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Análise Arkade: Brothers: A Tale of Two Sons. Dois irmãos, uma jornada (X360, PC, PS3)

Análise de Brothers: A Tale of Two Sons, aventura emocional sobre dois irmãos que resolvem puzzles em busca da cura para o pai.

Arkade

Esta matéria é de 2013 e pode estar desatualizada.

Especial Arkade Melhores Jogos do Ano - Brothers: A Tale of Two Sons (PC, X360)

Em 7 de agosto de 2013, foi lançado na Xbox Live o jogo Brothers: A Tale of Two Sons, da Starbreeze Studios, com um novo conceito de jogabilidade e interação e uma história emocionante. Veja nossa análise a seguir!

Brothers: A Tale of Two Sons é um action e adventure game no qual precisamos jogar simultaneamente com dois personagens (os irmãos do título) resolvendo puzzles e superando diversos obstáculos em uma jornada, a fim de encontrar uma substância milagrosa para curar o pai adoecido.

Este é um jogo que, à primeira vista, tem um enredo simples, um gráfico comum (para as plataformas atuais) e uma jogabilidade relativamente fácil e tranquila. Porém, ao longo do gameplay, Brothers leva-nos a desenvolver uma profunda relação de comprometimento com os dois irmãos e seu grande desafio, elevando a mensagem do game como o objetivo principal da obra, dirigida pelo sueco Josef Fares.

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A história começa revivendo uma trágica perda e demonstrando a desesperada necessidade da busca pela cura do pai. Não há nenhum diálogo; mas você consegue entender o que se passa através de gestos e entonações dos personagens, sem sentir a mínima falta de falas ou legendas. Quase como num filme mudo, você atenta para cada movimento na tela e para cada característica apresentada nos cenários.

As conquistas são totalmente desvinculadas das etapas de finalização do game, porém, relacionam-se com o que poderíamos chamar de side quests, as quais variam de gentilezas infantis com animais até assuntos mais preocupantes, estes, inclusive, que nos fazem voltar ao foco da aventura dos dois irmãos.

O gráfico não está no nível espetacular dos motores atuais, mas não decepciona. Tudo ao fundo é meio nublado, dando a sensação de distância incalculável ao caminho a se trilhar. Campos verdes e floridos, áreas montanhosas, bosques sombrios, rios quase congelados… Há uma grande variedade de paisagens para se desfrutar.

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A música é uma graciosa adição ao game. A principal é triste e marcante. Barulho de córregos, cantos de pássaros, galhos estalando, gotejos, revoadas, deslizamento de pedras, estalo de dobradiças são alguns exemplos de excelentes sonorizações, que dão aquele efeito realístico à sua experiência.

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E sobre a jogabilidade? Você utiliza apenas quatro botões: os direcionais e os gatilhos (esquerdos para o irmão mais velho e direitos para o mais novo). Simples, certo? No início tudo corre muito bem, você dá alguns pulos, movimenta-se sem maiores problemas e interage em conjunto ou separadamente com objetos. Porém, isso muda repentinamente e você se vê em situações que exigem uma coordenação mais acentuada e uma movimentação acelerada.

Você deve pensar pelos dois e sabendo com exatidão o que cada um deve fazer. Tão logo a coisa complica você se pergunta por que inventaram isso! Essa mudança não chega a causar frustração, é mais um reflexo da dificuldade de agir em equipe, ressaltado pela própria jogabilidade.

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Os irmãos têm capacidades diferenciadas e isso influencia na combinação de ações que você deve realizar. Não é nada que exija manobras mirabolantes com o controle, mas certamente exigirá muita concentração do jogador.

Você, no entanto, desconsidera toda a possível rejeição por essa forma de jogar quando é obrigado a passar sem o que chamo de “cooperatividade consigo mesmo” ou o trabalho em equipe dos irmãos. Tem até uma parte incrivelmente desoladora em que você deve fazer algo que ninguém desejaria, mas acredito que acentua o desenvolvimento do jogo. Afinal, a mensagem, o ápice do conto, chega a nós de forma inesperada.

Brothers: A Tale of Two Sons é um game para se experimentar. É curto, não é hardcore e não deslumbra os olhos de ninguém com relação a altas performances gráficas. Porém, o jogo está longe de se focar nisso, seu propósito é outro, bem diferente.

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Sua finalização é mais que zerar um game, o que temos aqui é um aprendizado para o jogador e um deleite proporcionado por uma história única e corajosamente contada. Se você curtiu jogos como Journey, suas poucas horas jogando Brothers não serão em vão.

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http://youtu.be/dTu1J2pFhbA

Na Xbox Live, você já pode adquirir Brothers: A Tale of Two Sons por 1200 Microsoft Points. O game chegará na Steam em 28 de agosto e na PSN em 03 de setembro, por 15 dólares.

Nota do editor: Esta análise foi escrita pela nossa leitora Diana Cabral. Sejam legais com ela, ok? =)

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Lançamento
7 de agosto de 2013
Desenvolvedora
Starbreeze Studios
Publicadora
505 Games
Gênero
Aventura
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