar as esmeraldas do caos e evitar maiores problemas.

Por ser desenvolvido exclusivamente para os consoles, sem a necessidade de olhar para o Mega Drive, o game oferece mais exploração ainda se comparar com os outros jogos, com muitos caminhos e segredos. Desta vez, as esmeraldas são coletadas em fases especiais, que pedem 100 argolas coletadas ao completar a fase.

O visal foi todo remodelado e apresentam personagens mais detalhados e cenários coloridos. O som também mantém o padrão, mas já começou a ficar irritante, culpa da baixa qualidade sonora do Master System.

Não é lembrado pelos jogadores por razões óbvias, mas todo fã de Sonic deveria dar uma olhada em Chaos. O game fez sucesso no Japão, e ganhou uma continuação para o Game Gear, o que prova que se trata de um game bem feito e que respeita o nome Sonic.

Sonic Blast – 1996

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Estamos já no ano de 1996. O Super Nintendo e o Mega Drive travam suas últimas batalhas, enquanto o Playstation já é realidade, e briga com Saturn e Nintendo 64 pela preferência do jogador. Vale lembrar que no ano das Olimpíadas de Atlanta, games consagrados como Tekken, Virtua Fighter, Street Fighter Alpha e muitos outros já mostravam o futuro dos videogames e faziam olhos brilharem.

Mas o Master System continuava firme e forte, pelo menos no Brasil.

A Tec Toy, conhecendo o mercado nacional, conseguiu dar uma sobrevida espetacular com o console, e conseguiu lançar o game de Game Gear exclusivamente no país, em um console que embora já estivesse bem ultrapassado, ainda estava instalado em várias residências.

Apesar do Blast no nome, o game não tem nada a ver com o Sonic 3D Blast, a tentativa de colocar o personagem em três dimensões — e que não foi lá um 3D, no final das contas. Aqui nós temos a jogabilidade clássica, com a opção de escolher Sonic ou Knuckles para jogar e coletar de novo as esmeraldas, acessíveis ao completar o segundo nível de cada fase com argolas.

A parte gráfica extraiu todo o limite do sistema, oferecendo cenários pré-renderizados e sprites maiores, mas isso teve um custo: o gameplay travado e a baixa velocidade, um crime para jogos Sonic. Felizmente, a equipe da Tec Toy percebeu isto durante o port e removeu alguns sprites, melhorando um pouco este quesito.

Uma lenda também nos 8-bits

RetroArkade: Relembrando os divertidos Sonics do Master System

Sonic é uma lenda dos games, com toda a certeza deste mundo. Mas uma grande injustiça foi o que motivou esta RetroArkade, pois o Master System também recebeu bons jogos do ouriço, mas que por várias razões, nunca receberam o valor devido. Como era comum na época do Master, as desenvolvedoras acabavam fazendo ports que eram apenas a cópia do jogo com adaptações e cortes de elementos do jogo original, mas com Sonic não era assim.

Cada game tinha a sua própria personalidade e seus próprios elementos de gameplay, divertindo tanto quanto qualquer jogo da série e ajudando a consolidar o nome de Sonic entre os maiores dos videogames, nome este que deveria estar melhor posicionado hoje. Mas enquanto a redenção não vem, pode ser que você nunca tenha jogado algum destes games citados hoje, por isso dê um jeito de achar um Master System e jogue. Você não vai se arrepender.

4 Respostas para “RetroArkade: Relembrando os divertidos Sonics do Master System”

  • 21 de fevereiro de 2016 às 11:45 -

    André Costa

  • Eu tinha o Sonic 1 do Master Systen, e meu primo tinha um Mega Drive, e ficava puto falando “Meu SONIC não vira bolinha” ja gastei bastante tempo desse Sonic só tentando virar “bolinha” kkkkkkkkkk

    • 21 de fevereiro de 2016 às 19:48 -

      Eduardo

    • eu até hj tenho meu master systen e sem duvida eu nunca vou vender……….. 

  • 25 de fevereiro de 2016 às 00:54 -

    Matheus Lima

  • Faltou apenas o sonic Triple Trouble, reportagem interessante , até hj tenho meu master com sonic 1 e 2 que pra mim são os melhores e o sonic chaos.

  • 25 de janeiro de 2017 às 16:28 -

    SONIC THE HEDGEHOG

  • MUITO OBRIGADO! Vcs são os MELHORES FÃNS que um mascote pode ter!

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