Análise Arkade: Momodora Reverie Under the Moonlight

25 de março de 2017
Autor: Rodrigo Pscheidt

Análise Arkade: Momodora Reverie Under the Moonlight

Que tal curtir um Metroidvania retrô produzido por um esforçado estúdio indie brasileiro? Este é Momodora: Reverie Under the Moonlight, game simpático que chegou recentemente ao Playstation 4 e ao Xbox One, confira nossa análise!

Peguei o bonde andando

Embora este tenha sido o primeiro jogo da série a migrar para um console,  Momodora: Reverie Under the Moonlight é nada menos que o quarto jogo de uma série que já existe desde 2010 nos PCs. Felizmente, ele também é um prelúdio, de modo que sua história se passa antes dos jogos anteriores, e quem, como eu, pegar o bonde andando, não vai necessariamente ficar perdido.

Análise Arkade: Momodora Reverie Under the Moonlight

A protagonista do game é Kaho, uma sacerdotisa que está em um missão para expurgar uma maldição que está corrompendo aos poucos o reino em que ela vive. Para cumprir esta missão, ela estará equipada com uma arma bem incomum: uma folha de árvore (?!) — que bem na verdade funciona como se fosse uma lâmina. Ela também possui um arco-e-flecha, e isso, somado à sua agilidade, terá que bastar para a missão hercúlea que lhe aguarda.

Análise Arkade: Momodora Reverie Under the Moonlight

Na prática, o game tem mais um pano de fundo do que uma história propriamente dita. Alguns poucos diálogos irão lhe dar um panorama geral da situação, mas não espere uma história super envolvente e desenvolvida, o jogo te dá apenas o suficiente para você ter uma motivação inicial, e não se preocupa em te entregar tudo “mastigado”.

MetroidVania + Dark Souls

Momodora é um MetroidVania “de raiz”, daqueles bem tradicionais: você é livre para explorar o amplo mapa do jogo da forma que quiser, mas, obviamente, irá encontrar diversas passagens bloqueadas, que só poderão ser acessadas posteriormente, quando você já tiver o item/chave/habilidade necessária.

Análise Arkade: Momodora Reverie Under the Moonlight

O mapa do game segue uma linha bem Castlevania, sendo dividido em “quadradinhos” que espalham-se tanto horizontal quanto verticalmente. Sem instruções claras do que exatamente fazer ou para onde ir, sinta-se à vontade para fazer o que quiser, mas tenha em mente que o backtracking será constante.

Análise Arkade: Momodora Reverie Under the Moonlight

Por ter um sistema de combate bastante focado no timing das esquivas, ele também lembra um pouco Dark Souls. Mas esta não é a única similaridade com a série da From Software: você salva o jogo em altares que funcionam da mesma maneira que as bonfires, e seu principal item de cura é um refil consumível, que pode ser reabastecido sempre que você salva.

Análise Arkade: Momodora Reverie Under the Moonlight

Confira um pouco de nosso gameplay abaixo. São quase 15 minutos de jogo, muita exploração, muitas mortes e um chefe ao final:

Além disso, aqui também há aquela mania de criar “atalhos” bem típica de Dark Souls: sabe quando você fica um tempo sem encontrar um save point, mas para compensar abre um porta “pelo outro lado” e ela nada mais é do que um atalho até um save point antigo? Pois é, tem muito disso por aqui.

Gameplay, bosses e audiovisual

Apesar de ter um pouco mais de backtracking do que eu gostaria — ele só libera fast travels depois de umas 3 horas de jogo, e nem vai para todos os checkpoints disponíveis –, Momodora é um joguinho extremamente gostoso de se jogar. Seus comandos são simples e precisos, os personagens e inimigos são super bonitinhos, e as animações são extremamente charmosas, de um jeito que é raro de se ver em jogos produzidos em pixel art.

Análise Arkade: Momodora Reverie Under the Moonlight

Apesar deste capricho todo, os cenários não receberam o mesmo tratamento, sendo um tanto genéricos na maior parte do tempo. Talvez para manter o clima retrô, o jogo fica o tempo todo em formato 4:3, o que deixa desnecessárias bordas verticais pretas na tela, e não é possível “esticá-lo” para o formato widescreen. A trilha sonora é suave e envolvente, e, “para nossa alegria”, o jogo possui menus e legendas 100% em português.

Além das armas já mencionadas, você também pode equipar Koha com itens e amuletos, que podem ser tanto ativos quanto passivos. O espaço é limitadíssimo — 3 slots para ativos, 2 para passivos —  e alguns dos itens passivos são realmente úteis, o que te obriga a fazer malabarismo na hora de equipar e experimentar tudo.

Análise Arkade: Momodora Reverie Under the Moonlight

Como em todo MetroidVania que se preza, ele também tem muitas boss battles, e algumas delas são bem empolgantes e desafiadoras. Uma das melhores rola já no comecinho do jogo; contra Lubella, a Bruxa da Ruína, uma moça gigante cujos pontos fracos são… bem, é melhor você mesmo ver:

Conclusão

Momodora: Reverie Under the Moonlight é aquele tipo de jogo que gosto de rotular como um pequeno grande jogo: ele foi produzido por uma equipe super enxuta, e tem essa inerente cara de “joguinho” que muitas vezes associamos (erroneamente) a jogos em pixel art.

Porém, essa impressão não poderia ser mais equivocada: Momodora é expansivo, possui um lore respeitável e foi claramente produzido com muito carinho e atenção aos detalhes. Talvez ele não seja novidade para muita gente, mas se você, como eu, é um gamer de console, e curte um bom MetroidVania, não deixe de experimentar Momodora, pois ele é garantia de muita diversão e nostalgia.

Momodora: Reverie Under the Moonlight chegou ao Playstation 4 e ao Xbox One em 17 de março. O game já está disponível na Steam desde o início do ano passado.

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