Análise Arkade: os erros e acertos do “jogo de navinha” Sky Force Reloaded

9 de dezembro de 2017
Autor: Rodrigo Pscheidt

Análise Arkade: os erros e acertos do "jogo de navinha" Sky Force Reloaded

Sky Force Reloaded é um shooter de navinha muito legal, que evolui alguns conceitos que vimos em Sky Force Anniversary… mas infelizmente também mantém alguns de seus maiores problemas.

Sky Force Reloaded começa de um jeito tão parecido com o jogo anterior que parece até a mesma coisa. Começamos o jogo com uma nave “turbinada” e encaramos uma fase inteira… até que chegamos ao chefão, que é gigante e invencível, pilotado pela nova vilã, Scarlett Mantis.

Análise Arkade: os erros e acertos do "jogo de navinha" Sky Force Reloaded

Ela obviamente derruba nossa pequena nave sem muito esforço… e é aí que o jogo começa de verdade, pois assumimos o controle de um novo piloto, com uma nave bem mequetrefe, que deverá invadir o império bélico de Mantis para resgatar seu parceiro que foi derrubado.

Pew pew pew!

O gameplay de Sky Force Reloaded continua sólido e extremamente funcional. O que temos aqui é um shooter de navinha 2D bem tradicional, nos moldes de clássicos como Ikaruga e Sonic Wings. Na prática, sua missão é encarar as infindáveis hordas de inimigos, tentando não ser alvejado pelos incontáveis projéteis que enchem a tela enquanto tenta resgatar pilotos e engenheiros aliados.

Começamos o jogo com uma arminha simples, de munição infinita. Mas você rapidamente vai perceber que ela mal é suficiente para aguentar a primeira fase. Aqui não temos aqueles power ups que melhoram automaticamente suas armas: você precisa dar uma passada no Hangar para trocar estrelas por armas secundárias (mísseis teleguiados, lasers, escudos e bombas), que realmente agregam valor de fogo à sua arma.

Análise Arkade: os erros e acertos do "jogo de navinha" Sky Force Reloaded

Isso acaba tornando Sky Force Reloaded um jogo de grinding: você tenta, tenta, tenta até conseguir passar de uma fase… aí chega no próximo nível e percebe que seu poder de fogo conseguido com muito suor não é o bastante para os novos desafios. Então você joga mais um pouco, morre mais um pouco e vai acumulando estrelas para comprar mais armas e power ups para sua nave.

Isso não é necessariamente ruim, simplesmente deixa o progresso um pouco lento. O que é realmente chato é o repeteco do infame sistema de medalhas.

O infame sistema de medalhas

Por ser um jogo que nasceu no formato free-to-play em tablets e smartphones, Sky Force Reloaded mantém nos consoles uma prática pentelha comum em games mobile: você precisa ir acumulando medalhas para liberar as próximas fases.

Análise Arkade: os erros e acertos do "jogo de navinha" Sky Force Reloaded

Cada fase pode lhe render 4 medalhas na dificuldade normal e outras 4 no modo hard. O problema é que algumas dessas medalhas são BEM difíceis de conseguir, e liberar as últimas fases te obriga a ser nada menos que perfeito nas fases anteriores.

Em quase todas as fases, você ganha medalhas por destruir 100% das tropas inimigas e chegar até o final sem tomar um único tiro. Pode não parecer, mas isso é extremamente difícil: se um único aviãozinho inimigo sair inteiro da tela, você perde a medalha dos 100%, e qualquer tiro que você leve automaticamente cancela a outra medalha.

Análise Arkade: os erros e acertos do "jogo de navinha" Sky Force Reloaded

Isso faz com que a primeira metade do jogo ofereça um desafio aceitável, enquanto liberar as últimas fases se torna um verdadeiro suplício. Este formato de progressão “pensado” para smartphones acaba tornando o jogo frustrante, pois por mais que você passe — com muito suor — pelas fases, precisará rejogá-las diversas vezes apenas para conseguir medalhas suficientes.

Coop e audiovisual

A dificuldade inerente do jogo torna a experiência mais palatável — e até mais divertida — se jogada em coop: 2 jogadores podem unir forças localmente para tentar sobrepujar as hordas de inimigos. Jogar de dupla facilita também o ato de salvar todos os humaninhos, visto que muitas vezes há vários pedindo ajuda simultaneamente na tela.

Análise Arkade: os erros e acertos do "jogo de navinha" Sky Force Reloaded

Temos 13 fases no game, mais 2 áreas bônus, e todas contam com um chefe gigante, apelão e estiloso ao final. O visual das fases no geral parece um pouco mais escuro do que no game anterior, ainda que o jogo continue caprichado e bem resolvido em termos de direção de arte. É só que, enquanto o primeiro jogo era mais focado em arquipélagos, florestas e praias, aqui temos mais desertos, bases militares… enfim, ambientes menos coloridos.

A trilha sonora e os efeitos mantém a mesma pegada de Sky Force Anniversary, ou seja, uma vibe bem estilo “arcade anos 90”, com música eletrônica, locutor de voz grave soltando comentários tipo “Nice” e “Wonderful” conforme seu desempenho.

Conclusão

Sky Force Reloaded é um ótimo shooter de navinha 2D, que infelizmente mantém os vícios do primeiro jogo — que ainda são os vícios do formato free-to-play — para alongar uma jornada que poderia muito bem ser mais curta e menos punitiva sem que isso o tornasse ruim.

Análise Arkade: os erros e acertos do "jogo de navinha" Sky Force Reloaded

Se você curtiu Sky Force Anniversary — ou simplesmente é fã de jogos de navinha 2D em geral –, este Sky Force Reloaded sem dúvida oferece uma boa dose de desafio e diversão. Só tenha em mente que, se quiser ir até o final do jogo, você vai precisar se dedicar um bocado.

Sky Force Reloaded foi lançado em 28 de novembro, com versões para PC e Playstation 4. Antes disso, o game já estava disponível para dispositivos iOS e Android.

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